Arquivo mensal: julho 2015

O que eu ando lendo, vendo e ouvindo nos últimos dias

{para ouvir enquanto lê}

Esse é um post inspirado pelo blog da Emma Theriault. Um post com um monte de coisas que ando fazendo nesse tempo de faz uma cirurgia, se recupera, faz outra. Quem sabe você está de férias e resolve ler, ouvir ou ver algo da minha lista 😉

>> O que eu tenho lido recentemente: 

Ouro, do INCRÍVEL Chris Cleave;

Eu me apaixonei pelo senhor Cleave em Pequena Abelha (por favor, arrume uma cópia e leia agora!), e comprei Ouro um longo tempo depois do lançamento, em uma promoção da Leitura e paguei uma bagatela de dez dilmas. Mas, como estava lendo outras coisas larguei o coitado por seis meses na estante.

QUE BURRICE.

ouro

Quando comecei a ler tive uns 5 mini infartos, uns 86 nós na garganta e uma vontade infinita de tirar mil fotos para o Instagram, porque era muito bom para não ser compartilhado (mas, segurei a loucura e só postei uma). A gente sempre começa um livro do Chris Cleave não sabendo praticamente nada sobre a história, e ele explica que não gosta de colocar um resumo atrás do livro, o autor acredita que o processo de conhecer a narrativa e os personagens fica mais interessante quando o leitor não sabe do que se trata. Para você se situar, ele diz apenas que é umas histórias entre duas amigas que são atletas e desejam ir para as Olimpíadas.

Daí pra frente, o autor explode a sua mente mostrando a cretinice do mundo e da gente mesmo.

Estação Onze, minha primeira leitura da Emily St John Mandel

estacaoonze

Esse livro não é uma indicação, é quase um pedido desesperado: alguma hora da sua vida, por favor, leia.

O mundo foi dizimado pela Gripe da Geórgia, não existem mais países, nem grandes cidades, nem energia, nem internet (noooo), e por um triz quase a raça humana não foi extinta. No meio de tanta desgraça, alguns atores e músicos se juntam, fazem uma sinfonia itinerante e apresentam Shakespeare em vários vilarejos e cidades. Tudo vai muito bem – bem no limite do bem-levando-em-conta- que-o-mundo-foi-destruído – até que eles chegam em uma cidade legislada por um “profeta”, que acha que quem morreu tinha que morrer mesmo, porque só os puros resistiram.

A autora desse livro simplesmente soube contar essa história – às vezes, a gente tem uma ideia que parece legal, mas não sabemos como colocá-la no papel… Esse não foi um problema para Emily. Achei o livro bem escrito, livre de excessos e altamente capaz de passar o desespero de ver nossa civilização ruindo. Eu sonhei com a doença, e gente FOI ASSUSTADOR hahaha…

– Dicionário da escravidão negra no Brasil, escrito por Clóvis Moura

A escravidão brasileira é algo que me tira a paz. Algo que repercute em nossas vidas diariamente. Nosso país enfrenta um período conturbado, onde muita gente fala muita bobagem – vide “bandido bom é bandido morto” e coisas aí que passam nesses Cidade Alerta da vida -, creio que quanto mais a gente souber do nosso passado e da situação real do nosso presente (não tô falando de mimimi de Facebook), menos repetiremos discursos errados. Recomendo a história dos quilombos de Minas Gerais, me impressionei com a descrição de muitos!

(Livro em andamento: High and Lifted Up, da pastora Jane Lowder)

>> O que eu tenho visto recentemente: 

Basicamente… YouTube. Acho que ele virou minha tv dos anos 90, eu sou inscrita nos mais variados canais que você possa imaginar. De tutorial a review de livros (entrem no canal da Tati Feltrin!), de game play até decoração. Ontem estava vendo tags respondidas por uns youtubers mineiros e não posso com SOTAQUE MINEIRO, MEU ❤ NUM GUENTA, hehe. Minha nova coisa favorita são as batalhas de dublagem do Lip Sync Battle:

Além dos 632 canais no YouTube, eu atualizei a série Call the Midwifes e vi a mini série, baseada no livro de mesmo nome, Jonathan Strange & Mr Norrell. Muitssíssississimo legal. Tiveram uns filmes no meio do caminho, mas daquele tipo: mais do mesmo.

>> O que eu tenho ouvido recentemente: 

O que Tua Glória Fez Comigo – Ministério Voz de Muitas Águas

Deus Está Me Construindo – Fernanda Brum

No Longer Slaves – Steffany Frizzell Gretzinger

You’re The One That I Want’ – Lo-Fang

Levanta e anda – Emicida




PS: uma cirurgia e fim, programação normal neste batblog 😀

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Links, muchos links (ou: Resumão de 121 textos – CENTO E VINTE E UM!)

{para ouvir enquanto lê}

Quem me lê sabe que eu decidi trabalhar com temas aqui no blog em novembro de 2014. Maas, nos últimos dois meses (hiato *mais* problemas de saúde) eu tenho postado a conta gotas, o que é uma pena, porque amo fazer aqueles textões cheios de passagens da bíblia e opiniões, aqueles que me fazem receber email com xingamentos gospeis hehehe, ou cheio de amor e de experiências parecidas com as minhas (respondo sempre: nataniacarvalho@gmail.com).

Para quem passa por aqui semanalmente (obrigada!) não ficar na solidão – ia fazer uma piada com cascatinha e inhana, mas me senti idosa-datada-tia-do-pavê – eu fiz uma lista dos temas e textos que já apareceram no blog. Clique, dê uma olhadinha e veja se você já leu todos enquanto eu não volto cheia de caracteres para dar.

>> Tema:

Deus AMA se comunicar conosco

>> Textos:

Aquela versão mineira de Deus

Deus é um cara galante (ou: Menina, pare de falar)

É Deus quem está falando? (Ou: TV Hilário e leituras de novembro)

Para salvar e colocar de plano de fundo (Ou: Tozer, migo)

>> Tema:

O Deus que limpa

>> Textos:

Você precisa colocar sua calça leggin feia para fazer faxina

Levantando as mesinhas de centro e tapetes (ou: Batalhas secretas)

Mentiras sinceras não andam me interessando não

Não largue o rodo ainda (ou: Paulo e meus pés vacilantes)

Como saber se minha limpeza não é passageira? (Ou: Leituras do mês de dezembro)

O Deus que limpa – post final (Ou: acabou a faxina, mas não guardem os baldes)

>> Tema:

Evangelho na Mochila

>> Textos:

Tema de Janeiro: Evangelho na Mochila! (Ou: Vamos ler a Bíblia comigo?)

O mochileiro do evangelho: a primeira viagem de Paulo (ou: Atos, o quase diário de viagem de um apóstolo) * Um dos meus posts favoritos ❤ *

#TVHilário 3, Vamos para a Hillsong College com a Ev? [POST ATUALIZADO!!!]

Fazendo missões com a Jocum e com a Ilana

“Deus gosta de aventura, mistério, de mudar as coisas ” (ou: último post de Janeiro, que já acabou)

>> Tema:

Rotina

>> Textos:

Março: vamos falar de rotina? (ou: Planos reais, sérios, de verdade para este mês no blog)

Você é muito ocupado ou está se ocupando demais? (ou: Falando a verdade sobre nossas rotinas)

>> Tema:

Amor

>> Textos:

Porque hoje é dia do beijo (ou: Sobre se apaixonar por Jesus)

Pacientemente, amor (ou: Pão de queijo quentinho)

Não sei se você notou, mas eu ando falando sobre amor (ou: Amor x Medo)

Além dos textos citados acima, há alguns mais derretidos e menos explicativos (aqui e aqui) e outros 119, – dá para acreditar que já postei CENTO E VINTE E UM textos?! – que você pode fuçar nesses dias de non-post.


PS: quando você ler isso eu já estarei no hospital, na terceira cirurgia, está acabando =D

Não retire do altar o que você já consagrou

Nós falamos muita coisa para Deus de boca para fora. Muita. Nós levantamos as nossas mãos na igreja e cantamos que somos consagrados totalmente a Ele, que não há nada mais importante do que Ele. Nós batemos no peito e gritamos vem e toma o teu lugar, Senhor. Depois que o momento passa, a gente se esquece, mas isso não é o que acontece nos céus.

No último mês – e ainda por agora – ando em um processo de cirurgias. Sem nenhuma piada besta com o poema da pedra famosa de Drummond, eu descobri que estava com nove cálculos renais grandinhos e, digamos, não tem sido um tempo agradável. Junto com isso, eu comecei a perguntar o porquê de muita coisa para Deus  – sabe aqueles meses combo-da-desgraça? – e a resposta Dele veio como uma tabuada na minha cabeça: as minhas frustrações mostram que eu não tenho cantado e declarado a verdade nas minhas orações. O Evangelho não se resume ao que você sente, mas ao que você já consagrou.

O Eterno é amor, mas ele nunca é coitadismo.

– Ok, Deus, por onde a gente começa?

– Você começa não retirando do altar o que já consagrou.

E isso a gente aprende com a mulher de Mateus 26 (leia o texto se você não conhece), aquela que ofereceu um perfume caríssimo à Jesus. Esse versículo sempre me atraiu muito pelo papel da mulher demonstrado ali. Papel de profeta, de alguém que já havia entendido o novo tempo de Jesus – a preparação do seu corpo para a morte -, papel de mulher intrépida, que não se censura diante das convenções sociais, entrando em um jantar em uma época em que não era bem vinda, papel de quem não coloca o dinheiro acima da adoração, aquele perfume custava um ano todinho de salário, mas o dinheiro estava subjugado ao que era importante na vida dela.

Porém, o que Deus me ensinou nestes últimos dias é que aquela mulher é um símbolo de alguém que não voltou atrás espiritualmente, sua consagração é conhecida ainda nos dias de hoje.

Aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com ungüento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa.

Mateus 26:7

Assim que ela ofereceu o perfume à Jesus, ela não tentou tomá-lo de volta.

Quantas vezes nós tomamos de volta palavras e promessas que oferecemos no altar… Dizer que o Senhor é a coisa mais importante das nossas vidas é depositar um unguento na presença de Deus, e porque nós nos sentimos no direito de reavê-lo com nossas atitudes e reclamações?

– Eu não quero mais retirar do altar o que já consagrei, Jesus. – Orei. – Mas não sei o que fazer quando tenho dificuldade em te deixar com o perfume…

– Fé e palavras de força. Dê uma olhada na sua vida, em tudo o que você já achou importante e que hoje não ocupa os primeiros lugares…

Sim. Meu coração se alegrou ao perceber isso. Eu já dei tanta atenção a coisas ridículas, como buscar me relacionar com pessoas que seguissem um padrão “leitor desse autor, apreciador desta música”. Deus me virou de cabeça para baixo em três anos e eu olho para minha versão que jogou muita coisa importante fora por besteira e sei que o Senhor foi misericordioso comigo – eu continuaria perdendo e perdendo se eu não deixasse de ser tão importante para mim mesma. Inúmeros posicionamentos também deixaram de ser importantes nos últimos anos, e até minha noção do que é bonito mudou. As coisas secundárias foram sacudidas para os seus lugares devidos: os segundos lugares.

Mesmo com tudo isso já transformado, quando as estruturas principais, como a família, a saúde, começam a mostrar dificuldades (e cólica renal te faz mandar Jó pro buraco, você quer reclamar mesmo) , eu preciso me lembrar que me consagrei ao Rei e que o desespero é olhar tais coisas com os olhos de isso é o mais importante. Quando o Senhor continua sendo minha prioridade, eu tendo a me sentir menos frustrada, menos sem saída e menos coitada-mimizenta, porque, afinal, se o fundamento da minha vida, aquilo que importa mais, continua de pé e rugindo como um leão, as dificuldades secundárias não vão me abalar.

É difícil viver tudo o que cantamos e oramos, é difícil se consagrar, mas a caminhada cristã vai se tornando dia perfeito a cada dia.