Arquivo mensal: janeiro 2014

Dilatai-vos!

Somos chamados a uma preocupação perene com Deus.
W. Tozer

Que frase maravilhosa de Tozer (tem outra citação dele aqui ô)! Em um mundo onde a palavra chamado se tornou tão cheia de egos não revelados, Tozer me entrega um significado novo, de novo, à minha missão.

Como ocorre frequentemente, a ideia inicial do texto de hoje seria completamente diferente… Me sentei com o peito fervilhando para escrever sobre o Arena, sobre o que Deus faz dentro de mim quando vejo os pulos e a alegria daquele lugar, sobre a unção de intensidade e de braços fortes renovada sempre que vou em algum dos dois cultos, no sábado. Minha cabeça, coração e até os polegares estão apaixonados pela Conferência Arena 2014 – faltam um mês, gentes! -, durmo e acordo pensando nos vídeos, nas mídias estáticas, na abertura… Pensando em cada pessoa que terá sua primeira experiência com Jesus nesses dias… Clamo por cada um que estará lá, oro para que o computador e o projetor cooperem; coisas bestas, coisas tremendas. Por isso, parecia natural que eu escrevesse um texto imeeeeeeeeeeenso falando de cada detalhe em que nosso grupo de mídia está envolvido, mas não hoje.

Assim que bati os olhos na frase de Tozer, ontem de madrugada, minha alma se derreteu…

– Ah, Senhor, eu não posso falar sobre outra coisa.

Eu não poderia… Simplesmente por que falar sobre Ele é melhor do que falar sobre suas obras.

A mensagem de Tozer caminha pertinho com o que Deus tem me mostrado nesse ano de 2014: relacionamentos profundos e maduros com o Espírito. Dá para colocar em palavras o desejo de desenvolver um cuidado – como diria meu pai: um zelo – grande e macio pelo Senhor? Pensei durante alguns minutos, mas não consegui nada melhor do que Tozer já disse: se preocupar perenemente com Deus.

Meu cuidado pela obra é desejo de ser cuidadosa com o pai. De me preocupar com Ele todos os dias da minha vida.

– Tem aliança mais bonita e mais difícil do que essa, Deus?

Difícil? Sim. Me preocupar com o Espírito todos os dias me leva a me preocupar com meu interior todos os dias. Me faz sentir que todas os grandes planos da minha vida são pequenos.

E aí, eu me pego chorando enquanto leio as cartas de Paulo, porque no fundo cuidamos muito de nossas vidas terrenas, pensamos muito nos que estão ao nosso redor e, às vezes, sequer sabemos como Deus se sente sobre isso ou aquilo… Paulo parecia durão com as pessoas, mas era maleável a toda e qualquer vontade do pai. Ele cuidava do Senhor. A todo o momento, vemos expressões como “não fiz isso para que o nome do Senhor não fosse envergonhado”, “façamos aquilo para que Jesus seja engrandecido”…

Creio que Deus tem expandido os nossos horizontes sobre nossa missão. Falando por mim, nunca mais desejo pensar como antes. Em agosto do ano passado, Deus me mostrou que criatividade não era escrever, pintar, fotografar… Criatividade era simplesmente palavra de criação. Tudo que tivesse força suficiente para gerar vida.

Descobri isso de um jeito bobo, estava pegando um livro na biblioteca e de repente vi ESSE livro, cuja capa falava sobre espírito e as ciências humanas, sobre como tiramos toda parte não explicada em nós mesmos, o lúdico, a alma de nossas ciências em prol de uma exatidão inalcançável. Muita coisa controvérsia, mas um livro cheio de ensaios interessantes, escritos por grandes autores como C.S. Lewis e por reitores de universidades famosas (Oxford…). Em um dos ensaios está lá: criatividade, palavra criadora. E tcharam, Deus encheu meu coração com uma nova ideia de missão, de chamado.

Logo depois, Jesus me mostrou partes incríveis na adoração, e que ela não pode ser um complemento da minha vida com Deus, senão a própria vida de Deus. A adoração é uma missão universal e última. Um tempinho depois, o Espírito sopra sobre mim: amor e alegria. O meu chamado deveria ser assim…

Tozer estica ainda mais minha visão de missão hoje, me fazendo sentir o cheiro de um de meus versículos favoritos de Paulo: “dilatai-vos também vós” (2 Coríntios 6:13). E quanto mais o Senhor dilata minha percepção do reino e meu amor por ele, mais hábil me sinto em cumprir missa missão: me preocupar com o Eterno.

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Diário de Bordo 2: Quanto vale uma pessoa?

Deus nos ama como pessoas. De forma individual. Com tudo o que somos. Como tudo que temos. Com o que falta em nós.

Eu não me canso de pensar nisso. Porque não é natural. Simplesmente não é. Por mais que sejamos amados nessa terra, a incondicionalidade ainda me assusta.

Volta e meia esse assunto aparece para mim – e eu gosto, me lembra que não posso pagar ou merecer o evangelho que tenho. Dessa vez, ele surgiu nas duas viagens que fiz nesse mês, todas para cidades bem pertinhas (goianidade) da minha. A primeira para Pirenópolis (mais conhecida como PirInópolis por aqui, hehehe) e a segunda para a Cidade de Goiás…

Bem, o amor de Deus sempre foi algo bem inconcebível para mim, mas no carro com meus amigos (Danyzilda, Alê e Daniel), ele pareceu bem real em um sábado pela manhã. Havíamos feito compras e planos para chegar a Pirenópolis: passear pelo centro histórico (sou a tia chata que acha janelas antigas e estrada de pedra uma lindeza), achar algum museu, depois ir para cachoeiras e eventualmente trilhas. Até aí tudo bem, se não fosse o fato de que Deus pode estar em tudo isso.

Este mês, tenho perguntado para Deus quanto as pessoas valem. Temos ministérios, trabalho, convivemos com milhares de pessoas todos os dias, mas qual é o valor delas? Quanto eu dou por elas todos os dias?

Foi durante uma conversa besta dentro do carro, logo depois de perguntar para uma criança onde uma cachoeira ficava, que ouvi novamente minha resposta: as pessoas valem tudo.

É claro que as pessoas valem tudo, Natânia. Não é isso que aprendemos na igreja todos os dias? Que o amor de Deus é gigante, que ele mandou seu filho para morrer por nós? Como as pessoas valeriam quase-pseudo-tudo?

Tem coisas que a gente está tão cansado de saber, que no fundo, no fundo, não sabe mais.

– Quanto essas pessoas que estão com você no carro valem? – Uma pergunta descabreada (goianidade não me larga hoje) surgiu dentro de mim.

– Muito. – Respondi automaticamente. Eles olhavam para a esquerda procurando a placa onde deveríamos virar. Amigos. Tão queridos que eu nem me importei com os péssimos trocadilhos que fizeram a viagem inteira (a piadinha do Degrau ainda tá no ar, Alexandre, hahaha). Tão queridos que nem se importaram com meu péssimo hábito de falar durante a viagem inteira, cantar junto com o CD na estrada e ser a pior copiloto da história.

E de novo ouvi a resposta minha resposta: as pessoas valem tudo.

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No meio tempo, entre uma viagem e outra, peguei um livro para corrigir. Uma biografia de um senhor que teve uma vida política ativa. Ele começa (não é spoiler, seu Isaac, fique tranquilo, hehehe) láaaaa atrás, falando de seu avô que veio de Estrela do Sul, Minas Gerais, para o sudoeste goiano.

Enquanto pesquisava sobre a cidade e lia a descrição carinhosa que aquele homem – tão importante para uma cidade específica de Goiás, mas tão simples – escreveu, eu perguntei de novo para Deus: quanto às pessoas valem?

E outra pergunta pulou desavisada: quanto vale a história das pessoas?

Outro sábado, outra viagem: Cidade de Goiás, dessa vez com minha família e os discípulos dos meus pais.

Goiás é uma cidade linda. Não importa quantas ladeiras a gente suba. Gosto das casinhas, das placas feitas a mão (Casa do Dodô ❤ ), das pedras, do sorvete no coreto, do “aparece depois lá em casa” falado na rua.

Dentro da Igreja do Rosário, ao lado de uma vela acendida para um santo qualquer, me agarrei a todo o amor da parte de Deus que havia em mim. Com força. Como se minha vida dependesse disso.

– E depende. – O Senhor brinca (mas fala sério, rs), enquanto eu escrevo isso.

Sim, depende. E eu agradeço por todas as vezes que ouvi “as pessoas valem tudo”.

Engulo em seco. Respiro fundo e acabo respirando demais a fumaça da vela (e quase queimando o cabelo). Sacudo a cabeça e continuo andando pela igreja. Sento no primeiro banco da igreja, lembrando de todas as vezes que eu estivera lá quando cobri o Fica (Festival Internacional de Cinema Ambiental) para a Rádio Universitária. Tudo mudou muito.

– Menos o meu amor. – Ouço.

Mas a maneira como eu o sinto mudou, Deus. Toda a maneira de entender qualquer tipo de amor mudou, Espírito.

– Para mais ou menos?

– Mais. É como se não houvesse como me desconectar de ninguém. É como se eu me esforçasse para não machucar ninguém. É como se, todos os dias, eu tivesse que agir diferente do que eu quero por alguém.

Ele sorriu (ou eu imagino que tenha sido assim):

– Volte daqui 10 anos e tudo será ainda mais intenso.

Quanto mais perto Dele eu estou, mais perto das pessoas eu preciso estar. O ministério existe pelas pessoas, para amá-las por quem elas são e não porque elas se converteram, não porque elas estão em nossas equipes, igrejas, no nosso banco.

Eu quero amar as pessoas. Eu quero amar a história das pessoas. Assim como tenho me interessado pela história de Isaac e de sua família, que começou em Minas e acabou por aqui, em Goiás.

Saímos da igreja do Rosário, passamos pela Cachoeira na Carioca (pernadas e mais pernadas) – onde meus irmãos quase quebraram o que chamamos de Templo de Poseidon, já que “Fonte da Cidade” é muito mainstream, rs -, almoçamos na casa de gente querida (empadão e pastelzinho de Belém!) e depois de um cochilo e de acordar com a marca do colar que estava – uma borboletinha seguida da bolinha da pérola – a pergunta se virou contra mim:

– E para você, Natânia, quanto vale as pessoas?

Não soube arredondar em números, então fingi que a pergunta já havia sido respondida.

Andamos mais um pouco na cidade – subimos 103 degraus, não tá fácil andar hoje, hehehe – e terminamos o dia na casa de Dona Eva. Uma senhora cujas fotos espalhadas pelas paredes me fizeram lembrar de minha bisa, a dona vovó mãe, que faleceu há alguns anos – uso a colcha que você fez para mim todos os dias, bisa, um beeeijo!

Dona Eva e meu pai começaram a falar sobre frango xadrez.

– Mas como a senhora faz? – Meu pai perguntou.

– Ah, desse jeitinho aí que você explicou.

Ela disse que já cozinhara para vários governadores de Goiás, falou sobre todos os pratos que eles gostavam de comer e explicou como fazia montanha-russa, um doce que nunca comi na vida, mas olha: parece beem gostoso.

Entre suas risadinhas e seu orgulho de suas receitas, no meio de uma sala com bibelôs e fotos, dentro da casa cujo cachorro que passava na porta – aberta! Como em todo bom interior – se coçava, respondi para Deus: elas valem muito, Jesus. As pessoas valem muito.

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PS: Obrigado, Daniel – Filho ou Gonçalves – pelas fotos de Pirenópolis (:

Um daqueles posts inúteis (ou: Jesus, não sou pedreiro, mas o Senhor é melhor que Toddy, hein?!)

Quase duas semanas sem postar nada e eu venho com algo inútil (aêêê!), parabéns, moça, vencendo na vida. Mas você já abriu o link mesmo, fica que vai ter bolo, digo: Toddy.

Bem, todo mundo conhece a parábola dos talentos e do não enterre isso, use aquilo (Mateus capítulo 25, amigos)… Definitivamente tocar violão não é um dos meus talentos. Sério, Jesus até grita:

– Tá permitido enterrar esse aí pelamor de mim mesmo.

– Homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; – Retruco, brincando.

A verdade é que não importa, porque descobri que saber umas 3 notas nesse maravilhoso instrumento é muito útil, pois aumenta em um milhão de vezes as formas de você irritar seus irmãos descrevendo toda sua rotina, só que cantando. Do tipo: agora estou indo para sala – notas – quando voltar quero ver seu quarto limpo – notas, seguidas de reclamações – e indo para cozinha – nota – esquentando comida no microondas –  notas, seguidas de reclamações, hahaha. Aprendi, também, que dá para fazer isso com Deus, por exemplo: cantar cinco minutos de “não estou te ouvindo hoje, fale mais alto, não estou te ouvindo hoje, fale mais alto, não estou te ouvindo hoje, fale mais alto”.

É emocionantemente irritante e acho que todos deveriam tentar (na terceira ameaça de serem expulsos de casa, sugiro que parem por um dia ou dois, hahaha).

E foi brincando disso que surgiu a pior composição de todos os tempos – mas que fala de gostar de Deus mais do que de Toddy, então achei válido (?) postar.

Vergonhas a parte, boa sexta-feira!

(:

 

Uma carta

A Bíblia tem dessas pegadinhas (do Malandro), às vezes… Você está deitada enquanto lê Eclesiastes, tenteando não pensar tanto assim na vida, quando, de repente, um novo versículo pula em sua cara:

“Ansiosa em meu leito, perdi o sono. Esperei pelo meu amado, por quem minha alma anseia. Como doía a saudade!”

Cântico dos Cânticos 3:1 // Versão A Mensagem

Tudo o que você não queria lidar está bem ali, sendo declamado por uma das amadas de Salomão. Engulo em seco e leio de novo.

– Francamente, moça, querida, senhora de Salomão, dona da boca de rubi, não fale de amado a essa hora da madrugada. – Respondo minha Bíblia.

Sinto uma leve ironia de Deus. Sabe quando Ele ri de algo que Ele mesmo fez? Pois é.

Respiro e finalmente formulo o que estava evitando: o “haja paz” não me interessa, mas, somente, o versículo cinco, do segundo capítulo de Cânticos:

“Estou desfalecendo de amor!”

De sua,

Nat.

2014: o dobro do amor de Oséias

{para ouvir enquanto lê}

Está permitido gostar de ano novo?

O meu foi legal. Mesmo. Prêmios para quem acertar onde passei? Yep, na igreja.

virada

Passamos o ano novo de joelhos e assim que 2014 chegou era balão para todo lado. E aí rolou festa e fumaça e tudo acaba mesmo no forró (que eu danço bem mal, hahahaha).

Mas não foi bem por isso que meu ano novo foi legal, e sim porque estou esperando coisas IMENSAS de Deus e já contei para pro6 minha teoria da expectativa: gere e Deus vai cumprir. Porque, por que cargas d´água ele iria te decepcionar quando o que você quer é que ele se revele a você? Veja lá, minha gente, não estou falando de expectativas materiais, profissionais e todas as outras que todos nós temos, mas expectativas no reino: conhecer a Jesus como nunca, ser o amigo mais legal de todos do Espírito Santo, amar aos outros igualim-que-só o Senhor faz. Deus cumpre esse tipo de anseio, porque é saudável, nos faz crescer e vem do coração Dele.

Comecei meu ano assim: esperando todas as opções possíveis de loucura em Jesus. Quero um 2014 insano. Não quero essa conversa de falsa maturidade espiritual (zzzzzzzzzzzzzzz), quero correr dentro da igreja, quero vibrar com os meninos da mídia a cada vídeo pronto, quero que o ministério seja a primeira coisa que eu pense ao acordar e ao dormir.

Isso, senhoras e senhores, não vai ser fácil (porque eu me conheço, hahaha), mas será necessário, porque venho descobrindo que ser Dele é o que eu faço de melhor nessa vida. E isso me leva a parte do texto que chamo de Ensinamentos de 2013 e Go go Power Ranges 2014.

1-      Ensinamentos de 2013

Devo dizer que 2013 foi o ano mais difícil, bom, maravilhoso, socorro-não-consigo-mais e ao mesmo tempo incrível que eu já vivi. Não consigo lembrar um período em que eu tenha crescido tanto, sido tãaao esticada, chorado tanto, rido de verdade – daquele jeito que a gente até enruga o nariz. Tudo foi muito intenso. Eu que sempre fui crente, conheci um novo Jesus, um Espírito poderoso e um Deus sen-sa-ci-o-nal.

Sabe quando você se lembra do que fazia em janeiro do ano passado e pensa: O QUÊ????! Como assim que eu tomava esse tipo de decisão desse jeito? Eu não me vejo em mim mesma do início de 2013 e isso é estranhíssimo. Não sei se é novidade para vocês, mas eu nunca havia me sentido assim.

É como se uma grande ponte de madeira velha, resistente, recoberta de folhas e trepadeiras houvesse se quebrado e não há a menor chance de atravessar de volta. E para mim, isso significa algumas coisas: nada de uma Natânia (3ª pessoa, beijos) egoísta, que se contenta com águas nos lombos, que acha que deve trabalhar para esse mundo e que mede sucesso em pós-graduações.

Quando percebi isso me senti ainda mais estranha por alguns segundos e, então, ri. Acho que isso aconteceu enquanto tomava banho, enfiei o rosto debaixo da água, segurei o choro e entendi: o reino é mais importante para mim. E algumas memórias que já estavam por aqui e por ali em mim ficaram ainda mais fortes.

Me lembrei de quando fazia primeiro ano do ensino médio, era um dia de quarta-feira normal e eu estava dando célula no intervalo (minhas células ajax de quarta: vinte minutos!), estávamos conversando sobre cursos e eu disse: não importa muito o curso que vou escolher, quero servir a Deus depois que terminar meu curso.

E QUE COISA MAIS DOIDA FOI DEUS TER ME ENCONTRADO NESSES ÚLTIMOS MESES DE 2013 DE FORMA INTENSA, UM POUQUINHO ANTES DE TERMINAR A FACULDADE! E agora eu finalmente terminei tudo (podem olhar meu extrato acadêmico, hehehe, aaah, o que faz com que todos vocês sejam convidados para minha formatura em março) e só consigo pensar em: reino, reino, reino, reino, reino, reino, reino, reino, reino!

É tanto reino que, às vezes, confesso que não sei o que fazer com a vontade de buscar o reino. Você já teve dessas coisas? De querer tanto Jesus que começa a chorar no meio da faxina? De estar lavando o banheiro e cantando Algo acontece quando rasgo o meu coração pra Tiiiiii. Nada se compara ao que sinto quando estás comigo aquiiiiiiiii” e se ver orando com o detergente na mão, profetizando com água sanitária? Pois é.

Hoje falei em voz alta e não soou mais tão estranho: eu só quero o reino. Eu não sei no que eu vou trabalhar depois de amanhã, mas minha realização não vem mais daí. Ela vem do reino. E agora, minha gente, eu vou ter que lidar com o fato – maravilhoso – de que estou apaixonada por Jesus e mais: eu estou apaixonada pela obra Dele, pela igreja Dele, pelo povo que Ele chama, pelas alianças que Ele tem me convidado a fazer.

Maaas 2013 também foi ano de chorar, de ligar para alguns amigos (obrigada para sempre!) e entender que não entender nada, às vezes, é normal e aí a gente precisa voltar a chorar e a solução é não dizer mais nada, apenas responder de três em três minutos para o amigo no telefone: “sim, ainda estou aqui”. 2013 foi ano de crescimento em um lugar que Jesus nunca teve muito controle: emoções. Foi o ano em que Jesus finalmente me tirou de um lugar onde eu era esmagada por todas elas para um lugar, onde continua doendo ou sendo extremamente feliz, mas sou eu e é Ele quem diz: sentimento, tá bom por hoje, senta ali. Complicadíssimo isso. Mas me fez mais forte e me fez rir das minhas decisões passadas e chorar por ter machucado gente por ser turrona demais, por ter medo demais.

No segundo semestre de 2013 consegui externar o meu testemunho de verdade para pessoas especiais e que necessitavam ouvir aquilo – pretendo fazer um post melhor sobre isso –, mas a versão resumida é: superar alguns abusos e autodestruição. Descobri que tão importante quanto ser liberta é contar que é possível para alguém que está precisando. Porque não sei se vocês conhecem momentos em que o desespero é tanto que passa para o estágio “ninguém nunca vai poder me ajudar”, mas eles existem e não costumam ser bonitos. Quando Jesus me limpou da culpa, consegui ouvir amigos que estavam enfrentando os mesmos problemas que eu e aí não tive que recitar genealogia bíblica, mas apenas falar: cara, fica cada vez pior, a menos que Jesus faça alguma coisa. Julho de 2013 foi um grande marco na minha vida cristã e eu decidi que não quero dar um passo para trás, por isso já prometi o post de testemunho, hehehe…

Em 2013 eu encontrei uma equipe de trabalho que tem me feito muito feliz e alguém que me fez querer crescer bem mais do que meu um e sessenta e pouquinho, eu oro para que Deus o recompense por todas as sementes que plantou em meu coração, sei que ele irá ser usado por Deus, fui criada em banco de igreja e já acho que tenho “olho” para esses pitacos (modesta) e eu vou ficar muito feliz quando ele explodir, tenho certeza.

Li mais livros cristãos nesse ano – parei com alguns Dragões e cabeças cortadas por algum tempo, mas não pelo ano todo, porque né? HAHAHA -, escutei pregações maravilhosas de um Jesus não religioso, um cara que pregou uma revolução, o evangelho que desejo viver. Fui backing vocal (siiim, cantei, Braseeel, pode isso?) do culto de terça-feira e aprendi algumas notinhas no violão, que me foram de grande ajuda porque agora, Deus pode falar:

– Vai pegar o violão e vamos tocar aquela música de novo.

Sabe quantas vezes toquei Majestade Santa no meu quarto? Bem, nem eu. Mas foram muitas. Tudo simplificado e com milhares de desafinos, mas acredito que o Espírito sentou na minha cama, bem na colcha que minha bisa fez, bordada, linda, que me faz agradecer sempre pelas mulheres fortes da minha casa.

Ahh, 2013 também foi o ano em que decidi colocar a ideia do blog em prática, eita segundo semestre porreta, hahahaha (dúvidas de que preciso dormir? Kkk)… E isso parece besta, escrever em mais um blog dentre milhões desse mundão de bytes, mas quando recebo alguma mensagem de que alguém se sentiu abraçado por algum textinho, vejo o quanto podemos ser calor do Espírito, braço do Pai, em coisas simples. O evangelho não requer grandes cerimônias, é só ser uma pessoa (gente boa, por favor) cheia do poder do Espírito Santo e disposta a amá-Lo quando não queremos agir como Ele nos aconselha.

2-      Go go Power Ranges 2014.

Para 2014, eu já começo com um desafio: jejum até dia 01 de março. Ah, e já tenho meu versículo pessoal para o ano. Aliás, vocês já têm os seus? Todos os anos, o Senhor me dá um versículo que é meu edredom em dias difíceis ou lindjos. Uma palavra na qual me apoio e profetizo em minha própria vida (e, às vezes, encho o saco de Deus do tipo: mas o versículo que o Senhor me deu me dizia isso, então, eu creeeeeeeeeio que isso vai acontecer, hehehehe). Por dois anos consecutivos meus versículos estavam em Isaías, esse ano ele está em Oséias! Vou colocá-lo em duas versões da Bíblia, porque ele só fica cada vez melhor, não importa em qual delas eu leia:

(versão: A mensagem): “Sim, vou me casar com você e não vou abandoná-la nem deixá-la ir. Você vai me conhecer como eu, o Eterno, realmente sou.”

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(versão: Almeida Revisada e Corrigida): “E desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás ao Senhor.”

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Oséias é um livro lindo, história de amor derrete coração, quando ganhei versículo desse profeta fiquei surepresa! Que venha 2014, um ano de porções dobradas, de conhecimento profundo de Jesus, de reino e muuuito trabalho no ministério!

Feliz Ano Novo!

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Igreja assistindo nosso vídeo de retrospectiva!
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Honra para quem merece honra: Bispos lindos e queridos!

 

Da série: pegando do instagram das amizades
Da série: pegando do instagram das amizades

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- Pode postar?
– Pode postar?

 

2014 lindo para todo mundo (: