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Marcos Almeida me fazendo polemizar neste blog (ou: Palavras hebraicas para a adoração e louvor)

Este texto não faz parte dos posts temáticos do mês, para lê-los clique aquiaqui e aqui.


{Para ouvir enquanto lê}

Eu me lembro da primeira vez que o meu avó materno – a pessoa mais lindamente do contra (beijo, vô, daqui um dia estou chegando no seu Araguaia) – me perguntou o que eu fazia fora da igreja e porque eu não lia essa bendita Bíblia SÓ na igreja. A resposta pulou de mim sem nenhum empecilho, como se ele tivesse perguntado meu nome:

– Porque o evangelho faz parte de todos os pedaços da minha vida, não tem fora da igreja.

Ele balançou a cabeça e me implicou mais um pouco, mandando eu parar de filosofar sobre Deus e ir para piscina.

E aí eu fiz 15, 16 e pulei para os vinte anos, cada vez mais atraída por esse pensamento. Todo dia menos preocupada em parecer gospel, mas totalmente comprometida com o evangelho. (E veja bem, isso não é um desrespeito ao mandamento de evitarmos a aparência do mal).

Se você me lê já sabe que eu acho que a minha fé não está no meu vocabulário crente, minha fé está em absolutamente tudo mais: na forma como eu acordo, como eu reclamo, como eu amo o outro – em todos os amores possíveis – como eu trabalho, como eu planejo o meu dia…

Sendo assim, dividir a vida em música “de Deus” e música em que Deus está presente, não faz sentido para mim… É claro que precisamos ter canções que nos impulsionem diretamente na igreja, que nos ajudem a gerar fé, que facilitem o contato com Deus (eu sou team espontâneo da Bethel, amigos, basta ver a quantidade de vezes que falo sobre canções que falam explicitamente sobre e com o lindjo Espírito Santo), mas eu realmente acredito que Deus está em uma música que você compôs sobre… bem, sobre um passarinho. Ela não precisa ter aquele selão “música de crente”, ela precisa ser feita por você, que entende que sua vida cristã, na verdade, são todas as áreas da sua vida. Você pode falar sobre alguma parte besta do nosso cotidiano ou sobre quem você ama e ainda sim demonstrar que o seu coração se derrete pelo Altíssimo.

E estou falando isso por que, minha gente? Porque Marcos Almeida lançou uma música nova sobre o Natal e me fez pensar sobre tudo isso de novo hahaha…  Se você não conhece o cara, mas conhece o trabalho do Palavrantiga, você conhece um pedacinho do cara. Agora, com novos projetos (acesse o Nossa Brasilidade), ele tem falado bastante sobre o evangeliquês e o que o Espírito pode fazer se nós falarmos português nas músicas.

marcos

“A gente recebe algumas críticas. A primeira vista parece alguma coisa muito “carnal” muito “pensado”, mas a gente vê que é um movimento que o Espírito Santo está fazendo no Brasil. Existem muitos grupos que vieram desse meio da cultura gospel que não estão mais relacionados ao movimento, como a Lorena Chaves, a Lilian Soares, o Bruno Branco, alguns músicos do Nordeste e também de Brasília que não usam esse vocabulário. Acredito que o gospel é mais uma forma de comunicação do que um estilo de música. O gospel tem o seu linguajar. O “Nossa Brasilidade” está tentando aproximar mais com o vocabulário de “rua”, mais com o “português” do que com o “evangeliquês”. Se fosse resumir, diria que o nosso projeto são artistas cristãos falando em português”, Marcos disse em uma entrevista para o site da Lagoinha.

Talvez você possa estar pensando que isso é uma maneira de se esconder, de não falar claramente a mensagem, mas sabe, eu não acredito nisso não. Eu creio num Deus poético e mais, em um Deus que nos dá liberdade para sermos poéticos. Vamos pensar em Davi, quer um homem que sabia mais sobre ser extremamente derretido e construtor de metáforas e, ao mesmo tempo, sabia quando ser guerreiro e observador das realidades espirituais? Ele não escondia o seu Senhor, ao contrário dos soldados do Rei, todos escondidos, com medo de Golias. “Então, quando você trabalha com a canção, fica escancarado sua confissão de fé. Quem conhece as nossas músicas sabe que não estamos tentando ser simpáticos com o mundo. Estamos provocando muitas coisas, mas com beleza, poesia e na língua corrente das ruas e não nos jargões evangélicos.”, Marcos afirma, ainda em entrevista para o site da Lagoinha.

Na parte hebraica da Bíblia, a palavra adoração, na verdade, são várias palavras. Então, por que não termos vários tipos de canções que nos levam a diferentes tipos de louvores? Não é mais do que natural? Eu tenho lido sobre isso há alguns meses (e escrito as sete palavras em cadernos e nos braços, não se assuste caso me encontre riscada hehehe) e descoberto que nós podemos exaltá-Lo de mais formas do que temos feitos.

Vou listar resumidamentíssíssimo  as palavras:

HALAL: falar bem do Eterno. Sabe quando a gente tá tão entusiasmado ou agradecido que precisa falar alto que Ele é bom?

YADAH: erguer as nossas mãos, em um local de dependência completa de Deus.

TOWDAH: levantar as mãos com ações de graças, não só por tudo o que já recebemos, mas pelo que iremos receber. Pode ser considerado um louvor gerador de fé, que nos livra de sermos amargos, de culparmos o outro, de não sermos gratos.

SHABACH: é a palavra para o júbilo, para quando gritamos e nos alegramos Naquele que venceu o mundo.

TEHILLAH: eu absolutamente amo os salmos que têm essa palavra! Porque eles falam de cantarmos uma canção nova – algo que você não tenha decorado. Ou seja: essa é a parte da adoração em que Deus tem liberdade de agir através de nós e aí nós colocamos em palavras nossa relação de amor com o Senhor (já tô suspirando aqui, e vocês?).

BARAK: adorarmos de joelhos, expressando verdadeiramente o que temos presenciado em Sua presença.

ZAMAR: louvar e adorar tocando algum instrumento, fazendo melodias.

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Estudar as palavras hebraicas para o louvor e a adoração amolecem meu coração. Entender exatamente o que os salmos dizem é tão intenso que, de alguma forma, agita uma parte de mim que só quer gritar e cantar e me prostrar diante Dele. Quero enfrentar tudo em adoração, Deus, porque se eu puder te ouvir cantar, meu Rabbi, se eu tiver a certeza de que estou um dia a menos de ver suas bochechas musicais, tudo fica mais ‘engulivel’. Você é todo o som dos meus dias e eu quero aprender a te dizer isso de segunda a segunda, ate que não haja mais tempo para contar.

Eu já não sei se eu me fiz clara ou não adicionando essas sete palavras ao texto (hehehe), o que queria dizer é que o clipe novo do Marcos Almeida sobre nosso natal cheio de sol e Deus me fez sorrir e pensar em como Deus nos aprecia. Não só pelo que podemos fazer por sua obra, mas pelo que Ele colocou em nós: poesia.

Assista o vídeo responsável pelas 1182 palavras do post:


[Faltam 07 dias para o Natal]

Deus , o Senhor, por acaso, está no Centro?

{Para ouvir enquanto lê}

Para os dias que a gente sente saudades de Deus pelos menores motivos e faz drama, bico de menino mesmo, e fica pedindo dentro do coração, baixinho, mas alto: deixa eu te achar, Deus. Para esses dias: Salmos e uma câmera. Salmos para o coração e a câmera para imaginar lugares onde o Senhor pode ter se metido…

Ó Deus, tu és o meu Deus,
eu te busco intensamente;
a minha alma tem sede de ti!
Todo o meu ser anseia por ti,
numa terra seca, exausta e sem água. Quero contemplar-te no santuário
e avistar o teu poder e a tua glória. O teu amor é melhor do que a vida!
Por isso os meus lábios te exaltarão. Enquanto eu viver te bendirei,
e em teu nome levantarei as minhas mãos. A minha alma ficará satisfeita
como quando tem rico banquete;
com lábios jubilosos a minha boca te louvará. Quando me deito, lembro-me de ti;
penso em ti durante as vigílias da noite. Porque és a minha ajuda,
canto de alegria à sombra das tuas asas. A minha alma apega-se a ti;
a tua mão direita me sustém.                                        Salmos 63:1-8

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Imaginei que o Senhor estivesse ali: segurando a mão daquele homem, no Centro da cidade
E depois desceu a rua da vidraçaria e continuou andando...
E depois desceu a rua da vidraçaria e continuou andando…
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E aí, ficou de pé sob o prédio pronto para mergulhar e nos cobrir com graça e um ventinho gelado

Não é Tim Maia, é só o quinto e o sexto dia ~juntinhos~ (Desafio #1)

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(Obrigada, Marcela, porque o caderno foi a melhor coisa que você podia me dar de aniversário!)

E a pessoa que vos escreve fez uma pequena bagunça na hora de postar os dias do Desafio #1 porque escreveu tudo no caderno que leva para cima e para baixo e não transcreveu para o blog. Então, aqui vão os dois dias juntinhos.         #Sexta-feira Começo a escrever para você da mesa do trabalho. O prédio está sem energia. Pego a Bíblia na bolsa. Fecho os olhos rapidamente, como uma espécie de prece que significa “me mande para o texto certo, Senhor”, e então me vejo indo para Salmos. Sim, Salmos 66. Li o capítulo algumas vezes. Sabe quando você precisa prestar atenção em tudo se não vai perder o detalhe mais importante da sua vida? O sentimento é bem parecido com o de tentar decorar o mapa de algum livro com dragões ou com hobbits. Eu sempre fico olhando e olhando e olhando antes de começar a história, porque tenho a mania doentia de não querer ficar voltando ao incio da leitura, mas a verdade é que geralmente preciso nas primeiras páginas ( christopher paolini ❤ ). No meio da história, você já sabe o mapa sem precisar checa-lo, depois de várias vezes lendo o salmo você também aprende a ser um bom co-piloto. E o versículo que você queria salta aos seus olhos todo brincalhão te perguntando o quão difícil foi percebe-lo:

Vinde, e vede as obras de Deus: é tremendo nos seus feitos para com os filhos dos homens.

Caramba! É isso! Vinde e vede as obras de Deus em minha vida! É isso que quero dizer no quinto dia do desafio. Meu domínio próprio ainda não é brilhante – se você falar mal das minhas bandas favoritas ainda terei dificuldade em dar a segunda face, rs – mas Jesus tem feito uma grande obra em mim! Creio que a mudança vem de uma decisão sem rodeios: desembarace meus caminhos, Espírito. Todos os meus erros, tropeços, mentiras, abusos e até mesmo o “tá gravida??” para a pessoa errada sumiram. Por isso eu repito: vinde e vede as obras de Deus em minha vida!   #Sábado IMG10111Tantantan… A célula de louvor é hoje! Não consigo pensar direito em versículos ou coisas que realmente façam sentido, porque ainda é cedo, aliás, já era cedo quando fui dormir, duas horas depois continua muito cedo. O fato é que tenho trabalhado com a minha ideia de expectativa, por isso creio que Deus se moverá em nosso meio! A única coisa que me vem a cabeça agora – e não é um bocejo – é o início do livro do pastor David Yonggi Cho e é por isso que clamo: Deus nos dê, para começar, cinco pessoas apaixonadas por ti e uma tenda.