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Diário de Bordo: One Pray

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{música para ler este post}

Eu mudei tanto no final de semana que me admira que ainda tenha o mesmo nome. Dois dias e pouquinho se passaram, porém sinto que  foram exatamente dois séculos e treze dias.

O Espírito Santo é lindo!

Bem, o Encontro do One Pray poderia render uns 57 posts (margem de erro? Três posts para mais ou para menos), mas tentarei resumir o que vivi aqui – lembrando que citações esporádicas ao encontro vão acontecer, lidem com isso, hehehe.

Ah, provavelmente este texto ficará imenso, mas se a jornada é pesada e te cansas  da caminhada segura nas mãos de Deus e vai.

O CONTEXTO

Fiz minha inscrição na quarta-feira. Estava chovendo e fiquei perguntando para Deus o que Ele queria de mim. Entrei no banco, quando uma senhora resolveu gritar com o caixa porque ela não havia levado a identidade, e que isso não devia ser cobrado justamente dela que era cliente daquele banco antes que o (pobre) moço que estava a atendendo houvesse nascido.

Gritaria, pessoas. Das pesadas.

Parei de falar com o Espírito e tentei não olhar para a senhora. Você NUNCA pode fazer contato visual com o promotor do barraco, porque, meu bem, ele vai começar a despejar a indignação em você e aí só vão sobrar duas opções:

1 – Concordar com a chorumela dela

ou

2 – Dizer que ela está errada, já que pedir a identidade é um procedimento padrão (minha senhora). Caso você tenha escolhido esta opção, se prepare.

Depois da lengalenga paguei minha inscrição, dobrei o comprovante e coloquei na bolsa me perguntando o quanto pareço com aquela velhinha para Deus, pedindo coisas sem ter identidade… Gritando quando podia conseguir o que preciso simplesmente seguindo as regras do reino…

Sacudi a cabeça.

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O que sobrou da rosinha

Continuei descendo a T-63 em direção ao Mercado do Pedro Ludovico (caso você more em Goiânia ou se importe) até parar em uma floricultura praticamente em frente a tal mercado e a outro banco (esperei o fantasma de outra velhinha louca, mas ele não veio). Comprei uma rosinha para colocar em minha mesa de trabalho, porque estou nas ultimas semanas neste emprego e porque era meu brilhante dia após o pior dia do ano. Achei que fazia algum sentido deixar as coisas com uma cara boa…

Continuei caminhando, sabendo que Cristo é minha esperança da glória e o encontro em Brasília seria minha expectativa dos dias seguintes.

 A VIAGEM E O CHECK IN

Peguei um ônibus às 15h10, antes das sete da noite já estava em Brasília, dentro do taxi do seu Josa (sim, Josa mesmo), um mineiro quase baiano conversando sobre pão de queijo, pamonha e sobre como ele acha engraçado chamar a sede da minha igreja de Embaixada, nome que demos a ela desde que eu me entendo por gente.

Seu Josa tinha um sotaque bom de gente de Minas. Fiquei guardando o que ele falava dentro de mim, e por mais que não parecesse haver nada de sobrenatural no que ele dizia

– Aqui no DF não tem pão de queijo não, tem polvilho e água.

eu ouvi como se fosse necessário que aquela história fosse passada para frente. Talvez fosse culpa do jeito bonitinho que ele falava, cantando, sorrindo… Ou da minha vontade de ver Jesus em todos os lugares. Abri meu caderno na bolsa, anotei algumas coisas para que eu nunca me esquecesse de seu Josa e imaginei quanto de Deus pode caber em um momento besta, em uma reclamação da falta de queijo em um pão de queijo, em uma conversa com gosto mineiro.

Com apertos de mãos dados e a promessa de que se ele viesse a Goiânia eu o levaria para comer a melhor pamonha com linguiça (ensinei que a gente chama de pamonha à moda, hehehe), eu peguei minha mala e entrei na igreja. Foi estranho fazer isso sozinha, sempre vou com alguém da família ou com um grupo de Goiânia. Mas foi um estranho bom, do tipo que a gente tem certeza de que está ali por uma motivação purificada, não se trata de acompanhar a mãe ou de fazer bagunça com os amigos. Estava ali porque… bem, porque queria ouvir de Deus o que só Ele pode falar.

Fiz o check in (foi fácil, meu nome geralmente é o único da lista, hahaha), escrevi um post animado para o blog e fiquei olhando as pessoas com seus violões, alargadores, sneakers, passos de dança e gritaria. Percebi, mais uma vez, como os membros da Sara Nossa Terra são um. Pessoas de Curitiba, de São Paulo e da Candanga são velhos amigos que nunca tiveram a oportunidade de se conhecerem.

Desde menina acho que a Sara Nossa Terra fala a mesma língua no país todo: um idioma de intensidade. Nós nos damos ao Senhor intensamente e a palavra Dele já nos diz que Deus é galardoador dos que o buscam. Temos ótimos bispos, aprendemos bem.

Finalmente chegou a hora de entrar no ônibus e cantar, batucar, conversar. Conheci uma moça chamada Daiany, ela está cursando o último período do instituto e faz parte da galera da música (:

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Check in feito!

 

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Daiany (;

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O ENCONTRO

Ao chegarmos ao encontro fomos bombardeados com o Espírito Santo. O tema desta edição era Adoração, Sacerdócio e a Arca e Deus LITERALMENTE se chocou contra nós. Sem palco, com alguns caixotes, luzes de led e abajures espalhados entre os músicos, nós adoramos. E aprendemos a tratar o Espírito como o bem mais precioso do nosso culto.

Não há como descrever todas as palavras ou ministrações, mas as experiências que o Espírito Santo nos deu foram mais preciosas do que qualquer benção que ele poderia ter preparado. Em nenhum outro lugar era mais fácil sentir a presença de Deus. E por isso, as pessoas dançavam – sim, começavam a fazer passos ensaiados junto com outros, ou simplesmente fechavam os olhos e expressavam a Deus o quão incrível Ele é do jeito que conseguiam: com passos leves, com pulos, com correria, com gritinhos (e gritões), se ajoelhando, chorando, tocando, interpretando.

Em um desses momentos abri meus braços e não tenho certeza de quanto tempo fiquei daquele jeito, até perceber que se eu simplesmente morresse nada iria mudar, eu continuaria com os braços abertos, incrivelmente abertos, sentindo o Espírito bater contra o meu peito. E foi a primeira vez que eu realmente comprei a ideia de Paulo, morrer seria lucro, porque talvez quando eu fechasse meus braços, seria em um abraço. Abraçaria ao Espírito. Abraçaria Jesus.

Nos dois dias tivemos um momento de devocional. Deveríamos estudar Romanos juntamente com mais quatro pessoas. Todos nós leríamos e comentaríamos. Era a primeira atividade da manhã, antes mesmo do café. Sentei com meninas que ainda não tinha conversado e mais uma vez a experiência foi tremenda. Conversamos sobre sentimentos que Deus nos dá, sobre amar o evangelho e as pessoas dentro dele como a intensidade de Jesus na cruz.

Lemos este versículo: “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.” e eu quis abraçar e beijar o Espírito. Quis dar um cheiro em Jesus e falar o quão maravilhoso Ele é. Não somos escravos, mas amamos profundamente os laços de amor que nos envolvem e é por isso tudo que tenho vivido a MILHÕES DE LÉGUAS da religião. Amor não pode ser medido em uma reza, no tamanho do seu cabelo, em usar saias assim ou assada, me desculpem, mas o único modo de medir o amor é em Jesus. Meu amor é do tamanho de Jesus, da sua largura. Eu não sou religiosa, mas apaixonada, incrivelmente apaixonada pelo Deus que me entendeu sem nenhuma explicação.

E se esse momento de 30 minutos me fazia querer ouvir as outras pessoas do grupo para sempre, imagine o resto das palavras e dos momentos de louvor?

No tempo livre que tínhamos podíamos fazer oficinas de Música, Dança, Teatro e Cenografia. Fiz uma de música em que aprendemos sobre composição e harmonização. Também no tempo livre, podíamos ir para a piscina, dormir ou ir para a Tenda do Sobrenatural para orar e orar… Não dormi ou fui para a piscina, porque, bem, PORQUE ESSAS COISAS A GENTE FAZ EM CASA, hehehehe.

Outra coisa linda? Não existe equipe de limpeza, todas as equipes se revezam. De manhã a galera do teatro serve a comida e limpa a cozinha,  de tarde pode ser que a equipe de dança esteja lavando as vasilhas e o banheiro do refeitório e assim por diante… Todos limpam, afinal o One Pray não é só um Ministério de Artes é um Ministério de Serviço.

A VOLTA

O final do encontro foi lindo e teve aquela cara de “aaaahhhh” assim que um convidado bom sai do Programa do Jô. Voltamos no ônibus cantando Resgate e Palavrantiga <3, enquanto passávamos por lugares planejados por Niemeyer.

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Para ver mais fotos, acesse o facebook do One Pray – Brasília.

 

Deus , o Senhor, por acaso, está no Centro?

{Para ouvir enquanto lê}

Para os dias que a gente sente saudades de Deus pelos menores motivos e faz drama, bico de menino mesmo, e fica pedindo dentro do coração, baixinho, mas alto: deixa eu te achar, Deus. Para esses dias: Salmos e uma câmera. Salmos para o coração e a câmera para imaginar lugares onde o Senhor pode ter se metido…

Ó Deus, tu és o meu Deus,
eu te busco intensamente;
a minha alma tem sede de ti!
Todo o meu ser anseia por ti,
numa terra seca, exausta e sem água. Quero contemplar-te no santuário
e avistar o teu poder e a tua glória. O teu amor é melhor do que a vida!
Por isso os meus lábios te exaltarão. Enquanto eu viver te bendirei,
e em teu nome levantarei as minhas mãos. A minha alma ficará satisfeita
como quando tem rico banquete;
com lábios jubilosos a minha boca te louvará. Quando me deito, lembro-me de ti;
penso em ti durante as vigílias da noite. Porque és a minha ajuda,
canto de alegria à sombra das tuas asas. A minha alma apega-se a ti;
a tua mão direita me sustém.                                        Salmos 63:1-8

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Imaginei que o Senhor estivesse ali: segurando a mão daquele homem, no Centro da cidade
E depois desceu a rua da vidraçaria e continuou andando...
E depois desceu a rua da vidraçaria e continuou andando…
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E aí, ficou de pé sob o prédio pronto para mergulhar e nos cobrir com graça e um ventinho gelado