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36 coisas que você não queria saber (ou: senta que lá vem modjenha)

Um amigo me marcou em uma daquelas publicações do Facebook em que você tem que contar uma série de fatos sobre você. Ele me pediu 36 fatos. 36 FATOS MINHA GENTE. Eu tenho achado super interessante ler a lista das pessoas no feed, mas achei que, talvez, 36 fosse demais para o Facebook, então estou postando por aqui as coisas que você não me perguntou e não queria saber, mas: toma que o filho é teu.

{Para ouvir enquanto lê}

1 – Eu deveria estar fazendo outra coisa e não esta lista. Eu, geralmente, sempre deveria estar fazendo outra coisa.

2 – Eu pego mais trabalho do que consigo terminar durante o dia, o que me faz ficar acordada horas nas madrugadas. Algo não resolvido de provar valor com afazeres. Quem sabe até os 80 anos alguma terapia resolva.

3 – Quando eu descobri que as pessoas inventavam histórias e eram pagas para deixarem que elas fossem colocadas em papel polen soft amarelado, eu pensei que estava sonhando. Para mim esse era e é o melhor trabalho do mundo. A coisa que eu mais queria nessa vida de meu Deus era ser escritora de fantasia, como não tenho escrito tanto, e publicado muito menos, cultivei um universo paralelo em que já estou no décimo quinto livro publicado e discutindo com a editora a capa do décimo sexto (e a gente pode fingir que conhece Christopher Paolini, que mal tem, né, migos?).

4 – Porque eu queria muito ser paga para escrever (e porque eu acreditava que um texto podia mudar a realidade de alguém), escolhi cursar jornalismo. Entrei na Universidade aos 16 anos e hoje tomaria uma decisão diferente. Depois de uma editoria de cidades, versão online, durante a madrugada, eu escrevi mais textos de estupro do que você pode imaginar (eu escrevi um pouco sobre essa fase aqui). Nem um deles mudou a realidade de ninguém, exceto a minha, quando segurava o choro no trabalho pensando no tipo de mundo ferrado em que a gente vive. Entendi que queria ser paga para escrever, mas não daquele jeito. Não queria ser ~~ imparcial~~ e dar notícias caça clique… Não queria fazer transcrições, assessorar políticos que critico, nunca tive ego para a TV. Eu queria sentar e escrever, ter a sensação boa de terminar uma página, de adicionar um neologismo no word, nunca passou pela minha cabeça responder 675 vezes que eu não queria estar no lugar do William Bonner daqui a alguns anos (William Shakespeare tamos aceitando hehe).

5 – Desde que terminei a faculdade já fui jornalista de impresso, do online, assessora de imprensa, revisora, corretora de redação, professora de redação e tradutora.

6 – Passei em uma nova faculdade. Vamos acompanhar.

7 – Eu não sou uma pessoa romântica. Nunca idealizei dia de casamento nem quando era pequena e não consigo entender quem procura esposa/marido quando não tem nem namorado. Parece muita pressão. A vida tem muita coisa para ficar focado tão seriamente em alguém que nem faz parte dela, QUE NEM EXISTE… Mas se você é assim, juro que vou tentar não julgar.

8 – Eu não gosto de julgamentos (sentença acima retomada com sucesso). Eu prefiro entender os porquês. Eu acho que se olharmos para dentro vamos ver mais coisas que gostaríamos de mudar do que manter, quase todo mundo é assim, porque nós esperamos que os outros sejam melhores que nós?

9 – Eu mando áudio no whatsapp. Desculpa, não consigo evitar.

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10 – Eu sou enlouquecida pelos meus amigos. Acho que não há na terra um Natal como o nosso.

11 – No ano que vem comemorarei 10 anos dividindo minha vida com uma das melhores pessoas do sistema solar e agregados. Fico besta de tão agradecida por você existir, Dany.

12 – Eu amo Harry e a JK como se fossem parentes da família. Releio alguns livros da série todos os anos e dou de presente o primeiro deles para todos os bebês das minhas amigas, quase sempre com a mesma dedicatória: Você ainda não me conhece, mas eu sou a tia que te deu uma varinha em algum Natal. Não fure ninguém com ela.

13 – Desde pequena penso “e se eu não fosse eu?”. Não dá para explicar, mas isso sempre volta para minha cabeça.

14 – Quando eu era criança, eu morria de medo de que meus pais morressem. Minha mãe me disse que só ia morrer depois dos 40, isso para uma menina de 6 anos era uma eternidade. Porém, quando minha mãe fez 40, eu lembrei disso. Do mais absoluto nada. Foi uma das coisas mais estranhas da minha vida estranha (minha mãe já passou dos 40 e segue firme, forte e lindja 😀 ).

15 – Eu não faço absolutamente nada sem música. Eu preciso de música para estudar, trabalhar, fazer faxina e tomar banho. Quando eu esqueço meus fones de ouvido em casa, por dentro quero estar morta.

16 – Porque eu ouço muita música, eu não sei dizer qual é a melhor música que já ouvi . Mas posso dizer com toda certeza que se eu tivesse que ouvir apenas uma música pelo resto da minha vida seria Clair de Lune. Acho que Debussy conseguiu fazer com que a música clássica habitasse, também, o ambiente popular, aprendi ouvir os compositores clássicos através dele, e poucas coisas me fazem mais feliz do que ouvi-los no toca disco.

17 – Eu amo vinis. Você quer ganhar uma vida de admiração? Me dê vinis de blues.

18 – Acho que Billie Holiday, Bessie Smith e Bey (oncé) deveriam me ter como melhor amiga – hehe.

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Pra por no porta retrato ❤

19 – Odeio arrogância. Prefiro fingir que não sei as coisas do que parecer que desejo sobressair sobre alguém.

20 – Ás vezes, tudo o que eu preciso é ser um anão no RPG e dar um monte de porrada sem sentido nenhum.

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Vez ou outra, a gente só tem que começar uma briga por nenhuma razão aparente em uma taverna

21 – Eu já tive um clube de Star Wars na escola. A gente não fazia nada, só falava sobre como gostávamos de Star Wars e construíamos, ocasionalmente, objetos da franquia com isopor. Um idiota quebrou minha Estrela da Morte e até hoje espero que o universo o puna por isso. É sério.

22 – Eu me pego pensando sempre: como alguém compõe clássicos? Como alguém senta e compõe Lacrimosa, Something ou 2 e 2?

23 – Música brasileira é coisa que vem da alma. Se você não gosta de rir num sambinha num domingo de tarde, você não achou o sambinha certo. Vale para todos os nossos ritmos e letras, não tem nada como a gente falando da gente mesmo. É extremamente poderoso.

24 – A política brasileira me faz chorar. De verdade. Porque eu vejo que não vai melhorar e que ninguém realmente se importa com ninguém. Só em manter seus traseiros em Brasília ou seu ponto de vista em casa. Os políticos fazem arranjos para ficarem, o povo vota em Bolsonaros e Delegados Waldir…

25 – Eu acredito piamente na igualdade de direito das mulheres. Luto por ela nos protestos, nas redes sociais, nas conversas de padaria. Quem não luta comigo, não pode ficar comigo. Hoje em dia, eu não aceito amizades misóginas nem em forma de piadinhas.

26 – Eu queria ler todos os livros do mundo. Ou, pelo menos, todos os que compro.

27 – Eu tenho um grupo para falar de séries, que é para você entender o nível do meu vício (e dos meus comparsas de crime).

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Qualquer semelhança…

28 – Eu quase morri quando soube que Gilmore Girls ia voltar. A Lorelai é praticamente meu alter ego (só não tenho uma Rory).

29 – Machuca um cachorro na minha frente procê ver!

30 – Tenho 569 tatuagens salvas em pastas e 0 em mim, ainda.

31 –  Eu amo Beatles. O show do Paul foi um dos melhores que já fui e o meu fab four preferido é o George Harrison (e ele já apareceu no blog). A carreira solo dele é de dar orgulho nesse coração de fangirl.

32 – Tenho muita admiração por quem desenha e fotografa bem. Eu adoro tirar fotos de velhinhos, mas Sebastião Salgado sentiria vergonha de mim.

33 – Queria morrer sabendo falar gazilhões de línguas.

34 –  99% jeans e blusa, mas aquele 1% de boho-witch-pitada-de-Phoebe-tia-louca-do-bairro-style (o que é = a ouvir “nossa, mas você não está com calor?”).

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Não, porque minha alma ficou um pouco mais fria com esse comentário hehehe

35 – Às vezes meu senso de humor é um pouco próprio. Achar amigos que compartilhem dele é para toda a vida.

36 – Eu quero aprender a amar as pessoas de coração inteiro. Sempre. E aprender o que puder enquanto estiver por aqui. Porque se tem uma coisa que não quero é saber o mesmo que sabia há um ano atrás.



Esquema de sempre: você pode me encontrar através do meu email (nataniacarvalho@gmail.com), da página do blog no Facebook, ou do meu Instagram =D

O dia que o Espírito pintou o céu com uma cor que não existe (Desafio #2)

Quero contar os resultados do último desafio, mas não sei como começar. Tantas coisas estranhas e maravilhosas aconteceram… Ao invés de te encher com milhões de histórias, vou resumir tudo com uma só: tive um sonho. E foi incrível e inacreditável ao mesmo tempo.

Estava em uma praia junto com alguns amigos, quando o sol começou a se pôr.

Mas ele não estava apenas se pondo. O céu havia ficado com uma cor ainda não inventada por aqui… Uma cor de céu que se assemelha com um que é pintado em um dos meus clipes favoritos do Beirut. Uma grande amiga, que estava comigo na praia, aponta para cima e diz:

–  Olha, é a glória, é igualzinho o livro da Ruth!

E então a gente começa a correr, correr e correr e parece que estamos caindo, mas, na verdade, a gravidade parece ter mudado sua intensidade, nos puxando para baixo com mais força e depois com quase nenhuma, o que nos deixava pairando e depois praticamente mergulhando dentro da areia. Mas isso não era ruim ou assustador. Era maravilhoso. Era como se corrêssemos com o Espírito.

O céu se torna rosa. Rosa dourado, como o rosa das capelas e vestidos de criança.

Outra colega ri e expressa a vontade de que Jesus volte no sonho e é aí que o sol se poe de uma vez, e toda a cor do ceu vai se recolhendo em forma de círculo, até ouvir-se um “puf” e tudo estar escuro e nós caírmos na areia rindo.

Eu parecia ter acordado, mas não. A mesma amiga do início do sonho estava em uma cama ao meu lado da minha, deitada, tranquila… Ela virou para mim e disse, assim, como se explicasse algo corriqueiro:

–  A gente só não faz as coisas velhas mais por causa do Espírito.

E, aí sim, eu acordei.

Ah, o Espírito é maravilhoso! Ele me ensinou a amar o lugar que estou hoje na igreja, pois isso é honra-lo, ele me ensinou a falar com ele quando tudo o que eu quero é ler Auden durante uma tarde e meia

The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the woods;
For nothing now can ever come to any good.

 Funeral Blues// Auden 

Ah, como eu gosto de Funeral Blues em dias blé, mas tenho me feito gostar do Espírito ainda mais nesses dias.

Não há jeito de terminar um texto que fala sobre o Espírito Santo, porque a gente vai se lembrando e lembrando das coisas pelas quais temos que ser gratos. Por isso acabo por aqui, assim, de uma vez, concordando com Hemingway e seu cachimbo: eu aprendi muita coisa ouvindo cuidadosamente – não tão cuidadosamente quanto eu gostaria, talvez. Mas o que importa é que eu aprendi o mundo e o mar ouvindo ao Espírito.

Hillsong United e as duas novas características do Espírito (Desafio #2)

Ainda não consegui me recuperar. Estou escrevendo e me segurando para não gritar. Gritar como gritei ontem, quando fechei meus olhos e cantei ESTA música como nunca cantei nada na vida.

Eu nunca mais quero sair dessas semanas do Desafio #2.

Fiz uma bagunça para dar início a esse post. Devia ter começado pelo começo: ontem fui ao show do Hillsong United com um amigo – Filipe! -, ou era isso que nós pensamos que iríamos fazer, “ir a um show do Hillsong”; entretanto o Espírito é tão maravilhoso que nos levou a um lugar onde iríamos encontra-lo de forma arrebatadora.

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Fotógrafo da noitche: Filipe, aquele a quem o zoom odeia

Eu já estava animada com o show, porque o ministério do Hillsong é impressionante e –  a não ser que você tenha entrado nesse negócio de ser crente agora – a maioria dos cristãos sonhou em estar em uma das apresentações deles (ou no Hillsong College! Confesso que ainda não superei o college, hehehe).

Entretanto, quando entramos no Goiânia Arena (logo depois de passarmos pela fila e pelo casal que conversava loucamente atrás de nós, rs), e as primeiras músicas foram tocadas, me senti na igreja e não em um show. Fechei os olhos e senti: o Espírito estava ali. Minha mente ficava falando coisas como “abra os olhos agora, você está perdendo o show”, mas meu coração sabia para quem ele devia olhar naquele momento. E era tão fácil ver quem não pode ser visto…

Nos momentos de alegria, gritos e em um específico, em que o Filipe e eu aprendemos que pular na arquibancada pode ser perigoso (dentes não inclusos no pacote), eu via uma única igreja. Todos estavam cantando músicas que nem eram cantadas em nossa língua materna – mas em inglês – e o júbilo era o mesmo.

Imagino que o céu deva se parecer com aquilo, um lugar onde não é necessário peixes-babel (Douglas Adams acabou de se revirar na tumba porque estou juntando seus escritos com Deus, hehehe. Desculpa, Douglas, mas eu gosto dos dois), pois a presença do Espírito é toda a língua que devemos entender.

Eu quero aprender a falar espirito-santês todos os dias fluentemente.

Com o episódio de ontem, o Espírito me ensinou mais duas de suas características: surpreendente e realizador.

Sim! O Espírito é surpreendente e Ele se preocupa em realizar seus sonhos!

Ele me surpreendeu com sua presença ontem e realizou um dos desejos do meu coração – ir a um show do United.

Ainda estou muito maravilhada com tudo. Com a adoração, com as músicas, com o moço que ia traduzir o inglês para português, mas apenas repetia as coisas em inglês (hahahahahahahhahaha!), com os vídeos… Enfim: com tudo que o Espírito pode nos dar em uma única noitinha. Imagine em uma vida inteira? Espírito, se prepare porque não pretendo passar dessa para uma melhor tão cedo, então: vai ser um loooongo período de mimimi. Mas se serve de consolo, estou anotando tudo que o Senhor está me ensinando. E se não serve… bem… eu te amo, serve?

Espírito: um imã de relacionamentos (Desafio #2)

O Espírito é um amigo que traz amigos. Aliás: Ele é um amigo que traz os amigos certos. As pessoas que são exatamente um pedaço da gente.

Mas eu não vou falar hoje não, o testemunho da Fernanda Brum, Liz Lanne e da Eyshila vai fazê-lo:

Para orar com a música que elas cantam ao final

 

Consolador (Desafio #2)

O título desse post foi a primeira característica que aprendi que o Espírito Santo possuía. Não digo aprendi em seu sentido empírico, mas de leitura, exatamente em João 14:26 (leia todo o capítulo, ele é lindo!). E sempre fiquei imaginando porque essa foi a primeira coisa que Jesus disse do Espírito… Tenho uma teoria desde menina: se você estivesse vendo o homem mais legal da terra – e entre todos os aliens – simplesmente ir embora nos céus, qual seria sua reação? Eu agarraria o pé dele e começaria a gritar:

– Discípulo 1, 2, 3, 4, venham gente. O plano é simples: puxem para baixo.

Jesus era muito querido por aqueles homens. Penso assim, se eu amo o Senhor como amo, sem nunca vê-lo, sem nunca perguntar se Ele aceita água da geladeira ou do filtro, imagine se tivéssemos dividido comida, casa e viagens?! Imagine se eu não quisesse parar de conversar com ele já tarde da noite e soltasse:

– Dorme aqui, Jesus, te empresto um short.

A partida desse homem seria muito dolorida para mim.

Creio que, por isso, o consolador veio primeiro. [Apenas escrever isso já me deu um sentimento ruim de não poder ver Jesus mais… Besta, mas já deu um nozinho – de marinheiro – na garganta… Nem quero imaginar Pedro ou João sentindo tudo isso…].

Mas esse consolo nem sempre é do tipo: vai dar tudo certo. Fique calma! Ontem entendi uma coisa sensacional. Tão sensacional que eu criei um nome para nunca esquecê-la.

Princípio 2 da Consolação: O Espírito pode consolar te dando uma esperança de futuro.

(qual é o Princípio 1? O que foi citado: o Espírito pode consolar te dando um belo abraço de shhhhh, pare de chorar, olha que lindo é o mundo, deixa eu te mostrar uma música do Armstrog, shhhshhh).

O fato é que entender o Princípio 2  foi impressionante. Eu havia terminado meu período de oração, corrido para a cozinha para improvisar um almoço e tcharam: tudo pareceu fazer um sentido absurdo dentro de mim. Qual é a melhor maneira de consolar alguém do que dando um novo futuro para ela?

Como o Espírito faz isso? Bem, ele pode agir em nossas vidas de diversas formas, na minha foi através de um versículo bíblico. O que está escrito nestes versos é minha esperança de futuro.

Canta alegremente, ó estéril, que não deste à luz; rompe em cântico, e exclama com alegria, tu que não tiveste dores de parto; porque mais são os filhos da mulher solitária, do que os filhos da casada, diz o SENHOR.

Amplia o lugar da tua tenda, e estendam-se as cortinas das tuas habitações; não o impeças; alonga as tuas cordas, e fixa bem as tuas estacas.

Isaías 54: 1 e 2

Obrigada, Espírito, porque você é sempre a palavra certo para o tempo certo. Até mesmo quando este tempo está por vir.

Oração e Leitura do Desafio #2 (ou: Riordan, seu lindo!)

Porque promessa é dívida (mesmo que demore a ser cumprida, rs). Eis a programação do desafio novo.

Quanto a oração… Bem, não escolhi uma hora fixa para ela. Em tempos de TCC, os horários andam mais flexíveis. Apesar disso, todas as vezes quero pedir pelos frutos do Espírito e por tudo que ainda precisa da Sua mão.

Vamos aos livros. O primeiro é… a Bíblia, especificamente este texto. Depois nos temos 50 Anos de Esperança, do Pastor Cho. Sei que tenho falado muito dele ultimamente,  mas não consigo não ler esse livro milhões de vezes. O volume fica ali, na minha estante, um dia resolvo que é hora de reler e BUUUM preciso fazer isso milhares de vezes. Um loop infinito de Coreia e de um testemunho brilhante. E fico querendo citar o livro para todo mundo, porque parece que ele é resposta para tantas situações… Do tipo:

-Acho que eu queria aquele….

– Ore e visualize, página 244.

Mas esse desafio também tem livro novinho. Quero dizer, um que eu ainda não li, porque novinho novinho ele não é, hehehe… Esse é um dos livros que peguei emprestado da minha mãe (ela deixa isso bem claro, porque colocou seu nome na capa,rs) e nunca li. Sempre vou colocando um em sua frente e ele sempre vai ficando na frente da pilha de livros que planejei reler esse mês… Todo solitário… Bem, falei, falei e não falei o nome do livro: Reduze-me ao Amor, da Joyce Mayer.  A carinha dele na minha estante, ô:

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Estava de olho em outro livro para este desafio, maaas comprei A Marca de Atena (sim, atrasada, eu sei, mas gregos e romanos eu repito: TCC) e preciso intercala-lo as minhas leituras, porque… não tem porque. Aliás tem: Porque a gente sempre tem que arrumar um tempinho para o Riordan e ser feliz. Nem que seja no ônibus [o que é um perigo, porque a cada vez que gosto de uma parte fico fazendo essa cara no ônibus]. O melhor de tudo isso é saber que o livro quatro dessa mesma série que estou lendo acabou de ser lançado e que quando terminar esse não terei que esperar para lê-lo (beijos amigos que estavam rindo de mim por ainda não ter lido o livro 3. Quem é seu Deus agora?! Cof cof… Calma aí, Deus, é só uma expressão, hehehehe!).

– EU NÃO ESTOU AQUI PARA SABER DAS SUAS LEITURAS, NATÂNIA.

Foi mal gente. Dispersão com livros quem nunca?

Eu só estava explicando porque só conseguirei ler dois livros nesse desafio, rs. E bem… já queria avisar que por mais que houvesse planejado apenas uma semana para o desafio #2, vou ampliá-lo para quinze dias. Porque? Porque tive um tempo muito produtivo com o Senhor hoje e acho que quero continuar com os mesmos objetivos por mais uma semana.  O que me faz ter um novo deadline: o desafio está valendo até dia 21 de outubro.

Disse no primeiro desafio e repito agora: compartilhar isso não serve para nada se não te fizer se sentir com uma pontinha de vontade de fazer algo para conhecer alguma coisa do Espírito que você não conhecia antes. Ainda temos 12 dias, então, se desafie (:

Ode ao Espírito Santo (Desafio #2)

Acho que uma das melhores coisas na vida é ter um monte de amigos. Sentar na mesa do amigo secreto, no final do ano, e rir.  Saber as manias uns dos outros, as coisas bonitas, nem tão bonitas assim, as irritantes e as horríveis – que você ainda vai jogar na cara deles e rir, ou que você vai apenas abraça-los quando eles se lembrarem tristes.

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❤ (Bruna, não adianta reclamar da sua foto hahahaha)

Raramente perco um amigo. E quando o faço é porque a gente ficou tão distante que… não nos conectamos como antes. É engraçado, geralmente isso não acontece. Fico meses longe das minhas amigas do ensino médio e quando a gente se vê é gritadeira pra todo lado [ – Nooooooossa, e essa tatuagem?? – É nova!] . Neste ano, fazem três anos que conheci algumas das pessoas mais incríveis desse mundo, exatamente oito delas. E os oito, fazem o dia da gente radiante quando é só terça-feira e você está trabalhando com uma pseudo- tendinite, sem criatividade para nenhum texto e com fome.  Também neste ano, fazem outros sete que conheço a futura médica da turma 60 e escritora mais promissora deste mundo! Sem contar aqueles amigos que conheço desde sempre. Aqueles que estavam nas fotos do aniversário de dois anos…

O interessante é que o sentimento que tenho por meus amigos e por gente que merece o amor da gente simplesmente porque acordou com o cabelo bagunçado (nossos pais, por exemplo), parece com o que sinto pelo Espírito Santo.

Calma lá. Já me explico. Não me refiro ao sentimento de rendição, ou de senhorio, mas o amor dividido entre nossas conversas.

Isso podia muito bem ser um post de tia-avó, todo sentimental e cheio de tapetes de tricô, mas me explico de novo. Resolvi começar assim, pois queria ter a certeza de que a palavra “amigo” fosse entendida na minha concepção: algo que a gente amarra com fita de pano estampada e guarda na melhor caixa. Algo que parece com o que eu construo com o Espírito Santo.

Neste ponto do post, é importante você notar que eu não estou usando sinônimos para Espírito, eu estou repetindo seu nome, pois esse texto é para ele e não significa que Deus e Jesus não sejam lindos e razão da minha vida, mas eu vim falar com ele e sobre ele: Espírito Santo.

O amor que divido com meus amigos se parece com o que eu divido com o Espírito, porque, bem… porque o Espírito Santo é o meu maior amigo. Falar isso traz um sorriso bobo, porque hoje tenho a certeza de que isso é verdade.

Para minha surpresa, muitos amigos cristãos, católicos e de tantas outras religiões (ou sem nenhuma) não tinham noção de quem era a pessoa do Espírito, mas o viam como uma espécie de vento que traz mover, uma fumacinha do bem, Gasparzinho de Jesus, o cara do avivamento ou a pombinha em cima do menino Jesus.

Bem, talvez ele seja tudo isso – e sim, ele traz avivamento – mas é importante manter em mente: o Espírito é uma pessoa sempre disposta a ser presente, não devemos nos lembrar dele só quando visualizarmos passarinhos sobre cabeças ou durante um mover na igreja. O Espírito Santo é o cara da minha vida. Companheirão, daqueles que escutam você falar por horas e que, se você estiver disposto a ouvir, também pode falar por horas.

Descobri que falar com Ele a todo momento me faz duvidar menos, me faz me sentir mais amada, mas principalmente: faz o ambiente do céu não ir embora de meu cotidiano.

A gente para de se perguntar como viver uma vida em que a adoração e presença de Deus nunca vá embora depois que saímos de nossas igrejas ou casa quando descobrimos  a comunhão com o Espírito. Comunhão de verdade, não falo daquelas bobeiras  espirituais e búuuuu. E sim dizer: Espírito, provavelmente eu mataria três pessoas hoje, que raiva. Espírito me ensine a lidar com isso. Ou: Espírito, o que você acha de vivermos viajando por um tempo? O que o você pensa da América Latina? Irlanda? Japão?! E desse emprego? Qual filtro para essa foto?

Quanto mais você conversa, mais fácil fica ouvir.

Faço isso desde menina, com períodos esporádicos de mudez (sempre lembradas pelo Espírito com um: “Ah, olha quem resolveu dar o ar da graça”). Antes, eu não tinha a teoria me incentivando, mas hoje estou munida da Bíblia e do pastor Cho.  Pausa para as citações de seu livro 50 Anos de Esperança:

Descobri que o Espírito Santo não tinha vindo para ocupar um canto da igreja, mas para participar dela. O Pai está sentado no trono, e Jesus Cristo está a sua direita, mas o Espírito Santo está em nós para cooperar conosco nos negócios do Rei.

Considero o Espírito Santo a pessoa mais importante da minha vida. Louvo o Espírito Santo e confesso meu amor por ele.

– Espírito Santo! Eu te amo. Espírito Santo, ajuda-me a orar ao Pai e a Jesus Cristo, acompanha-me na leitura bíblica.

Primeiro inicio minha comunhão com o Espírito Santo. Então, adoro ao Pai e a Jesus Cristo juntamente com ele. Hoje, conto com uma intimidade muito especial na comunhão com o Espírito Santo e sou muito sensível a sua voz. Sei quando o Espírito Santo fala de cura ou de construir um edifício. Indiscutivelmente, o Espírito Santo é uma pessoa. (Pg. 157)

Como eu dizia, hoje eu sei como é importante estimar o Espírito como Ele merece. Sabendo disso, tudo fica menos religioso e se torna mais prático e carinhoso. Falar em línguas se desmistifica, não é nada se não a língua em que o Espírito fala, por isso preciso pratica-la em minha orações. Nada mecânico, distante, ou cheio de não me toques gospel, o Espírito é simples.

Há muito para falar sobre o Espírito como convencedor, como pessoa pela qual somos permitidos conhecer a Deus, como ajudador, como aquele que nos ensina como orar, adorar e até mesmo como termômetro de nossa vida cristã. Não tenho competência para tratar de todos os tópicos, a simplicidade do Espírito em muito supera os limites do meu conhecimento, mas tenho como dizer que O amo. Como amo um melhor amigo, como amo um livro assim que termino de lê-lo. O amo com minhas milhares de dúvidas, erros e vezes que durmo no meio de uma oração.

E isso me traz ao meu novo desafio da semana – o Desafio #2 – orar pelos frutos do Espírito: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança e tentar postar com regularidade sobre isso. Bem, mais tarde (beeeem mais tarde, e tarde de quem está fazendo TCC) posto os horários de oração e os novos livros que vou ler (ou reler) neste novo desafio.

Bônus de Segunda-feira:

Um pedacinho dos meus amigos procês (sem me matar por colocar os links, amizades!) :

Marcela

Brunno

Dany (Página dois)

Murillo

Yago

Mordor, Homem Aranha, Lucinho e Dona Brum (Desafio #1)

Corre, corre, corre para escrever o primeiro post do desafio da Semana!

Eu tinha preparado algo completamente diferente para hoje, li Salmos e achei que as coisas iam para um rumo Davi – aquele ruivo – e sua harpa… Mas aí veio Deus e mudou tudo.

Ah, Jesus é uma lindeza que só, assim como o fim desse dia!

ROTA DA NOITE: ouvir o pastor Lucinho Barreto e pastora Fernanda Brum, que estavam ministrando em uma igreja aqui da minha cidade. O ministério da Fernanda é bonito demais, gentes, cheio de missões e de cuidados pelas mulheres, e o do Lucinho, nem se fala: JOVENS. Meu coração derreteu: missões, jovens e adoração.

IMG10103Aliás, não foi só o coração. A igreja estava cheia, muito mesmo, e você tem que entender que Goiânia nesses dias seria uma substituta aceitável para destruir o Anel de Sauron – Mordor chateado. Todos os seres naquele lugar estavam suados. E os anjos não escaparam dessa não, amizades. Estava quente mesmo. O melhor? TODO MUNDO SE ABANAVA, MAS NO FUNDO NINGUÉM ESTAVA DANDO A MÍNIMA. Sabe por quê? Por que o Senhor estava naquele lugar, em cada música, em cada grito de “miséeeeeeeeeeeria” do Lucinho.

E quando  dei por mim não sabia onde acabava o calor e começava a choradeira, eu era uma água só. E por mais nojento que isso tenha soado: foi maravilhoso.

O mais legal de tudo é que tive a certeza de que a obra começada há cerca de três meses em minha vida fica cada vez mais acabada (me senti contratando um pedreiro agora… “oh, Deus, quando é que a cozinha fica pronta?” “olha, dona, agora que o material chegou, que a gente já limpou o entulho e as bases já tão lançadas num deve demorar não”).

A frase que resumiria o post de hoje e as ministrações da noite é: Deus não usa gente enrolada, por isso se desenrole. Não sei se você consegue entender isso, mas essa frase com pouco mais que quinze letras explodiu minha mente.

Oração do primeiro dia do desafio: Jesus, não me deixe me meter em uma confusão parecida com a anterior, me desenrole e me livre de minhas próprias ciladas.

E, então, ele vem me ensinando a lidar com minhas aranhas mutantes e com as teias que elas formam em volta de meu próprio umbigo  e me dando um sentido aranha para perceber quando o menor dos pensamentos enganosos surgirem.

– A metáfora do Homem Aranha é ruim, mas aceitável, só não me aparece com roupas cujo tecido é algo entre o látex e a desgraça da humanidade, por favor. – Ok, Deus…

Fechando o falatório, senhoras e senhores, Fernanda, a Brum: