Arquivo mensal: abril 2014

Eu amo sua barba – mesmo que ela seja imaginária

 

Te imagino com barba, Deus. Acho que poucas vezes te imaginei sem.

Faltam poucos minutos para meia noite, estou no intervalo de uma notícia e outra, e apesar de meu turno no trabalho estar quase no fim, muita coisa ainda está sob a mesa: polícia apreendeu 900 kg de droga, gente morrendo, matando, a cidade tem problemas para dormir. Mal que eu não morro, apesar de que… Se morre de falta de sono?

“Se se morre de amor?” – Lembro de uma versão mais arrumada de mim anotando esse poema em algum lugar de 2007.

– Se morre de amor e de falta de sono, Natânia. – Ele diz.

Todos esses pensamentos, esse texto mal acabado e, felizmente, sem lead para dizer… Bem, Deus, eu estava pensando em você. A barba é só uma extensão sua, não ligue não… Eu precisei escrever para te lembrar de que no meio de tudo, você ainda é meu pensamento favorito.

Depois de todas as matérias do mundo, eu ainda poderia escrever uma tese sobre sua barba.

Eu te amo com todos os não pelos da sua não cara.

 

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