Arquivo mensal: dezembro 2014

O Deus que limpa – post final (ou: Acabou a faxina, mas não guardem os baldes)

{Para ouvir enquanto lê}

Sem mais posts agendados, eu voltei! Coisa boa é viajar para casa dos avôs, não? Todos os meus velhinhos moram na mesma cidade, os quatro, São Miguel do Araguaia. E, de novo, todos eles tem uma casinha em Luís Alves, por onde o rio Araguaia passa, a uns 40 minutos de São Miguel. Então Natal é aquela mescla de parentada com amor, comida, com se-meu-tio-continuar-falando-eu-mesma-vou-aí-arrancar-a-língua-dele.

A vida se torna arrastada e ganha a velocidade que nunca deveria ter perdido. Ganha também umas picadas de muriçoca, mas mosquitos hematóficos não são poéticos, né, amigos, vamos deixar isso com Bram Stoker…

Um pedacinho do Araguaia procês (:
Um pedacinho do Araguaia procês (:

Me lembro de passar alguns dias  de férias no Araguaia desde sempre. Quando era criança, contava histórias de pescar piranhas para os amigos da escola, que olhavam com seus grandes olhos de bolinha de gude arregalados, histórias de passear com o vovô de bicicleta pela rua clara e escura (o que nada mais é do que uma rua com poste e outra sem hehehe), de fazer bolo com a vovó, de chupar picolé até congelar a boca na sorveteria da outra vó, de saber sobre garimpo antes dos sete anos, de andar num cavalo que chamava camelo, de viajar atrás da “caminhoneta”, que é como o meu avô fala, e ficar com o cabelo duro de poeira.

Família pode ser a coisa mais difícil de todos os feriados, mas é a coisa mais engraçada de todos eles.

– Truco ladrão seis mil!

– Ou, larga de ser burro, cê não pode pedir truco e seis mil, eu é que peço seis mil!

E eu nem incluí a quantidade de vezes que meu avô ligou o som por que meu pai e meu tio estavam tentando ser Tonico e Tinoco versão 2014.

Redação Minhas férias terminada, já podemos falar que hoje é o último dia do ano! Dezembro acabou e eu quero concluir o assunto que começamos no início do mês: O Deus que limpa (aqui estão todos os textos sobre o assunto: 1, 2, 3, 4 e 5).

Como foi intenso passar por esse mês! Eu estava tendo uma daquelas conversas mentais com Deus, tentando entender como terminar esta série, e uma coisa puxou a outra (como uma daquelas vezes que a gente está conversando sobre o trabalho com o melhor amigo e, no final, está falando sobre miojo) e comecei a me lembrar de um vídeo em que uma mulher faz um quadro de agradecimento e coloca uma nota todas os dias, com uma palavra ou sentença que explica por que ela é grata aquele dia. E o meu primeiro-dos-últimos pontos sobre o Deus que limpa é gratidão.

1- Sejam gratos pela limpeza

Este é o dia em que o Senhor agiu;
alegremo-nos e exultemos neste dia.
Salmos 118:24

Obrigada, Eterno, porque o Senhor nos ensina até quando temos que ser agradecidos.

Sim, quando Deus passa um mês inteiro mexendo isso daqui para ali e nos ensinando o que devemos jogar fora, nós devemos ser gratos. Mostrar ao Senhor o quanto nós apreciamos a boa obra que tem feito em nossas vidas é EXTREMAMENTE IMPORTANTE. A palavra diz em Hebreus que “já que estamos recebendo um Reino inabalável, sejamos agradecidos”. Eu creio que recebemos uma mudança que não retrocederá, e por nos tornamos mais parecido com Cristo nós devemos ser gratos.

A gratidão coroa o que está sendo estabelecido sobre a sua vida. Quer aprender a ser grato? Corre para o livro de Colossenses (fica no novo testamento, mais para o finalzinho). Para mim, Colossenses é um grande manual da vida cristã escrito por Paulo, ali ele menciona a gratidão diversas vezes, não de uma forma inalcançável, mas como um ato diário, extremamente natural.

Portanto, assim como vocês receberam Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele, enraizados e edificados nele, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão.

Colossenses 2: 6 e 7

Diga para o Senhor o quanto você agradece pelo mês em que Ele te limpou e te preparou para coisas maiores, aproveite para agradecer pelo ano que se passou, porque por mais difícil que 2014 tenha sido, estamos bem obrigada e prontos para ficarmos melhores.

O meu segundo-dos-últimos pontos-agora-último-mesmo atende por humildade.

2- A limpeza precisa trazer humildade

Se você já leu Provérbios com certeza já viu várias passagens que nos ensinam sobre a importância de sermos humildes de coração. Maaas,  humildade é aquela característica difícil de explicar – ela não se limita pelo “que isso, não foi nada” quando alguém elogia seu trabalho! – e, por isso, difícil de se aproximar e praticar, adicione uma complicação extra: somos estimulados a sermos orgulhosos diariamente. E o orgulho é coisa complicada, ele gruda em várias partes da gente e nos impede de vermos o quão incrivelmente estúpidos temos sido.

Quando a limpeza de Deus vem, o primeiro lugar em que ela nos atinge, na maioria das vezes, é em nossa arrogância. Isso porque a origem do orgulho data da queda de Satanás: “Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades no Norte” (Is 14.13). Quando eu sou orgulhoso, como eu posso verdadeiramente pedir perdão e me aproximar de Deus? É necessário se tornar humilde para lidar com o pecado, com você mesmo e com os outros.

Outra razão pela qual Deus precisa no ensinar a sermos humildes na limpeza é que nós conseguimos esconder nossa arrogância muito bem das pessoas que poderiam nos orientar nas nossas igrejas e células. Deus conhece nosso interior verdadeiramente e vocês se enganam se acham que Ele não se importa com nosso orgulho-mor. Quer ver só?

Reparando como os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhe uma parábola: Quando por alguém fores convidado para um casamento, não procures o primeiro lugar; para não suceder que, havendo um convidado mais digno do que tu, vindo aquele que te convidou e também a ele, e te diga: Dá o lugar a este. Então irás, envergonhado, ocupar o último lugar. Pelo contrário, quando fores convidado, vai tomar o último lugar; para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, senta-te mais para cima. Ser-te-á isto uma honra diante de todos os mais convivas. Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado

Lucas 14.7-11

Jesus nota sim quando somos orgulhosos: Reparando como os convidados escolhiam os primeiros lugares”. O evangelho é essencialmente sobre amar o outro, quando somos orgulhosos somos egoístas e essas duas características nos levam a um evangelho sem cruz.

A boa notícia é que após a limpeza podemos ver como Ele cutucou nossa arrogância. A boa notícia é que Jesus veio para nos transformar. “Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5:3).

Depois de nos tornarmos mais gratos e mais humildes, nós entendemos que a limpeza pode ter sido mais intensa neste mês, mas ela precisa ser diária. Que nós nunca guardemos nossos baldes, que nossas lamparinas tenham sempre azeite. 

Vamos orar?

Deus, obrigada por este mês! Estou muito feliz pela oportunidade que você nos deu de sermos limpos, curados e sarados. Cria em nós o hábito de nos preocuparmos sempre em sondar nossos corações, cria em nós a necessidade de nos parecermos contigo. E se ainda há duvidas de que a limpeza que o Senhor nos deu é para sempre, fale conosco, nos encha de fé, de coragem para nos tornamos o que tens sonhado. Nós te agradecemos por este ano que passou, pelo que vivemos, e também pelo próximo ano. Eu sou muito grata pelo blog, Jesus. Nós exaltamos o Seu nome, amém.


FELIZ ANO NOVO!

Como saber se minha limpeza não é passageira? (ou: Leituras do mês de dezembro)

{para ouvir enquanto lê}

É a segunda vez que faço um post deste tipo, mas já tô considerando pacas hahaha…

O primeiro post está aqui e nele eu recomendei três livros, um livro relacionado ao assunto do mês de novembro – O Deus que fala -, do pastor Bill Hybels,  outro de quadrinhos e uma biografia do Tolkien.

Neste mês, dezembro, eu não vou gravar um vídeo sobre as minhas indicações (porque acho que um vídeo por mês tá bom, né, gente? e eu me acho das mais estranhas gravando hehe), mas vou colocar aqui em baixo todas elas.

Primeiro, vamos a Leitura que complementa o tema do mês:

> Deus é Santo, de R.C. Sproul

Imagem retirada do site "Voltemos Ao Evangelho"
Imagem retirada do site “Voltemos Ao Evangelho”

Este livro é um ebook oferecido gratuitamente pela Editora Fiel, basta se cadastrar para recebê-lo por email. Mas, você também pode lê-lo online no site do Ministério Fiel. 


Existe um motivo pelo qual eu escolhi esse livro para este mês, em que estamos pregando limpeza em nossos interiores (leia os textos temáticos: 1,2,3 e 4). Qual é o motivo? Bem, quanto mais nós chegamos perto de Deus, quanto mais nos tornamos limpos, mais nós percebemos a Sua santidade.

O livro de Sproul começa nos falando sobre a oração do Pai Nosso e abrindo nossa mente para não pensarmos na frase “santificado seja o teu nome” apenas como uma frase de louvor, mas como palavras de petição. “Devemos orar para que o nome de Deus seja santificado, que Deus seja considerado santo. Há uma espécie de sequencia dentro da oração. O reino de Deus nunca virá se o nome de Dele não for considerado santo.”, Sproul diz na página 19.

O que nós entendemos de Deus, de sua pessoa e seu caráter afetará toda a nossa vida. Se nós virmos Deus como um cara mau e castigador, por exemplo, iremos viver de uma maneira específica e incompleta. Quando entendemos que Ele é santo e, portanto, não se satisfaz em maldades, nós começaremos a entender outra parte da personalidade de Deus: o amor. Entender a santidade de Deus nos leva a entender seu verdadeiro eu.

Logo em seguida, o livro me ganhou completamente. Ele começa a falar sobre Isaías, meu livro favorito da Bíblia, e um profeta incrível! Quando era criança Elias reinava soberano no meu pódio de profetas preferidos hehe, mas hoje, Isaías e ele dividem a posição (quanto ao livro da Bíblia não há par ou ímpar para ver quem ganha: Isaías disparado hehe). Sproul, um teólogo brilhante, o que para mim é a mistura de conhecimento bíblico sem mimimi e sem ar de superioridades, começa a relacionar ver a face de Deus versus verdadeira limpeza versus santidade. É lindo!

É claro que só seremos tão limpos a ponto de conhecer o rosto de Deus no céu (vendo só as costas do Senhor, Moisés já ficou dos mais satisfeitos!), mas Isaías tendo uma revelação dos céus e do Senhor já conseguiu entender o quão santo Ele era. Sabe como? Uma das formas foi ouvindo os anjos chamarem Deus de Santo por três vezes – na literatura hebraica isso tem um baita de um significado, uma ênfase que diz: é sério. Então, Isaías ficou desesperado, porque descobrindo a santidade de Deus, ele se viu completamente nu e não santo.

A verdade é que Isaías pirou, amigos. Ele usou a expressão “Ai!”, o que significava que realmente estava preocupado. (Se você quer saber mais sobre o uso dessa expressão, e garanto é uma explicação muuuuuito legal, baixe ou leia online a página 27, 28 e 29).

Isaías viu o que ele precisava arrumar em sua limpeza: seus lábios eram impuros. Eu acredito que Deus nos mostra o que temos que retirar de nossas vidas. Eu tenho vivido isso. Realmente este mês tem sido um tempo em que Deus tem falado sobre isso, através das mais variadas formas.

Sproul nos mostra no livro que Deus não só é santo, ele é cheio de graça, Ele viu como Isaías se sentia a respeito de si mesmo e desejou ajudá-lo.  “Mais o santo Deus é também um Deus de graça. Ele se recusou permitir que seu servo continuasse sem conforto. Tomou medidas imediatas para limpar aquele homem e restaurar a sua alma.”, explica o autor. E logo em seguida, ele mostra que um serafim tirou uma brasa quente do altar e purificou os lábios de Isaías. O interessante da versão de Sproul é que nesse momento, com a história de Isaías, ele é capaz de responder aquela dúvida que nos ataca vez ou outra: Como eu sei que eu vou continuar limpo e que isso não é passageiro? A pior coisa que existe é quando nós retrocedemos, isso causa frustração, desconfiança. Então, quem já passou por isso (praticamente todos nós) de vez em quando se questiona se essa nova versão veio para ficar. Sproul explica que Isaías nunca mais retornou a ser quem era – o homem de lábios impuros – porque Ele passou por um verdadeiro arrependimento.

MAS AFINAL DE CONTAS, O QUE É UM VERDADEIRO ARREPENDIMENTO?!

Eu já me perguntei isso váaaaaarias vezes… E hoje, eu defino o arrependimento como: a pior dor do mundo. Não se compara com o “desculpa” que a gente solta quando pisa no pé de alguém. Não se compara com o “perdão” quando a gente machuca um colega. É uma dor inexplicável, é como se sua alma se partisse em duas e você se sentisse completamente inválido. É a certeza de que você não tem a habilidade para tornar aquilo decente de novo. É a vontade de se debater no chão. Não com autopiedade e remorso, mas com o desejo de que o eixo do mundo volte. O arrependimento é tão dolorido quanto a brasa queimando os lábios de Isaías. “Sua carne queimada por um breve segundo trouxe uma cura que se estenderia por toda a eternidade”, Sproul diz e, meu Deus, me derrete completamente!

Como você sabe que você nunca mais vai retroceder da sua limpeza? Bem… você simplesmente não quer voltar a ser quem era NUNCA MAIS. E Deus também não deseja que você seja seu velho você, a Bíblia fala em Salmos 103 que “Tão longe quanto é o sol nascente do sol poente, Ele nos separa de nossos pecados.”

No próximo capítulo, Sproul começa a ampliar o significado de santo (se você vê santidade apenas como pureza, prepare-se), e compara nossa relação com essa característica como a que temos com um filme de terror: curiosidade que nos leva a ver, medo que nos leva a tapar os olhos.

Viu só como você precisa começar a ler esse livro? Eu nem saí das páginas iniciais e a gente já está falando sobre tanta coisa maravilhosa! É sério, não há como fazer uma pequena resenha sobre o volume de Sproul, ele é um daqueles que você precisa reler e anotar. Por favor, leia!

Indicando mais leituras

Eu não sei o que me dá em dezembro que eu abandono minhas espadas e sangue e finais-tristes-pra-caramba e compro romances românticos (ou quase). É quase um fato comprovado pela universidade (inserir nome em inglês de universidade), se você olhar a data dos meus livros mais uma-história-de-amor (ouvir as palavras sublinhadas com a voz do cara das propagandas da sessão da tarde)  eles terão sido comprados em dezembro. Então, minhas indicações a seguir são de encher o coraçaauum, mas sem muito exagero.

Anexos, de Rainbow Rowell 

anexos
Um coração para vocês entrarem no meu clima de dezembro, hehe!

Não posso começar a explicar como a Rainbow tem o tom certo nos seus livros. É aquela empatia automática. A escrita dela desliza, assim como os meus dedos que acabaram esse livro em três dias. Não dava para largar. O livro conta a história de Beth Fremont, jornalista que escreve sobre cinema, Jenniffer Snyder, revisora do mesmo jornal, e Lincoln, recém-contratado para ler os emails, digamos, estranhos dos funcionários.

O livro começa no final dos ano noventa e o jornal havia acabado de trocar as máquinas de escrever por computadores e aí faz todo sentido contratarem uma pessoa para filtrar os emails, porque os administradores pensavam que os repórteres não trabalhariam mais, ficariam na internet conversando entre eles mesmos, vendo pornôs ou fazendo nada. Lincoln quando aceita o trabalho não faz ideia de que seria um stalker, mas pensava que era algo relacionado a TI. Ele acha o trabalho muito estranho, não gosta nada da ideia de espionar os outros, mas fica por lá, trabalhando no turno da noite.

Ele faz uma seleção de palavras consideradas impróprias para o trabalho e todo email que possuir alguma delas cairá em sua caixa e ele então lerá e enviará uma notificação do tipo pare-de-falar-sobre-isso-no-trabalho-grato. Maaaas, o legal é que os emails da Beth e da Jennifer sempre são filtrados e acabam sendo lidos por Lincoln, que nunca conta para o seu superior porque ele acaba se envolvendo na história das duas amigas, que contam suas vidas, seu cotidiano, suas confusões e suas coisas absurdas (das quais me identifiquei muito hehehe!). Lendo praticamente diariamente as conversas dessas mulheres, Lincoln acaba se apaixonando por Beth.

O que é mais legal é que praticamente tudo o que nós sabemos das duas personagens femininas principais nós aprendemos nos seus emails, no diálogo frenético que elas travam uma com a outra. Esses capítulos de emails são intercalados por outro capítulo de narrativa convencional que conta a vida de Lincoln, um homem solteiro que voltou da faculdade (e outras formações mais) para a casa da mãe.

Como eu trabalhei em um jornal no período da noite – chegava sete e saia depois da meia noite – eu me identifiquei com muita coisa! Mas o livro continua muito bom se você nunca trabalhou em uma redação (sorte a sua hehehe!). Os diálogos são afiados, as referências são ótimas, é aquele livro vida real, que você pode ler as frases em voz alta e não se sentir idiota, pensando “meu Deus, pessoas normais não usam essa palavra”.

A capa é linda, assim como todas as capas da Rainbow, e é bem parecida com a de Eleanor & Park, o livro mais famoso dela por aqui (que é muito legal também!). A diagramação é normal – você não vai encontrar surpresas dentro do volume – e as páginas são amareladas (benza Deus hehehe).

Vamos falar de preço… Gente, é aquele velho preço de sempre, na casa das trinta dilmas. Quando comprei ele havia acabado de ser lançado e paguei R$ 40,00 (desesperación para ler), mas olhando os valores nas lojas virtuais para colocar os links, vi que ele já está R$ 10,00 mais barato e, caso você goste de ebook, é possível comprá-lo por vinte e pouco.

Versão Física – opção 1/ opção 2

Versão Digital  – opção 1/ opção 2

Onde terminam os arco-íris, de Cecelia Ahern 

onde terminam os arco irisQuero começar contado que preferi a versão digital desse livro, porque eu e as livrarias não estávamos nos entendendo. Eu tinha visto resenhas desse livro na internet com esse nome meio blé e que sinceramente não me chamou atenção, mas lendo o que as pessoas tinham falado há muito tempo atrás e agora de novo – com o lançamento do filme, que não posso indicar ou xingar muito no twitter porque não vi – eu quis muito ler. No entanto, o universo estava achando esse processo de comprar muito fácil, acontece que o nome do filme em inglês é Love, Rosie e em português é Simplesmente acontece (mais uma tradução baaais ou beeeenos pra gente, que alegria) e para o deleite geral da nação o livro também passou a ser chamado Simplesmente acontece e Love, Rosie (versão americana) e Where the rainbow ends (versão inglesa). GENTE COMO COMPRA UM LIVRO QUE TEM QUATRO NOMES?!

Depois de toda essa confusão, eu achei o livro em ebook e foi esse mesmo.

Bagunças a parte, eu realmente gostei do livro! Ele é todo contado em bilhetes, cartas, emails, recortes de jornal, mensagens de texto… Ele narra a história de dois melhores amigos desde a infância em Dublin, Irlanda, até suas vidas tomarem rumos diferentes. Rosie continua em Dublin, tem uma filha ainda na adolescência, enquanto Alex se torna médico e muda para os Estados Unidos. Eu não sei muito bem se posso falar mais da trama do livro, porque o legal e ir lendo e morrendo de raiva, de rir, de querer ser a melhor amiga da Rosie e da Ruby e de chorar (ok, não dá para morrer de chorar, dá um arranhão uma vez ou outro na garganta). Mas como reli o que escrevi e ficou bem não-da-para-entender-a-história, vou colocar a sinopse oficial:

“O que acontece quando duas pessoas que foram feitas uma para outra simplesmente não conseguem ficar juntas?
Todo mundo acha que Rosie e Alex nasceram para ser um casal. Todo mundo menos eles mesmos. Grandes amigos desde criança, eles se separaram na adolescência, quando Alex se mudou com sua família para os Estados Unidos.
Os dois não conseguiram mais se encontrar, mas, através dos anos, a amizade foi mantida através de emails e cartas. Mesmo sofrendo com a distância, os dois aprenderam a viver um sem o outro. Só que o destino gosta de se divertir, e já mostrou que a história deles não termina assim, de maneira tão simples.”

Eu gosto muito de personagens como a Rosie – irônica! -, porque ela me lembra a Lorelai, do finado e maravilhoso seriado Gilmore Girls, e como eu amo dona Lorelai Gilmore! Apesar de ter pontos de giro meio novelão, é um livro com problemas de gente normal e com romance de gente normal.

A capa não me chamaria atenção na livraria (nem essa acima, nem a capa nova, com o poster do filme), mas é um daqueles livros que surpreendem, que a gente não espera muito e de repente não se vê sem comentar sobre ele com os amigos. A autora ficou famosa com PS: Eu te amo, mas fica tranquilo, não é um volume sobre morte e chororô, é um livro bom de dezembro.

Preço de sempre, amigos. E, mistério do nome resolvido, vou colocar links de livros físicos aqui em baixo.

Versão Físicaopção 1/ opção 2

Versão Digitalopção 1/ opção 2 (kindle)

Não largue o rodo ainda (ou: Paulo e meus pés vacilantes)

{Para ouvir enquanto lê}

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Quando nós atravessamos o Jordão para nos limpar, dá vontade de desistir algumas milhares de vezes. Mas olhe para o alvo e continue.

Sempre que eu duvido que exista um final para a minha faxina interna (O Deus que limpa é o nosso assunto do mês, leia os textos 1,2 e 3), e meus pés começam a ter medo de dar um próximo passo, eu encontro esperança nas palavras de Paulo, em suas cartas aos Coríntios. Corinto era uma igreja difícil – cheia de orgulho, contenda entre doutrinas e pecado -, mas depois de algumas boas broncas, Paulo sempre encorajava os cristãos daquele lugar a permanecerem firmes.

Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na fé, sejam homens de coragem, sejam fortes.
1 Coríntios 16:13

Sempre que leio o verso acima, imagino ele sendo dito em uma espécie de saudação, onde um líder grita: “sejam firmes, corajosos e fortes!” e, então, um “urra” seguido de espadas em riste fecha a história em alto som. Não se parece em nada com a realidade física de Paulo – que estava com papel na mão, escrevendo uma carta e desejando ter uma caneta Bic para facilitar aquele processo -, mas, quem sabe minha imaginação não se assemelhe com o espírito do apóstolo? Quando somos animados pela palavra de Deus, nossos espíritos se enchem de fôlego e vinho novo, estamos prontos para urrar e levantar nossas espadas novamente para, enfim, chegarmos ao outro lado do Jordão, terminando nossa faxina.

Este texto é só uma lembrança para você que decidiu começar a sua limpeza neste mês: fique firme. Não importa se é embaraçoso, dolorido, se te faz acordar às 4 da manhã e chorar sobre sua Bíblia como se fosse necessário regá-la todos os dias.

Eu quero apertar suas mãos, olhar bem nos seus olhos (se sinta encarado pela sua tela do computador hehehe), e gritar: sejam firmes, corajosos e fortes!

Ouçam as músicas abaixo (ambas legendadas) e as tomem como oração.


PS: enquanto vocês leem este post agendado, eu estou ao lado do Rio Araguaia, por isso, se eu não respondi o email de alguém esta semana, eu estou voltando jázinho com um tanto de amor de vó para responder e desejar força para todos. Já posso dizer que amo todos? Um ano e pouco de blog permite? hehehe! Beijos goianos procês ❤

[Faltam 5 dias para o Natal]

Marcos Almeida me fazendo polemizar neste blog (ou: Palavras hebraicas para a adoração e louvor)

Este texto não faz parte dos posts temáticos do mês, para lê-los clique aquiaqui e aqui.


{Para ouvir enquanto lê}

Eu me lembro da primeira vez que o meu avó materno – a pessoa mais lindamente do contra (beijo, vô, daqui um dia estou chegando no seu Araguaia) – me perguntou o que eu fazia fora da igreja e porque eu não lia essa bendita Bíblia SÓ na igreja. A resposta pulou de mim sem nenhum empecilho, como se ele tivesse perguntado meu nome:

– Porque o evangelho faz parte de todos os pedaços da minha vida, não tem fora da igreja.

Ele balançou a cabeça e me implicou mais um pouco, mandando eu parar de filosofar sobre Deus e ir para piscina.

E aí eu fiz 15, 16 e pulei para os vinte anos, cada vez mais atraída por esse pensamento. Todo dia menos preocupada em parecer gospel, mas totalmente comprometida com o evangelho. (E veja bem, isso não é um desrespeito ao mandamento de evitarmos a aparência do mal).

Se você me lê já sabe que eu acho que a minha fé não está no meu vocabulário crente, minha fé está em absolutamente tudo mais: na forma como eu acordo, como eu reclamo, como eu amo o outro – em todos os amores possíveis – como eu trabalho, como eu planejo o meu dia…

Sendo assim, dividir a vida em música “de Deus” e música em que Deus está presente, não faz sentido para mim… É claro que precisamos ter canções que nos impulsionem diretamente na igreja, que nos ajudem a gerar fé, que facilitem o contato com Deus (eu sou team espontâneo da Bethel, amigos, basta ver a quantidade de vezes que falo sobre canções que falam explicitamente sobre e com o lindjo Espírito Santo), mas eu realmente acredito que Deus está em uma música que você compôs sobre… bem, sobre um passarinho. Ela não precisa ter aquele selão “música de crente”, ela precisa ser feita por você, que entende que sua vida cristã, na verdade, são todas as áreas da sua vida. Você pode falar sobre alguma parte besta do nosso cotidiano ou sobre quem você ama e ainda sim demonstrar que o seu coração se derrete pelo Altíssimo.

E estou falando isso por que, minha gente? Porque Marcos Almeida lançou uma música nova sobre o Natal e me fez pensar sobre tudo isso de novo hahaha…  Se você não conhece o cara, mas conhece o trabalho do Palavrantiga, você conhece um pedacinho do cara. Agora, com novos projetos (acesse o Nossa Brasilidade), ele tem falado bastante sobre o evangeliquês e o que o Espírito pode fazer se nós falarmos português nas músicas.

marcos

“A gente recebe algumas críticas. A primeira vista parece alguma coisa muito “carnal” muito “pensado”, mas a gente vê que é um movimento que o Espírito Santo está fazendo no Brasil. Existem muitos grupos que vieram desse meio da cultura gospel que não estão mais relacionados ao movimento, como a Lorena Chaves, a Lilian Soares, o Bruno Branco, alguns músicos do Nordeste e também de Brasília que não usam esse vocabulário. Acredito que o gospel é mais uma forma de comunicação do que um estilo de música. O gospel tem o seu linguajar. O “Nossa Brasilidade” está tentando aproximar mais com o vocabulário de “rua”, mais com o “português” do que com o “evangeliquês”. Se fosse resumir, diria que o nosso projeto são artistas cristãos falando em português”, Marcos disse em uma entrevista para o site da Lagoinha.

Talvez você possa estar pensando que isso é uma maneira de se esconder, de não falar claramente a mensagem, mas sabe, eu não acredito nisso não. Eu creio num Deus poético e mais, em um Deus que nos dá liberdade para sermos poéticos. Vamos pensar em Davi, quer um homem que sabia mais sobre ser extremamente derretido e construtor de metáforas e, ao mesmo tempo, sabia quando ser guerreiro e observador das realidades espirituais? Ele não escondia o seu Senhor, ao contrário dos soldados do Rei, todos escondidos, com medo de Golias. “Então, quando você trabalha com a canção, fica escancarado sua confissão de fé. Quem conhece as nossas músicas sabe que não estamos tentando ser simpáticos com o mundo. Estamos provocando muitas coisas, mas com beleza, poesia e na língua corrente das ruas e não nos jargões evangélicos.”, Marcos afirma, ainda em entrevista para o site da Lagoinha.

Na parte hebraica da Bíblia, a palavra adoração, na verdade, são várias palavras. Então, por que não termos vários tipos de canções que nos levam a diferentes tipos de louvores? Não é mais do que natural? Eu tenho lido sobre isso há alguns meses (e escrito as sete palavras em cadernos e nos braços, não se assuste caso me encontre riscada hehehe) e descoberto que nós podemos exaltá-Lo de mais formas do que temos feitos.

Vou listar resumidamentíssíssimo  as palavras:

HALAL: falar bem do Eterno. Sabe quando a gente tá tão entusiasmado ou agradecido que precisa falar alto que Ele é bom?

YADAH: erguer as nossas mãos, em um local de dependência completa de Deus.

TOWDAH: levantar as mãos com ações de graças, não só por tudo o que já recebemos, mas pelo que iremos receber. Pode ser considerado um louvor gerador de fé, que nos livra de sermos amargos, de culparmos o outro, de não sermos gratos.

SHABACH: é a palavra para o júbilo, para quando gritamos e nos alegramos Naquele que venceu o mundo.

TEHILLAH: eu absolutamente amo os salmos que têm essa palavra! Porque eles falam de cantarmos uma canção nova – algo que você não tenha decorado. Ou seja: essa é a parte da adoração em que Deus tem liberdade de agir através de nós e aí nós colocamos em palavras nossa relação de amor com o Senhor (já tô suspirando aqui, e vocês?).

BARAK: adorarmos de joelhos, expressando verdadeiramente o que temos presenciado em Sua presença.

ZAMAR: louvar e adorar tocando algum instrumento, fazendo melodias.

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Estudar as palavras hebraicas para o louvor e a adoração amolecem meu coração. Entender exatamente o que os salmos dizem é tão intenso que, de alguma forma, agita uma parte de mim que só quer gritar e cantar e me prostrar diante Dele. Quero enfrentar tudo em adoração, Deus, porque se eu puder te ouvir cantar, meu Rabbi, se eu tiver a certeza de que estou um dia a menos de ver suas bochechas musicais, tudo fica mais ‘engulivel’. Você é todo o som dos meus dias e eu quero aprender a te dizer isso de segunda a segunda, ate que não haja mais tempo para contar.

Eu já não sei se eu me fiz clara ou não adicionando essas sete palavras ao texto (hehehe), o que queria dizer é que o clipe novo do Marcos Almeida sobre nosso natal cheio de sol e Deus me fez sorrir e pensar em como Deus nos aprecia. Não só pelo que podemos fazer por sua obra, mas pelo que Ele colocou em nós: poesia.

Assista o vídeo responsável pelas 1182 palavras do post:


[Faltam 07 dias para o Natal]

Mentiras sinceras não andam me interessando não

{Para ouvir enquanto lê}

Por aqui, eu continuo escrevendo sobre o tema deste mês – O Deus que limpa – enquanto não consigo terminar um capítulo de uma outra história com espadas, mas sem dragões… Se você leu os outros posts (o primeiro está aqui e o segundo aqui) sabe que tenho comparado a limpeza de Deus com nossa boa (?) e velha faxina. Hoje, eu gostaria de compartilhar algumas verdades não tão verdadeiras que foram removidas assim que os móveis foram voltando para os seus lugares dentro de mim.

Eu comecei a pensar sobre isso deitada, encarando minha lâmpada, que pisca de tempo em tempo mesmo apagada, como aquele último reflexo do peixe que você pescou há alguns minutos; estava ouvindo algumas palavras no WorshipU (sei que tenho falado muito sobre, mas não dá para evitar), genuinamente impressionada com o conhecimento de Deus que aquelas pessoas possuem, quando a Christa Black (de novo a lindja da Christa Black) faz um desafio:

– Pergunte a Deus coisas que não são verdades sobre a sua vida e sobre Ele mesmo.

Bem, antes um pedacinho de contexto sobre a palavra maravilhosa que estava ouvindo… Christa estava falando sobre como muitas vezes algumas ideias erradas sobre o evangelho e sobre Deus se tornam tão arraigadas em nós que até mesmo a nossa leitura da Bíblia fica prejudicada. Com essas sentenças em mente e com o desafio lançado, eu perguntei para Deus o que eu tinha entendido errado e, infelizmente, cristalizado em mim. Pois bem, Deus não me respondeu naquele dia, eu não diria que foi totalmente culpa Dele hahaha, porque eu terminei de ouvir a lição, desliguei o computador, comecei a orar e dormi entre a parte do “me sonda” e “me faz ver”.

Nos dias seguintes, não dei muita atenção ao assunto, gravei o vídeo do primeiro episódio da TV Hilário e comecei um tema novo no blog. Assim que Deus foi me dando os assuntos para os posts e eu fui fazendo meu checklist mental, Ele me jogou de uma vez um tema:

– As mentiras que vão embora quando a limpeza vai acabando.

Bum. Eu lembrei da Christa. Na hora veio aquele sentimento de gratidão que só quem gosta de ser ouvido (qualquer um na terra) entende.

– Você dorme, mas eu não.

Ok, Deus, foi sem querer.

E aí eu comecei a juntar dali e daqui os assuntos que vou colocar neste texto. Algumas mentiras você pode ler e pensar: como é que essa menina achava isso, pela barba de Abrãao?! Eu ia responder com a frase tradicional do meu pai – “cada um no seu cada qual” -, mas nem vou, ao contrário, vou relembrar que escrevo por aqui para você entender que não existem obviedades na vida (vai falar que você já não pensou que o computador do seu trabalho estava queimado e meu-Deus-e-agora-tudo-tá-ali, mas lembrou de apertar o cabo de trás e ele ligou? hehe).

Pois bem, vou enumerando e explicando, então, porque minhas mentiras sinceras não andam me interessando mais (Cazuza, é só intertextualidade, relaxa):

1 – Eu nunca vou conseguir sair dessa situação.

Resposta: 

A gente fala que Deus é poderoso e grande e majestoso, mas vez ou outra bate aquela coisa: ah, não tem jeito, é assim mesmo…

Nos dias de limpeza, Deus me mostrou que Ele é gigante e esperarmos Nele trás não só a saída para a nossa situação/crise/pecado, mas alimenta nossa fé e nos faz conhecê-Lo profundamente. Junto com essa mentira, veio uma nova verdade: Deus é muito muito grande e age por suas regras já pré-estabelecidas, então, antes de assumir uma posição de desânimo, eu devo procurar como devo me portar naquela situação, quais são as leis de Deus para aquele momento. Confissão? Jejum? Oração? Buscar mais conhecimento? A Bíblia é o grande manual de como encontrarmos essas respostas e termos um líder ou um irmão próximo na igreja pode ajudar bastante, porque talvez ele saiba exatamente a passagem em que você precisa se basear nesses dias.

Algumas situações são mais difíceis, nos levam a bater e não só a pedir e buscar, mas não diminua o tamanho de Deus, porque isso só te distancia da solução. E não se engane, nós diminuímos o poder do que Ele pode fazer todas as vezes que aceitamos uma realidade horrível na nossa vida só porque “ah, é assim mesmo, não dá para mudar”.

O Bispo Rodovalho tem um livro chamado Batalha Espiritual bem no seu início ele recria uma cena do céu, colocando imagens da Bíblias em linguagem de romance, mostrando os anjos que teriam acesso ao trono e gente… NÃO DÁ PARA SE CANSAR DE LER AQUILO. É muito rapidinho, ele logo começa o estudo, mas a leitura daquelas poucas páginas de um ficção celestial já nos dá uma ideia de QUÃO GIGANTE E PODEROSO é Deus. Dá até um frio na espinha, como diria minha vó bonitinha. A gente está acostumado com a normalidade da vida, mas Deus opera em outro nível… Eu fico imaginando Ele no trono, toda a hierarquia celestial funcionando, a noção de tempo completamente inexistente… Como nós podemos achar que nossa situação, que não é sequer do tamanho de um planeta, possa ser um assunto que não faz parte da abrangência de Deus?!

2 – Eu sou uma pessoa difícil quando o assunto é me relacionar com gente muito diferente de mim

Resposta: 

Troféu bobeira-mor vai para quem, amigos? Para mim.

– Não, você não é difícil, só é muito medrosa.

Se você acha que Jesus é só gracinha nesse blog, puufff… Ele me dá umas respostas, às vezes, que me deixam sem saber o que falar depois… Geralmente tento quebrar o gelo – bom dia aí, Altíssimo, tá de parabéns com esse bom humor de hoje -, e em seguida peço mais explicações. É uma boa receita, 65% de chance de dar tudo certo e Ele continuar a falar (hahaha).

– Por que você acha que gosta daquela igreja barulhenta? Da equipe que tem bumbo? De olhar os meninos loucos para o batismo acabar para poder pular na piscina? – Ele continuava me perguntando.

Completude. Porque todas elas me complementam.

– Graças a mim mesmo, começamos a trabalhar agora, Natânia.

E aí, lá foi uma pessoa que só teve uma matéria de psicoanálise/psicologia na faculdade ~~estudar~~ a Teoria das Personalidades. Porque é assim que eu funciono, não tem jeito, preciso ler alguma coisa, ouvir alguma coisa, para terminar de montá-la em minha mente. E não é que a tal da teoria – não vou nem correr o risco de explicar direitinho, se você quiser um resumo resumido leia aqui – me mostrou como os complementos da vida são bonitos e difíceis e bonitos de novo?! (No meio da minha busca pelo tópico achei uma psicóloga cristã, Kedma Nascimento, falando sobre os tipos psicológicos e os relacionando ao casamento, eu não conheço o programa, mas recomendo o episódio se você quiser alguém explicando os tipos de forma didática).

Mas é claro que não foi apenas a teoria a responsável por mudar a minha mente de uma hora para a outra, toda a limpeza que Deus fez me mostrou o quanto eu deixaria de crescer se ficasse na minha eterna zona de conforto, cheia de pessoas iguais a mim, e mais: o quanto eu queria essa diferença.

Às vezes, nós tomamos decisões e moldamos nossa mente por causa do medo do outro, mas o evangelho é tão maravilhoso que nos mostra que nosso mundo não pode caber dentro da gente mesmo, ele precisa se esticar até envolver o outro, que, por sua vez, vai se esticar e envolver você.

Deus sempre me traz a memória um amigo muito diferente de mim, mas por causa do tempo de convivência e da vontade de que a amizade permanecesse, nós aprendemos a combinar nossos tipos. E, gente, é muito engraçado. No final das contas, entender que o outro é diferente, mas que CALMA NÃO CRIEMOS PÂNICO, PAROU DE SURTAR AGORA, é bom demais da conta (goianidade).

Essa mentira sincera precisou de limpeza, de Deus mostrando as coisinhas antigas – “isso aqui oh foi besteira, tal pessoa é ótima, vai dar tudo certo, para de achar que tudo vai sempre dar tão errado” -, de um pouco de pesquisa e de uma decisão: não quero mais essa antiga verdade para mim não, obrigada.

03 – Segundas chances? Acho que não.

Resposta: 

No meio deste ano eu fiquei obcecada com as histórias sobre segundas chances que aparecem na Bíblia. Eu queria escrever um post enorme sobre isso, mas não dava para ser romântica sobre um assunto que eu não carregava com verdade no meu coração. Esperei.

– Eu tenho pânico mortal de tudo que não funciona da primeira vez, Deus.

– Jesus foi o plano B.

– Deus, Jesus é ótimo, mas como eu devo colocar isso em prática? Eu devo simplesmente fingir que eu não estraguei tudo da primeira vez? Devo insistir?

– Jesus não fingiu, ele consertou.

– Deus?

Eu queria falar que segundas chances doíam, mas não dava para dizer isso para alguém que entregou o filho para morrer… É claro que, às vezes, elas doíam!

– Eu não me arrependo um só segundo da segunda chance que eu dei para vocês.

Falar disso com Deus, para mim, tem um tom diferente de falar disso com Jesus. Tratar disso com o Filho é sempre correr e se jogar nos braços Dele e chorar e olhar para as mãos Dele e agradecer e me derramar… Falar disso com Deus é lidar com um cara que fez uma to do list durante anos para entregar o próprio filho para morrer, a Bíblia faz metáforas do cordeiro imaculado bem antes que todo o sangue de Jesus se esvaísse, ou que Ele tivesse nascido.

Deus não somente aceitou dar uma segunda chance para as mesmas pessoas, Ele PLANEJOU  todo o processo da nova tentativa de nos devolver ao plano original.

Como não remover essa mentira cristalizada de mim, se a minha dívida é maior do que qualquer uma que eu venha a perdoar ou ser perdoada (maioria dos casos, né, minha gente) nessa vida terrena?

Segunda chance? Vamos lá.

04 – Todas as frases feitas devem ser verdade: Músico na igreja dá trabalho, as pessoas não estão interessadas mais, trabalhar com esse tipo de gente só funciona assim ou assado

Resposta: 

Esse tópico serve para todas as mentiras generalistas que eu tinha em mim sobre o ministério baseado em opiniões alheias que a gente vai ouvindo durante a vida…

2633696209_THIS_IS_A_LIE_answer_1_xlargeUm exemplo de como elas não tem pé nem cabeça? Como eu posso acreditar que músico SÓ dá trabalho? Isso para mim sempre soava ridículo, mas, às vezes, eu me via voltando para lá, por que eu ouvi isso quando eu era menina e (inserir uma história chata aqui).

Eu sabia que não podia acreditar naquilo por um monte de razões, como: há pouca coisa nessa vida que eu gosto mais do que música, porque música é minha forma mais fácil de entrar na presença de Deus, porque eu absolutamente amo ficar tocando BEM MAL no meu quarto e conversando com Deus (eu já até postei os resultados aqui), porque eu tenho zilhões de músicas espalhadas no computador, porque os Beatles estão me olhando quando vou dormir do seu quadrinho, porque uma das coisas que eu mais queria nesta vida era ir para o college da Bethel, porque eu não realizo nenhuma atividade diária sem fone (exceto as vitais), porque eu achava o banda Koinonya a melhor coisa de todos os tempos quando era menor, porque eu passo as madrugadas ouvindo como os compositores das grandes igrejas criam canções, porque eu queria uma semana em cada pedacinho de New Orleans ouvindo gaita, porque Clair de Lune é a melhor coisa já inventada.

Ufa.

A cada célula que o Espírito se choca contra mim enquanto adoramos eu sei que essas generalizações são balela (estou vintage).

Se você tem ouvido que todo mundo na sua família não conseguiu ir muito além do que isso ou aquilo no ministério, que jovem não pode ajudar muito porque não tem constância, que os adultos não querem saber mais disso, que há jeitos de servir a Deus que são mais importantes do que outros, reflita sobre essas verdades que parecem naturais para o nosso inconsciente coletivo protestante (eeewwww) e deixe que a limpeza de Deus acabe com elas.

E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará.
João 8:32

Vamos orar?

Senhor, eu coloco em Sua presença todos aqueles que decidiram limpar seus corações neste mês. Eu sou muito grata, porque o Senhor se importa conosco e destrói nossos problemas! Venha sobre o Seu povo, Eterno, destruindo todos as mentiras que nós cultivamos como verdade, Deus mude a nossa mente para que enxerguemos a SUA verdade, ilumine nosso interior com a novidade de Cristo. Assim como a Christa orou, eu faço agora: mostre para os Seus filhos as ideias que eles precisam renovar. Nós te amamos e agradecemos, em nome de Jesus, amém.

A partícula mais amável do universo (ou: Bendiga a Ele)

Salmos

{para ouvir enquanto lê}

O terceiro texto com o tema deste mês – O Deus que limpa – já está quase pronto, mas eu decidi não postá-lo hoje não (os outros dois estão logo abaixo 🙂 ). Neste sábado fresquinho, eu só quero bendizer a Deus, só quero imaginar que sou um salmista e passar o dia ordenando a minha alma que proclame a grandeza de Deus.

Sabe quando éramos crianças e começávamos a pensar: e se Deus não tivesse inventado o mundo? E se Ele não houvesse criado os homens? Isso sempre me dava uma proporção de como somos pequenos, tudo o que nós nos vangloriamos de termos inventado – todas as nossas teorias mais complexas – seria reduzido a nada se o Eterno tivesse decidido viver só com o Espírito e com o Filho. Contudo, essa lógica também aquece meu coração, porque ela me faz eufórica ao dizer: Ele escolheu nossa companhia!

E aí não tem como não expressarmos nossa gratidão, não há possibilidade da minha alma não se derreter e gritar: Eterno, Eterno, sua grandeza jamais será entendida completamente por mim – que não consigo a abstração necessária nem para pensar em uma vida sem tempo -, mas não é por isso que eu não vou anunciá-la e cantá-la e dizer que você é a partícula mais amável do universo.

Eu fecho os meus olhos e me arrasto para perto de Ti. Eu te abraço e te digo todas as coisas que aprendi com Davi:

Ó minha alma, fale bem do Eterno!

Da cabeça aos pés bendirei teu santo nome!

Ó minha alma, fale bem do Eterno,

sem esquecer nenhuma benção!

Ele perdoa seus pecados – cada um deles.

Cura suas doenças – todas elas.

Redime você da cova – salva a sua vida!

Coroa você com amor e misericórdia – uma coroa muito desejável.

Envolve você com bondade – beleza eterna.

Ele renova sua juventude – você é sempre jovem na presença dele.

O Eterno faz tudo dar certo.

Ele restaura as vítimas.

Ele mostrou a Moisés como levou a cabo sua obra,

escancarou seus planos para Israel.

O Eterno é pua misericórdia e graça: não se irrita facilmente , ele é rico em amor.

Ele não implica nem repreende sem motivo,

nem guarda rancor para sempre.

Ele não nos trata como nossos pecados merecem,

nem nos paga de acordo com nossos erros.

Tão alto como o céu acima da terra,

é o seu amor para com os que o temem.

Tão longe quanto é o sol nascente do sol poente,

ele nos separa de nossos pecados.

O sentimento que os pais têm pelos filhos

o Eterno tem por aqueles que o temem.

Ele nos conhece por dentro e por fora,

sabe que somos feitos de barro.

O ser humanos não vive muito: é como a flor silvestre, que brota e floresce,

mas é destruída pelo temporal sem deixar vestígio de sua passagem por aqui.

O amor do Eterno, de qualquer forma, é para sempre,

acompanha eternamente os que o temem.

A eles e a seus filhos,

quando seguem o caminho de sua Aliança

e obedecem a tudo que ele ordenou.

O Eterno estabeleceu seu trono no céu

e governa sobre todos nós. Ele é o Rei!

Portanto, falem bem do Eterno, vocês, anjos,

prontos e capazes de voar ao seu comando,

prontos para ouvir e fazer o que ele diz.

Falem bem do Eterno, todos vocês, exércitos de anjos,

sempre atentos ao chamado dele.

Falem bem do Eterno, todas as criaturas, onde quer que estejam,

tudo e todos foram feitos pelo Eterno.

E você, ó minha alma, esteja pronta para falar bem do Eterno!

Salmos 103 (versão A Mensagem)

Diga ao Senhor que Ele é sua pessoa favorita, porque há um espaço em sua santa adoração – cheia de anjos, como o Salmo nos explica – que só você pode preencher.


PS: se você não deu play na música lá em cima, acho que deveria voltar e fazer isso hehehe 😉


[Faltam 12 dias para o Natal]

Levantando as mesinhas de centro e tapetes (ou: Batalhas secretas)

{para ouvir enquanto lê}

Continuando o tema do mês – Deus Limpa – como expliquei neste post, quero seguir com a analogia da faxina que usei de exemplo no primeiro texto sobre o assunto. Se você decidiu limpar – e usar as leggins feias – é hora do próximo passo: colocar as coisas para cima.

Você já reparou que toda faxina, para quem não está realmente ajudando, parece uma bagunça? Você entra na casa e voilà: tem cadeira em cima do sofá, tapete embrulhado e água em tudo. No início nada parece arrumado, mas faz parte do processo tirar as coisas do lugar para deixar tudo limpinho. Quando a gente começa mexer dentro da gente não é muito diferente não, tirar tudo do lugar parece pior no início, mas acredite vai chegar a hora de colocar os móveis de volta. Não caia na besteira de parar porque você se sente incomodado.

Porque jogar água e não limpar ao redor da mobília? Bem, porque limpar ao redor não vai te transformar. Se você só mantiver ok o que já está ok em você, nada irá mudar muito. Sabe aquele espacinho que o rodo desliza perfeitamente entre a parede e o sofá, como um anel do seu tamanho? Bem, aquele pedacinho não tem problemas, mas, talvez, em baixo do sofá não esteja assim tudo bom tudo bem.

Existem dois tipos de mobília da qual desejo falar hoje: mesinhas de centro (1) e tapetes (2), ou: suas experiências (1) e pecados (2):

1 – Daquela dor na lombar de carregar a mesinha de centro (ou: retire você mesmo do caminho)

Bem, quando nós começamos a limpar nós nos deparamos com perguntas que parecem sem respostas, como “porque eu sempre faço isso? sinto isso? porque eu estou sempre lidando com isso? lutando contra isso?”. A maioria das vezes a pergunta não se originou de um pecado, mas sim em como você se dá com você, em quais as experiências você se meteu (ou foi metido) durante a vida.

Durante muito tempo eu achei que as pessoas deveriam parar de culpar coisas passadas e só viverem suas vidas. Se você falasse a palavra “interior” para mim, eu podia te bater, pelo menos mentalmente. Eu vi algumas pessoas pirarem com o tópico cura interior nas igrejas e passarem suas vidas em função daquilo, não como ministério não, mas com choradeiras e culpando pessoas por estarem onde estão. Eu não queria fazer parte desse tipo de mimimi, então “não encha o saco e lide com isso” seria minha estampa de camiseta invisível favorita.

Deus tem me mostrado que tem como resolvermos nosso interior sem fazer com que a vida gire em torno disso. Eu ainda acredito que pensar que sua vida está assim ou assado por causa dos outros tem prazo de validade – talvez vença quando você complete 16 anos hehe -, mas sei que se não pararmos para nos analisarmos nós ficamos, muitas vezes, estagnados, ou pior: quando uma oportunidade de crescer –  em todas as nossas áreas – chega, nós a rejeitamos.

Então… não tem como, pegar a mesinha de centro é necessário. E nesse pegar a mesinha de centro deixar que Deus faça o trabalho pesado. Muitas vezes nós nos sentimos tão desajustados que nos vemos fazendo promessas surreais para Deus, como: eu vou me esforçar tanto para ser assim ou assado na igreja… Quando você deixa Deus tirar o pó da mesa, você está entendendo que não há esforço para se tornar um cristão *perfeito* que seja maior do que ser amada por Ele. E o Senhor vai te ajudar a lidar com o inlidável em você. E não vai ser aquela coisa cheia de acusações e culpas, Ele vai filtrar tudo, te fazer olhar para as situações como Ele olha e te mostrar que refazer pessoas é fácil para quem tem a fórmula original delas.

Bem, falando assim parece pseudo-poético, mas na prática, é mais choro e limpa móveis mesmo. Não é tão legal e talvez suas costas fiquem meio cansadas (caso sua mesinha de centro seja tão pesada como a minha, sério não sei no que as pessoas aqui de casa estavam pensando quando compraram aquilo #CadêHulk). Contudo, não dê para trás.

A maioria dessa jornada sobre nós mesmos, a gente, geralmente, passa sozinho. Se você se sente aberto para passar com alguém, que bom! Mas eu já conheci muitas pessoas que não se sentiam, ou depois de um tempo se apoiavam em alguém. Essas batalhas secretas que você trava no seu quarto parecem não dar em nada muitas vezes, mas coloque seu coração em Deus através de uma música – sempre recomendo os espontâneos da Bethel! -, através de pregações, mandando emails para desconhecidos que escrevem blogs (eu tenho respondido só com um dia de atraso, minha gente), não desista. Reconstruir nosso caráter, nossos pensamentos, nossa maneira de nos referirmos a nós, nossos sonhos, nossa esperança, não são coisas que fazemos daqui para ali. Permaneça.

Como eu sei que eu preciso limpar minha mesinha de centro? Bem, eu já tive uma colega que me perguntou isso e foi na introdução de um livro, que nem lembro o título direito, que eu achei a resposta. Quem escrevia o livro era um pastor norte-americano contando que, algumas vezes, as pessoas iam a igreja com uma vontade genuína de servir a Deus e permanecer naquele lugar, mas alguma coisa simplesmente não estava certa com aquelas pessoas, elas sempre pareciam não estarem completas. Minha experiência se encaixou com exatidão e eu expliquei mais ou menos assim para ela: Deus supostamente devia se encaixar com exatidão no buraco do nosso coração, se ainda resta espaço a gente aumentou isso de alguma forma com nossos desajustes emocionais ou maus hábitos ou declarações torpes sobre tudo ou, ou, ou, ou…

2 – Debaixo do tapete tem?… (ou: o pecado pecadinho pecadão isso não)

Quando a mesinha sai e o tapete também há aquele pó que fica em baixo de tudo deixando nossa vida cristã com renite alérgica: pecado. Além das nossas confusões, a faxina sempre tropeça em nossos pecados, aqueles que cometemos de vez em quando ou aqueles que são recorrentes.

Uma coisa que eu aprendi com a Christa Black (ela é incrível, e uma das minhas pessoas favoritas durante minhas batalhas secretas, você deveria ler o blog dela, e o livro dela e as músicas dela!) é que o melhor jeito de vencer o pecado é receber o amor de Deus. Faz sentido para você? Fez muito sentido para mim, eu aprendi diariamente que Deus não pode me amar mais do que ele já me ama, então se eu estou agindo como eu devo agir ou se eu estou no pior dia cometendo os mesmos erros Ele não consegue me amar de forma diferente. Ele não quer me amar diferente. Quando você lida com culpa (minha versão da história) é muito difícil não se tornar a louca das atividades extra-curriculares que tem medo de contar para as pessoas o quanto você erra. Mas Deus não te vê de forma diferente.

Eu me lembro de nos momentos mais loucos e errados da minha existência ligar o chuveiro e ouvir Deus me falando que Ele – quem mais me via – ainda estava lá. E eu chorei tanto quanto eu podia debaixo d´água.

Então quando achei alguém que falava a minha língua – Christa Maravilhosa Black – eu consegui entender perfeitamente que o amor de Jesus vence tudo, inclusive o pecado. O versículo de João – ” Nós amamos porque Ele nos amou primeiro” – pulou diante de mim. Se Ele nos ama nos nossos piores momentos, eu O amo e é por causa desse amor que os mandamentos Dele se tornam doces e é para não perder nenhum pedacinho dessa doçura que Ele quebra o clico de pecado em mim.

Como não se apaixonar por um Deus que te ama com amor eterno quando você está errado? Que quer te fazer ficar certo e que pagou um preço sozinho por isso? Que no final quer te ajudar quando você entra em um ciclo vicioso?!

Se estão te vendendo um Deus que quer te castigar cruelmente pelo seu pecado, não é bem sobre esse cara que eu escrevo. Mas, se também estão te vendendo um Deus que não vê pecado em nada e está ok com tudo, mais uma vez: não é bem sobre esse cara que eu escrevo. Eu escrevo sobre um Deus que não muda, que nos explicou o que é certo e errado há séculos e séculos atrás e que está disposto a nos transformar em cristozinhos, mesmo que tenhamos a impaciência de Pedro, a falta de fé de Tomé, a visão errada sobre Jesus de Saulo, as pedradas de Maria.

Por que esta moolher está feliz limpando sem orr?
Por que esta moolher está feliz limpando sem orr?

PS: a música de hoje é, de novo, da Daniela Andrade – não consigo parar de ouvir todas! -, visite o canal dela 🙂

PS 2: Você pode me encontrar para conversarmos sobre tudo (incluir séries aqui) através do email nataniacarvalho@gmail.com, mas se achar que essa-menina-não-responde-nossa-já-passou-12-horas, você pode falar comigo por aqui ô:

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[Faltam 16 dias para o Natal]

Playlist para uma manhã de segunda-feira

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Falta menos de uma hora para segunda-feira que beleza (ia colocar beleuza creuza, mas chequei minha identidade e ainda não tá permitido, tá faltando uns 40 anos ainda), então o post de hoje é só para te deixar mais feliz quando o dia de amanhã chegar, o despertador tocar às seis e quinze e você começar a realmente dar o devido valor ao seu edredom. Fiz uma lista de músicas para você dar play logo cedinho e deixar o dia mais ok.

Vamos lá:

1 – Vance Joy – Riptide

Pra tentar acordar feliz, assim que abrir os olhos dê play imediatamente antes de apertar a soneca.

2 – SOZO – Seja Exaltado

Para quando você for dar bom dia para Ele.

3 – The Paper Kites – Bloom

In the morning when I wake. And the sun is coming through. Oh, you fill my lungs with sweetness. And you fill my head with you. Shall I write it in a letter? Shall I try to get it down? Oh, you fill my head with pieces. Of a song I can’t get out. Can I be close to you? Ooh-oo-oo-ooh, ooh. 

Essa música é amor líquido cor vermelho da paixão, retumbante como bate meu coração neste exato momento hahahaha… Parei.

4 – Guilherme Scardini – O Absurdo

Não vou escrever aquela coisa estranha de amor líquido de novo, mas  digamos que é uma descrição que cabe por aqui… Aposto que você vai ouvir mais do que uma vez!

5 – Little Suns – Sunboat

6 – Lorena Chaves – Dança

Mineirice.

7 – The Welcome Wagon – But For You Who Fear My Name

Se é do pastor do Sufjan Stevens, adivinhe só quem está envolvido? Sim, Sufjan Stevens!

8 – Gungor – You Have Me

Pra dizer que Ele tem nossos corações por completo.

9 – Taylor Swift – Blank Space

Porque eu sei que você já está com sono de novo e precisa incorporar uma Taylor aí para ficar acordado (calma, já está quase chegando no trabalho 🙂 )

10 – Eliza Doolittle – Big When I Was Little

E a manhã da segunda se foi.

[18 dias para o natal]

Você precisa colocar sua calça leggin feia para fazer faxina

{Para ouvir enquanto lê}

Algumas coisas, por mais que a gente tente explicar para a pessoa mais íntima, simplesmente não são explicáveis. E eu começo assim, tentando te colocar no meio dessas “algumas coisas”, encarando George Harrison no meu quadro que quebrou o cantinho de forma também inexplicável. “Como eu posso escrever sobre as maiores mudanças da minha vida?”, eu me pergunto, ou pergunto para o George. Bem, vou começar com a verdade que eu aprendi com elas: Deus limpa.

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No entanto, esse fato está intrinsecamente ligado com outro, que estou prestes a dizer: ser limpo é uma decisão sua e ninguém pode começar a faxinar nada a não ser que você diga “ok, vou colocar a roupa da limpeza e nós vamos fazer isso”.

Eu sou uma pessoa bagunçada por natureza. Eu tenho quilos de papel (sério, se tivesse uma competição na cidade – ou no meu bairro, porque não vamos diminuir a doidura alheia – eu ganharia), tenho quilos de cadernos, quilos de roupa na minha cama que eu experimentei para sair e não gostei. Mas isso se resolve com uma boa tomada de vergonha na cara naquele dia da semana que você simplesmente diz: caramba, traz a água sanitária que eu vou jogar em tudo hoje (menos na roupa, amigos, porque nunca aprendi a fazer tai dai). Porém, quando se tratava da minha própria bagunça interior, raramente eu tirava um dia para pensar sobre o que fazer, e não, faxina nem cruzava minha mente.  Porque, afinal, a gente não pode tirar um dia para se resolver, mas pode tirar alguns para esfregar os rejuntes do banheiro.

Isso é uma receita para a confusão-mor, mas ninguém nunca realmente havia me falado o quão ruim pode se tornar quando nós não entendemos o quão nosso interior é importante.

– Como assim ninguém te falou? Ficar limpo não é basicamente a proposta do novo testamento?

Bem, é. Mas tem uma linha fininha entre ser limpo do pecado e simplesmente ser limpo das suas confusões e seus problemas que não são tecnicamente pecados, mas te impedem de ser feliz.

Mas hoje eu não estou aqui para falar dessas confusões, mas para tratar do primeiro principio da limpeza divina (e não é alvejante), eu o chamo gentilmente de: Você precisa colocar sua calça leggin feia para fazer faxina. Isto é: você precisa descobrir que precisa limpar, desejar limpar e parar de não me toques.

A gente vai recebendo um monte de sinais (odeio essa palavra, mais alguém? kkk) da vida de que alguma coisa tem que ser feita. Por exemplo? Se o seu problema é perto do miocárdio (não quero usar a palavra coração/emoções, porque isso aqui não é aqueles programas de rádio da meia noite né, minha gente), preste atenção se você não começa a afastar as pessoas, terminar amizades e qualquer coisa desse tipo. Se sim (eu sei é uma droga), talvez a raiz disso tudo pode estar em uma sujeira mal limpa em baixo do tapete. Mas nem só de miocárdio vive esse blog, os sinais se arrastam para todas as áreas da nossa vida e você precisa entender quando é hora de parar tudo e cuidar dos seus assuntos, porque, amigos, ninguém vai fazer isso por você.

Em abril do ano passado, um sinal gritante de que eu devia achar minhas leggins feias  quase lambia meu nariz de tão perto. E aí, no meio de tantas perguntas – e a clássica: “O que tem de errado comigo, Deus?!” – eu comecei a entender que realmente podia ter algo errado comigo.

– Você tem duas soluções – eu disse para mim mesmo – pirar ou tentar resolver isso.

Mas sou eu né, amigos, eu pirei tentando resolver isso. Até o momento que Deus começou a me lembrar de coisas de 13 anos atrás e minha reação foi a coisa mais chega-pra-lá que pode haver nessa terra:

– Cê tá de brincadeira que nós vamos descer essa rua né, Deus?

Era ali que estava o que eu precisava limpar.

Não, eu não estou falando para você agir que nem um louco regredindo na sua vida (eeww, não faça isso!), só estou te contando que minha bagunça tinha 13 anos e ca-ram-ba que preguiça de mim mesmo quando eu olhava pra lá.

Alguns meses depois (slow learner?) eu estava pronta e disse com todas as letras: eu. quero. ser. limpa.

Deus entrou com o rodo e eu entrei com o balde.

Tudo o que você precisa fazer hoje é ser muito, muito mais rápido do que eu (seja!) e perguntar para Deus o que é que tem feito você rejeitar sua felicidade? O que tem te deixado com medo de aceitar a proposta de Jesus para uma tarde (muitas) de faxina?

Quando eu demoro a responder um pedido de Deus que só irá me trazer bem, eu sempre me lembro de faraó e a história das dez pragas do Egito, quando Moisés pergunta a ele quando a praga da vez deve ser retirada e ele responde amanhã. SIM, ELE RESPONDE AMANHÃ.

O faraó mandou chamar Moisés e Arão e disse: “Orem ao Senhor para que ele tire estas rãs de mim e do meu povo; então deixarei o povo ir e oferecer sacrifícios ao Senhor”.

Moisés disse ao faraó: “Tua é a honra de dizer-me quando devo orar por ti, por teus conselheiros e por teu povo, para que tu e tuas casas fiquem livres das rãs e sobrem apenas as que estão no rio”.

“Amanhã”, disse o faraó.

Êxodo 8: 8-10

Se eu tivesse um monte de rá em cima de mim, mas olha não tinha amanhã nada era AGORA MESMO MOISÉS. Mas é bonito acusar os personagens bíblicos já mortinhos da Silva quando nós tomamos atitudes muito semelhantes a eles. Talvez você não tenha um sapo ao lado da sua cama, mas tem o mesmo problema há anos (eu sei é uma droga 2). Talvez a tristeza sem pé nem cabeça seja sua rã, sua desmotivação pelo futuro, seu problema de relacionamento, sua falta de fé de que você vai crescer profissionalmente. Talvez antigos acontecimentos tristes ainda te machuquem diariamente. Mas o evangelho é cheio de boas novas e eu estou aqui para te dar a certeza de que se você orar a Deus agora, vestir sua roupa da faxina e não desistir no meio do caminho (sem lanche no meio da limpeza), você vai poder chegar do outro lado e dizer para os outros: o meu Deus limpa e eu sei porque eu fui limpo.

Eu quero orar por você hoje:

Amado Pai, o Senhor é aquele que nos mostra o que ainda não parece com o Seu reino dentro de nós. Eu oro para que todos aqueles que estão buscando por essas respostas possam alcançá-las. Eu sei que o Senhor limpa, meu Deus, e que essa certeza atinja o coração daqueles que aceitaram e confessaram que, a partir de hoje, vão entrar em um processo de limpeza de seus corações e mentes. A Sua palavra fala que o Senhor termina o que começa em nossas vidas e nós cremos nisso. Que o Espírito, o único que convence, encha aqueles que ainda não foram capazes de deixarem que a mudança comece. Deus, nós agradecemos porque o Senhor não se preocupa somente em limpar nossos pecados, mas quer nos deixar livre de todas as coisas que nos mantém longe da nossa felicidade. Eu os abençoo para não perderem ninguém durante o processo, Jesus, eu os abençoo para serem abraçados pela Sua fidelidade todos os dias. Em seu nome oramos, amém.

[Faltam 20 dias para o Natal]