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Tema a lei, mas ame ainda mais ao Eterno

Meus amigos, porque o evangelho não tem alcançado os nossos corações de forma completa?

Nestes dias, tenho me perguntado porque a igreja gosta tanto de andar no limite entre o que é ou não pecado. Porque valorizamos a cultura da lei? Se eu tocar até aqui não é pecado, mas se eu for um centímetro para lá estarei pecando. Porque não nos mantemos a metros daquilo que o Eterno não preparou para nós? Porque não deixamos de vigiar e punir nossos irmãos e começamos a pensar no amor que se derrete do nosso peito para o peito de Deus?

Quando eu reflito sobre o relacionamento que tenho construído com o Espírito, eu não quero saber se a lei diz que eu devo ir exatamente até aqui, eu quero perguntar para Ele se, para começar, eu devo fazer aquilo ou não. E, pasmem, às vezes o meu melhor amigo diz não.  Não é pecado, mas eu não deveria fazê-lo, simplesmente porque Ele me disse.

Que nós paremos com as perguntas superficiais e com as acusações que só mostram que nossa alma não se abstém de coisas por amor, mas por medo. Por favor, parem de perguntar se tatuagem é pecado, parem de destilar julgamento se uma irmã vai a um festival, parem de se esconder atrás de uma religião  sem fundamentos de amor e fé.

Antes, meus amigos, olhem para o Espírito, que quer nos levar a níveis mais profundos Nele. Olhem para o Senhor Jesus, que deu a vida pela sua missão. Olhem para o Deus Eterno, que deseja muito mais de nós do que um livro de regras.

Devemos sim seguir os mandamentos das escrituras, mas, meus amigos, não usem da lei para ferir e para se manterem ocupados e nunca descobrirem mais do seu propósito nessa terra. Sejam cura. Sejam o evangelho. Sejam amor e ombro para essa geração. Sejam o melhor apresentador de Jesus que seus amigos já viram.

Meus amigos, eu oro para que o Senhor mostre a vocês as necessidades do reino que pulsam em Seu coração,  tudo fica pequeno diante delas. Principalmente nossas mesquinharias.

Aquilo que não pode ser explicado

{Para ouvir enquanto lê}

Eu me sinto completa quando penso Nele. Não sinto medo por haver alguém que minha compreensão não consegue pesar, medir, saber a cor do cabelo… Mas me sinto abraçada por tudo que olho. E oro a Ele, como se pudesse ser qualquer parte do universo e, ainda assim, amá-lo como eu O amo agora.

Na semana passada, estava mandando um áudio gigante para uma amiga sobre o tipo de amor que dedicamos ao Eterno e, bem, a verdade é que nada é como esse tipo de amor. E eu não falo isso de forma poética, mas de forma bastante pragmática. O meu amor por Ele não se parece com o amor que dedico a mais ninguém. É como calda quente e água fria  – tudo ao mesmo tempo. Como um abraço de braços macios e cimento que me tapa por dentro.

Você já pensou sobre o amor que entrega para Deus? Ah… Isso me deixa tão animada e tão assustada… Tão assustada que eu não sei como eu poderia viver sem ama-Lo… Como passar por esta terra sem sentir aquilo que não pode ser explicado?

Eu tento colocar em palavras o melhor nó que há dentro de mim, mas é simplesmente impossível. Talvez somente Davi e Adélia Prado conseguiram descrevê-lo… Ao que eu poderia comparar o amor que sinto por Ele? Ao dia que meu pai conseguiu subir um lance de escadas depois de uma longa temporada de enfermidade. Ao momento em que minha melhor amiga me mandou a foto do seu jaleco pronto. A risada da minha mãe. Ao companheirismo dos meus irmãos. E a nenhuma dessas coisas… Porque… Porque, se nada disso existisse, eu sinto, profundamente em mim,  que eu O amaria da mesma forma.

Amar você, Eterno, não é sempre a coisa mais fácil, mas eu não saberia como não fazê-lo.

Não sei se você notou, mas eu ando falando sobre amor (ou: Amor x Medo)

{Para ouvir enquanto lê}

loveQuem leu meu último post (que foi um pouco “é-o-quê?”, porque eu queria tentar descrever o que eu estava entendendo da palavra na hora da agitação) e o penúltimo post, pode perceber que eu estou falando de amor neste mês de abril. Esse é um assunto recorrente nos meus textos, e os anos têm me feito acreditar no que o pastor Bill Johnson, sênior da Bethel Church, costuma falar: nós temos uma grande mensagem dentro de nós e vamos a dividindo em milhões de pedaços. A minha mensagem definitivamente se conecta com amor, e quanto mais vou progredindo na fé, e como gente, mais entendo que os assuntos de Deus nunca se acabam, por isso a Bíblia é viva, por isso eu sempre acho que há mais sobre amor para falar.

E bem, vamos começar logo este texto com Peninha: quando a gente ama é claaro que(i) a gente cuuuuidaa. Hoje eu queria falar da face do amor de Deus que nos faz sentirmos seguros, cuidados (agora vou cantar a música do Peninha mentalmente até o fim do dia sem or). A face que nos possibilita ser abrigo para os outros.

A minha tendencia é ser uma pessoa medrosa. Sempre amei ler histórias com heróis badass, mas confesso que não sei como agiria no lugar deles – se eu fosse Frodo, por exemplo, provavelmente jogaria aquele maldito anel Condado abaixo, já na saída de casa. Por isso, aprendi na prática, renegando os meus temores, que o meu Deus é escudo e glória.

Quero dividir o nosso post em dois tipos de medo que nos acometem e que o amor de Deus se faz presente para dissipá-los, e terminar falando sobre assimilar essa característica em nosso caráter.

1) O medo do que ainda não aconteceu (ou: Vidente do “ihhh não vai dar certo”)

Se eu fosse vidente (oi-Natânia-o-quê-está-acontecendo-?), provavelmente você não gostaria nadinha do que eu teria para te dizer. Isso porque eu sempre penso nas 55 coisas que podem dar errado antes de seguir em frente com algo e quando eu presto atenção eu já estou quase colocando minha fé que as coisas realmente não vão dar certo. “Isso é falta de fé e não colocar sua fé”, você pode dizer, mas olha, eu digo que não é não, é uma fé usada para o mau (uma fé Darth Veder). Quer saber porque que digo isso? A Bispa Lúcia Rodovalho (<3) disse, hoje, no twitter:

A fé é crer naquilo que você não pode ver. A recompensa dessa fé é ver aquilo em que você crê!

Bem, isso é maravilhoso se você acreditar nas promessas, na bondade, na resolução e na alegria das coisas novas, no entanto, se você crê que aquilo já está falido antes de se desenvolver, bem, sua recompensa é ver um projeto que nasce morto. Viu só como é possível lançar sua fé para o mau?

Eu já tive e tenho inúmeras conversas com Deus perguntando, falando, pedindo uma explicação para minha insegurança crônica com muitas coisas na vida, mas um dia senti que devia apenas confiar. Confiar sem explicações, pelo menos no início. Decidi aceitar o desafio de não temer depois de algumas decisões erradas, por medo de tomar as certas. Você já fez isso? Jogar uma coisa pro alto com medo de levá-la adiante e ela dar errado? AGORA ME DIZ, QUAL É A LÓGICA DISSO?!

Nenhuma.

E eu decidi que eu não iria ter medo do que ainda não aconteceu. E isso não é fácil. Todos os dias eu preciso me lembrar que o amor do Eterno é tão grande que pode vencer o meu temor. Algumas vezes, Deus, em misericórdia, já me disse: sossega, vai ficar tudo bem, siga em frente com essa decisão. Maaaaas milhares de vezes, Ele não falou. E, conforme você vai ficando mais maduro no relacionamento com o Senhor, vai entendendo que ficar chateado por ter que vencer seu medo não faz o coração de Deus se voltar para você com mais facilidade. Pise na água, mesmo que você pense “caramba tô sentindo que vou descer diretinho para a zona abissal”. Não tema algo de graça, mas peça entendimento.

Muitas vezes, Deus tem planos tão específicos para nós, mas nos desviamos muito deles por medo de insistir em um caminho, por medo de oportunidades que se abrem. Para vencer meu medo, eu oro. Choro. Oro. Grito “Spirit  break ooooooout“. Leio Salmos 3. Assim, não preciso de uma palavra direta de Deus para parar de temer, eu começo a profetizar o que já está na Bíblia: o verdadeiro amor lança fora todo medo. De novo. De novo. E coloco meus pés nos planos futuros.

O medo é algo viciante. Você se vê voltando sempre e sempre e sempre para ele, até o dia que perde algo tão importante que mal pode acreditar. O amor de Deus é capaz de cauterizar a raiz do nosso temor, Ele nos dá segurança e nos reveste de coragem. Não de uma coragem tola, mas de uma coragem com cara, cheiro e gosto do Reino: aquela que nos faz viver o evangelho no máximo.

Se você sente tanto medo do futuro que seus pés e planos congelam-nível-frozen e você se vê conformado com uma realidade horrível, do fundo do meu coração eu te desejo o que eu desejo para mim diariamente: seja livre. Que seus pés encontrem o amor de Deus e que esse amor se choque contra o seu coração, que ele quebre seus ossos e te faça mais resistente, mas, ao mesmo tempo, mais suave e perceptivo para a realidade do céu, que está tão longe do medo, quanto eu, geograficamente, da J.K.

2) O medo das situações terríveis que já estão acontecendo

Muitas vezes, nós vivemos momentos tão ruins na vida que pensamos que é ok temer naquela hora. Sabe o que Deus tem me ensinado? Não é ok, não.

Quando meu pai ficou doente (eu já contei um pouco sobre isso aqui), eu fiquei com medo. Às vezes, eu me pego com medo ainda hoje. Mas Deus me cerca de palavras na Bíblia e me cerca de palavras na igreja que me fazem lutar contra esse sentimento. Me lembro de chegar no culto um dia, quando ele não podia ir à igreja e estava bastante abatido, começar a participar do louvor e ficar tomada de medo. Eu pensei: bem, talvez, eu precise ir para casa, descansar a cabeça um pouco. Mas Deus me disse para ir até o banheiro. Eu me ajoelhei no chão de uma das cabines e comecei a chorar, de repente o sentimento de que Deus era poderosamente maior do que tudo aquilo me invadiu. Você já sentiu que é imensamente minúsculo quando a presença de Deus desce sobre você? Não pequeno como quem não é útil, ou é menor e pode ser esmagado… Mas pequeno do tipo: Filho, você cabe nas minhas palmas e elas irão te proteger.

Eu precisava lutar contra o medo. Não com minhas armas – meu positivismo já foi discutido acima hahaha -, mas com as armas do Eterno. E eu pedia para que ele me falasse sobre amor. E ele ria comigo e me falava sobre seu grande amor. Ele me explicava que não há nada melhor do que quando nós nos derramamos sobre Ele. E o seu amor preenche o que o medo rasgou.

Quantos de nós estamos enfrentando situações realmente apavorantes agora?… Sabe, gentes, nossos ombros podem tentar por algum tempo, mas eles não são e nunca serão escudos.

Senhor, como se têm multiplicado os meus adversários! São muitos os que se levantam contra mim.

Muitos dizem da minha alma: Não há salvação para ele em Deus. (Selá.)

Porém tu, Senhor, és um escudo para mim, a minha glória, e o que exalta a minha cabeça.

Com a minha voz clamei ao Senhor, e ouviu-me desde o seu santo monte. (Selá.)

Eu me deitei e dormi; acordei, porque o Senhor me sustentou.

Não temerei dez milhares de pessoas que se puseram contra mim e me cercam.

Levanta-te, Senhor; salva-me, Deus meu; pois feriste a todos os meus inimigos nos queixos; quebraste os dentes aos ímpios.

A salvação vem do Senhor; sobre o teu povo seja a tua bênção. (Selá.)

Salmos 3

O amor de Deus o faz levantar do seu trono. Aleluia, nós temos um Deus que se preocupa em cuidar de nós!

>> Cuide de alguém que enfrenta o medo

Sabe o que é brilhante no evangelho? Se você levar a coisa a sério, você fica parecido com Jesus. Dá para pedir algo melhor do que adquirir as características do caráter de Deus? Quanto mais você deixa Deus te ensinar a não temer, a viver abundantemente, mais você pode ensinar alguém. E quando eu falo ensinar, bem, você precisa entender o que eu acredito que seja ensinar: andar perto de alguém todos os dias, de tal forma que o seu coração seja repartido com aquela pessoa pelas palavras, ações e comida que compartilham.

Quando você é um Cristo em andamento, você se preocupa com as pessoas. Você diz coisas que deixem seus corações quentes e longe do medo. Você não precisa dar um sermão – elas não vão lembrar -, mas se você for com elas, exortando, cuidando, amando, alertando sobre a liberdade do Espírito e a prisão do medo, elas verão uma parte do próprio Deus protetor manifesto na igreja.

Paulo (<3) fala diversas vezes sobre seu cuidado com a igreja, e agradece a Deus por Tito também apresentar um coração voltado para seus irmãos:

Agradeço a Deus ter ele posto no coração de Tito o mesmo cuidado que tenho por vocês,
2 Coríntios 8:16

Ande sempre com quem pode alimentar sua fé, com quem profetiza uma vida longe do medo, com quem te abrace no dia mal e te chame para ver Friends no final de uma semana difícil (Friends por minha conta, migs, Evangelho de mim mesmo capítulo 2).

Sempre se lembre do amor de Deus e da igreja por você, onde é que você esteja nesse mundo de meodeos.

Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo.
Do mundo são, por isso falam do mundo, e o mundo os ouve.
Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro.
Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.
Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.
Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.
Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.
Amados, se Deus assim nos amou, também nòs devemos amar uns aos outros.
Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor.
Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito.
E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.
Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus.
E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.
Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo.
No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.
Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro.
1 João 4:4-19

Vamos orar?

Pai, quantas vezes nós já conversamos sobre medo? Em todas elas o Senhor foi fiel. Seu santo nome é escudo e âncora para nossos corações e almas. Eu profetizo amor sobre os que estão tomados pelo medo hoje, e que o amor corroa as amarras que nos mantém aprisionados, que o amor dissolva o temor, que ele instaure o Reino em nossos corações. Deus, eu quero apoiar meus amigos e irmãos no momento em que eles não conseguirem crer no melhor de Deus, e que eles também desejem cuidar de outros. Em teu nome nós oramos. Amém!

Pacientemente, amor (ou: Pão de queijo quentinho)

{Para ouvir enquanto lê}

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Ainda não sei escrever um post sobre a manhã de hoje. Estava eu lendo um livro do Fernandinho – em breve quero falar sobre ele por aqui – no ônibus, em direção ao trabalho, depois de uma longa semana de dengue, exames de sangue e horas esperando minhas consultas, quando eu li 1 Coríntios 13. Eu, sinceramente, não sei quantas vezes já li esse texto, ouvi alguém lendo esse texto, pregando sobre esse texto, e exemplos parecidos…

Inúmeras vezes.

No entanto, hoje uma parte dele pareceu fazer um sentido absurdo pra mim.

O amor é paciente

1 Coríntios 13:4

Sim. Ele é. E sabe, acho que quando a gente descobre um pouco mais sobre o amor vemos que essa é uma característica intrínseca dele. O amor não desiste, ele não joga tudo para cima, ele está ali, todos os dias, esperando e por isso ele tudo suporta, e por isso ele tudo crê, tudo espera, tudo sofre. O amor enfrenta tudo, pois ele é paciente para alcançar o seu fim.

Eu estou apenas repetindo os versículos, amigos, porque ainda não consigo explicar a certeza que invadiu meu coração. Em dias em que nada pode esperar, o amor pode. No mundo em que se não for para agora não serve, o amor é paciente. Eu amo pacientemente, como quem abre um pão de queijo recém assado e espera enquanto uma fumacinha cheirosa sobe até o teto. Uma hora a gente morde o pão de queijo, uma hora o perfeito vai chegar, e o que é imperfeito vai desaparecer.

Porque hoje é dia do beijo (ou: Sobre se apaixonar por Jesus)

{Para ouvir enquanto lê}

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Hoje é dia do que? Sim, você leu o título e sabe que a resposta é do beijo – embora para mim tenha sido dia de descobrir que estou com dengue e o mistério das minhas dores no corpo ser desvendado (Agatha Christie das doenças tropicais).

A Bíblia é um livro dos mais românticos… E eu não estou falando de Salomão e todos os seus elogios peculiares. O evangelho é, para mim, uma declaração de amor. Mateus, Marcos, Lucas e João escreveram, juntos, uma grande carta sobre se apaixonar.

Você já parou para pensar que esses quatro homens eram apaixonados por Jesus? Calma lá, quero voltar mais um pouco: você já parou para pensar que Jesus era um cara normal nessa época? Ele não tinha filmes, fama, quadros… Ele era apenas um nazareno não caucasiano, queimadinho de sol e dono de palavras justas e doces. E foi necessário que esses homens conhecessem a ele. Foi necessário que esses homens fizessem perguntas bobas sobre o reino e sobre ser grande dentro dele – porque ninguém nunca as tinham feito antes. Foi preciso que esses homens dividissem casa, comida e um barco quase naufragando para que algo dentro de seus corações fizesse click e eles pensassem: caramba, eu amo esse cara.

Se apaixonar por alguém não é um processo rápido. Mateus levou 28 capítulos para nos mostrar isso. Eu aprendi que você vai encontrando pequenas trilhas nas pessoas até encontrar, verdadeiramente, seus corações. Eu imagino Jesus fazendo esse tour pelo interior de Pedro, até achar o coração pulsante aonde a igreja iria se apoiar. Jesus faz isso conosco. Ele desentulha nossas estradas para entender o que é o amor. A cada dia que entendemos mais um pouco, tudo muda. TUDO MUDA. O amor de Jesus me fez mudar minha ideia de amor. E amar a Jesus me fez mais amorosa.

Acredito que quanto mais os discípulos conheciam Jesus, mais eles o amavam. Sabe quando você admira alguém a ponto de, sem perceber, decorar a forma com que ela se move ao redor das outras pessoas? Você sabe como ela ri, sabe como ela conversa, você sabe, até mesmo, que ela se mexe de um lado para o outro quando ela ora. Os discípulos deviam ser assim. Saber o sotaque de Jesus, saber a sua comida preferida, saber como era seu sorriso depois de um milagre.

Um dia ouvi que o amor de Jesus era a única coisa que podia colocar nosso interior no lugar. Eu estava em uma fase blé quando me disseram isso, há alguns anos, e por mais que soubesse que a frase era verdade, não entendia como colocar em prática. Bem, acontece que eu amava a Jesus, mas ele queria me ensinar a amar segundo o seu amor. Não apenas para corresponder a Ele, mas para que eu pudesse amar aos outros com o mesmo amor.

Sabe alguém na Bíblia que eu creio que amava a Jesus com o amor que vem do próprio Jesus? A mulher que lavou os pés do Senhor na casa do fariseu:

 E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas, e os enxugou com os cabelos de sua cabeça.

Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés.

Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com unguento.

Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.

Lucas 7: 44 – 47

Que passagem incrível! Mesmo com a cabeça latejando – dengue é muito divertido, amigos – eu consigo pintar a reação desta mulher diante das palavras de Jesus. Eu consigo vê-la beijando seus pés. E de passagem em passagem, beijo em beijo, vamos nos tornando cristãos no mais íntimo dessa palavra: amor.

Marcos Almeida me fazendo polemizar neste blog (ou: Palavras hebraicas para a adoração e louvor)

Este texto não faz parte dos posts temáticos do mês, para lê-los clique aquiaqui e aqui.


{Para ouvir enquanto lê}

Eu me lembro da primeira vez que o meu avó materno – a pessoa mais lindamente do contra (beijo, vô, daqui um dia estou chegando no seu Araguaia) – me perguntou o que eu fazia fora da igreja e porque eu não lia essa bendita Bíblia SÓ na igreja. A resposta pulou de mim sem nenhum empecilho, como se ele tivesse perguntado meu nome:

– Porque o evangelho faz parte de todos os pedaços da minha vida, não tem fora da igreja.

Ele balançou a cabeça e me implicou mais um pouco, mandando eu parar de filosofar sobre Deus e ir para piscina.

E aí eu fiz 15, 16 e pulei para os vinte anos, cada vez mais atraída por esse pensamento. Todo dia menos preocupada em parecer gospel, mas totalmente comprometida com o evangelho. (E veja bem, isso não é um desrespeito ao mandamento de evitarmos a aparência do mal).

Se você me lê já sabe que eu acho que a minha fé não está no meu vocabulário crente, minha fé está em absolutamente tudo mais: na forma como eu acordo, como eu reclamo, como eu amo o outro – em todos os amores possíveis – como eu trabalho, como eu planejo o meu dia…

Sendo assim, dividir a vida em música “de Deus” e música em que Deus está presente, não faz sentido para mim… É claro que precisamos ter canções que nos impulsionem diretamente na igreja, que nos ajudem a gerar fé, que facilitem o contato com Deus (eu sou team espontâneo da Bethel, amigos, basta ver a quantidade de vezes que falo sobre canções que falam explicitamente sobre e com o lindjo Espírito Santo), mas eu realmente acredito que Deus está em uma música que você compôs sobre… bem, sobre um passarinho. Ela não precisa ter aquele selão “música de crente”, ela precisa ser feita por você, que entende que sua vida cristã, na verdade, são todas as áreas da sua vida. Você pode falar sobre alguma parte besta do nosso cotidiano ou sobre quem você ama e ainda sim demonstrar que o seu coração se derrete pelo Altíssimo.

E estou falando isso por que, minha gente? Porque Marcos Almeida lançou uma música nova sobre o Natal e me fez pensar sobre tudo isso de novo hahaha…  Se você não conhece o cara, mas conhece o trabalho do Palavrantiga, você conhece um pedacinho do cara. Agora, com novos projetos (acesse o Nossa Brasilidade), ele tem falado bastante sobre o evangeliquês e o que o Espírito pode fazer se nós falarmos português nas músicas.

marcos

“A gente recebe algumas críticas. A primeira vista parece alguma coisa muito “carnal” muito “pensado”, mas a gente vê que é um movimento que o Espírito Santo está fazendo no Brasil. Existem muitos grupos que vieram desse meio da cultura gospel que não estão mais relacionados ao movimento, como a Lorena Chaves, a Lilian Soares, o Bruno Branco, alguns músicos do Nordeste e também de Brasília que não usam esse vocabulário. Acredito que o gospel é mais uma forma de comunicação do que um estilo de música. O gospel tem o seu linguajar. O “Nossa Brasilidade” está tentando aproximar mais com o vocabulário de “rua”, mais com o “português” do que com o “evangeliquês”. Se fosse resumir, diria que o nosso projeto são artistas cristãos falando em português”, Marcos disse em uma entrevista para o site da Lagoinha.

Talvez você possa estar pensando que isso é uma maneira de se esconder, de não falar claramente a mensagem, mas sabe, eu não acredito nisso não. Eu creio num Deus poético e mais, em um Deus que nos dá liberdade para sermos poéticos. Vamos pensar em Davi, quer um homem que sabia mais sobre ser extremamente derretido e construtor de metáforas e, ao mesmo tempo, sabia quando ser guerreiro e observador das realidades espirituais? Ele não escondia o seu Senhor, ao contrário dos soldados do Rei, todos escondidos, com medo de Golias. “Então, quando você trabalha com a canção, fica escancarado sua confissão de fé. Quem conhece as nossas músicas sabe que não estamos tentando ser simpáticos com o mundo. Estamos provocando muitas coisas, mas com beleza, poesia e na língua corrente das ruas e não nos jargões evangélicos.”, Marcos afirma, ainda em entrevista para o site da Lagoinha.

Na parte hebraica da Bíblia, a palavra adoração, na verdade, são várias palavras. Então, por que não termos vários tipos de canções que nos levam a diferentes tipos de louvores? Não é mais do que natural? Eu tenho lido sobre isso há alguns meses (e escrito as sete palavras em cadernos e nos braços, não se assuste caso me encontre riscada hehehe) e descoberto que nós podemos exaltá-Lo de mais formas do que temos feitos.

Vou listar resumidamentíssíssimo  as palavras:

HALAL: falar bem do Eterno. Sabe quando a gente tá tão entusiasmado ou agradecido que precisa falar alto que Ele é bom?

YADAH: erguer as nossas mãos, em um local de dependência completa de Deus.

TOWDAH: levantar as mãos com ações de graças, não só por tudo o que já recebemos, mas pelo que iremos receber. Pode ser considerado um louvor gerador de fé, que nos livra de sermos amargos, de culparmos o outro, de não sermos gratos.

SHABACH: é a palavra para o júbilo, para quando gritamos e nos alegramos Naquele que venceu o mundo.

TEHILLAH: eu absolutamente amo os salmos que têm essa palavra! Porque eles falam de cantarmos uma canção nova – algo que você não tenha decorado. Ou seja: essa é a parte da adoração em que Deus tem liberdade de agir através de nós e aí nós colocamos em palavras nossa relação de amor com o Senhor (já tô suspirando aqui, e vocês?).

BARAK: adorarmos de joelhos, expressando verdadeiramente o que temos presenciado em Sua presença.

ZAMAR: louvar e adorar tocando algum instrumento, fazendo melodias.

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Estudar as palavras hebraicas para o louvor e a adoração amolecem meu coração. Entender exatamente o que os salmos dizem é tão intenso que, de alguma forma, agita uma parte de mim que só quer gritar e cantar e me prostrar diante Dele. Quero enfrentar tudo em adoração, Deus, porque se eu puder te ouvir cantar, meu Rabbi, se eu tiver a certeza de que estou um dia a menos de ver suas bochechas musicais, tudo fica mais ‘engulivel’. Você é todo o som dos meus dias e eu quero aprender a te dizer isso de segunda a segunda, ate que não haja mais tempo para contar.

Eu já não sei se eu me fiz clara ou não adicionando essas sete palavras ao texto (hehehe), o que queria dizer é que o clipe novo do Marcos Almeida sobre nosso natal cheio de sol e Deus me fez sorrir e pensar em como Deus nos aprecia. Não só pelo que podemos fazer por sua obra, mas pelo que Ele colocou em nós: poesia.

Assista o vídeo responsável pelas 1182 palavras do post:


[Faltam 07 dias para o Natal]