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Ode aos amigos e suas Sessions

{Para ouvir enquanto lê}

Esses dias, uma  amiga e eu estávamos conversando sobre o que é realmente ser cristão – ela católica, eu evangélica- em um mundo pronto para aceitar todo o bem, mas ligeiro em recusar o compromisso. Nós chegamos a uma conclusão: o evangelho não é fácil, e quando te vendem um que só possui placas de neon atrativas, alguma coisa está errada. A Bíblia nunca foi de letras miúdas no fim do contrato, ela sempre foi muito clara: compromissos te exigem algo.

Alguns dias, o evangelho exige todo o domínio próprio que há em mim. Outros, ele exige que eu encontre uma escada e entenda a situação de um lugar mais alto. Todos os dias ele me pede para que eu me coloque no lugar do outro e que nunca me esqueça das leis de Deus.

O evangelho é uma caminhada de sempre se certificar de que sua lamparina ainda tem óleo. É uma caminhada de não se esquecer que há uma lamparina nesse mundo de tantas ocupações e crises.

Eu sei que esse não é um começo de texto muito atrativo, mas precisamos parar de nos esconder das coisas. A vida não é editável. A gente passa por todos os problemas de se comprometer profundamente com o Reino acordado, sem poder cortar nenhum deles ou adiantar suas velocidades. Mas você sobrevive, porque sua lamparina está acesa. As pessoas tem medo de falar sobre essa parte, medo de viver essa parte. Contudo, é necessário que falemos, porque o evangelho não é uma igreja de atividades, ele é força para amar a Jesus acima de tudo. E acima de tudo envolve muita coisa.

Quatro parágrafos apavorantes? Não, eles se resumem a uma só pessoa: Espírito Santo. É por meio dele que tudo é mais do que palatável,  tudo é bom! Olhar para Ele faz tudo fazer sentido. Senti-lo é a certeza de que o mundo pode passar  – inclusive passar sobre você -, mas Ele fica. Ele é casa. E a sensação de pertencer ao Espírito faz qualquer coisa valer a pena. Nada é como quando Ele se choca sobre nossos peitos. Nada. Nem a maior alegria. Nem a melhor universidade. Nem o melhor emprego. Nem a pior tristeza. É inexplicável. Não há metáforas. Não há poemas. Não há amor como esse. Não há abraço como o Dele. Não há beijo ou cheiro. Nada nunca poderá se comparar ao Espírito Santo de Deus.

E é por Ele que caminho com minha fé todos os dias. Bons ou ruins.

Este é um texto feito para agradecer aos amigos que me ajudaram a buscar o Espírito com suas reuniões de adoração. Atos 2 é real! Sim, real nos dias de hoje! Deus vai cuidar de vocês e dos seus corações sedentos. Sejam cheios Dele, como nós fomos em tantas e tantas Sessions.

orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.
Tiago 5:16b


Esquema de sempre: você pode me encontrar através do meu email (nataniacarvalho@gmail.com), da página do blog no Facebook, ou do meu Instagram =D

Seus carinhos por você são pessoais e intransferíveis

{Para ouvir enquanto lê}

Neste exato momento, eu deveria estar escrevendo um projeto de pesquisa. Mas paro tudo. Paro porque sei que o Espírito está aqui, primeiro soprando delicadamente, como quem retira uma mecha de cabelo de trás da orelha, até que se faz presente de tal forma que se choca contra mim.

Tum. Tum. Tum.

O Espírito está aqui. Ele é real e te quer. Não para seguir convenções humanas. Rūaḥ nunca te quis como religioso. Ele te quer como você. Não há nada mais poderoso do que descobrir que sua identidade é uma chave: ela abre partes do Reino feitas apenas para você. Chave que abre palavras e carinhos preparados para você antes da fundação do mundo, porque Deus desconhece o tempo, mas conhece todo o amor.

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Vamos orar?

Espírito, toda a terra está cheia de você. Inundada em você. Sem perceber, nós esbarramos em partículas que adoram seu nome o dia inteiro. O Senhor nos move, nos direciona, nos convence, nos faz entender o Reino, nos enche, nos aviva. Nós te exaltamos! Grande e maravilhoso é o nosso tempo, em que podemos te buscar e te encontrar! Choque-se contra nossos peitos, feche nossos buracos internos, nos dê chaves para sentar ao seu lado em qualquer hora do dia. Espírito, a vida não tem sentido sem seus cafunés. Obrigada por nos fazer quem somos, pequenos segredos do Reino. Que nós sejamos melhores amigos, Espírito. Venha sobre nós agora. Em nome de Jesus, nós oramos. Amém.



Leia também:

Empatia tem gosto de pão quentinho na chapa

Já dizia Fernando Pessoa: “O mar é a religião da natureza”

{Para ouvir enquanto lê}

Sempre tive uma coisa com o mar.

Talvez seja por que nado tão bem quanto tia-avó e tudo que é maior que a gente encanta tanto que hipnotiza, para o bem ou para o mal. Tenho uma lista de músicas sobre o mar, tenho Camelo gritando na minha cabeça “Nos mares por onde andei, devagar dedicou-se mais o acaso a se escondeeeeeer”, tenho melodias do Sigur Rós que batem dentro de mim como ondas.

Talvez o mar seja o bonito e o feio de mim. Calmaria, dia limpo, vento que bate na vela, água que afoga e mata.

Para mim, todo mundo que se preze é o mar. Jesus era o mar. Não que ele tenha algum pedacinho feio sequer, mas Ele era Ele e o mar não engana ninguém. Não há coisa mais chata do que gente que ilude. O mar não finge temperança em dia de tempestade. Ele é para gente que cresceu, pirata bom é pirata velho.

Quando estou na presença do Espírito preciso ser o Atlântico: correr para Ele sem voz impostada, sem coração cheio de couraça. Se algo não está bem, eu digo. Se estou me sentindo ótima, que bom!  E aí, quando sou exatamente o que sou – sal na boca, ardor nos olhos -, Jesus pode ser quem é comigo.

Podemos gritar, chorar, rir e ficar no canto de casa em silêncio sem medo de nada. Como um oceano menor, me curvo em sua direção, ignorando toda a maré de minhas vontades.

O ministério de Jesus esteve ensopado de água e verdade. Então, eu prendo a respiração e mergulho, expondo quem eu sou, rindo da ideia de algumas pessoas de serem sempre bonança. Há algo em mim que vai ser sempre dilúvio, algo que vai se parecer sempre com a tempestade pintada por William Turner, mas não há medo em minha alma, já diria outra música “se as águas do mar da vida, quiserem te afogar…”.

***

PS: a frase de Pessoa que está no título foi encontrada rabiscada num pedaço de papel, como frase isolada. 

Diário de Bordo: One Pray

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{música para ler este post}

Eu mudei tanto no final de semana que me admira que ainda tenha o mesmo nome. Dois dias e pouquinho se passaram, porém sinto que  foram exatamente dois séculos e treze dias.

O Espírito Santo é lindo!

Bem, o Encontro do One Pray poderia render uns 57 posts (margem de erro? Três posts para mais ou para menos), mas tentarei resumir o que vivi aqui – lembrando que citações esporádicas ao encontro vão acontecer, lidem com isso, hehehe.

Ah, provavelmente este texto ficará imenso, mas se a jornada é pesada e te cansas  da caminhada segura nas mãos de Deus e vai.

O CONTEXTO

Fiz minha inscrição na quarta-feira. Estava chovendo e fiquei perguntando para Deus o que Ele queria de mim. Entrei no banco, quando uma senhora resolveu gritar com o caixa porque ela não havia levado a identidade, e que isso não devia ser cobrado justamente dela que era cliente daquele banco antes que o (pobre) moço que estava a atendendo houvesse nascido.

Gritaria, pessoas. Das pesadas.

Parei de falar com o Espírito e tentei não olhar para a senhora. Você NUNCA pode fazer contato visual com o promotor do barraco, porque, meu bem, ele vai começar a despejar a indignação em você e aí só vão sobrar duas opções:

1 – Concordar com a chorumela dela

ou

2 – Dizer que ela está errada, já que pedir a identidade é um procedimento padrão (minha senhora). Caso você tenha escolhido esta opção, se prepare.

Depois da lengalenga paguei minha inscrição, dobrei o comprovante e coloquei na bolsa me perguntando o quanto pareço com aquela velhinha para Deus, pedindo coisas sem ter identidade… Gritando quando podia conseguir o que preciso simplesmente seguindo as regras do reino…

Sacudi a cabeça.

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O que sobrou da rosinha

Continuei descendo a T-63 em direção ao Mercado do Pedro Ludovico (caso você more em Goiânia ou se importe) até parar em uma floricultura praticamente em frente a tal mercado e a outro banco (esperei o fantasma de outra velhinha louca, mas ele não veio). Comprei uma rosinha para colocar em minha mesa de trabalho, porque estou nas ultimas semanas neste emprego e porque era meu brilhante dia após o pior dia do ano. Achei que fazia algum sentido deixar as coisas com uma cara boa…

Continuei caminhando, sabendo que Cristo é minha esperança da glória e o encontro em Brasília seria minha expectativa dos dias seguintes.

 A VIAGEM E O CHECK IN

Peguei um ônibus às 15h10, antes das sete da noite já estava em Brasília, dentro do taxi do seu Josa (sim, Josa mesmo), um mineiro quase baiano conversando sobre pão de queijo, pamonha e sobre como ele acha engraçado chamar a sede da minha igreja de Embaixada, nome que demos a ela desde que eu me entendo por gente.

Seu Josa tinha um sotaque bom de gente de Minas. Fiquei guardando o que ele falava dentro de mim, e por mais que não parecesse haver nada de sobrenatural no que ele dizia

– Aqui no DF não tem pão de queijo não, tem polvilho e água.

eu ouvi como se fosse necessário que aquela história fosse passada para frente. Talvez fosse culpa do jeito bonitinho que ele falava, cantando, sorrindo… Ou da minha vontade de ver Jesus em todos os lugares. Abri meu caderno na bolsa, anotei algumas coisas para que eu nunca me esquecesse de seu Josa e imaginei quanto de Deus pode caber em um momento besta, em uma reclamação da falta de queijo em um pão de queijo, em uma conversa com gosto mineiro.

Com apertos de mãos dados e a promessa de que se ele viesse a Goiânia eu o levaria para comer a melhor pamonha com linguiça (ensinei que a gente chama de pamonha à moda, hehehe), eu peguei minha mala e entrei na igreja. Foi estranho fazer isso sozinha, sempre vou com alguém da família ou com um grupo de Goiânia. Mas foi um estranho bom, do tipo que a gente tem certeza de que está ali por uma motivação purificada, não se trata de acompanhar a mãe ou de fazer bagunça com os amigos. Estava ali porque… bem, porque queria ouvir de Deus o que só Ele pode falar.

Fiz o check in (foi fácil, meu nome geralmente é o único da lista, hahaha), escrevi um post animado para o blog e fiquei olhando as pessoas com seus violões, alargadores, sneakers, passos de dança e gritaria. Percebi, mais uma vez, como os membros da Sara Nossa Terra são um. Pessoas de Curitiba, de São Paulo e da Candanga são velhos amigos que nunca tiveram a oportunidade de se conhecerem.

Desde menina acho que a Sara Nossa Terra fala a mesma língua no país todo: um idioma de intensidade. Nós nos damos ao Senhor intensamente e a palavra Dele já nos diz que Deus é galardoador dos que o buscam. Temos ótimos bispos, aprendemos bem.

Finalmente chegou a hora de entrar no ônibus e cantar, batucar, conversar. Conheci uma moça chamada Daiany, ela está cursando o último período do instituto e faz parte da galera da música (:

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Check in feito!

 

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Daiany (;

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O ENCONTRO

Ao chegarmos ao encontro fomos bombardeados com o Espírito Santo. O tema desta edição era Adoração, Sacerdócio e a Arca e Deus LITERALMENTE se chocou contra nós. Sem palco, com alguns caixotes, luzes de led e abajures espalhados entre os músicos, nós adoramos. E aprendemos a tratar o Espírito como o bem mais precioso do nosso culto.

Não há como descrever todas as palavras ou ministrações, mas as experiências que o Espírito Santo nos deu foram mais preciosas do que qualquer benção que ele poderia ter preparado. Em nenhum outro lugar era mais fácil sentir a presença de Deus. E por isso, as pessoas dançavam – sim, começavam a fazer passos ensaiados junto com outros, ou simplesmente fechavam os olhos e expressavam a Deus o quão incrível Ele é do jeito que conseguiam: com passos leves, com pulos, com correria, com gritinhos (e gritões), se ajoelhando, chorando, tocando, interpretando.

Em um desses momentos abri meus braços e não tenho certeza de quanto tempo fiquei daquele jeito, até perceber que se eu simplesmente morresse nada iria mudar, eu continuaria com os braços abertos, incrivelmente abertos, sentindo o Espírito bater contra o meu peito. E foi a primeira vez que eu realmente comprei a ideia de Paulo, morrer seria lucro, porque talvez quando eu fechasse meus braços, seria em um abraço. Abraçaria ao Espírito. Abraçaria Jesus.

Nos dois dias tivemos um momento de devocional. Deveríamos estudar Romanos juntamente com mais quatro pessoas. Todos nós leríamos e comentaríamos. Era a primeira atividade da manhã, antes mesmo do café. Sentei com meninas que ainda não tinha conversado e mais uma vez a experiência foi tremenda. Conversamos sobre sentimentos que Deus nos dá, sobre amar o evangelho e as pessoas dentro dele como a intensidade de Jesus na cruz.

Lemos este versículo: “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.” e eu quis abraçar e beijar o Espírito. Quis dar um cheiro em Jesus e falar o quão maravilhoso Ele é. Não somos escravos, mas amamos profundamente os laços de amor que nos envolvem e é por isso tudo que tenho vivido a MILHÕES DE LÉGUAS da religião. Amor não pode ser medido em uma reza, no tamanho do seu cabelo, em usar saias assim ou assada, me desculpem, mas o único modo de medir o amor é em Jesus. Meu amor é do tamanho de Jesus, da sua largura. Eu não sou religiosa, mas apaixonada, incrivelmente apaixonada pelo Deus que me entendeu sem nenhuma explicação.

E se esse momento de 30 minutos me fazia querer ouvir as outras pessoas do grupo para sempre, imagine o resto das palavras e dos momentos de louvor?

No tempo livre que tínhamos podíamos fazer oficinas de Música, Dança, Teatro e Cenografia. Fiz uma de música em que aprendemos sobre composição e harmonização. Também no tempo livre, podíamos ir para a piscina, dormir ou ir para a Tenda do Sobrenatural para orar e orar… Não dormi ou fui para a piscina, porque, bem, PORQUE ESSAS COISAS A GENTE FAZ EM CASA, hehehehe.

Outra coisa linda? Não existe equipe de limpeza, todas as equipes se revezam. De manhã a galera do teatro serve a comida e limpa a cozinha,  de tarde pode ser que a equipe de dança esteja lavando as vasilhas e o banheiro do refeitório e assim por diante… Todos limpam, afinal o One Pray não é só um Ministério de Artes é um Ministério de Serviço.

A VOLTA

O final do encontro foi lindo e teve aquela cara de “aaaahhhh” assim que um convidado bom sai do Programa do Jô. Voltamos no ônibus cantando Resgate e Palavrantiga <3, enquanto passávamos por lugares planejados por Niemeyer.

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Para ver mais fotos, acesse o facebook do One Pray – Brasília.

 

O dia que o Espírito pintou o céu com uma cor que não existe (Desafio #2)

Quero contar os resultados do último desafio, mas não sei como começar. Tantas coisas estranhas e maravilhosas aconteceram… Ao invés de te encher com milhões de histórias, vou resumir tudo com uma só: tive um sonho. E foi incrível e inacreditável ao mesmo tempo.

Estava em uma praia junto com alguns amigos, quando o sol começou a se pôr.

Mas ele não estava apenas se pondo. O céu havia ficado com uma cor ainda não inventada por aqui… Uma cor de céu que se assemelha com um que é pintado em um dos meus clipes favoritos do Beirut. Uma grande amiga, que estava comigo na praia, aponta para cima e diz:

–  Olha, é a glória, é igualzinho o livro da Ruth!

E então a gente começa a correr, correr e correr e parece que estamos caindo, mas, na verdade, a gravidade parece ter mudado sua intensidade, nos puxando para baixo com mais força e depois com quase nenhuma, o que nos deixava pairando e depois praticamente mergulhando dentro da areia. Mas isso não era ruim ou assustador. Era maravilhoso. Era como se corrêssemos com o Espírito.

O céu se torna rosa. Rosa dourado, como o rosa das capelas e vestidos de criança.

Outra colega ri e expressa a vontade de que Jesus volte no sonho e é aí que o sol se poe de uma vez, e toda a cor do ceu vai se recolhendo em forma de círculo, até ouvir-se um “puf” e tudo estar escuro e nós caírmos na areia rindo.

Eu parecia ter acordado, mas não. A mesma amiga do início do sonho estava em uma cama ao meu lado da minha, deitada, tranquila… Ela virou para mim e disse, assim, como se explicasse algo corriqueiro:

–  A gente só não faz as coisas velhas mais por causa do Espírito.

E, aí sim, eu acordei.

Ah, o Espírito é maravilhoso! Ele me ensinou a amar o lugar que estou hoje na igreja, pois isso é honra-lo, ele me ensinou a falar com ele quando tudo o que eu quero é ler Auden durante uma tarde e meia

The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the woods;
For nothing now can ever come to any good.

 Funeral Blues// Auden 

Ah, como eu gosto de Funeral Blues em dias blé, mas tenho me feito gostar do Espírito ainda mais nesses dias.

Não há jeito de terminar um texto que fala sobre o Espírito Santo, porque a gente vai se lembrando e lembrando das coisas pelas quais temos que ser gratos. Por isso acabo por aqui, assim, de uma vez, concordando com Hemingway e seu cachimbo: eu aprendi muita coisa ouvindo cuidadosamente – não tão cuidadosamente quanto eu gostaria, talvez. Mas o que importa é que eu aprendi o mundo e o mar ouvindo ao Espírito.

Espírito: um imã de relacionamentos (Desafio #2)

O Espírito é um amigo que traz amigos. Aliás: Ele é um amigo que traz os amigos certos. As pessoas que são exatamente um pedaço da gente.

Mas eu não vou falar hoje não, o testemunho da Fernanda Brum, Liz Lanne e da Eyshila vai fazê-lo:

Para orar com a música que elas cantam ao final

 

Consolador (Desafio #2)

O título desse post foi a primeira característica que aprendi que o Espírito Santo possuía. Não digo aprendi em seu sentido empírico, mas de leitura, exatamente em João 14:26 (leia todo o capítulo, ele é lindo!). E sempre fiquei imaginando porque essa foi a primeira coisa que Jesus disse do Espírito… Tenho uma teoria desde menina: se você estivesse vendo o homem mais legal da terra – e entre todos os aliens – simplesmente ir embora nos céus, qual seria sua reação? Eu agarraria o pé dele e começaria a gritar:

– Discípulo 1, 2, 3, 4, venham gente. O plano é simples: puxem para baixo.

Jesus era muito querido por aqueles homens. Penso assim, se eu amo o Senhor como amo, sem nunca vê-lo, sem nunca perguntar se Ele aceita água da geladeira ou do filtro, imagine se tivéssemos dividido comida, casa e viagens?! Imagine se eu não quisesse parar de conversar com ele já tarde da noite e soltasse:

– Dorme aqui, Jesus, te empresto um short.

A partida desse homem seria muito dolorida para mim.

Creio que, por isso, o consolador veio primeiro. [Apenas escrever isso já me deu um sentimento ruim de não poder ver Jesus mais… Besta, mas já deu um nozinho – de marinheiro – na garganta… Nem quero imaginar Pedro ou João sentindo tudo isso…].

Mas esse consolo nem sempre é do tipo: vai dar tudo certo. Fique calma! Ontem entendi uma coisa sensacional. Tão sensacional que eu criei um nome para nunca esquecê-la.

Princípio 2 da Consolação: O Espírito pode consolar te dando uma esperança de futuro.

(qual é o Princípio 1? O que foi citado: o Espírito pode consolar te dando um belo abraço de shhhhh, pare de chorar, olha que lindo é o mundo, deixa eu te mostrar uma música do Armstrog, shhhshhh).

O fato é que entender o Princípio 2  foi impressionante. Eu havia terminado meu período de oração, corrido para a cozinha para improvisar um almoço e tcharam: tudo pareceu fazer um sentido absurdo dentro de mim. Qual é a melhor maneira de consolar alguém do que dando um novo futuro para ela?

Como o Espírito faz isso? Bem, ele pode agir em nossas vidas de diversas formas, na minha foi através de um versículo bíblico. O que está escrito nestes versos é minha esperança de futuro.

Canta alegremente, ó estéril, que não deste à luz; rompe em cântico, e exclama com alegria, tu que não tiveste dores de parto; porque mais são os filhos da mulher solitária, do que os filhos da casada, diz o SENHOR.

Amplia o lugar da tua tenda, e estendam-se as cortinas das tuas habitações; não o impeças; alonga as tuas cordas, e fixa bem as tuas estacas.

Isaías 54: 1 e 2

Obrigada, Espírito, porque você é sempre a palavra certo para o tempo certo. Até mesmo quando este tempo está por vir.

Oração e Leitura do Desafio #2 (ou: Riordan, seu lindo!)

Porque promessa é dívida (mesmo que demore a ser cumprida, rs). Eis a programação do desafio novo.

Quanto a oração… Bem, não escolhi uma hora fixa para ela. Em tempos de TCC, os horários andam mais flexíveis. Apesar disso, todas as vezes quero pedir pelos frutos do Espírito e por tudo que ainda precisa da Sua mão.

Vamos aos livros. O primeiro é… a Bíblia, especificamente este texto. Depois nos temos 50 Anos de Esperança, do Pastor Cho. Sei que tenho falado muito dele ultimamente,  mas não consigo não ler esse livro milhões de vezes. O volume fica ali, na minha estante, um dia resolvo que é hora de reler e BUUUM preciso fazer isso milhares de vezes. Um loop infinito de Coreia e de um testemunho brilhante. E fico querendo citar o livro para todo mundo, porque parece que ele é resposta para tantas situações… Do tipo:

-Acho que eu queria aquele….

– Ore e visualize, página 244.

Mas esse desafio também tem livro novinho. Quero dizer, um que eu ainda não li, porque novinho novinho ele não é, hehehe… Esse é um dos livros que peguei emprestado da minha mãe (ela deixa isso bem claro, porque colocou seu nome na capa,rs) e nunca li. Sempre vou colocando um em sua frente e ele sempre vai ficando na frente da pilha de livros que planejei reler esse mês… Todo solitário… Bem, falei, falei e não falei o nome do livro: Reduze-me ao Amor, da Joyce Mayer.  A carinha dele na minha estante, ô:

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Estava de olho em outro livro para este desafio, maaas comprei A Marca de Atena (sim, atrasada, eu sei, mas gregos e romanos eu repito: TCC) e preciso intercala-lo as minhas leituras, porque… não tem porque. Aliás tem: Porque a gente sempre tem que arrumar um tempinho para o Riordan e ser feliz. Nem que seja no ônibus [o que é um perigo, porque a cada vez que gosto de uma parte fico fazendo essa cara no ônibus]. O melhor de tudo isso é saber que o livro quatro dessa mesma série que estou lendo acabou de ser lançado e que quando terminar esse não terei que esperar para lê-lo (beijos amigos que estavam rindo de mim por ainda não ter lido o livro 3. Quem é seu Deus agora?! Cof cof… Calma aí, Deus, é só uma expressão, hehehehe!).

– EU NÃO ESTOU AQUI PARA SABER DAS SUAS LEITURAS, NATÂNIA.

Foi mal gente. Dispersão com livros quem nunca?

Eu só estava explicando porque só conseguirei ler dois livros nesse desafio, rs. E bem… já queria avisar que por mais que houvesse planejado apenas uma semana para o desafio #2, vou ampliá-lo para quinze dias. Porque? Porque tive um tempo muito produtivo com o Senhor hoje e acho que quero continuar com os mesmos objetivos por mais uma semana.  O que me faz ter um novo deadline: o desafio está valendo até dia 21 de outubro.

Disse no primeiro desafio e repito agora: compartilhar isso não serve para nada se não te fizer se sentir com uma pontinha de vontade de fazer algo para conhecer alguma coisa do Espírito que você não conhecia antes. Ainda temos 12 dias, então, se desafie (:

Ode ao Espírito Santo (Desafio #2)

Acho que uma das melhores coisas na vida é ter um monte de amigos. Sentar na mesa do amigo secreto, no final do ano, e rir.  Saber as manias uns dos outros, as coisas bonitas, nem tão bonitas assim, as irritantes e as horríveis – que você ainda vai jogar na cara deles e rir, ou que você vai apenas abraça-los quando eles se lembrarem tristes.

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❤ (Bruna, não adianta reclamar da sua foto hahahaha)

Raramente perco um amigo. E quando o faço é porque a gente ficou tão distante que… não nos conectamos como antes. É engraçado, geralmente isso não acontece. Fico meses longe das minhas amigas do ensino médio e quando a gente se vê é gritadeira pra todo lado [ – Nooooooossa, e essa tatuagem?? – É nova!] . Neste ano, fazem três anos que conheci algumas das pessoas mais incríveis desse mundo, exatamente oito delas. E os oito, fazem o dia da gente radiante quando é só terça-feira e você está trabalhando com uma pseudo- tendinite, sem criatividade para nenhum texto e com fome.  Também neste ano, fazem outros sete que conheço a futura médica da turma 60 e escritora mais promissora deste mundo! Sem contar aqueles amigos que conheço desde sempre. Aqueles que estavam nas fotos do aniversário de dois anos…

O interessante é que o sentimento que tenho por meus amigos e por gente que merece o amor da gente simplesmente porque acordou com o cabelo bagunçado (nossos pais, por exemplo), parece com o que sinto pelo Espírito Santo.

Calma lá. Já me explico. Não me refiro ao sentimento de rendição, ou de senhorio, mas o amor dividido entre nossas conversas.

Isso podia muito bem ser um post de tia-avó, todo sentimental e cheio de tapetes de tricô, mas me explico de novo. Resolvi começar assim, pois queria ter a certeza de que a palavra “amigo” fosse entendida na minha concepção: algo que a gente amarra com fita de pano estampada e guarda na melhor caixa. Algo que parece com o que eu construo com o Espírito Santo.

Neste ponto do post, é importante você notar que eu não estou usando sinônimos para Espírito, eu estou repetindo seu nome, pois esse texto é para ele e não significa que Deus e Jesus não sejam lindos e razão da minha vida, mas eu vim falar com ele e sobre ele: Espírito Santo.

O amor que divido com meus amigos se parece com o que eu divido com o Espírito, porque, bem… porque o Espírito Santo é o meu maior amigo. Falar isso traz um sorriso bobo, porque hoje tenho a certeza de que isso é verdade.

Para minha surpresa, muitos amigos cristãos, católicos e de tantas outras religiões (ou sem nenhuma) não tinham noção de quem era a pessoa do Espírito, mas o viam como uma espécie de vento que traz mover, uma fumacinha do bem, Gasparzinho de Jesus, o cara do avivamento ou a pombinha em cima do menino Jesus.

Bem, talvez ele seja tudo isso – e sim, ele traz avivamento – mas é importante manter em mente: o Espírito é uma pessoa sempre disposta a ser presente, não devemos nos lembrar dele só quando visualizarmos passarinhos sobre cabeças ou durante um mover na igreja. O Espírito Santo é o cara da minha vida. Companheirão, daqueles que escutam você falar por horas e que, se você estiver disposto a ouvir, também pode falar por horas.

Descobri que falar com Ele a todo momento me faz duvidar menos, me faz me sentir mais amada, mas principalmente: faz o ambiente do céu não ir embora de meu cotidiano.

A gente para de se perguntar como viver uma vida em que a adoração e presença de Deus nunca vá embora depois que saímos de nossas igrejas ou casa quando descobrimos  a comunhão com o Espírito. Comunhão de verdade, não falo daquelas bobeiras  espirituais e búuuuu. E sim dizer: Espírito, provavelmente eu mataria três pessoas hoje, que raiva. Espírito me ensine a lidar com isso. Ou: Espírito, o que você acha de vivermos viajando por um tempo? O que o você pensa da América Latina? Irlanda? Japão?! E desse emprego? Qual filtro para essa foto?

Quanto mais você conversa, mais fácil fica ouvir.

Faço isso desde menina, com períodos esporádicos de mudez (sempre lembradas pelo Espírito com um: “Ah, olha quem resolveu dar o ar da graça”). Antes, eu não tinha a teoria me incentivando, mas hoje estou munida da Bíblia e do pastor Cho.  Pausa para as citações de seu livro 50 Anos de Esperança:

Descobri que o Espírito Santo não tinha vindo para ocupar um canto da igreja, mas para participar dela. O Pai está sentado no trono, e Jesus Cristo está a sua direita, mas o Espírito Santo está em nós para cooperar conosco nos negócios do Rei.

Considero o Espírito Santo a pessoa mais importante da minha vida. Louvo o Espírito Santo e confesso meu amor por ele.

– Espírito Santo! Eu te amo. Espírito Santo, ajuda-me a orar ao Pai e a Jesus Cristo, acompanha-me na leitura bíblica.

Primeiro inicio minha comunhão com o Espírito Santo. Então, adoro ao Pai e a Jesus Cristo juntamente com ele. Hoje, conto com uma intimidade muito especial na comunhão com o Espírito Santo e sou muito sensível a sua voz. Sei quando o Espírito Santo fala de cura ou de construir um edifício. Indiscutivelmente, o Espírito Santo é uma pessoa. (Pg. 157)

Como eu dizia, hoje eu sei como é importante estimar o Espírito como Ele merece. Sabendo disso, tudo fica menos religioso e se torna mais prático e carinhoso. Falar em línguas se desmistifica, não é nada se não a língua em que o Espírito fala, por isso preciso pratica-la em minha orações. Nada mecânico, distante, ou cheio de não me toques gospel, o Espírito é simples.

Há muito para falar sobre o Espírito como convencedor, como pessoa pela qual somos permitidos conhecer a Deus, como ajudador, como aquele que nos ensina como orar, adorar e até mesmo como termômetro de nossa vida cristã. Não tenho competência para tratar de todos os tópicos, a simplicidade do Espírito em muito supera os limites do meu conhecimento, mas tenho como dizer que O amo. Como amo um melhor amigo, como amo um livro assim que termino de lê-lo. O amo com minhas milhares de dúvidas, erros e vezes que durmo no meio de uma oração.

E isso me traz ao meu novo desafio da semana – o Desafio #2 – orar pelos frutos do Espírito: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança e tentar postar com regularidade sobre isso. Bem, mais tarde (beeeem mais tarde, e tarde de quem está fazendo TCC) posto os horários de oração e os novos livros que vou ler (ou reler) neste novo desafio.

Bônus de Segunda-feira:

Um pedacinho dos meus amigos procês (sem me matar por colocar os links, amizades!) :

Marcela

Brunno

Dany (Página dois)

Murillo

Yago