Arquivo mensal: junho 2014

<3 my only sound (ou: Melhor notícia do dia)

{para ouvir enquanto lê}

Jesus é lindo, escrevo procês chorando . O motivo é maravilhoso e se chama: Marcela. Hoje podia ser outra quarta-feira, normalinha que só, mas recebi um link que mudou o final do meu dia!

Primeiro tenho que contar que a pessoa que me enviou esse link tem o coração gigante, fala no diminutivo com bebês e cachorros e tem neuras para cortar o cabelo. Ela é minha sis, minha irmãzona, uma das pessoas que segura minhas barras e divide as alegrias. É com ela que, sem querer – fique claro! rs – , eu aciono o alarme da Fnac e ponho minha cara blasé enquanto uma criança nos julga, hehehe. Marcela, maaaarrr (ondas quebrando) cela: ela prende todos os oceanos do mundo dentro dentro de seu peito.

Sim, é derretimento, é post meloso =)

Porque?

Adoro quando você faz as perguntas certas! Bem, porque eu vi uma pessoa mudar ao longo de quatro anos e se tornar mais do que uma amiga, mas uma sis na fé. Me lembro das nossas primeiras conversas sobre Deus e a receitinha de como orar que eu escrevi para você, rindo da simplicidade da coisa. E é por isso que o link que você me mandou, Ma, quebrou meu coração.

Você que não está entendendo nada acesse o tal do link antes de continuarmos. Sem nem pensar duas vezes, você precisa conhecer o My Only Sound!

ma

 

Viu que lindeza? O PRIMEIRO POST É SOBRE ORAÇÃO E EU NÃO PODIA ESTAR MAIS FELIZ NESSA VIDA!

É lindo ver o Senhor falar com você, Ma. É lindo abrir a internetcha e achar gente que fala de Jesus como de um melhor amigo. A Bíblia fala em João: “Já não vos chamo servos ..mas de amigos ..”<3

Ma, você não podia me dar alegria maior. A distância de São Paulo até essa Goiânia-de-meu-Deus ficou ainda menor, porque agora eu vou te ler. Eu e todo mundo que me lê.

 Amém, porque a gente sempre precisar lembrar muito disso.

Uma das minhas pessoas favoritas: Seu Keith Green

Do nada, alguém postou o link para uma mensagem de Keith Green, no Facebook. Eu cliquei e alguns dias depois ainda estou impactada.

Uma coisa importante sobre o senhor Green e eu antes de seguirmos o texto: ele é uma das pessoas que mais me enchem de esperança nesse mundo. Mesmo que ele tenha morrido tão tragicamente há tanto tempo. Keith e sua esposa fazem meu coração amolecer ao ponto de finalmente entender o que é buscar o Reino. Keith era tão apaixonado pelo evangelho que me faz rir e chorar  em uma mesma música (se você ouvir seu penúltimo álbum vai entender o sentimento!).

Foi ouvindo suas músicas de novo, seu piano, a maneira com que ele e sua barba sorriam para o Senhor, que encontrei um filme sobre sua vida.

Agora, se você realmente puder fazer algo por você hoje: assista até o final. Serão os melhores minutos do seu dia, porque como Keith diria ele foi só (?) uma caneta para o Reino. Mas foi uma caneta maravilhosa. Que sejamos canetas, lápis e qualquer outra simbologia de papelaria, rs, que perseguem sempre a justiça, a paz e a alegria do Reino.

 

Bônus! Bônus! Bônus!Bônus! Bônus! Bônus! Bônus! Bônus! Bônus! Bônus! Bônus! Bônus!

 

 

 

 

 

Boa viagem, moço

{Para ouvir enquanto lê}

Pra você que é da madrugada: nooooite! Caso você esteja lendo em outro horário: inserir saudação que combine com seu turno, hehehe…

Gente que é de verdade. Tem coisa mais bonita? Esses dias eu e um bando de velas estávamos em um ponto de ônibus quando um moço começou a falar rápido, muito rápido sobre os últimos meses da sua vida. Eu estava fazendo contas e pensando em floriculturas com pétalas disponíveis – era semana do dia dos namorados – e eu não conseguia me concentrar no homem… Minha cabeça ia e voltava, estava ajudando um núcleo lindo e querido da nossa igreja a fazer um jantar de casais, mas olhei de novo para o cara, os olhos deles estavam a mil,tirei meus dois fones (sim, havia tirado apenas um, me julguem, rs) e prestei atenção nele. Resumo: ele largou o emprego chato, pegou o dinheiro que recebeu da empresa e ia viajar pela primeira vez para a Argentina.

Depois de alguns minutos, estava rindo com o moço, desejando uma viagem incrível e me despedindo dele com tchauzinhos pelo vidro.  Gente que é de verdade sempre tem coisa real para te contar. E isso é, para mim, um dos jeitos mais fáceis de se entender a praticidade da fala de Jesus, do evangelho diário. Quando eu aprendi que mais da metade dos nossos ministérios são vividos na rua e não na igreja, eu comecei a me exercitar para ser Cristo em mim no máximo de ações cotidianas possíveis. Mas isso tudo dentro de quem eu sou. No meu caso, um Jesus, as vezes, sarcástico e que prefira chá a café.

E aprendi a gostar de ser de verdade, porque o evangelho funciona bem assim. Eu desconfio de gente que só fala baixinho, que sempre tenta te agradar, gente de sorrisinhos curtos. Não é nada pessoal – e por favor, não é algo para você passar pra frente hahaha -, mas preciso de alguém que me fale o que acha, que me diga que eu estou errada, que seja de verdade. Que me mostre que ela também luta para seguir a quem eu sigo, mas que no final ficou tudo bem.

Pessoas de verdade me mostram que o Reino é para os doentes que ficaram sarados, não porque eles são calados e aparentemente legais com todo mundo, mas única e exclusivamente pelo sacrifício da cruz.

Isso não é uma ode aos maus modos – hahaha, por favor! – , mas é uma maneira arrastada de dizer: seja o espirito santo em você, não seja você em você coberto por uma mistura de educação que nos esconde da vida.

Espero que você tenha uma boa viagem, moço do ponto. Que Deus te abençoe, realize seus sonhos e te faça se apaixonar por outra profissão. E que não tenha que ser assim forçado não, gostar pela rotina – feito gente que acha que insistir em falar com alguém todo dia vai dar em casamento -, que seja de uma vez e que te faça bem. Que você seja sempre justo, moço, porque assim bençãos sempre estarão sobre sua cabeça.

 

Dos meus homicídios dolo(ro)sos

{Para ouvir enquanto lê}

Tem sempre um dia em que a gente acha que a humanidade não pode descer mais nem um degrau da cretinice. E lá estava eu para provar que era possível. As pessoas matavam a si mesmas – ou umas as outras, eventualmente as duas coisas durante a noite – e eu precisava fazer minha ronda, ligando para a polícia e descobrindo se havia mais alguma notícia para o dia.

– Hoje está tranquilo. Um homicídio, nada passional, acerto de drogas. – O PM passa algumas explicações, eu escrevo uma nota.

Na noite anterior, um grande caso de estupro envolvendo quatro pessoas da mesma família e uma criança tinha acontecido no interior de Goiás e eu – de uma forma nojenta – me sinto aliviada porque só uma pessoa tinha sido assassinada até agora. Sinto culpa. Lembro do dia anterior, de escrever a matéria sobre a menina que só parou de sofrer os abusos porque a mãe achou o diário que ela mantinha. Lembro que andei em silêncio até a garrafa de café, despejei um tanto em copo de plástico e bebi de uma vez, sentindo a língua queimar. Lembro do meu avô falando que tem gente que não tem resistência para a vida, de Bukowski  dizendo que quanto mais ele pensa na humanidade, menos quer pensar nela.

Encaixo tudo isso de alguma forma e, quando dou por mim, estou de joelhos na sala de TV, logo depois de chegar do trabalho e comer alguma coisa. Minhas articulações doem, meus pulmões também. Eu devia estar chorando há algum tempo. Alto. E eu estava ali no chão, tentando entender como simplesmente alguém poderia gostar da espécie que se distinguiu das outras com palavras e alfabeto fonético. Como Deus poderia gostar de nós? Como o Espírito pode nos encarar todos os dias?

Eu chorei até não conseguir enxergar. Até dizer pra Ele tudo que estava no meio da minha traquéia. Até explicar que a vida é estranha sem Ele. E, então, ele me disse que eu deveria deixar as coisas irem.

– Quando você não tira o peso do pecado que eu já joguei fora, você carrega um peso que eu não te dei.

Abri os olhos. Eu amo a certeza de que Ele fala. Talvez seja assim que ele nos suporta: nos amando, nos perdoando, retirando de nós o peso de nossas próprias transgressões, nos impedindo de morrer sufocado em culpa, nos permitindo voltar para casa, não cheios de carne e homicídios dolosos, mas cheios do espírito e da liberdade que a vida de Deus nos deu.

Tem sempre um dia em que a gente acha que a humanidade não pode descer mais nem um degrau da cretinice. Para esses dias, há sempre o chão de alguma sala e o nosso Jeová Shamá, Deus que sempre fala.

Obrigada pelo email, desconhecido

Há uma semana recebi um email de uma pessoa que leu o blog. Um email de alguém que não conheço, que não sei se prefere água da geladeira ou do filtro. Um email que me fez perceber que não escrevo faz tempo e me fez analisar, de novo, porque eu mantenho o blog, mesmo com espaços tão gigantes entre os posts quanto os que o GRRM tem feito no meu coração, arrancando personagem por personagem de mim.

Sim, esse é um  post chato, mas às vezes eu não consigo passar por cima das picuinhas… aceitem, porque eu já aceitei, hehehe.

Bem, a principal razão de ter o blog era compartilhar experiências com o evangelho. Coisa prática, sem segredo (?), com muito drama e um pouco de humor (mas isso você leu no meu perfil, na cabeça no blog). Coisas que fazem a gente se sentir normal por não viver no céu o tempo todo, mas que nos deixem com vontade de tentar.

Lembro que dividi com alguém a primeira versão do blog e a pessoa, sabiamente, me falou que visualmente o blog parecia adolescente.

Eu ri.

Gosto de quem me fala a verdade. Gosto desgostando, mas gostando muito.

Os primeiros textos pareciam enfeitados, assim como o primeiro design. Mas chega uma hora que você acha um certo tom e vai.

– Porque eu ainda continuo escrevendo essas histórias? – Eu prossigo me perguntando.

A primeira coisa que me vem à mente é que eu continuo escrevendo por um motivo que NÃO É escrever, hehehe… Quando você trabalha com escrever coisas todos os dias, escrever – a menos que seja algo incrível, espadas, filhos da mãe ou sentimentos quebrados – se torna trabalho. Eu ligo o computador, abro o word e quase saio digitando: Hoje, (06), cinco pessoas foram presas no…. Blé.

Então, por quê?!

Eu continuo escrevendo para receber, de vez em quando, um email me lembrando que de todas as porcarias que eu já fiz na vida – e vamos encarar, umas pessoas fazem mais do que outras, e eu sou do time do que não economiza -, o blog não é uma delas. Mas, ao contrário, se eu estiver fazendo alguma coisa certa, você provavelmente entendeu que a gente sai de  quase todo buraco nessa vida (com ou sem coelhos e Alice). E que, quando parece que não tem mesmo como sair,  aí a gente usa aquela coisa do tamanho do grão de mostarda e diz que tem. Porque a desesperança é assustadora. A falta de fé me envelhece. Eu sei, porque ganhei uns cinco anos a mais em maio.

Continuo, porque dividir experiências por aqui me faz feliz. E isso é raro nesses dias de mortes rápidas e leads sujos. Me faz feliz porque eu posso mostrar para os meus amigos incríveis que, PRA MIM, Jesus não é (quase) nada do que eles costumam ver por aí.

Eu fiz esse blog para ter a oportunidade de dizer para quem acusa os outros nas redes sociais e coloca “vigia” nos comentários de desconhecidos: para com essa babaquice, cara.

Fiz esse blog para colocar uma playlist para quem divide comigo um dia longo.

Eu sei e não sei. Mas o que eu tenho absoluta certeza é que eu não conheço quase nada do Espírito, quem tem zilhões de anos e músicas ouvidas a nossa frente, mas escrever me ajuda a aprender. A gravar.

Assim como eu gravei que a área do círculo é pi x r², quero gravar que sou Dele um pouco mais nesta sexta, do que na semana passada.