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Até que você me seque

{Para ouvir enquanto lê}

Eu me sinto como a água próxima a uma canoa no meio do Araguaia.

Ela se estapeia com força contra o casco da pequena embarcação.

Pluft.

De novo e de novo.

Ela não escolheu o barco, não conhece seus passageiros, não está usando coletes salva-vidas.

A água apenas se lança contra a canoa, impotente, chacoalhando-se.

Quando a decisão dos outros, mais canoas do que eu, mesmo que corretas, me lançam contra um pedaço de alumínio pintado e com cheiro de peixe, eu não sei o que fazer. Eu choro, como se eu fosse realmente água. Eu me derreto no chão do banheiro e sobre a cama. Me despejo perto da máquina de lavar e meu cachorro lambe uma lágrima perto da minha mandíbula.

Pluft.

Eu penso nos Salmos e imagino Davi, ruivo e franzino, cantando suas letras em profunda tristeza. Nessas horas, eu me pergunto se ele já se sentiu água, escorrendo por toda Israel.

Não tenho resposta.

Ainda molhada, eu olho para o Senhor. Ele está completamente calado, respiro fundo.

– Ele é bom. – Digo para mim mesma, em voz alta.

Ele é, para sempre, toalha.

 

English version

Until you dry me

I feel like the water next to a canoe in the middle of the Araguaia, slamming into the hull of the small boat.

Pluft.

Again and again.

That water did not choose to be near the boat, it does not know its passengers, it is not wearing life jackets.

The water just leaps against the canoe, powerless, shaking.

When the decision of others, more canoes than me, even if correct, throw me against a piece of painted aluminum , I do not know what to do. I cry, like I’m really water. I melt on the floor of the bathroom and on the bed. I overflow near the washer and my dog ​​licks a tear near my jaw.

Pluft.

I think of the Psalms and imagine David, red-haired and thin, singing his lyrics in deep sadness. At these times, I wonder if he ever felt water, running all over Israel.

I do not have an answer.

Still wet, I look to the Lord. He is completely silent, I breathe deeply.

– He is good. – I say to myself, out loud.

He is, forever, a towel.

Completamente inexplicável, maravilhosamente boa

Talvez a vontade Dele seja exatamente (ou quase exatamente) como minha obsessão por ler biografias de físicos sem ter NENHUMA habilidade para o assunto em si. Inexplicável e, ainda sim, eu viro outra página, fascinada por Isaac.

“Não me peça para calcular nada”, eu imploro a Ele, mas quem é que pode moldar a vontade do Eterno se não Ele mesmo?

 

English version

 

Completely inexplicable, wonderfully good

Perhaps His will is exactly (or almost exactly) my obsession with reading biographies of physicists without having ANY skill in the subject itself. Inexplicable, and yet, I turn  another page, fascinated by Isaac.

“Do not ask me to calculate anything,” I implore Him, but who can shape the will of the Lord if not Himself?

Feliz quinto aniversário para a gente! (Ou: O pedaço de Deus em cada um de nós)

Este é um texto bem bem bem maior do que costumo postar, mas perdoa vai, é nosso aniversário 😀


{Para ouvir enquanto lê}

 

5

 

Inacreditavelmente, cinco anos se passaram desde que eu escrevi meu primeiro texto neste blog. Cinco anos muito loucos.

Você que me lê me viu de todas as formas possíveis – jornalista, professora, estudante de novo. Você me viu muito feliz e muito triste. Você me viu em duas cidades, e me vê trançando de uma para outra diariamente. Foi com você que eu dividi meus versículos preferidos e minhas angústias menos prediletas. É você quem sabe minhas histórias mais curiosas com o Espírito – como aquele dia da chave – e as verdades mais simples de um evangelho ainda mais simples: levantar e continuar andando, um passo de cada vez, até que Aquele que é perfeito venha.

Eu aprendi a te responder por email como se fossemos velhos conhecidos e senti o seu cuidado por mim quando demorava postar algo.

Você me costurou enquanto eu te costurava. Nós nos tornamos uma colcha maravilhosa de CENTENAS de posts.

Eu não poderia ser mais grata por você. Pela sua pessoa real – e não apenas pelas suas letras lidas na minha tela.

Família. Uma família bloguística incrível e que eu nunca podia imaginar conhecer quando eu decidi sentar e preencher a pergunta do wordpress: qual o nome do seu blog?

Para falar a verdade, o blog começou anos antes que o blog realmente começasse. Desde que eu me entendo como alguém capaz de decodificar o alfabeto, nada é tão satisfatório quanto escrever. Parágrafo atrás de parágrafo. A primeira linha de um livro, a primeira letra no word. A página deixando de ser branca. A sensação de escolher uma palavra, como se ela estivesse ali, no cantinho do meu cérebro, coberta em caramelo, ansiosamente esperando para ser colocada entre um sujeito e um verbo qualquer. Quando eu era adolescente, eu me pegava anotando coisas que hoje posto por aqui, no canto dos meus cadernos da escola. É como eu me conecto com o mundo e com Deus. Eu já disse isso no blog, mas antes que eu pudesse me entender com os formatos dos textos, lá pelos sete ou oito anos, eu escrevia grandes-gigantes-enormes-pergaminescas cartas para o Eterno e as jogava da janela, esperando que tivessem sumido pela madrugada. Quase nenhuma sumia, mas eu sabia que Ele havia lido.

Nos últimos cinco anos, eu mandei muitas cartas para o Senhor por aqui, e eu recebi muitas respostas delas. O melhor: elas deixaram de ser apenas cartas e se transformaram em uma rede de peixes.

Eu me pescava e te pescava, enquanto éramos embalados pelos ventos calmos – ou extremamente agitados – da nossa caminhada cristã.

Eu aprendi muito! Sim, esses cinco anos me ensinaram diversas lições, desde as mais simples (não pule no lago do vaca-brava/ não espere um 263 vazio/ não dê seu coração temerosamente / não seja tão orgulhoso assim/ não deixe o tempo te fazer um expert em cristianismo, surpreenda-se com o Senhor/ escolha sempre amaciante concentrado/ não tenha medo das suas dúvidas teológicas/ não dá MESMO para agradar muita gente, mas desagradar todo mundo é muita babaquice/ pagar língua é uma prestação do oxigênio, se você está respirando ainda tem muita língua para ser paga), até uma das mais complexas: não é contra carne e o sangue.

E se não é contra a carne, é sobre ser a favor das pessoas. Cinco anos aprendendo, dentro de minhas limitações tão limitantes, a amar as pessoas, cinco anos aprendendo que Aquele  que é Todo Poderoso, o Guarda de Sião, o Nosso Pastor vive em pessoas e não, simplesmente, nas ideias delas.

Não é apenas sobre enxergar o melhor nos outros, mas sobre ver o Senhor dentro deles. Esta é minha mensagem de aniversário: o Espírito vive dentro das pessoas. Parece extremamente óbvio, mas não é tanto assim… É sobre parar e encontrar partes incríveis escondidas do Eterno em nós.

– Venha me encontrar. – O Filho ri, correndo como uma criança.

Eu tenho corrido atrás Dele e o achado, também, dentro das pessoas.

O meu presente de cinco anos para você é dividir três pessoas que realmente são cheias de Deus e demonstram isso fortemente através de algumas de suas características. Hoje, eu vou apresentar para você, amigo leitor, um pouco da sabedoria, dos sonhos e da mansidão de Deus através de  pequenas entrevistas .

Seja bem-vindo ao O Espírito que vive dentro de três incríveis pessoas que conheço (inserir um jingle do tipo roda-roda, ou qualquer coisa meio SBT). Os personagens do nosso minijogo de aniversário são Evania, a sábia; Vitor, o manso e Luiz, o sonhador.

—–  Evania

Quando a Evania começa a falar, eu sei que tem algo novo de Deus ali. Simples assim. Eu me lembro de um dia muito, muito, blé, eu corri para a igreja no meu horário de almoço, eu precisava orar, eu precisava desesperadamente de qualquer coisa, e ela estava ali. Nós fomos para o altar juntas e um rio, verdadeiramente um rio, de águas do céu se dissolveram da sua boca. É fácil ver sabedoria nela. É fácil ver essa partezinha do Senhor pulsando através dela. E foi exatamente isto que eu perguntei a ela. Como, meu Deus como, ser guiada em sabedoria?

Evania – “Eu não percebo essa sabedoria nata em mim, porém eu percebo essa sabedoria em Deus, e a própria palavra nos diz que aquele que precisa de sabedoria pode pedir. Então eu me vejo diante de duas escolhas: eu posso continuar vivendo minha vida normal e fazer minhas escolhas ou eu posso buscar uma sabedoria em Deus e fazer minhas escolhas com a sabedoria Dele. Eu decidi. Eu não quero viver do meu próprio entendimento mais, eu quero ir além. Se Deus habita em mim, eu posso desenvolver a sabedoria.

Isso é um desafio diário, principalmente no início, porque eu tive que romper com a minha lógica, com o que eu tinha como certo e errado. O Espírito me dava direções e elas iam ao contrário do que eu faria normalmente. Foi muito desafiador para mim abrir mão da minha lógica, quebrar um ciclo. Hoje em dia, não é tão difícil, como eu decidi obedecer, eu comecei a discernir de forma mais clara quando era a voz de Deus ou não.

Ser guiada em sabedoria impactou não só a minha vida, mas a vida de outras pessoas. Às vezes, o Espírito me pedia que eu respondesse de uma certa maneira para alguma pessoa e não era bem aquilo que eu queria dizer, mas quando eu respondia segundo a sabedoria Dele, eu sentia que a pessoa experimentava um impacto muito grande e isso voltava imediatamente para mim e era como se eu mesma houvesse sido aconselhada.

Há também momentos que não acontecem todos os dias, que são mais raros, que não tem relação com minhas escolhas, algo mais sobrenatural, em que eu sinto que eu estou falando algo que vai além da minha sabedoria, algo que vai além do que eu já tive acesso, e eu sei que vem direto de Deus. Ele é dono de toda sabedoria. ”

—– Vitor

Eu conheci o Vitor recentemente em um núcleo de oração da Faculdade e acreditem: ele é, possivelmente, um dos seres humanos mais calmos que já existiram (cuidado Moisés, hehe). É algo extremamente natural. A confiança de quem ele é no Reino vem do Eterno e parece ter sido liberada desde a sua conversão. O Vitor se converteu no Ensino Médio, através de uma professora, nos seus momentos de dúvida, ela o encorajou biblicamente pelo extinto msn (escutar o barulhinho de uma janela subindo aqui). Mas, antes mesmo de eu saber toda essa história, era impossível não perceber que o Senhor era o dono da sua calma, e foi exatamente sobre isto que nos conversamos e ele explicou como ser calmaria, mansidão de Deus, como ter certeza de que tudo realmente coopera para o nosso bem, em um mundo desesperado.

Vitor – “É preciso lembrar das verdades da palavra de Deus. Vai com a certeza de que você já ganhou, a gente não vai para uma batalha duvidando da vitória. Eu vou fazer uma prova de vestibular, de monitoria, com a certeza de que eu já passei, de que eu sou mais do que vencedor. Eu acho que uma das coisas mais poderosas, mais fortes que eu aprendi a respeito da Bíblia, é declarar a palavra. Eu não peço para ser abençoado, eu já sou abençoado, você tem que declarar. Se Deus se preocupa com um passarinho, em vestir um lírio, como o Senhor não vai se preocupar em cuidar de nós? E a palavra ainda diz que todas as coisas cooperam para aquele que ama a Deus, você tem que declarar! Você entende esse versículo quando realmente entende que Jesus te amou, quando entende que Deus mandou Jesus para morrer em seu lugar.

Quando você aceita a Jesus, quando Deus olha para você, na verdade, Ele vê a Cristo, então eu tenho essa certeza de que as coisas vão dar certo, não por algo que faço, mas porque a justiça de Cristo foi colocada em mim. Jesus foi colocado como propiciatório da arca, a tampa da arca, e isso significa que Cristo está acima do sentimento da vergonha que temos ao nos compararmos com a Lei, acima da rebelião de Corá e da nossa negação da provisão de Deus; quando Deus nos olha, Ele vê a tampa, que é o próprio Jesus. Quando você olhar para você mesmo, você precisa ver Jesus, não seus erros, suas rebeliões e negações, quando você olha para você é claro que parece que nada realmente vai dar certo, mas o segredo é olhar para Cristo. Virão dias difíceis, mas a certeza de que tudo vai dar certo é maior. Deus é o meu pai e o meu pai me ama.”

—– Luiz

Luiz, um amigo e antigo companheiro do ministério de mídia, o homem das teologias, das coisas ~diferenciadas~, o novo baixista da Irlanda e dono da habilidade de sonhar vai te explicar, leitor, como começou a acreditar nesta partezona do coração de Deus: os sonhos.

Luiz – “Eu gosto de dividir minha vida em músicas, acho que você entende né? ”

OBS: ESTE É O LUIZ TENTANDO GANHAR NO MEU PRÓPRIO JOGO MUSICAL DA VIDA, VAMOS DEIXAR ELE IMAGINAR QUE PODE, PORQUE ELE É O CONVIDADO hehehe.

“Quando você fala sobre sonhar, eu me lembro de No Longer Slaves, e não só por causa da letra, mas pelo o que ela representa para mim: uma parte da minha vida em que eu cresci muito como cristão. Eu me lembro que aquela foi uma época complexa para mim, eu era muito jovem, muito confuso, eu queria fazer muitas coisas – quando a gente é jovem, a gente está na nossa época de maior potencial, você pode ser o que quiser, mas, ao mesmo tempo, você está tão confuso que fica com medo de não virar nada.

Eu me lembro que estava em uma dessas partes da minha vida, confuso, e com dificuldades no meu ministério, eu não conhecia muito a Bethel, um dos meus discípulos me apresentou, eu encontrei o álbum que tinha No Longer Slaves e eu comecei a ouvir o dia inteiro. Nessa época, eu ouvia essa música e orava sem parar, umas três horas por dia – saudades, queria ter tempo de orar três horas por dia, risos. Eu realmente me aproximei de Deus, mudei muitos conceitos errados que eu tinha sobre quem Deus era e o seu relacionamento comigo, sobre quem eu mesmo era no Reino e no mundo, eu aprendi que não havia um limite para que eu me aproximasse Dele. Nunca ia chegar um dia em que eu estaria tão próximo que eu poderia parar de busca-Lo, parar de me parecer mais com Ele. O amor Dele é como um oceano imenso, eu nunca conseguiria viver o suficiente para chegar até o seu fim.

Quando eu percebi isso, junto com a música, eu percebi que eu não precisava ter medo de nada, toda limitação era muito irrelevante, que o amor de Deus sempre estaria ali por mim, tudo dando certo ou não. Isso me permitiu sonhar. Deus me ama tanto, que se o que eu estiver sonhando faz parte dos planos Dele vai dar certo, e se não, foi o melhor. A falha é insignificante. Eu não preciso ter medo de sonhar.

Os sonhos que a gente tem medo de tentar, porque são grandes demais, eles são pequenos diante de quem é o nosso Deus.

Se há uma coisa extraordinária dessas, como o criador do universo querer um relacionamento de intimidade comigo, então qualquer outro sonho na nossa vida é muito pequeno e cabe na palma da nossa mão. É fácil sonhar. Nós não temos nada a perder.”

 

As pessoas têm tanto para jorrar de Deus em nós. Elas são pedaços do Deus vivo esperando para serem manifestos.

E isso me faz querer escrever ao redor dos meus cadernos para sempre.

Este é fim do nosso jogo O Espírito que vive dentro de três incríveis pessoas que conheço, mas, quem sabe, é o começo de outros novos cinco anos.

Obrigada por estar comigo, leitor. Obrigada por ser a mão invisível que me balança para o braço mais poderoso que já existiu. Eu apenas espero que possa fazer o mesmo por você.

Um abraço amassador de costelas,

Nat.

 

Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus.

Romanos 8:19

Vermelho-marte

{Para ouvir enquanto lê}

Eu não costumo ganhar muita coisa de graça na vida, a maioria delas vem com um bocado de água – suor, lágrimas, pode escolher o grau de sal favorito -, então, quando eu te percebo em mim, tão gratuitamente bom, eu fico paralisada. Como estou agora, enquanto estudo e olho para fora da biblioteca.

Depois da janela de vidro, onde encaro, há uma árvore cujas folhas começam a secar, o sol bate sobre todas elas – espalhando um brilho vermelho amarelado – e é como se cada uma daquelas coisinhas ressecadas fosse Marte, comportando bilhões de tonalidades de vermelho, comportando o próprio Deus vivo.

O universo está cheio de você. Completamente cheio de você, Deus.

Eu fecho meus olhos com força, procurando a eternidade e a noção de não sofrer. Nela não há preocupações passageiras, mas há a intoxicante certeza de que todas as folhas cairão, Marte e todos os planetas virarão contas do seu colar, todo o tempo escrevendo e decorando doenças e alterações desaparecerão e só sobraremos nós dois e o indecifrável sentimento de que você é gratuitamente bom.

Meus olhos se descolam e eu espero o momento em que você vai me pedir para chorar e suar e chorar e suar, como absolutamente tudo o que faço na vida, mas o sol sai de trás da árvore-planeta e esquenta minhas orelhas.

Seu amor é quente.

Não porque não haja lágrimas e suor e muito mais água para ser perdida durante a vida, mas porque Yeshua, porque você, Yeshua, venceu o mundo sendo gratuitamente bom. Você me deu a eternidade, que é gratuitamente boa. Você é a graça gratuita. Tudo o que você é é bondoso.

Pisco.

Uma

     lágrima

           cai sobre o livro de patologia e o general de Israel cai sobre mim.

Aleluia, Cristo pagou tudo para que eu me assustasse com o que é de graça.

Eu olho para cima e boio

{Para ouvir enquanto lê}

O sino da igreja perto de casa bate.

O pássaro voa no céu.

A velha vem assobiando pela rua, procurando suas chaves, carregando o alho que vai bater no pilão pro almoço.

E o sino

bate.

bate.

bate.

O universo não tem pressa.

Ele boia em cima do oceano como se não tivesse nada para fazer.

Ele boia em cima do oceano como se tivesse tudo – absolutamente tudo – para fazer.

 

 

Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro.
O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra.
Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará.
Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel.

 

English version ;D

{To listen as you read}

I look up and float

The church bell near my house rings.

The bird flies in the sky.

The old woman is whistling down the street, looking for her keys, while carrying a garlic package she will use to make lunch.

And the bell

rings

rings

rings.

The universe is in no hurry.

It floats on the ocean as if it had nothing to do.

It floats on the ocean as if it had everything – absolutely everything – to do.

I will lift up my eyes to the hills,
    from where does my help come?
My help comes from the Lordwho made heaven and earth.

He will not let your foot slip; He who keeps you will not slumber.
Behold, He who guards Israel shall neither slumber nor sleep.

Ficai aqui, e vigiai comigo

Jesus subiu ao monte para orar, aflito, mas os discípulos dormiam.

– Nem ao menos uma hora pudestes vigiar comigo? – Eu repito as palavras de Jesus, sentada na cama, chorando.

Às vezes, o ministério é solitário. Eu tenho aprendido sobre isso. E está tudo bem, porque o ministério é maior do que eu, ele é maior do que meu conforto. Às vezes, ele não me faz pular de alegria, pelo contrário, me faz pensar e pensar, sem nunca encontrar respostas, quando alguém desiste dos planos do Eterno.

Apesar de tudo, o ministério é tudo o que eu preciso. Eu poderia ser feliz sem ele? Talvez… Mas eu nunca, nunca, seria completa.

Respiro fundo, ainda na minha cama, e escuto o que o Senhor ainda está falando. Pedro – discípulo para o qual Jesus direciona unicamente a pergunta que imitei há poucos segundos, mesmo havendo outros dois discípulos que também dormiam – iria ser o firme fundamento da igreja.

– A igreja pode dormir, mas ela sempre acorda, Natânia. Você pode dormir, mas sempre acorda. A missão, algumas vezes, parece de um homem só, mas não se engane:  ela não pertence a nenhum de vocês, não sozinhos, a missão é minha. – A Trindade ressoa alta e barulhenta no meu quarto para que eu nunca me esqueça de quem é o chamado.

Às vezes, o ministério é solitário, mas eu repito: Graças a Deus, nunca estamos sozinhos.

English version 😀

Sit here while I go over there and pray

Jesus went up to the Gethsemane to pray in sorrow, but the disciples slept.

“Couldn’t you men keep watch with me for one hour?” –  I repeat the words of Jesus, sitting on the bed, crying.

Sometimes the ministry is lonely, I’ve learned about it, and it’s all right, because it is greater than I, it is greater than my coziness. Sometimes it does not make me jump for joy, on the contrary, it makes me think and think, without ever finding answers, when someone gives up the plans of the Lord.

Despite it all, the ministry is all I need. Could I be happy without it? Maybe … But I would never be complete.

I take a deep breath, still in my bed, and I listen to what the Lord is talking. Peter – the disciple to whom Jesus addresses the question that I echoed a few seconds ago (and the question was only to him, even though there were two other disciples who slept too), – Peter would be the firm foundation of the church.

“The church can sleep, but it will always wake up, Natânia. You can sleep, but you will always wake up. The mission sometimes looks like a one man only thing, but make no mistake: it does not belong to any of you, not alone, it’s my mission.” The Trinity resounds louder in my room so I will never forget who it is the owner of the callings.

Sometimes the ministry is lonely, but I repeat: Thank God, we’re never alone.

 

Nem mil estátuas perfeitamente construídas por Michelangelo podem imitar a sua beleza, Jesus

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{Para ouvir enquanto lê}

Ele não é lindo?

Imagino Jesus, pele escura, nariz protuberante, pés calejados e sequinhos, 1,75, barba com areia de deserto, sobrancelhas grossas, uma ruguinha entre as sobrancelhas grossas – daquelas ruguinhas de repreender discípulo.

Eu me abaixo, amarro suas sandálias e, ao levantar, nossos olhos se acham. Tipo imã, dedo de criança e tomada, ventilador e um verão no Centro-Oeste.

Eu perco o ar.

Porque de um mundo inteiro de pessoas muito melhores do que eu – com menos medos e bobeiras – sou eu, eu, que estou olhando para aqueles grandes olhos redondos.

Ele

é

tão

lindo.

Eu o sinto dentro do meu coração – como um fogo estalando e lançando fagulhas, como o sopro no rosto de um bebê – e sei que eu nunca direi o suficiente:

Ele não é lindo?

 

English Version 😀

 

Not even a thousand statues perfectly built by Michelangelo can mimic your beauty, Jesus

{To listen as you read}

Isn’t he handsome?

I imagine Jesus, dark skin; protuberant nose; dry, calloused feet; a five-foot-seven man; a beard with desert sand; thick eyebrows; a wrinkle between this thick eyebrows.

I lower myself, tie his sandals, and as I stand up, our eyes meet. Like magnet, child finger and power outlet, fan and summer in the Brazilian Midwest.

I lose the ability of breathing.

Because in this whole world of people far better than me – with fewer fears and nonsense – it’s me, me, I’m looking at those big round eyes.

He

is

so

handsome.

I feel him inside my heart – like a fire crackling, like a puff on a baby’s face – and I know I will never say it enough:

Isn’t he handsome?

Quem?

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{Para ouvir enquanto lê}

Eu decido não alimentar minha carne. Ela grita. Reclama. Berra. Espuma pelos poros. Contudo, eventualmente, perde as forças. Se torna murcha e flácida.

E assim, com o coração de um menino, mas a carne enrugada e seca de um velho, eu consigo me esgueirar pelo caminho, que não mudou de tamanho porque os tempos são amplos e permissivos, que continua pequeno como o buraquinho de uma agulha.

Meu corpo se arrasta pelas bordas da agulha, e, às vezes, sinto que o caminho é bem menor do que eu poderia aguentar se estivesse sozinha. Mas eu, eu nunca estou só. E o cheiro do que há de vir continua me chamando para atravessar o buraco da agulha, ele continua me perguntando:

Quem você trouxe para atravessar com você hoje?

 


Leia também Seríamos mais bonitos do que a NGC 2997 se não estivéssemos ocupados em retirar rins e intestinos


English Version 😀

{To listen as you read}

I decide not to feed my flesh. It screams. It complains. It foams through the pores. However, eventually, it loses its strength. It becomes wilted and flaccid.

Therefore, with the heart of a boy, but the wrinkled and dried flesh of an old man, I can sneak up through the path, which has not changed in size because the times are large and permissive, which remains as small as a needle-hole.

My body crawls along the edges of the needle, and sometimes I feel the way is much smaller than I could handle if I were alone. But I, I’m never alone. And the smell of what is to come keeps calling me to cross the needle hole, it keeps asking me:

“Who did you bring to cross with you today?

 

Eu me refugio nas boas noites

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{Para ouvir enquanto lê}

Eu nunca fui boa em esportes, em conversar com estranhos e em deixar as pessoas saberem quando preciso de algo. Mas eu sempre fui boa em acertar.

E isso, bem, isso virou a minha coisa.

Foi um choque descobrir que a vida é incontrolável.

Eu estava num parque, abraçada a uma biografia do Tolkien, odiando ter feito meu curso na faculdade, tentando não voltar para casa.

Aquilo não podia ser real.

Mas era. Porque a vida não é fácil.

Foi o começo da era em que eu me descobri horrível em todas as coisas já listadas: esportes, conversas banais e em fazer a coisa certa.

Eu chamo aquele dia de A casa caiu, mermão.

Depois de sair da escola em que trabalhava, o segundo emprego do dia, eu andava algumas quadras e me sentava naquele parque. Abraçada com Tolkien. Literalmente. Como uma completa maluca. Algumas vezes, eu nem lia o livro. Eu simplesmente me atracava a ele, como se ele pudesse me salvar de agir ainda mais estranhamente, pulando no lago sujo do parque enquanto gritava “tudo é uma mentiiiiira!”.

Eu cogitei algumas vezes, mas eu teria que voltar para casa molhada e provavelmente teria que incinerar os jeans depois de tocarem aquela água. Só Deus sabe como eu odeio comprar Jeans… Então, Tolkien e a preguiça de comprar novas calças me mantinham longe do lago sujo diariamente.

Aquele era o princípio dos tempos difíceis. A ponta do Iceberg. O primeiro pingo de chuva.

Viriam outros.

Muitos outros.

Eu não era mais a primeira filha a entrar na faculdade, a primeira neta com um estágio legal em coisas de internet, eu era oficialmente alguém que tinha tentado e não conseguido. Eu tinha perdido minha carteirinha de fazer a coisa certa.

Eu fracassei em mais áreas do que você possivelmente possa citar desde então, mas este não é um texto de autocomiseração. Eu juro. É um texto para te dizer que a gente tá junto nessa.

Finais de ano são difíceis para quem não tem o que contar na mesa do natal. Eu entendo isso. DE VERDADE. Mas, bem, eu queria que soubesse que você é mais do que o seu trabalho, do que o seu concurso, sua faculdade, do que o seu cargo, o seu relacionamento, ou o seu checklist.

Essa é uma das coisas mais difíceis de se entender nesta vida. É preciso ser alguém. O tempo todo isso nos ronda feito presa, pronto para acertar nossos traseiros.  Mas a verdade, é que a gente precisa de muito menos do que acha.

Algumas vezes, eu acho que eu não posso suportar nem um fracasso a mais na minha lista. Algumas vezes, eu acho que é simplesmente impossível continuar. Que é como um círculo azul aberto no meio das minhas entranhas. E nesses dias eu entendo a importância do amor incondicional de Deus. Completamente. Não é um desses vídeos de gente romantizando o evangelho e a vida. Eu entendo que sem esse amor, sem experimentarmos a incondicionalidade do Eterno, a vida fica seca. Nós nos odiamos e ensinamos os outros a nos odiarem. Eu entendo que nós, humanos, nunca conseguiríamos amar alguém assim, mesmo se tentarmos muito, porque nós não suportamos nem nossos próprios fracassos, quanto mais os fracassos dos outros. Ao mesmo tempo, nós precisamos desesperadamente deste tipo de amor. Parece uma equação que não fecha, uma balança viciada. Só parece. Porque nós temos sim uma fonte deste amor: o Senhor.

Talvez o fim do ano não tenha sido o que você esperava. Talvez hoje tenha sido o pior dia da sua vida. Talvez você tenha ido negociar uma dividia no banco, talvez tenha sido humilhado no trabalho, talvez você esteja lidando com o fato de que não entrou na universidade. Talvez a vida pareça incrivelmente difícil, porque, bem, ela é. Eu só queria dizer que se você não tem nada, se você se sente completamente vazio, você, ainda sim, tem o amor do Eterno. E isso pode parecer abstrato para quem tem problemas reais, mas, algumas noites, é tudo o que eu tenho. Em outras noites, mais felizes, o amor de Deus é tudo o que eu sou. Essas são boas noites, leitor, a gente deve se segurar a elas… Sim, essas são boas noites…

 

Eu oro para que você esteja tendo uma delas. Eu oro para que você tenha muitas delas.

Alegrem-se, porém,
todos os que se refugiam em ti;
cantem sempre de alegria!
Estende sobre eles a tua proteção.
Em ti exultem os que amam o teu nome.
Salmos 5:11

 

English version 😀

I take refuge in the good nights

{To listen as you read}

I’ve never been good at sports, at talking to strangers, and letting people know when I need something. However, I’ve always been good at getting it right.

And that, well, that became my thing.

It was a shock to discover that life is uncontrollable.

I was in a park in my city, hugging a biography of Tolkien, hating my brand new college degree, trying not to go home.

That could not be real.

But it was. Because life is not easy.

It was the beginning of the age when I found myself horrible in all things already listed: sports, small talk and doing the right thing.

I call that day “the house fell, dude”, an expression that only exists in Portuguese, but you get the feeling that is bad, very bad, because there isn’t any brighter side when your house fell apart. To be more dramatic you can always say it in Portuguese: a casa caiu, mermão.

In that day, after leaving the school where I was working, the second job of the day, I walked a few blocks and sat in the park. Hugging Tolkien. Literally. Like a complete nutcase. Sometimes I did not even read the book. I just hug it, as if it could save me from acting even more strangely, jumping into the not that clean lake in the park while shouting “Everything is a liiiie!”

I wondered a few times about it , but I would have to go home wet and probably have to incinerate my jeans after touching that water. God knows how I hate buying Jeans … So Tolkien and the laziness of buying new pants kept me away from the dirty lake on a daily basis.

That was the beginning of hard times. The tip of the Iceberg. The first drop of rain.

Others would come.

Many others.

I was no longer the first daughter in college, the first granddaughter with a cool internship in internet stuff, I was officially someone who had tried and failed. I had lost my right thing card. I was no longer a member.

I have failed in more areas than you can possibly name, but this is not a self-pity post. I swear. It’s a post to tell you that we’re in this together.

The end of the year is difficult for those who have nothing to tell at the Christmas table. I get it. REALLY. However, I wanted you to know that you are more than your job, than your college,  your position, your relationship, more than your checklist.

This is one of the most difficult thing to understand in this modern life. You must be someone. That is what the world says, our families, our friends, our favorite books, that we say ourselves. However, the truth is that you need much less than you think.

Sometimes, I  think I can not stand another failure on my list. Sometimes, I think it’s just impossible to keep going. Sometimes my disappointment is so tangible that became a blue circle open in the middle of my gut. In those days, I understand the importance of God’s unconditional love. Completely. It’s not one of those videos of people romanticizing the gospel and life. I understand that without this love, without experiencing unconditionally, life will be dry. We end hating ourselves and teaching others how to hate us. I understand that we humans would never be able to love someone like that, even if we try hard, because we do not stand our own failures, let alone the failures of others. At the same time, we desperately need this kind of love. It looks like an equation without a solution, a damaged bathroom scale. However, that isn’t the truth, it just look like this. Because we do have a source of this love: the Lord.

Maybe the end of the year was not what you expected. Maybe today was the worst day of your life. Maybe you went to the bank and you have so many debts, maybe you’ve been humiliated at work, maybe you’re dealing with the fact that you didn’t get into university this year. Maybe life seems incredibly difficult, because, well, it is. I just wanted to say that if you have nothing, if you feel completely empty, you still have the love of the Lord. This may seem abstract to anyone who has real problems, but some nights it’s all I have. On other happier nights, the love of God is all I am. These are good nights, reader, we must hold on to them … Yes, these are good nights…

 

I pray you are having one of them. I pray you get tons of them.

But let all who take refuge in you be glad;
let them ever sing for joy.
Spread your protection over them,
that those who love your name may rejoice in you.

Psalm 5:11

Um arquivo para vocês baixarem com amor

There is an English version of this post waiting for you after the Portuguese one : )


{Para ouvir enquanto lê}

Há mais ou menos um mês, eu encontrei um blog incrível e falei dele, rapidamente, por aqui. Eu realmente amo achar pessoas que escrevem sobre o Eterno com o seu próprio coração. Você sabe aquele sentimento mágico de ler uma página e não precisar sequer procurar o autor, porque a forma da sua escrita é tão característica que já vem com o cheirinho dele? Eu acho isso uma das coisas mais incríveis dentro do mundo de coisas incríveis – alguns dias maior, outros menor – que flutua sobre a terra.

E é por isso que eu fico tão entusiasmada quando eu encontro uma pessoa que parece ter uma voz apenas dela.

Eu acredito na individualidade em nós. E que esta individualidade nos ajuda transmitir nossa mensagem. Eu já disse algumas vezes a famosa frase do Bill Johnson no blog, que, indiretamente, é algo como: nós só temos uma única mensagem em nós, que é divida em vários pedacinhos, que distribuímos ao longa de nossas vidas. Acredito que, assim como nossa mensagem é singular, nosso meio de espalhá-la precisa ser. Tudo que é genuíno pode contar a história do perfeito e incondicional amor de Deus.

Singularidade.

Que palavra!

Ela nos leva diretamente para ideia de que conhecer a Deus e conhecer a mensagem que partilharemos a partir dele é conhecer a nós mesmos. Porque sem nossa singularidade, sem aquilo que nos torna humanos, somos sinos ressoando melodias tão iguais que são tratadas como barulho de fundo pelo resto das pessoas. Augustinho já falava sobre isso centenas de anos atrás…

Por muito tempo, infelizmente, os cristãos tentaram se adaptar a um padrão único para tudo. A singularidade era deixada de lado em busca da imagem do que era bom e “de bem”. Nós tentamos não ser humanos. Tentamos não sentir o mundo ao nosso redor. Escrever algo que seja intenso e confuso? Bem, por muito tempo não era uma escolha.

Hoje, caminhamos para um conhecimento sobre o Eterno tão mais profundo que podemos falar, abertamente, das melhores e piores coisas sem nos sentirmos mal sobre isso, porque somos amigos. E é isso que me atraiu no blog do Joel Figueroa. E é isso que me faz postar coisas todos (ou quase hehe) os meses.

Ser honesto, usando as ferramentas que te deixam feliz para fazê-lo. Ser honesto, cumprindo o seu chamado.

Acredito que essa geração de pessoas que são tão singulares na maneira com que pregam vão mudar radicalmente as coisas de lugar. Porque elas não precisam ser outra coisa se não elas mesmas e isso… Isso é apaixonante! Isso faz as pessoas se apaixonarem pelo evangelho. Jesus era quem era, e, por isso, ganhou o coração das multidões. Mas, mais do que multidões, ele ganhou o coração da sua nova família:  discípulos aliançados, comendo, rindo, viajando, tomando bronca juntos. Que nossas singularidades construam famílias em nosso meio.

Joel, autor do blog, me deu permissão para traduzir um dos seus textos e ele está aqui embaixo para você ! Espero que te inspire a ser singular no que você foi chamado para fazer.

Toc.Toc.Toc

Por Joel Figueroa

 

Um abraço apertado,

Nat.

 

English Version! 😀

A blog to add to your favorites (or: Joel Figueroa can teach you Portuguese now)

{To listen as you read}

About a month ago, I found an incredible blog and I wrote about it, quickly, in this post (sorry guys, there isn´t an English version of this one, but in Google Translator we trust). I really love finding people who write about the Lord with their own hearts. Do you know that magical feeling of reading a page and not even have to look for the author, because the writing is so distinctive that it already comes with the scent of the writer? I find this one of the most incredible things in the world of incredible things that floats on the earth.

And that’s why I get so excited when I meet a person who seems to have its own voice.

I believe in individuality, and this individuality helps us express our message. I have said a few times Bill Johnson’s famous phrase on the blog, which, indirectly, is something like: we only have a single message in us, divided into several pieces, which we distribute through all our lives. I believe that not only our message needs to be unique but also our means of spreading it. Everything that is genuine can tell the story of God’s perfect and unconditional love. Everything that is genuine can generate forgiveness.

Singularity.

What a word!

It leads us directly to the idea that knowing God and knowing the message we will share from Him is to know ourselves. Because without our uniqueness, we are ringing bells so equally that we are treated as background noise by the rest of the people. Augustine had already spoken about it hundreds of years ago…

For a long time, unfortunately, Christians have tried to adapt to a single standard of personality. We tried not to be human. We tried not to feel the world around us. And if we did, we tried to make it about blameless and coherent feelings. A post – or book – about intense, confusing and honest feelings? Well, for a long time it was not on the table.

Today, we are walking into a knowledge about the Lord so deep that we can openly talk about the best and worst things without feeling bad about it because we are friends. That is what attracted me to Joel Figueroa’s writing, and that’s what makes me post things every (almost every haha) month.

Be honest fulfilling your calling.

I believe that this generation of people who are so unique in the way they preach will radically change things. Because they do not have to be anything else if not themselves and this … This is captivating! This makes people fall in love with the gospel. Jesus was who He was, and therefore won the heart of the crowds, but more than the crowds, He gained the heart of his new family: allied disciples, eating, laughing, traveling, reprimanding together. I pray our singularities build families in our churches.

Joel, author of the blog JoelFig, gave me permission to translate one of his posts to Portuguese, but, well, if you are reading this in English it will not make a lot of sense to you haha. I will leave the link anyway down here for you, but most than teach you Portuguese with this file haha, I will like to recommend Joel´s blog in your own language (the link is also below).  I hope it inspires you to be singular in your calling!

A tight hug (yep, that is how we say Goodbye here, near to the Tropic of Capricorn, get used to the lovable invasion of your personal space),

Nat.

 

Portuguese version:

Toc.Toc.Toc

Por Joel Figueroa

 

No subtitle version

Knock. Knock. Knock

Joel Figueroa