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O oposto do amor é o medo (ou: O povo de Israel e a sandália da Xuxa)

Fico pensando no povo de Israel no meio do deserto. Sempre tão contentes por um milagre do Senhor, seja nuvem fofa que cobre o sol, maná ou fogo para as noites frias – brinquedos vendidos separadamente, quero dizer: milagres não listados em ordem – mas sempre tão reclamões. Alguns dias depois das maravilhas de Jesus, eles já estavam pressionando Moisés com a tradicional ladainha: mas tu nos tiraste do Egito para…

A) passarmos fome?

B) morrermos de sede?

C) não termos a sandália nova da Xuxa?

[dúvida cruel que corrói meus neurônios agora: a Xuxa ainda lança sandálias de plástico, gente?]

Seria fácil julgar Israel de onde escrevo agora. O clima não está tão insuportável – choveu em Goiânia! – e eu não tenho areia escondida na cabeça para minhas próximas oito gerações. Mas não o faço hoje.

Hoje, mais do que nunca, pareço ser feita do mesmo material do que aquele povo: medo.

Um material perecível, com data de validade – não importa quantos abdominais se faça – e bem do vagabundo (não é por nada não Deus, mas barro?! BRINCADEIRA!), por isso entendo os receios de Israel. Ficar sem comida no meio de um deserto? Morte. Sem água? Morte outra vez. [Sem a sandália da Xuxa? Ok, eu vou parar, mas preciso apenas dizer que segundo minhas fontes secretíssimas AINDA FAZEM SANDÁLIAS DA XUXA. E elas vêm com pochetes: reflitam.]

Sem dedo na cara de ninguém (talvez só no bezerro de ouro que o povo começou a adorar em um desses momentos “Pra Moisés é tudo ou nada?” “Naaada”), Deus tenta me ensinar uma coisa nesta semana: o problema de Israel não foi o medo, mas as murmurações e as atitudes que vieram com elas.

Por que o medo? Puf… Vencer o medo é a especialidade do Espírito. Se a Bíblia diz que o verdadeiro amor lança fora todo medo, e também diz que Deus é amor – e por dedução mais do que lógica o Senhor é o verdadeiro amor – então o amor de Jesus lança fora todo medo (Se A é igual a B e B é igual C, então A épare-com-essa-porcaria-agora).

Sim, o amor de Jesus lança fora todo medo.

Como diria certa personagem que gosto: “O oposto do amor é o medo. O ódio nunca esteve nessa história.”.

E é isso que tento – através de toda a força do mundo, rs – aprender hoje.

Como Israel temeu não alcançar Canaã e ainda morrer no caminho, sei que tememos não conquistar. Tememos o futuro. O que, afinal das contas, vai acontecer… Mas se o medo encontrar o amor de Jesus em meu coração vai ficar tudo bem.

Eu peço a Cristo hoje: me fale com sua voz certeira, calma, porém forte como o som de mil tambores: vai ficar tudo bem. E assim, todo medo vai embora. E assim, eu tomo Israel como meu nome, sem lamúrias, mas com todas as suas promessas.