Feliz Natal! (Parte 1)

O Natal traz, de alguma forma, o verdadeiro evangelho até nós, que não é aquela conversa acusadora que ouvimos em grande parte dos nossos dias: seja assim, não seja assado (não vale para o chester).

É uma data ótima, mais um desculpa para ouvir Sinatra alto, para comer doces e rasgar papel de presente na sala, mas ela é, especialmente, o dia em que um cara revolucionário nasceu.  Acredito que o verdadeiro evangelho é tão político, quanto espiritual, é tão sentimental, quanto simbólico. Abro os quatro primeiros livros do novo testamento e vejo um homem que se importava com os pobres, que tinha que ajudar pescadores a ter o que comer e que, ainda assim, não pregava dinheiro. Acredito que Jesus nunca pregou pobreza, ou julgou fortuna; Jesus simplesmente falou: cara, você não tem que passar necessidade e amigo, você que é rico, só precisa manter seu coração no lugar certo. A verdade é que milionários e mendigos podem colocar o dinheiro como o centro de suas vidas e Jesus pregava o Reino como início, meio e fim de nossa existência.

E adivinha? Ele ainda prega.

O nascimento de Jesus é incrível, reis do oriente vieram vê-lo, enquanto outro rei tentava matá-lo. Espadas, fugas, grandes presentes e amores incondicionais. Esse é o nascimento que celebro. Meu rei foi seguido por cegos, almoçou com ladrões e sua morte foi chorada por prostitutas. Esse é o meu Natal, esse é o meu evangelho.

Temos uma oportunidade de jogar nossa ideia aguada de religião fora nesse período do ano. Um rei não viria a terra instaurar uma religião, porque isso é pequeno e mesquinho, um rei instaura um REINO, oras. Uma nova maneira de se entender como gente. Estar debaixo de um reino é tão diferente e libertador do que estar debaixo de uma religião… O Natal é isso, dia intergaláctico de gritar: PAREM DE NOS ENGANAR COM ESSAS RELIGIÕES E CERIMÔNIAS, ESSAS ORAÇÕES CONFUSAS, ESSE LERO-LERO. É tempo de entender o “venha nós o teu reino”, porque quando ele vier o “seja feita a tua vontade” vai deixar de ser uma oração, uma bolinha que nós passamos em sequencia de outra e de outra…

Todo final de ano, ajudamos uns aos outros, como a primeira igreja fazia, festejamos, damos e ganhamos presentes, isso deveria ser reino, e eu me pergunto: quando é que tornamos tudo isso religião? Quando é que nos metemos em algum concílio? Quando é que decidimos que lutaríamos guerras que não eram para o reino? No Natal, tudo isso faz menos sentido ainda… Porque pensamos em Jesus em uma manjedoura, rodeado de pastores e anjos que cantavam pelo menino. E é isso que quero ser,  parte de um presépio, quero ser o peixe que levava uma moeda – estáter – na boca, para que Jesus pagasse seus impostos (Leia Mateus 17: 27!), quero ser a adúltera que se jogou aos pés do Rei. Porque me vale muito mais conhecer seus pés, mãos, palavras e vontades, do que me encher de ritos e tradições que nunca me farão ver quem Ele é.

Que Jesus venha de novo e traga o reino como fez da primeira vez. Yeshua, nós te esperamos com corações quentes, como manjedouras cujo feno foi cuidadosamente afofado.

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