Não, obrigada

{Para ouvir enquanto lê}

Eu não estou interessado em um evangelho que mede saias, não muito obrigada. Mas também não estou interessada em um evangelho que não custa nada, porque, bem, ele não é real. Eu não quero inventar uma Bíblia que fala apenas o que eu quero ouvir, não obrigada. Eu não estou interessada em um avivamento apenas de chapação. Se não for para impedir uma mulher de apanhar, não me chamem. Eu não quero saber das suas intervenções militares e das suas ordens para o progresso. Eu quero falar dos ferrados das ruas, não me chamem para comícios de políticos que apoiam as armas que vão mata-los. Eu quero ver as salas de aulas, as varas de justiça, os laboratórios e seus tubos de ensaio, os hospitais e as esquinas cheias Dele. Eu quero ser o ombro das putas e quero ser seu pior inimigo quando você chamar qualquer uma delas desta forma; eu quero os motoristas de ônibus e os desembargadores, não eu não quero os santos e os cheios de si. Eu quero os impuros, como eu, os marcados, como eu, os que lutam com a própria cabeça todos os dias. O meu tempo, agora, está longe das conferências de relacionamento cristão, eu estou dentro da solitude de mim, lutando com coisas diferentes do que esperar. Coisas como o abuso que milhares de garotinhas sofrem por dia, garotinhas que como eu vão precisar de tempo para engolir a bola de pelo que foi enfiada em suas goelas a baixo. Eu quero aquele que julga e tem coragem de pedir ajuda, não quero quem finge não julgar. Eu quero os que se machucam e choram, porque dói, dói pra caramba levantar da cama alguns dias. Se você me chamar para sorrir e falar da moral deste mundo, me perdoe, eu precisarei inventar uma desculpa para não ir. Porque você pede pelo reino dos céus, mas, na verdade, quer a vigência dos princípios deste mundo que não te chocam. Eu fui feita para o silêncio, mas não se engane, eu não fui feita para ficar quieta. Eu não caibo dentro de quatro paredes. Eu sou a minha voz, que grita nas segundas-feiras pelas minhas mulheres machucadas, eu sou o texto que fica na internet enquanto o apocalipse não varrer tudo. Eu sou a revolução em um ponto de ônibus quando falo sobre eternidade e não sobre religião. Eu sou o que a crença banal não conseguiu conter: a igreja. Totalmente sem rejuntes. Eu não estou interessada em conversas pseudoespirituais que escodem comportamentos, não obrigada. Eu quero o feio, o sujo, o doente. Porque se eu, a pessoa mais universalmente perdida, um dia fui achada, qualquer um pode ser.

Qualquer

 um

pode

ser.

A verdade é Jesus e a gente não precisa enfeitá-la. Ser santo como Ele é. Amar como Ele amou. Perdoar como Ele perdoou. Entregar-se como Ele se entregou. E se entrega. Diariamente. Eu não estou interessado em um evangelho que fale sobre outra coisa a não ser sobre Ele.

Se não for sobre Jesus, não me chamem, muito obrigada.

 

 




PS 1: Este texto não tem a intenção de ofender ninguém, mas tem. Porque enquanto focarmos aapenas em nós mesmos e em nossas picuinhas crentes, o mundo roda o mesmo. O avivamento não é apenas para a nossa igreja física, mas é também para ela… E recebereis poder para. PARA. PARA. O poder sempre vem PARA um propósito , totalmente voltado para uma missão, SUA MISSÃO. Como você está usando o poder que recebeu hoje? Eu espero que você esteja transformando o mundo que te envolve, porque se não está, não minta para você mesmo, alguém está. Israel, marche pelo mundo e tome a terra que o Senhor já te ofereceu como herança. Saia curando, levando a salvação, dando razões para que a criminalidade diminua, para que as mulheres não sejam vítimas em seus lares, para que as crianças possam conhecê-Lo e amá-Lo antes mesmo que seus dentes de leite caiam. Israel, por favor, faça alguma coisa!

PS 2:  Um beijo para todos – para mantermos um nível de amorzinho no post hehe    ( :




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Cinco talvez e um único parágrafo

{Para ouvir enquanto lê}

Talvez estejamos falando e escrevendo sobre muitas coisas, mas nenhuma delas mora em nós. Somos pautas de jornais. Passageiros e dispensáveis. Conversa de esquina. Prosa do bar do Seu João. Talvez a gente devesse dizer menos. Talvez no silêncio haja palavras maiores do que as ditas no barulho. Ou não. Talvez eu esteja errada. Talvez seja apenas Banks demais…

Armadura (ou: Um texto sincerão)

{Para ouvir enquanto lê}

– Às vezes, eu tenho dificuldade de ser filha.  – Digo para Ele, assim que entro no meu quarto.

Largo o sapato entre o banheiro e minha estante, piso no chão – ele está congelaante – e sinto a cabeça rodar. Entre as coisas que eu preciso fazer. As coisas que eu gostaria de fazer. Coisas. Todo tipo de coisa.

O dia todo está estranho. Levantei ao contrário. Peguei o caminho errado de ontem para hoje. Qualquer dessas expressões que você preferir, por mim, está bem.

Eu abro a boca para falar com Ele, mas tudo sai esquisito.

– Às vezes, eu tenho dificuldade de te pedir as coisas. Porque eu estou tão acostumada a correr atrás delas. Tão acostumada com o peso dos meus braços e das minhas costas…

É só como a vida é, nada é fácil – minha cabeça já interrompe a minha oração.

Chris está cantando. Eu me sento no meio do quarto. Agarro uma blusa de frio e abraço minha bíblia.

Nós voltamos a ficar em silêncio.

Flock of birds
Hovering above
Just a flock of birds
That’s how you think of love

– Eu me pergunto, milhares de vezes, como é simplesmente não acordar exausta…

– Você ama a Amora? – Deus me pergunta e eu fico bem confusa.

– Deus, o que meu cachorro tem a ver com isso?

– Você ama a Amora?

– Com todo o meu coração.

– Ela sabe que você a ama?

– Não sei. – Sorrio tossindo, uma gripe que não me deixa.

– Você acha que ela tem dúvidas de que você vai dar comida para ela? Você acha que ela tem dúvidas de que quando você chegar vai deitar no chão enquanto ela corre para pular sobre você? Ela não se pergunta nenhuma dessas coisas. Porque ela sabe que você vai fazer todas essas coisas. Ela sabe que você

– a ama – completo a frase Dele.

– Você não me pede as coisas porque não sabe se eu vou te entregá-las.

Engoli em seco.

– Eu vou sempre deitar no chão quando você chegar em casa. Eu te amo.

Cubro meu rosto com a blusa de frio. E Ele me mostra uma armadura. A armadura que tenho imaginado a semana inteira, enquanto leio um livro de rainhas e sangue. E, de repente, eu estou sem ela. E me sinto tão vulnerável que tenho vontade de rir. É como fazer um exame com uma daquelas camisolas de hospital.

– Eu não sou como nenhum deles. Eu sou Javé, eu sou o seu Jah! Está tudo bem – sinto seus olhos chorarem, eles sempre choram quando eu me lembro da cena que me deu uma armadura para a vida – eu posso ser sua armadura.

E ele gruda em mim. E me vê por dentro. E não tem medo de quem eu sou.

– Filha?

– Hmm?

– Pega outra blusa, você está tossindo.

 

 

Ele te cobre com suas plumas, e debaixo de suas poderosas asas te refugias; sua fidelidade é escudo e armadura.

Salmos 91:4

Qual é o limite do humor, Eterno? (ou: Quando a quase trindade tem piadas de pavê bíblicas)

 

{Para ouvir enquanto lê}

Um pequeno silêncio, da espessura de uma folha de papel branca, pousa sobre nós.

– Oi.

Ele sorri.

– Talvez eu esteja encrencada. Bem encrencada, Eterno. Isso volta para minha cabeça a cada uma hora ou menos.

– Quarenta e dois minutos.

– Deus, para de rir, é sério.

– Você é tão séria, que é engraçado…

– “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas”

– “Eu dormia, mas o meu coração velava; e eis a voz do meu amado que está batendo: abre-me, minha irmã, meu amor, pomba minha, imaculada minha, porque a minha cabeça está cheia de orvalho, os meus cabelos das gotas da noite.” – Ele joga outra passagem da Bíblia em mim, eu titubeio.

– Não faço o tipo Salomão.

– Faltam 40 minutos… – Ele é implicante.

– Ai, Deus, tem dias que vou te contar… Traz o Espírito, porque Ele é menos piadista.

– Será? – O Espírito ressoa sobre o meu quarto gelado de sacadas escancaradas.

– Eu desisto de vocês hoje. Vamos voltar a conversar quando vocês tiverem mais maturidade.

– “Acharam-me os guardas, que rondavam pela cidade; eu lhes perguntei: Vistes aquele a quem ama a minha alma? “- Eles riem.

– Sério?! Sério mesmo?!

Rimos.

Pequenos milagres que aquecem

{Para ouvir enquanto lê}

Eu ainda estou de boca aberta, olhando para a tela do computador, escutando minha música favorita sem piscar…

“Que droga… Esqueci a chave”, foi a última coisa que pensei antes de entrar no ônibus, atravessar a BR, desmaiar de sono e chegar em casa. Eu estava disposta a sentar na calçada por algumas horas até que alguém chegasse. Iria pegar meu caderno e tentar resolver uma longa e aterrorizante lista de bioestatística e torcer para não ser encontrada morta por um mísero papel cheio de contas sem respostas.

Eu sequer pedi ao Eterno que algo fosse feito. Eu apenas suspirei dentro de mim.

E eu cheguei. Dei boa tarde ao motorista. Desci. Tudo isso sem lembrar do portão nem uma vez. Era um caso praticamente perdido. Passei tudo o que tinha que fazer no dia pela cabeça. Percebi que havia chovido por aqui. Me perguntei porque diabos havia uma palha de aço no meio da calçada. E o portão? O portão não fazia parte das minhas pequenas perguntas internas, que se resumiam ao dilema homem x sono x trabalho para fazer.

Atravessei a rua e dei de cara com meu portão. Antes que eu me sentasse no chão, eu a vi: uma pequena frestinha de luz. Meu coração parou. A primeira opção foi achar que alguém havia entrado na minha casa, depois mandar uma mensagem para minha mãe perguntando se ela havia deixado o portão aberto ( ela me respondeu com um singelo “tá doida, menina?”), até que eu tivesse coragem para empurrar o pedaço de ferro com trava.

Minha casa estava inteira. E aí, bem aí, meus olhos se encheram de água. Porque eu me lembrei de quando era criança e pedi a Ele que abrisse meu portão, que emperrara e nós iríamos nos atrasar. Sem mais nem menos, ele abriu. E eu estava ali, milhões de anos mais velha, com um novo portão aberto.

Eu nem queria me mexer, porque O sentia tão perto que a qualquer momento eu poderia sentir seu cheiro.

– Jesus, você tem cheiro? – Pergunto rindo, quebrando o momento.

Ele não respondeu, mas O percebia ali. Rodeando tudo ao meu redor. E eu só queria que Ele tivesse mãos, pés e tronco para abraçá-Lo pelo resto do dia.

Ele, que conhece todos os segredos das minhas chaves e todos os segredos do meu coração. Só Ele.



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Do meu quarto. Do meu desafino. (2)

Um dia, eu estava em um culto de domingo – nós ainda morávamos em Goiânia -, quando perguntei para Deus até onde ia o rio de cristal dos céus. Segundos depois, minha mente foi cheia de uma imagem de um rio que não acabava, ele existia e existia e existia e existia…

Então, no dia seguinte, eu cantei para o Espírito o que posto aqui para vocês (projeto novo deste blog, que acontece no meu quarto) e me imaginei correndo para Ele como um rio, que existe e existe e é radiantemente feliz, porque sempre passa debaixo do trono do Eterno.

Então, o anjo me mostrou o rio da água da vida que, translúcido como cristal, fluía do trono de Deus e do Cordeiro, e que passa no meio da rua principal da cidade.”

Apocalipse 22: 1 e 2


Este projeto não é sobre cantar bem, claramente. Mas é sobre dizer coisas para Ele. Se você tem uma canção que está amando cantar para Ele, me mande (nataniacarvalho@gmail.com), vamos dividir nossos corações e sermos parte uns dos outros ❤


Leia também:

Do meu quarto. Do meu desafino. (1)

Quinta-feira

Eu me encolho no canto da biblioteca. Não há ninguém ao meu redor. Ainda não são oito da manhã e metade das minhas coisas já deram errado.

E eu? Temo o futuro. Por mais que pregue para minha própria alma, eu estou apavorada. E não consigo pensar nos lírios ou nos pássaros que não semeiam, mas são cuidados por você, Eterno. Eu só encaro aquela pilha gigante de livros e tenho medo.

Lembro de quando tinha 8 anos e o futuro parecia incrível. E canto por dentro que o meu futuro é você. Ele precisa ser você. O meu futuro não é esta faculdade. Nem a outra. O meu futuro não é escrever o que sempre quis. O meu futuro não está em nenhuma dessas coisas, o meu futuro é. O meu futuro tem nome: Eu sou.

O medo não some como veio. Mas eu paro de tremer sobre o livro de Genética e respiro fundo. Porque o próximo segundo já é o futuro e você ainda vai estar aqui. Assim como nos trilhões de próximos segundos da minha vida: você ainda estará aqui.

Se eu pudesse escrever um capítulo de Cantares hoje, ele seria assim (ou: Desculpa, Salomão, eu não sei escrever como você)

{Para ouvir enquanto lê}


 

Eu passo o dia todo expulsando você da minha cabeça.

Eu preciso estudar.

Eu preciso terminar aquela coisa ali.

E estudar de novo.

Tentar correr em paz.

No entanto, você volta.

Volta.

Como uma ideia invasiva.

Você volta.

E eu odeio.

Mas eu sorrio.

Ontem eu tentei dormir para não pensar mais.

“Vai passar com uma noite de sono”.

Eu sonhei.

Com você.

Porque até com os cílios pregados nas olheiras eu ainda deixo você escapulir do meu controle.

Controle?




Esse texto não tem intenção de adicionar nada a Bíblia, o título é só uma brincadeira da pessoa que te escreve, um pouco derretida hoje.



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Jesus na Subway?

Este não é um texto cheio de revelações e coisas inesperadas. Ele é calmo e rotineiro, como a maior parte dos meus últimos dias, e, ao mesmo tempo, novo, como uma música que acabo de compor e não me lembro direito das estrofes e isso me deixa maluca. Simplesmente maluca.


{Para ouvir enquanto lê}

Eu imagino Jesus entrando na Subway. Não em uma Subway randômica, mas exatamente na que estou. Quem sabe em todas as Subways de todo o planeta ao mesmo tempo, inclusive na que eu encosto os cotovelos na mesa? O fato é que imagino Ele caminhando pelas portas transparentes, enquanto eu estou ali, comendo cookie às 01h23 da madrugada.

Ele vem devagar, arrastando suas roupas e sua calma no chão. E eu estou absorta nos seus olhos escuros e cabelos bagunçados. Porque Ele é a coisa mais bonita que podia existir. Ele tira meu fôlego. E vez ou outra eu esqueço o quanto Ele mexe comigo, até que ali está o Cristo. E eu me derreto. Suspiro feito adolescente, mas amo feito adulto.

O rei caminha entre as mesas da filial como se estivesse em seu palácio, tocando sobre as cadeiras vazias como criança curiosa passa a mão pelos portões alheios na rua. Ele vê uma mulher grávida, duas mesas distante da minha, e ri. Imagino sua risada. Porque Ele é a criatividade com pernas, Ele ama tudo o que é novinho em folha. A mãe passa a mão pela barriga e eu sei que aquele bebê já conhece a voz do seu melhor amigo, mesmo que precise aprender, mil vezes, durante a vida, suas tonalidades.

Então, depois de olhar para cada pessoa do lugar, ele senta na minha mesa. Exatamente na cadeira vazia. Imagino Ele olhando para mim e para as pessoas que estavam comigo e rindo. Porque nós falávamos sobre Ele e sobre o Reino. Imagino seu rosto resplandecendo e suas mãos nos afagando.

Imagino o próprio Cristo colocando suas mãos nas minhas unhas e me ensinando sobre tempo, o tempo que não tive para nada nesta semana, nem para tirar meu esmalte. Imagino Ele lendo “o que vale ganhar o mundo?”, e então tudo começa a passar mais devagar. Os carros desaceleram, as rugas demoram a se formar. E somos nós dois no universo. Andando devagar. Eu não tenho que correr ou conquistar as coisas com tanto suor. Eu tenho que amar a Ele. Depois de tocar minhas mãos, Ele passa as mãos sobre a barba de G., que estava logo a  minha frente, como o próprio G. faz várias vezes, se você prestar atenção (não que você o conheça, leitor, mas vamos manter desse modo para efeito poético). E depois de triscar em sua barba, Cristo diz: “e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.” Finalmente, Ele para e tira coisas de dentro para fora de M., outra pessoa da mesa, e Jesus parece muito satisfeito com o que está fazendo. Como se mostrasse “olhe só o que você tem dentro de você agora! É isso que virá para fora agora!”.

Ele não pede o baratíssimo do dia, mas nos observa e se diverte com tudo o que criou.

E, assim, com uma brincadeira boba de imaginar Jesus passeando em meio ao molho barbecue e parmesão, eu entendo um pouco mais sobre a viração do dia de Adão e Eva. Eu entendo que é crepúsculo sempre que eu quiser no meu coração. A todo momento, eu posso chamá-lo para perto de mim, e isso muda tudo.

Tema a lei, mas ame ainda mais ao Eterno

Meus amigos, porque o evangelho não tem alcançado os nossos corações de forma completa?

Nestes dias, tenho me perguntado porque a igreja gosta tanto de andar no limite entre o que é ou não pecado. Porque valorizamos a cultura da lei? Se eu tocar até aqui não é pecado, mas se eu for um centímetro para lá estarei pecando. Porque não nos mantemos a metros daquilo que o Eterno não preparou para nós? Porque não deixamos de vigiar e punir nossos irmãos e começamos a pensar no amor que se derrete do nosso peito para o peito de Deus?

Quando eu reflito sobre o relacionamento que tenho construído com o Espírito, eu não quero saber se a lei diz que eu devo ir exatamente até aqui, eu quero perguntar para Ele se, para começar, eu devo fazer aquilo ou não. E, pasmem, às vezes o meu melhor amigo diz não.  Não é pecado, mas eu não deveria fazê-lo, simplesmente porque Ele me disse.

Que nós paremos com as perguntas superficiais e com as acusações que só mostram que nossa alma não se abstém de coisas por amor, mas por medo. Por favor, parem de perguntar se tatuagem é pecado, parem de destilar julgamento se uma irmã vai a um festival, parem de se esconder atrás de uma religião  sem fundamentos de amor e fé.

Antes, meus amigos, olhem para o Espírito, que quer nos levar a níveis mais profundos Nele. Olhem para o Senhor Jesus, que deu a vida pela sua missão. Olhem para o Deus Eterno, que deseja muito mais de nós do que um livro de regras.

Devemos sim seguir os mandamentos das escrituras, mas, meus amigos, não usem da lei para ferir e para se manterem ocupados e nunca descobrirem mais do seu propósito nessa terra. Sejam cura. Sejam o evangelho. Sejam amor e ombro para essa geração. Sejam o melhor apresentador de Jesus que seus amigos já viram.

Meus amigos, eu oro para que o Senhor mostre a vocês as necessidades do reino que pulsam em Seu coração,  tudo fica pequeno diante delas. Principalmente nossas mesquinharias.