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Porque hoje é dia do beijo (ou: Sobre se apaixonar por Jesus)

{Para ouvir enquanto lê}

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Hoje é dia do que? Sim, você leu o título e sabe que a resposta é do beijo – embora para mim tenha sido dia de descobrir que estou com dengue e o mistério das minhas dores no corpo ser desvendado (Agatha Christie das doenças tropicais).

A Bíblia é um livro dos mais românticos… E eu não estou falando de Salomão e todos os seus elogios peculiares. O evangelho é, para mim, uma declaração de amor. Mateus, Marcos, Lucas e João escreveram, juntos, uma grande carta sobre se apaixonar.

Você já parou para pensar que esses quatro homens eram apaixonados por Jesus? Calma lá, quero voltar mais um pouco: você já parou para pensar que Jesus era um cara normal nessa época? Ele não tinha filmes, fama, quadros… Ele era apenas um nazareno não caucasiano, queimadinho de sol e dono de palavras justas e doces. E foi necessário que esses homens conhecessem a ele. Foi necessário que esses homens fizessem perguntas bobas sobre o reino e sobre ser grande dentro dele – porque ninguém nunca as tinham feito antes. Foi preciso que esses homens dividissem casa, comida e um barco quase naufragando para que algo dentro de seus corações fizesse click e eles pensassem: caramba, eu amo esse cara.

Se apaixonar por alguém não é um processo rápido. Mateus levou 28 capítulos para nos mostrar isso. Eu aprendi que você vai encontrando pequenas trilhas nas pessoas até encontrar, verdadeiramente, seus corações. Eu imagino Jesus fazendo esse tour pelo interior de Pedro, até achar o coração pulsante aonde a igreja iria se apoiar. Jesus faz isso conosco. Ele desentulha nossas estradas para entender o que é o amor. A cada dia que entendemos mais um pouco, tudo muda. TUDO MUDA. O amor de Jesus me fez mudar minha ideia de amor. E amar a Jesus me fez mais amorosa.

Acredito que quanto mais os discípulos conheciam Jesus, mais eles o amavam. Sabe quando você admira alguém a ponto de, sem perceber, decorar a forma com que ela se move ao redor das outras pessoas? Você sabe como ela ri, sabe como ela conversa, você sabe, até mesmo, que ela se mexe de um lado para o outro quando ela ora. Os discípulos deviam ser assim. Saber o sotaque de Jesus, saber a sua comida preferida, saber como era seu sorriso depois de um milagre.

Um dia ouvi que o amor de Jesus era a única coisa que podia colocar nosso interior no lugar. Eu estava em uma fase blé quando me disseram isso, há alguns anos, e por mais que soubesse que a frase era verdade, não entendia como colocar em prática. Bem, acontece que eu amava a Jesus, mas ele queria me ensinar a amar segundo o seu amor. Não apenas para corresponder a Ele, mas para que eu pudesse amar aos outros com o mesmo amor.

Sabe alguém na Bíblia que eu creio que amava a Jesus com o amor que vem do próprio Jesus? A mulher que lavou os pés do Senhor na casa do fariseu:

 E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas, e os enxugou com os cabelos de sua cabeça.

Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés.

Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com unguento.

Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.

Lucas 7: 44 – 47

Que passagem incrível! Mesmo com a cabeça latejando – dengue é muito divertido, amigos – eu consigo pintar a reação desta mulher diante das palavras de Jesus. Eu consigo vê-la beijando seus pés. E de passagem em passagem, beijo em beijo, vamos nos tornando cristãos no mais íntimo dessa palavra: amor.