Arquivo mensal: junho 2016

36 coisas que você não queria saber (ou: senta que lá vem modjenha)

Um amigo me marcou em uma daquelas publicações do Facebook em que você tem que contar uma série de fatos sobre você. Ele me pediu 36 fatos. 36 FATOS MINHA GENTE. Eu tenho achado super interessante ler a lista das pessoas no feed, mas achei que, talvez, 36 fosse demais para o Facebook, então estou postando por aqui as coisas que você não me perguntou e não queria saber, mas: toma que o filho é teu.

{Para ouvir enquanto lê}

1 – Eu deveria estar fazendo outra coisa e não esta lista. Eu, geralmente, sempre deveria estar fazendo outra coisa.

2 – Eu pego mais trabalho do que consigo terminar durante o dia, o que me faz ficar acordada horas nas madrugadas. Algo não resolvido de provar valor com afazeres. Quem sabe até os 80 anos alguma terapia resolva.

3 – Quando eu descobri que as pessoas inventavam histórias e eram pagas para deixarem que elas fossem colocadas em papel polen soft amarelado, eu pensei que estava sonhando. Para mim esse era e é o melhor trabalho do mundo. A coisa que eu mais queria nessa vida de meu Deus era ser escritora de fantasia, como não tenho escrito tanto, e publicado muito menos, cultivei um universo paralelo em que já estou no décimo quinto livro publicado e discutindo com a editora a capa do décimo sexto (e a gente pode fingir que conhece Christopher Paolini, que mal tem, né, migos?).

4 – Porque eu queria muito ser paga para escrever (e porque eu acreditava que um texto podia mudar a realidade de alguém), escolhi cursar jornalismo. Entrei na Universidade aos 16 anos e hoje tomaria uma decisão diferente. Depois de uma editoria de cidades, versão online, durante a madrugada, eu escrevi mais textos de estupro do que você pode imaginar (eu escrevi um pouco sobre essa fase aqui). Nem um deles mudou a realidade de ninguém, exceto a minha, quando segurava o choro no trabalho pensando no tipo de mundo ferrado em que a gente vive. Entendi que queria ser paga para escrever, mas não daquele jeito. Não queria ser ~~ imparcial~~ e dar notícias caça clique… Não queria fazer transcrições, assessorar políticos que critico, nunca tive ego para a TV. Eu queria sentar e escrever, ter a sensação boa de terminar uma página, de adicionar um neologismo no word, nunca passou pela minha cabeça responder 675 vezes que eu não queria estar no lugar do William Bonner daqui a alguns anos (William Shakespeare tamos aceitando hehe).

5 – Desde que terminei a faculdade já fui jornalista de impresso, do online, assessora de imprensa, revisora, corretora de redação, professora de redação e tradutora.

6 – Passei em uma nova faculdade. Vamos acompanhar.

7 – Eu não sou uma pessoa romântica. Nunca idealizei dia de casamento nem quando era pequena e não consigo entender quem procura esposa/marido quando não tem nem namorado. Parece muita pressão. A vida tem muita coisa para ficar focado tão seriamente em alguém que nem faz parte dela, QUE NEM EXISTE… Mas se você é assim, juro que vou tentar não julgar.

8 – Eu não gosto de julgamentos (sentença acima retomada com sucesso). Eu prefiro entender os porquês. Eu acho que se olharmos para dentro vamos ver mais coisas que gostaríamos de mudar do que manter, quase todo mundo é assim, porque nós esperamos que os outros sejam melhores que nós?

9 – Eu mando áudio no whatsapp. Desculpa, não consigo evitar.

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10 – Eu sou enlouquecida pelos meus amigos. Acho que não há na terra um Natal como o nosso.

11 – No ano que vem comemorarei 10 anos dividindo minha vida com uma das melhores pessoas do sistema solar e agregados. Fico besta de tão agradecida por você existir, Dany.

12 – Eu amo Harry e a JK como se fossem parentes da família. Releio alguns livros da série todos os anos e dou de presente o primeiro deles para todos os bebês das minhas amigas, quase sempre com a mesma dedicatória: Você ainda não me conhece, mas eu sou a tia que te deu uma varinha em algum Natal. Não fure ninguém com ela.

13 – Desde pequena penso “e se eu não fosse eu?”. Não dá para explicar, mas isso sempre volta para minha cabeça.

14 – Quando eu era criança, eu morria de medo de que meus pais morressem. Minha mãe me disse que só ia morrer depois dos 40, isso para uma menina de 6 anos era uma eternidade. Porém, quando minha mãe fez 40, eu lembrei disso. Do mais absoluto nada. Foi uma das coisas mais estranhas da minha vida estranha (minha mãe já passou dos 40 e segue firme, forte e lindja 😀 ).

15 – Eu não faço absolutamente nada sem música. Eu preciso de música para estudar, trabalhar, fazer faxina e tomar banho. Quando eu esqueço meus fones de ouvido em casa, por dentro quero estar morta.

16 – Porque eu ouço muita música, eu não sei dizer qual é a melhor música que já ouvi . Mas posso dizer com toda certeza que se eu tivesse que ouvir apenas uma música pelo resto da minha vida seria Clair de Lune. Acho que Debussy conseguiu fazer com que a música clássica habitasse, também, o ambiente popular, aprendi ouvir os compositores clássicos através dele, e poucas coisas me fazem mais feliz do que ouvi-los no toca disco.

17 – Eu amo vinis. Você quer ganhar uma vida de admiração? Me dê vinis de blues.

18 – Acho que Billie Holiday, Bessie Smith e Bey (oncé) deveriam me ter como melhor amiga – hehe.

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Pra por no porta retrato ❤

19 – Odeio arrogância. Prefiro fingir que não sei as coisas do que parecer que desejo sobressair sobre alguém.

20 – Ás vezes, tudo o que eu preciso é ser um anão no RPG e dar um monte de porrada sem sentido nenhum.

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Vez ou outra, a gente só tem que começar uma briga por nenhuma razão aparente em uma taverna

21 – Eu já tive um clube de Star Wars na escola. A gente não fazia nada, só falava sobre como gostávamos de Star Wars e construíamos, ocasionalmente, objetos da franquia com isopor. Um idiota quebrou minha Estrela da Morte e até hoje espero que o universo o puna por isso. É sério.

22 – Eu me pego pensando sempre: como alguém compõe clássicos? Como alguém senta e compõe Lacrimosa, Something ou 2 e 2?

23 – Música brasileira é coisa que vem da alma. Se você não gosta de rir num sambinha num domingo de tarde, você não achou o sambinha certo. Vale para todos os nossos ritmos e letras, não tem nada como a gente falando da gente mesmo. É extremamente poderoso.

24 – A política brasileira me faz chorar. De verdade. Porque eu vejo que não vai melhorar e que ninguém realmente se importa com ninguém. Só em manter seus traseiros em Brasília ou seu ponto de vista em casa. Os políticos fazem arranjos para ficarem, o povo vota em Bolsonaros e Delegados Waldir…

25 – Eu acredito piamente na igualdade de direito das mulheres. Luto por ela nos protestos, nas redes sociais, nas conversas de padaria. Quem não luta comigo, não pode ficar comigo. Hoje em dia, eu não aceito amizades misóginas nem em forma de piadinhas.

26 – Eu queria ler todos os livros do mundo. Ou, pelo menos, todos os que compro.

27 – Eu tenho um grupo para falar de séries, que é para você entender o nível do meu vício (e dos meus comparsas de crime).

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Qualquer semelhança…

28 – Eu quase morri quando soube que Gilmore Girls ia voltar. A Lorelai é praticamente meu alter ego (só não tenho uma Rory).

29 – Machuca um cachorro na minha frente procê ver!

30 – Tenho 569 tatuagens salvas em pastas e 0 em mim, ainda.

31 –  Eu amo Beatles. O show do Paul foi um dos melhores que já fui e o meu fab four preferido é o George Harrison (e ele já apareceu no blog). A carreira solo dele é de dar orgulho nesse coração de fangirl.

32 – Tenho muita admiração por quem desenha e fotografa bem. Eu adoro tirar fotos de velhinhos, mas Sebastião Salgado sentiria vergonha de mim.

33 – Queria morrer sabendo falar gazilhões de línguas.

34 –  99% jeans e blusa, mas aquele 1% de boho-witch-pitada-de-Phoebe-tia-louca-do-bairro-style (o que é = a ouvir “nossa, mas você não está com calor?”).

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Não, porque minha alma ficou um pouco mais fria com esse comentário hehehe

35 – Às vezes meu senso de humor é um pouco próprio. Achar amigos que compartilhem dele é para toda a vida.

36 – Eu quero aprender a amar as pessoas de coração inteiro. Sempre. E aprender o que puder enquanto estiver por aqui. Porque se tem uma coisa que não quero é saber o mesmo que sabia há um ano atrás.



Esquema de sempre: você pode me encontrar através do meu email (nataniacarvalho@gmail.com), da página do blog no Facebook, ou do meu Instagram =D
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15 de junho (ou: obrigada por não ser um raio, Deus)

{para ouvir enquanto lê}

Eu estou acordada, olhando para você. Não sei mais chorar. Mas ainda estou aqui.

Está fazendo frio, Deus.

Penso em pegar uma outra blusa. Mas olho para você. Ainda estou aqui.

Eu não sei o que dizer. Não mais.

Mas

Ainda

Estou

Aqui.

 

Pois o pecado não os dominará, porque vocês não estão debaixo da Lei, mas debaixo da graça. E então? Vamos pecar porque não estamos debaixo da Lei, mas debaixo da graça? De maneira nenhuma! Não sabem que, quando vocês se oferecem a alguém para lhe obedecer como escravos, tornam-se escravos daquele a quem obedecem: escravos do pecado que leva à morte, ou da obediência que leva à justiça? Mas, graças a Deus, porque, embora vocês tenham sido escravos do pecado, passaram a obedecer de coração à forma de ensino que lhes foi transmitida. Vocês foram libertados do pecado e tornaram-se escravos da justiça.
Romanos 6:14-18

Vamos orar? (um pouco diferente dessa vez 🙂 )

Bem, na maioria dos posts eu oro por você, junto com você. Hoje, eu gostaria que você orasse por mim. Nas suas orações antes de dormir, ao acordar ou antes de comer batata frita no almoço. Que nossos corações estejam juntos.




 

ps: C., obrigada por tudo. Eu achei conforto no evangelho hoje. Justo hoje em que uma placa em neon, na minha testa, gritava: raios, por favor, caiam aqui, grata. Obrigada por me ensinar sobre graça. Obrigada por ser Tito (“Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens”).