Arquivo da tag: Espírito

Pra sempre (ou: Como eu posso ficar brava com você?)

Hello! There’s an English version for you right below 🙂

(Recentemente, vi no status do blog acessos de alguns países que não falam nosso português maravilhoso, então, alguns textos terão uma versão em um inglês-gente-como-a-gente)



{Para ouvir enquanto lê}

– Não. MINHA pedra. MEU mar. Com licença? – Falo entre os dentes. A pessoa da cadeira ao lado me olha sem entender. Eu não explico.

A aula continua e eu tento voltar para o outro lado do mundo dentro de mim.

Uma pedra gigante e um mar gelado demais para entrar. Meu tipo favorito de mar: o que a gente fica encarando, enquanto abraça uma coberta fina.

Pequenos grãos de areia mandam, inicialmente, estímulos para o meu cérebro – estamos aqui! – mas, depois de alguns minutos, eles se tornam um pedaço de mim: meu sistema nervoso não acha mais necessário me dizer que os grãozinhos ainda se movem ao redor do meu dedinho do pé, assim como não me deixa notar o tecido da calça sobre minhas coxas.

Ele olha para cima, o vento faz seus cabelos vibrarem. Cabelos grisalhos e cheios.

Eu tento ignorá-lo como meu cérebro faz com a areia.

Mas Ele ainda está ali. Dentro de uma pequena fantasia que me faz civilizada o bastante para não levantar da cadeira e gritar a plenos pulmões no meio da aula.

“É irritante. Apenas… Não.” – Eu tento dizer a Ele, mentalmente.

“Eu não sei bem porque a gente veio para cá, você nem é uma pessoa de praia, mas eu gosto do vento.”.

“Meu Deus… Quer dizer, nada de Meu Deus. Só… Arg… Eu só quero ficar com a pedra e com o cobertor por três minutos…” – Eu grunho, como uma criança mimada.

“Quando você era pequena, você inventou uma história sobre uma princesa dos golfinhos, você lembra? Eu sempre achei aquilo muito engraçado, foi quando você ganhou um anel de golfinho, lembra?”

“Sim, da Tia Ló…”

“Você não quer um par deles no mar?”

“Nope.”

“Era engraçado porque você estava lavando o banheiro e cantando com um rodo, que era, também, o bastão que chamava os golfinhos…” – Minha visão periférica percebe a linha ao redor de seus olhos sorrindo, mas eu não queria me virar para Ele.

“Aquele musical foi um sucesso de bilheteria, deveria estar na Broadway”. – Quase rio.

“Ainda sem golfinhos?”

“Você se sentiria melhor se eu imaginasse dois golfinhos pulando no mar?” – Pergunto, novamente me transformando em uma criança chorona.

“Pra falar a verdade, eu me sentiria muito melhor se você imaginasse dois rodos pulando, enquanto fazem um barulho de golfinho.” – Os olhos sorridentes Dele ainda estavam ali.

“Ok, Deus, toma seus rodos” – Imaginei dois rodos de madeira cobertos por uma capinha plástica vermelha pulando no meio do oceano, enquanto um sonoro “wickickaisdhahragagagksksk”, ou seja lá o barulho que golfinhos fazem, ressoava sobre a pedra e o por do sol.

“Eu posso ficar?” – Ele não era mais Ele, mas era. Não era o pai, mas tinha a voz do meu amigo, do Espírito.

Eu odeio quando o Espírito vem e eu estou brava. Porque Ele é sim-ples-mente irresistível. Mais do que qualquer outra figura dos céus – e eu não sei se é certo dizer isso, mas o fato é que, pra mim, Ele é. Porque Ele foi enviado para nós e, enquanto não voltar para sua casa, nós somos sua casa.

“Pode…”

O professor tem um ataque de tosse.

“Você já vai?”

“Aula… Tenho que prestar atenção, eu acho…”

“Você sabe que tudo isso vai passar, não sabe?”

“O mundo e o mar e as aulas e o pé contra a areia.” – Afirmo.

“Tudo.”

“Sei, Espírito…” – E, alguns dias, eu realmente desejava que passasse mais rápido.

“Mas nós não vamos. Nós não somos um pedaço de areia no seu pé. Nós somos feitos para sermos sentidos para sempre. Um pelo outro. Pra sempre”

Balanço a cabeça. Imagino mais vento.

“Você não é areia. Eu sou sensível a você.” – Ele derrete feito cocada em dia quente.

Respiro e percebo que o mar não tem cheiro de maresia, porque eu nunca havia dito que ele deveria ter.

“Eu só…” – Me apoio em seu peito. Não há coração, mas escuto uma planta crescendo, e ela parece crescer pra sempre. – “Eu só estou cansada”.

O barulho do seu peito cresce, e cresce, até que se transforma em algo semelhante a uma canção antiga:

 

Você era uma semente
Mas olha, que cheirosa pode se tornar se for um fruto
“Pra ser um fruto, você tem que se anular”, eles disseram
Bobagem
Mas te disseram isso muitas vezes e você acreditou que se me entregasse até o que eu não pedi, eu ficaria feliz
Mas eu, eu só queria que você fosse um fruto cheiroso e não uma viúva chorona
Você  não me ouviu e velou a si mesmo algumas vezes, até que parou diante de grandes embarcações e homens barbados
O mar era o lugar em que os vikings enterravam seus heróis
Enterravam, mas não velavam, você pensou. Não velavam!
O mar era o lugar em que os vikings enterravam seus heróis – isso ocupava toda a sua cabeça
Os vikings achavam que eu não estava ali, você achava que eu não estava aqui, mas eu estou em todo lugar
Eu vi os mortos incendiados ao boiar
A terra é um lugar rápido de se dar a volta quando o tempo não importa
E eu só precisei dar três passos, passei pelos vikings, pelos arranha céus e te encontrei, aqui, no mar que não tem cheiro de maresia, mas de rodos flutuantes
Tire a esperança da água, pare de enterra-la, afoga-la, fingir não vela-la
Porque vocês são mais do que um emprego e contas para pagar
Vocês foram pagos
O meu peito cresce por você, como flor desabrochando, e tudo em mim faz barulho de planta que mal pode esperar para sair da terra, porque nós vamos viver para sempre
Você não entende o quanto o pra sempre é pra sempre
Mas vai entender
Porque a vida é maior do que toda essa água
E nós dois, juntos, somos mais bonitos do que o mar

Eu fiquei ali, em seu peito cheio de plantas, até que pudesse responder inaudivelmente o que o professor perguntava pra turma, claramente pela décima vez.

– Peptidoglicano. – Respondi do que as paredes das bactérias eram feitas, pensando sobre o dia que nossas paredes cairiam e ele cantaria suas músicas pra sempre.


English Version! 😀

Forever (or: How can I be mad at You?)

 

– No. My stone. MY SEA. Excuse me?! – I speak between my teeth. The person next to me looks  confused. I do not explain.

The class continues and I try to go back to the other side of the world, inside me.

I imagine a giant stone and a sea too cold to go into. My favorite type of sea: the one we stare at, while hugging a thin blanket.

Small grains of sand initially send stimulus to my brain – we’re here! – but after a few minutes they become a piece of me: my nervous system no longer finds it necessary to tell me that the grains still move around my little toe, just as it does not let me notice the fabric of the pants on my thighs.

He looks up, the wind makes his hair vibrate. Gray hair.

I try to ignore him just like my brain ignores the sand.

But He is still there. Inside my little fantasy that makes me civilized enough to not get out of the chair and scream at the top of my lungs in the middle of class.

“It’s annoying. Just … Don´t. ” – I try to say to him, mentally.

“I don´t know why we came here, you’re not even a beach person, but I like the wind.”

“Oh my God … I mean, none of “Oh my God”. Just … Arg … I just want to be here alone with the stone and the blanket for three minutes…” – I growl like a spoiled child.

“When you were little, you invented a story about a dolphin princess, remember? I always found it very funny, that was when you got a dolphin ring, remember? ”

“Yes, my Auntie Ló gave it to me…”

“Don’t you want a couple of them at sea?”

“Nope.”

“It was funny because you were washing the bathroom and singing with a squeegee, which was also the stick that called the dolphins…” – My peripheral vision notices the line around his eyes smiling, but I did not want to turn around for him.

“That musical was a hit, it should be on Broadway.” – I was almost laughing.

“Still no dolphins?”

“Would you feel better if I imagined two dolphins jumping in the sea?” I ask, again turning into a crying child.

“To tell you the truth, I would feel a lot better if you imagined two squeegees jumping as they make a dolphin noise.” His smiling eyes were still there.

“Okay, God, here we go.” – I imagined two wooden squeegees covered by a red plastic cap jumping in the middle of the ocean, while a “wickickaisdhahragagagksksk”, or whatever is the noise made by dolphins, resounded on the stone and on the sundown.

“Can I stay?” – He was not He anymore, but He was. It was not the father, but my friend, the Spirit.

I hate when the Spirit comes and I’m angry. Because He is simply irresistible. More than any other figure – and I do not know if it is right to say this, but the fact is that, for me, He is. Because He has been sent to us and, as long He can’t return to his house, we are his home.

“You can…”

The teacher had a coughing attack.

” Where are you going?”

“Class … I have to pay attention, I think …”

“You know all this will pass, don’t you?”

“The world and the sea and the classes and the foot against the sand.” – I said.

“All.”

“I know, Spirit …” – And, some days, I really wanted them to pass faster.

“But we will not. We are not a bit of sand on your foot. We are meant to be felt forever. One by the other. Forever.”

I agree with my head and I imagine more wind.

“You’re not sand. I’m sensitive to you. “- He melts like a candy in a hot day. So sweet. So real.

I breathe and realize that the sea does not smell like sea, because I had never said that it should have.

“I just …” – I lean against his chest. There is no heart, but I hear a plant growing, and it seems to grow forever. – “I’m just tired.”

The noise of his chest grows, and grows, until it turns into something like an old song:

You were a seed
But look, what a scented thing you can become if you turn into a fruit
“To be a fruit, you have to vanish”, they said
Nonsense
But they told you that so many times and you believed that if you gave in things I didn’t even asked, I would be happy
But I, I just wanted you to be a smelling fruit and not a crying widow
You did not hear me and therefore you grieve yourself a few times, until you stopped in front of great vessels and bearded men
The sea was the place where the Vikings buried their heroes
They buried, but they did not grief, you thought. They did not grief!
The sea was the place where the Vikings buried their heroes – this occupied your whole head
The Vikings did not think I was there, you did not think I was here, but I’m everywhere
I saw the dead in the sea
Earth is a quick place to turn around when time does not matter
And I only had to take three steps, I went through the Vikings, through the skyscrapers and I found you here, in the sea that does not smell like sea, but like floating squeegees
Take your hope out of the water, stop burying it, drown it, pretend not to grieving it
Because you are more than a job and bills to pay
You have been paid
My chest grows for you like blossoming flower, and everything in me makes this noise, the noise of a plant that can hardly wait to leave the earth, because we will live forever
You do not understand how forever is forever
But you will
Because life is bigger than all this water
And the two of us, together, are more beautiful than the sea

 

I stood there in his chest full of plants until I could answer what the teacher was asking the class, clearly, for the tenth time.

–  Peptidoglycan. – I replied, almost inaudible. That was what bacteria’s walls were made of. But I was not thinking in microbiology, I was thinking about the day our walls would finally fall and He would sing his songs forever.

O dia que Deus colocou um pano que tremia no meu telhado

{Para ouvir enquanto lê}

Esse post vai crescer e virar um vídeo, que fará parte do novo desafio que o Senhor tem me dado durante esta semana. E eu torço para que ele transforme sua mente como fez comigo. Enquanto o vídeo e o desafio não aparecem por aqui, queria deixar um pedaço da minha noite de ontem.

Eu estava ouvindo uma palavra no Worship U (outra coisa que merece um post!), uma plataforma de escola de adoração ABSOLUTAMENTE INCRÍVEL da Bethel, ministrada pela Christa Black, quando ela e seu esposo nos desafiaram a entrar em uma atmosfera de conexão com Deus. Se vocês conhecem a Bethel sabem que eles são muito intensos e que a maioria das pessoas (incluindo a que vos escreve) que vai atrás de conteúdo deles quer entender esse mover e mais do que isso: sentir esse tipo urgente de evangelho e a presença constante do Espírito de Deus.

Então, assim que a ministração acabou, eu fechei meus olhos estirada na cama, no meio do calor desumano que Goiânia tem conhecido, e pedi que o Senhor falasse comigo. Durante a “lesson”, como as aulas são intituladas no site, Christa pregou que você não precisa retroceder quando o assunto é falar com Deus, você deve sempre retornar na sua MAIOR experiência com Ele e continuar dali. Imediatamente me lembrei de uma das experiências com Deus que mais gosto: um sonho em que eu podia literalmente sentir a presença do espírito e ver ela se transformar em cores e no sol se pondo e pessoas flutuando.

Com as palmas das mãos viradas para cima, mas ainda encostadas no colchão, cantando (baixo porque tenho vizinhos e família e já eram duas da manhã, hehehe) e orando pude ouvir o espírito dizendo que naquela mesma posição em que tantas vezes já havia sofrido opressões, ele iria falar comigo. Opressões-o-quê? Bem, você já sonhou que estava sendo esmagado e não conseguia falar e ao acordar não conseguia se mexer? Isso, amigo, é um tipo de opressão. Eu acordei várias vezes com esses mesmos sintomas, com o adicional (de calda e mais ovomaltine) das frases que pulavam na minha cabeça: Quem você vai chamar? Você não consegue chamar ninguém.

Mas Jesus veio para mudar nossa sorte. Toda ela.

Ele me mostrou um pano branco que tremulava sem vento nenhum, e esse pano se transformou nesse imenso amontoado de tecido, que às vezes ficava quase transparente, cobrindo todo o telhado da minha casa. Tremeluzindo, como se acompanhasse o ritmo de uma fogueira, como se estivesse usando um vento que vinha direto das praias nordestinas desse Brasil-de-meodeos para vibrar acima da minha casa.

– Eu virei sobre toda a sua casa essa noite, por que você invocou meu nome. Sobre todos os cômodos.

Eu tenho orado pela minha casa, minha família, de forma mais intensa durante esses dias e no momento em que o Senhor disse isso eu tive aquela sensação maravilhosa: Ele me escutou. É claro que Ele nos escuta. Todos nós sabemos disso. Entretanto, se descobrirmos como ele ama sempre dizer que seus ouvidos estão inclinados para a terra, esperando que clamemos pela graça do trono, se descobrirmos o quanto podemos chamá-Lo durante o dia, ah, se nos descobrirmos…

Eu gostaria de te incentivar a buscá-Lo hoje. Se você está lendo isso, cara, eu tenho uma novidade para você: se prepare para a atmosfera do impossível. Imagine o cenário mais impossível no qual você poderia se encontrar com Jesus?

ELE É SEU.

Eu já me chateei várias vezes querendo que Deus falasse comigo sobre uma determinada coisa ou outra, ontem eu aprendi que se eu buscá-Lo eu não terei que chorar pelas respostas, porque todas elas vem com o dono delas.

– Se alguém me busca, por que eu não iria me entregar? – Ele me perguntou antes que toda essa experiência começasse, durante a tarde, quando eu ainda estava limpando minha casa (se eu fosse escrever um livro hoje, ele provavelmente se chamaria Chorando com o rodo na mão, hahaha).

Se você tem sentido que deve procurar por Ele, o caminho está aberto. Feche os olhos e imagine Jesus (juro que fica mais fácil!), o cumprimente, segure sua mão, e então escute, veja, sinta, ponha seus pés na experiência do céu. Ela é sua. E se algum pensamento de não merecimento te afligir, se lembre da cruz, toque no sangue que nunca seca sobre sua cabeça. Sempre quente, sempre poderoso.

pray

Passagem Secreta (ou: desafinos que me levam para Ele)

Ache uma coisa que te faça ficar mais perto de Deus e… tcharam: você, provavelmente, descobriu sua passagem secreta para a sala do trono.

Há dias que é mais difícil se encontrar com o rei. Dias que a gente bate, bate, bate, mas a sala do trono parece fechada, ou aberta para visitação: você entra, olha e sai. Há dias que a sala parece tãaao distante… Nesse dia, você precisa da sua passagem secreta para Deus.

Quando eu falo e falo e falo e nada acontece, quando eu chamo o Espírito e não o encontro, eu começo a cantar seu nome. Assim, bem devarzinho… Fecho os olhos e o chamo por uma de suas qualidades mais lindas: santo. Encho minha boca para exaltar sua santidade. Então eu repito. Enquanto repito, meu coração parece entender como Ele é santo, como naquele exato momento meu Senhor deve estar cercado de milhares de anjos que só desejam expressar o quão maravilhosamente santa é sua presença.

E aí, eu não tenho que me preocupar em como chegar à sala do trono, porque eu estou no meio dela, prostrada, rendida, maravilhada, pois o rei quis me ver. Ele me chamou pelo nome. Aquele que é santo chamou alguém que nunca poderá ser tão limpa quanto Ele é.

Minha passagem secreta é adorá-lo.  E Ele não se importa com minha completa desabilidade com o violão, com minha falta de qualquer técnica, com o fato de que eu desafino e vou desafinando a cada vez que me sinto mais abraçada pelo Espírito. Naquele momento minha voz é apenas um grande punho batendo contra a porta da sala do trono.

Imagem (4)
Não importa quão velha seja a passagem secreta, garanto que ela vai funcionar (=

– Santo, me deixa entrar? Santo, eu preciso te ver um pouco… Santo, aqui tá frio.

Frio. É o que eu sinto sem Ele. Meus ossos ficam mais pesados e a vida começa a ficar difícil. Mas quando o meu Deus abre a porta… Ah! Como é bom falar com o Espírito. Ele me cobre com sua alegria, me esquenta com uma percepção da vida que é só Dele.

Você pode estar com frio agora. Pensando na possibilidade de tudo dar errado de novo. Você pode estar abaixando o punho antes mesmo de bater. Foi para você que eu escrevi tudo isso, porque nós somos parecidos… Levante a mão agora e bata. Não volte para casa sem que o Senhor te dê uma coberta. Ele tem muitas, é só pedir.

Se você ainda não achou sua passagem secreta, eu te empresto a minha. Comece a adorá-lo. Cante baixinho agora que você acha que Ele é a pessoa mais bonita de todo o planeta. Que você acha que o nariz imaginário Dele é a coisa mais perfeita que já existiu. Santo. Cante que Ele é santo.

O áudio abaixo é como eu faço. São meus desafinos que me levam para Ele. É um pontapé para você tentar e achar a passagem que mais te aproxime Dele.

Vou orar para que você ache um guarda-roupa mágico que te leve diretamente para Ele e, se você puder, ore para que mais pessoas se sintam quentes pela presença do Espírito.