Arquivo mensal: agosto 2016

Seus carinhos por você são pessoais e intransferíveis

{Para ouvir enquanto lê}

Neste exato momento, eu deveria estar escrevendo um projeto de pesquisa. Mas paro tudo. Paro porque sei que o Espírito está aqui, primeiro soprando delicadamente, como quem retira uma mecha de cabelo de trás da orelha, até que se faz presente de tal forma que se choca contra mim.

Tum. Tum. Tum.

O Espírito está aqui. Ele é real e te quer. Não para seguir convenções humanas. Rūaḥ nunca te quis como religioso. Ele te quer como você. Não há nada mais poderoso do que descobrir que sua identidade é uma chave: ela abre partes do Reino feitas apenas para você. Chave que abre palavras e carinhos preparados para você antes da fundação do mundo, porque Deus desconhece o tempo, mas conhece todo o amor.

holy

Vamos orar?

Espírito, toda a terra está cheia de você. Inundada em você. Sem perceber, nós esbarramos em partículas que adoram seu nome o dia inteiro. O Senhor nos move, nos direciona, nos convence, nos faz entender o Reino, nos enche, nos aviva. Nós te exaltamos! Grande e maravilhoso é o nosso tempo, em que podemos te buscar e te encontrar! Choque-se contra nossos peitos, feche nossos buracos internos, nos dê chaves para sentar ao seu lado em qualquer hora do dia. Espírito, a vida não tem sentido sem seus cafunés. Obrigada por nos fazer quem somos, pequenos segredos do Reino. Que nós sejamos melhores amigos, Espírito. Venha sobre nós agora. Em nome de Jesus, nós oramos. Amém.



Leia também:

Empatia tem gosto de pão quentinho na chapa

Anúncios

Diário de Bordo: Conferência Nova Geração

 

{Para ouvir enquanto lê}

A saída

De coração aberto. Eu pensei enquanto amarrava meu tênis azul feito o carro do senhor Weasley.

All I know
All I know
Is that I’m lost
Whenever you go – Chris Martin canta.

E eu encaro minha mala, torcendo para não ter esquecido nada.

All I know is that I love you so, so much that it hurts.

Pronto. Pronto?

Não. As havaianas estavam de fora. E depois os amigos estavam de fora. Abrir o portão e vê-los. Colocar a mala no porta mala e abraçá-los.

Conheço, finalmente, o Pedro, e não só seu número de celular. Revejo o Alê, Luiz, Sarah – e Criscelto, que imagino que queira me matar 569 das 596 vezes que estou sendo barulhenta, já me desculpo  hahaha -, revejo Luana, aquela que gosta de ser chamada de Lu, Caio, aquele que não será mais nomeado neste blog, pois muita propaganda gratuita minha gente haha ( aqui e aqui) e conheço outro Pedro, o número 2, falante das horas certas.

Paramos em Abadiânia por uma dúvida não muito existencial:

– O que é sistema de arrefecimento?!

Susto passado – MEU-DEUS-VAMOS-MORRER-ENCOSTE-ESSE-CARRO -, Brasília estava ali, olhando para a gente com suas ruas espaçosas e céu limpinho.

1

 A Chegada

Entrar no auditório foi como ganhar um belo murro no estômago. Eu tentei respirar, andar e sorrir – porque agir como se houvesse sido acertada por um hadouken não parecia aceitável -, mas havia uma presença do céu tão incrível naquele lugar, que me pressionava, não me encolhia, mas me fazia ficar de joelhos. E ali eu estava, há cinco minutos naquele lugar,  de joelhos.

Laura Souguellis cantava – eu não lembro a música – e o Reino era palpável, como ele é quando eu leio Atos ou os poemas da Adélia Prado. O Reino era todas as menores moléculas do ar, todo o pedacinho de roupa que encostava em meus braços, todos os desconhecidos cujas mãos tentavam ultrapassar a estratosfera. O Reino era tudo. E eu desejei que o tempo parasse. Que o trono de Deus fosse visível. Que eu fosse transparente e que da minha boca saísse 24h por dia: santo, santo é o Senhor.

E a sensação de ser coberta por um cobertorzinho quente me invadiu. E eu sabia que Ele estava cuidando do que eu não podia. Ele estava me fazendo quente por dentro, o que pra mim é uma espécie de pequeno milagre particular – o ar geralmente passa gelado entre minhas costelas e esfria meu peito constantemente, me fazendo perguntas que eu não tenho resposta, deixando minha alma esquisita.

Pouco a pouco, ninguém existia. Um auditório vazio e um Trono cheio. Eu, Ele e nossas conversas. Até que o pastor Kris Vallotton começasse a pregar e eu me sentisse em uma aula do Worship U ao vivo.

Experiências

Durante todos os dias, eu pude viver alguma coisa especial com Deus (contei uma delas aqui). Uma palavra, uma visão, uma música que instantaneamente estava dentro de mim, e a melhor coisa de todas: paz. Líquida. Escorrendo pelos dedos e pela ponta dos cabelos.

A Bíblia fala muito sobre paz, já percebeu? Quanto mais velhos ficamos, mais entendemos o porquê. Nossos espíritos se enchem de coisas para resolver e nos vemos pensando em como lidar com aquela situação em casa, aquele emprego que não está dos melhores, com um monte de dúvidas – essa não era a parte da vida em que você seria aquela pessoa bem sucedida antes dos 30 dando conselhos por aí?! -, problemas que não conhecem gravidade e orbitam ao nosso redor, devagar o suficiente para que você dê uma boa olhada em cada um antes que eles refaçam o círculo ao redor da sua cabeça. Nesse cenário, paz parece algo tão distante que escapole um risinho cínico da boca.

Mas a paz de Deus é antídoto.

Deixo a paz a vocês; a minha paz dou a vocês. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo.
João 14:27

Paz. A sensação era de ter Jesus falando a todo momento: tende bom ânimo, eu venci o mundo. E eu me sentia mais forte para amar quem eu odeio com todas as minhas forças, para recomeçar, para aceitar todos os meus fracassos – grandes e pequenos – e andar, porque Canaã não havia chegado e morar no deserto por 40 anos não é uma opção.

Onde dois ou três…

estiverem reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles (Mateus 18:20). Meus amigos me abençoam mesmo quando eles não fazem ideia, mesmo quando eles estão falando bobagem, cortando comida, tentando me ajudar com notas do violão, discutindo por besteira. Quando ligamos coisas na terra juntos, sei que elas estão sendo ligadas – e formadas – de forma poderosa no céu!

A volta

Podemos resumir esse tópico em uma frase:

– Pedro, você tá muito perto do carro do Caio!

Uma palavrinha de quem foi comigo para CNG

A Luana e o Pedro (1) toparam dividir parte do que aconteceu com eles nesses dias de conferência. Aproveitem um pouco mais do que Deus fez:

NG3



Leia também:

Diário de Bordo: One Pray



Esquema de sempre: você pode me encontrar através do meu email (nataniacarvalho@gmail.com), da página do blog no Facebook, ou do meu Instagram =D

Em um mundo paralelo em que Alderaan nunca explodiu (Ou: Cantares de Star Wars) (ou 2: Conto #2)

{Para ouvir enquanto lê}

Tinha algumas certezas na vida, uma delas era que o amor que sentia por Ele segurava Alderaan no lugar. Dentro do peito, alguém gritava que a ordem da metade esquerda do universo dependia deles. Juntos. Então, sempre pensava nos planetas girando, enquanto segurava a mão imaginária e furada Dele. A galáxia estava segura por outra noite.

Aldnds3.png



Esquema de sempre: você pode me encontrar através do meu email (nataniacarvalho@gmail.com), da página do blog no Facebook, ou do meu Instagram =D

Nosso lugar de sempre (ou: Conferência Nova Geração)

{Para ouvir enquanto lê}

Eu e Ele estávamos na beirada do mar. Nosso lugar de sempre. O mar – que começava no infinito – ia até um deque, em que descansava um trono. O trono Dele.

Apesar de sua gloriosa cadeira, Ele se sentava comigo. Na beirada no mar. Tinha um papel na mão e um sorriso que me deixa mole.

– Você queria me ver?

Sua voz faz meus ossos tremularem. E eu desejo enxergá-lo totalmente – não apenas traços opacos e impressões no espírito. Ao mesmo tempo, estou tão feliz com os traços opacos que desejo abraçá-Lo. Eu não pulo nos seus braços, mas observo seus pés: eles se mexem pra lá e pra cá, quase encostam na água brilhante, estamos totalmente confortáveis na presença um do outro, e eu suspiro: tudo sobre Ele é maravilhoso. Até seus pés balançantes.

Nenhuma outra frase é proferida, mas eu sinto que conversamos por anos. Gerações. Minha alma parece falar desde a formação do mundo. E eu sinto sede, não do tipo que se adiciona três pedras de gelo, mas Dele. Minha garganta seca. E eu olho para seus pés novamente. E para o mar. Nosso mar.

japanese_seaFINAL

Abro os olhos e ainda vejo um grande palco na minha frente, pisco devagar e as letras do telão formam, em azul, Nova Geração. Há cadeiras ao meu redor. Eu olho para a pessoa que está ao lado (que neste blog já apareceu com o nome de C., mas que, provavelmente, será renomeada para senhor Chapinhístico hehe :D ) com uma cara meio besta, não que fosse possível distingui-la da minha cara de sono que eu já tinha desde às 07h, mas sim com uma cara totalmente besta e, sem conseguir organizar bem o que falar e como falar, eu sorrio. E espero que o sorriso fale como a única frase que eu ouvi de olhos fechados. Um sorrisinho que fale por gerações. Um sorriso que fale que eu tenho um lugar de sempre com Ele.

É esse mesmo sorriso que eu dou para você, agora, leitor. O mesmo.

Do trono emanavam relâmpagos, vozes e trovões. Perante Ele estavam acesas sete lâmpadas de fogo, que são os sete espíritos de Deus. E diante do trono, ainda, havia algo semelhante a um mar de vidro, translúcido como o cristal.

Apocalipse 4: 5 e 6



Se você quiser saber mais sobre a incrível Conferência Nova Geração acesse as redes sociais dos caras (link no texto). Ah, espere por 5 bilhões de referências nos posts seguintes.

Esquema de sempre: você pode me encontrar através do meu email (nataniacarvalho@gmail.com), da página do blog no Facebook, ou do meu Instagram =D