Arquivo mensal: novembro 2013

Na casa do meu pai (ou: Olá, Jon Foreman)

Gosto da sensação de ir a igreja quando ela está vazia. Entrar em silêncio e pensar:

– Tem café, Deus?

Não, eu não bebo café, a não ser em noites longas, que precisam ser ainda mais longas (e faço um café tão fraco que não sei se realmente me ajuda no quesito sono), mas perguntar isso para Deus me faz sentir ainda mais em casa. Não tem coisa melhor do que se sentir em casa na igreja.

Pai. Meu pai. Eu estou na casa do MEU PAI.

Às vezes, vou a igreja e apenas me sento lá dentro. Em alguma segunda ou quarta-feira sem culto. Me sento em uma das cadeiras e tenho diálogos imaginários com Deus ou faço coisas rotineiras como escrever meu TCC ou qualquer texto besta (como esse aqui ô, escrito na primeira fileira da igreja e postado em outro blog).

Sim: sou boba pela igreja, apaixonada mesmo e acho que nada se parece com ela. Conheço gente que não se importa de sempre assistir um culto pela TV ou ouvir algo no rádio. É tudo bem legal, maaas não é a igreja. Aquele lugar que a gente entra e tem a sensação de que conhece cada partezinha.

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Eu oro pela igreja como se ela fosse uma pessoa, peço que Deus a abençoe, a fortaleça, a supra, peço que ela seja minha casa assim como é a casa Dele. Peço ao Espírito que eu seja a igreja. 

Na Bíblia que estou usando ultimamente (versão A Mensagem), o final do Salmos 23 expressa exatamente o que toda minha lengalenga não conseguiu: “Tua bondade e teu amor correm atrás de mim todos os dias da minha vida. Assim, vou me sentir no templo de Deus por todo tempo em que eu viver”. Obrigada, seu Davi, é assim que também quero me sentir.

Uma das maneiras de experimentar a casa de Deus fora dela? Música (:

Minha versão de  The House of God Forever, do Jon Foreman (com uma participação especial do violão desafinado de duas notas só e de um objeto não identificado que cai na cozinha)

Sem desafino ou tombo (e com gaita!!), escute a versão original da música:

 

Ah, hoje é domingo, então, vá ver seu Pai. Tem café e amor quentinho lá.

Playlist para tarde de hoje

Uma seleção de músicas para deixar essa quarta-feira mais devagar.

1 – Hymns From Nineveh – Hymn For The Lover

I thought your skin was like a veil concealing

hope and fairytales,

and your hands were like a map

from where many’ll find their way back

(at least I did)…

{para a Marcela e  Caio, cobaias de playlists e lindos nas horas vagas e chuvosas de São Paulo}

 

2 – Mandi Mapes – Home With You

I can´t wait to go home you with you

 

3- Jimmy Needham – The Reason I Sing

Make me a singer who is unsung
Cuz You won’t share fame
4- Jimmy Needham – Clear The Stage  (Seu Jimmy de novo)

Jerk the pews & all the decorations, too
Until the congregations few, then have revival
Tell your friends that this is where the party ends
Until you’re broken for your sins, you can’t be social
Then seek the lord & wait for what he has in store
And know that great is your reward so just be hopeful

‘Cause you can sing all you want to
Yes, you can sing all you want to
You can sing all you want to
And still get it wrong; worship is more than a song

 

5- Palavrantiga – Vem Me Socorrer 

E
Havia o silêncio que mostrou os meus vicios.
C#m
Me agarro contigo. Vem, me socorra agora.
B
Tudo foi embora
A E
Só tenho você, Amor. Agora.

A B C#m
Essa não é mais uma canção de amor.
E E E4 E
Não, não, não.

E
Eu Canto pra Ti.
G#m A
Já sei onde estou.
F#m A B C#m
Olhando pra mim posso saber que nada sou.

Diário de Bordo: One Pray

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{música para ler este post}

Eu mudei tanto no final de semana que me admira que ainda tenha o mesmo nome. Dois dias e pouquinho se passaram, porém sinto que  foram exatamente dois séculos e treze dias.

O Espírito Santo é lindo!

Bem, o Encontro do One Pray poderia render uns 57 posts (margem de erro? Três posts para mais ou para menos), mas tentarei resumir o que vivi aqui – lembrando que citações esporádicas ao encontro vão acontecer, lidem com isso, hehehe.

Ah, provavelmente este texto ficará imenso, mas se a jornada é pesada e te cansas  da caminhada segura nas mãos de Deus e vai.

O CONTEXTO

Fiz minha inscrição na quarta-feira. Estava chovendo e fiquei perguntando para Deus o que Ele queria de mim. Entrei no banco, quando uma senhora resolveu gritar com o caixa porque ela não havia levado a identidade, e que isso não devia ser cobrado justamente dela que era cliente daquele banco antes que o (pobre) moço que estava a atendendo houvesse nascido.

Gritaria, pessoas. Das pesadas.

Parei de falar com o Espírito e tentei não olhar para a senhora. Você NUNCA pode fazer contato visual com o promotor do barraco, porque, meu bem, ele vai começar a despejar a indignação em você e aí só vão sobrar duas opções:

1 – Concordar com a chorumela dela

ou

2 – Dizer que ela está errada, já que pedir a identidade é um procedimento padrão (minha senhora). Caso você tenha escolhido esta opção, se prepare.

Depois da lengalenga paguei minha inscrição, dobrei o comprovante e coloquei na bolsa me perguntando o quanto pareço com aquela velhinha para Deus, pedindo coisas sem ter identidade… Gritando quando podia conseguir o que preciso simplesmente seguindo as regras do reino…

Sacudi a cabeça.

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O que sobrou da rosinha

Continuei descendo a T-63 em direção ao Mercado do Pedro Ludovico (caso você more em Goiânia ou se importe) até parar em uma floricultura praticamente em frente a tal mercado e a outro banco (esperei o fantasma de outra velhinha louca, mas ele não veio). Comprei uma rosinha para colocar em minha mesa de trabalho, porque estou nas ultimas semanas neste emprego e porque era meu brilhante dia após o pior dia do ano. Achei que fazia algum sentido deixar as coisas com uma cara boa…

Continuei caminhando, sabendo que Cristo é minha esperança da glória e o encontro em Brasília seria minha expectativa dos dias seguintes.

 A VIAGEM E O CHECK IN

Peguei um ônibus às 15h10, antes das sete da noite já estava em Brasília, dentro do taxi do seu Josa (sim, Josa mesmo), um mineiro quase baiano conversando sobre pão de queijo, pamonha e sobre como ele acha engraçado chamar a sede da minha igreja de Embaixada, nome que demos a ela desde que eu me entendo por gente.

Seu Josa tinha um sotaque bom de gente de Minas. Fiquei guardando o que ele falava dentro de mim, e por mais que não parecesse haver nada de sobrenatural no que ele dizia

– Aqui no DF não tem pão de queijo não, tem polvilho e água.

eu ouvi como se fosse necessário que aquela história fosse passada para frente. Talvez fosse culpa do jeito bonitinho que ele falava, cantando, sorrindo… Ou da minha vontade de ver Jesus em todos os lugares. Abri meu caderno na bolsa, anotei algumas coisas para que eu nunca me esquecesse de seu Josa e imaginei quanto de Deus pode caber em um momento besta, em uma reclamação da falta de queijo em um pão de queijo, em uma conversa com gosto mineiro.

Com apertos de mãos dados e a promessa de que se ele viesse a Goiânia eu o levaria para comer a melhor pamonha com linguiça (ensinei que a gente chama de pamonha à moda, hehehe), eu peguei minha mala e entrei na igreja. Foi estranho fazer isso sozinha, sempre vou com alguém da família ou com um grupo de Goiânia. Mas foi um estranho bom, do tipo que a gente tem certeza de que está ali por uma motivação purificada, não se trata de acompanhar a mãe ou de fazer bagunça com os amigos. Estava ali porque… bem, porque queria ouvir de Deus o que só Ele pode falar.

Fiz o check in (foi fácil, meu nome geralmente é o único da lista, hahaha), escrevi um post animado para o blog e fiquei olhando as pessoas com seus violões, alargadores, sneakers, passos de dança e gritaria. Percebi, mais uma vez, como os membros da Sara Nossa Terra são um. Pessoas de Curitiba, de São Paulo e da Candanga são velhos amigos que nunca tiveram a oportunidade de se conhecerem.

Desde menina acho que a Sara Nossa Terra fala a mesma língua no país todo: um idioma de intensidade. Nós nos damos ao Senhor intensamente e a palavra Dele já nos diz que Deus é galardoador dos que o buscam. Temos ótimos bispos, aprendemos bem.

Finalmente chegou a hora de entrar no ônibus e cantar, batucar, conversar. Conheci uma moça chamada Daiany, ela está cursando o último período do instituto e faz parte da galera da música (:

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Check in feito!

 

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Daiany (;

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O ENCONTRO

Ao chegarmos ao encontro fomos bombardeados com o Espírito Santo. O tema desta edição era Adoração, Sacerdócio e a Arca e Deus LITERALMENTE se chocou contra nós. Sem palco, com alguns caixotes, luzes de led e abajures espalhados entre os músicos, nós adoramos. E aprendemos a tratar o Espírito como o bem mais precioso do nosso culto.

Não há como descrever todas as palavras ou ministrações, mas as experiências que o Espírito Santo nos deu foram mais preciosas do que qualquer benção que ele poderia ter preparado. Em nenhum outro lugar era mais fácil sentir a presença de Deus. E por isso, as pessoas dançavam – sim, começavam a fazer passos ensaiados junto com outros, ou simplesmente fechavam os olhos e expressavam a Deus o quão incrível Ele é do jeito que conseguiam: com passos leves, com pulos, com correria, com gritinhos (e gritões), se ajoelhando, chorando, tocando, interpretando.

Em um desses momentos abri meus braços e não tenho certeza de quanto tempo fiquei daquele jeito, até perceber que se eu simplesmente morresse nada iria mudar, eu continuaria com os braços abertos, incrivelmente abertos, sentindo o Espírito bater contra o meu peito. E foi a primeira vez que eu realmente comprei a ideia de Paulo, morrer seria lucro, porque talvez quando eu fechasse meus braços, seria em um abraço. Abraçaria ao Espírito. Abraçaria Jesus.

Nos dois dias tivemos um momento de devocional. Deveríamos estudar Romanos juntamente com mais quatro pessoas. Todos nós leríamos e comentaríamos. Era a primeira atividade da manhã, antes mesmo do café. Sentei com meninas que ainda não tinha conversado e mais uma vez a experiência foi tremenda. Conversamos sobre sentimentos que Deus nos dá, sobre amar o evangelho e as pessoas dentro dele como a intensidade de Jesus na cruz.

Lemos este versículo: “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.” e eu quis abraçar e beijar o Espírito. Quis dar um cheiro em Jesus e falar o quão maravilhoso Ele é. Não somos escravos, mas amamos profundamente os laços de amor que nos envolvem e é por isso tudo que tenho vivido a MILHÕES DE LÉGUAS da religião. Amor não pode ser medido em uma reza, no tamanho do seu cabelo, em usar saias assim ou assada, me desculpem, mas o único modo de medir o amor é em Jesus. Meu amor é do tamanho de Jesus, da sua largura. Eu não sou religiosa, mas apaixonada, incrivelmente apaixonada pelo Deus que me entendeu sem nenhuma explicação.

E se esse momento de 30 minutos me fazia querer ouvir as outras pessoas do grupo para sempre, imagine o resto das palavras e dos momentos de louvor?

No tempo livre que tínhamos podíamos fazer oficinas de Música, Dança, Teatro e Cenografia. Fiz uma de música em que aprendemos sobre composição e harmonização. Também no tempo livre, podíamos ir para a piscina, dormir ou ir para a Tenda do Sobrenatural para orar e orar… Não dormi ou fui para a piscina, porque, bem, PORQUE ESSAS COISAS A GENTE FAZ EM CASA, hehehehe.

Outra coisa linda? Não existe equipe de limpeza, todas as equipes se revezam. De manhã a galera do teatro serve a comida e limpa a cozinha,  de tarde pode ser que a equipe de dança esteja lavando as vasilhas e o banheiro do refeitório e assim por diante… Todos limpam, afinal o One Pray não é só um Ministério de Artes é um Ministério de Serviço.

A VOLTA

O final do encontro foi lindo e teve aquela cara de “aaaahhhh” assim que um convidado bom sai do Programa do Jô. Voltamos no ônibus cantando Resgate e Palavrantiga <3, enquanto passávamos por lugares planejados por Niemeyer.

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Para ver mais fotos, acesse o facebook do One Pray – Brasília.

 

One pray! (ou: one pray mesmo, é muito legal e não tem “ou”)

Vocês não tem idéia de onde estoy agora. Na sede da minha igreja: em Brasília!
– Parabéns, Natânia, agora conta porque isso é legal…
Vocês estão um bando de mal educados, mas não tem problema não, eu conto, porque estou empolgada!
O One pray é o Ministério de Artes da minha igreja (suspirem ouvindo Ministério de Artes, porque meu coração dá um saltinho toda vez que falo isso!) e esse fim de semana é… ENCONTRO! E esse é o motivo pelo qual estou em Brasília e (muito) animada, obrigada por perguntar.
Estou esperando GRANDES – grandes mesmo – coisas de Deus! Sabe quando você está ansioso para ouvir cada palavrinha que o Espírito tem para falar? POIS É!
Olho em volta – aqui no local preparado para o check in, na entrada da igreja – e vejo pessoas com o mesmo espírito, conversando sobre adoração, levando violões e caras de “graças a Deus esse dia chegou”. E eu também agradeço, o Senhor sabe o quanto.
Agora eu vou fazer meu check in e torcer para o 3G me deixar postar sobre quão grande é o meu Deus.
(:

Músicas de quinta (desculpe pela piada infame)

Não sei você, mas eu não trabalho, descanso, me divirto ou vou na esquina sem música. E geralmente gosto de pensar em músicas temáticas, do tipo: hoje quero ouvir algo clássico Bessie Smith com toque de contemporaneidade e descontração indie, hehehe. É engraçado fazer isso, uma vez tentei escolher algo legal e diferente para ouvir durante umas duas semanas seguidas. Dá trabalho, mas é divertido e te faz procurar e descobrir um monte de músicas novas, afinal o youtube tem um lado bem Bessie Smith com toque de contemporaneidade e descontração indie.

Bem, hoje  eu estava procurando algo bem casa da gente e lembrei de duas letras que me fazem sentir assim. Músicas que fazem a gente querer casa, mesinha vermelha, quadros e espelhinhos na parede, três livros com seu nome na capa, dois filhos – para ter para quem ler seus três livros e dividir seu Deus– e uma árvore de natal.

– Para ler a história de Eliseu – ou Nárnia! – pras crianças (ou, ainda, para furar os buracos dos quadros novos!)

– Pra sonhar com sofá fofinho e almofadas coloridas

(:

Receita para o dia depois do pior dia do ano

Começo confessando que sempre achei livro de autoajuda uma bela porcaria (e minha opinião não mudou muito, hahahaha), mas cá estou eu: começando um post com “receita para”.

Sim. O texto de hoje é sobre o “brilhante dia – SQN – depois do pior dia do ano”. Acredito que a gente tem vários piores dias do ano, mas sei que uns são piores do que outros. Geralmente os que mexem com nossas projeções de futuros, dias que hoje eu chamo de… terça-feira, hahahahaha! E saber lidar com o dia depois do pior dia do ano não é muito fácil. Pelo menos para mim.

Então, criei uma lista de coisas para  fazer hoje, no meu “brilhante dia – SQN – depois do pior dia do ano” e resolvi compartilhar isso no blog, para outro alguém que esteja tendo o “brilhante dia – SQN – depois do pior dia do ano”. Deixando bem claro que espero que seu dia esteja maravilhoso e você faça comentários do tipo “que chatice depressiva  é essa? Alguém dá um chocolate para essa menina!” ou “a pós-modernidade e essas pessoas que não sabem manter sua vida só para elas”.

Em todo caso, a lista:

1-  Ore

Esse tópico é provavelmente o mais importante de todos. Quando há muita tristeza, nada senão a oração pode curar. Orar de verdade. Sem espiritualismos baratos. É necessário descosturar cada parte do miocárdio e perguntar para Deus “o que é que o Senhor está fazendo, Jesus? O Senhor tem noção do quanto eu esperava que isso fosse assim ou assado? Como o Senhor acha que eu vou lidar com isso?”.

Chore aos pés de Jesus – vocês deviam experimentar cantar chorando, é ótimo, é lindo, é sucesso, recomendo – e imagine que Ele ficará constrangido com as lágrimas, assim como ficou com o choro de Maria, irmã de Lázaro, e vai descer sobre você como confete picado.

Orar é sempre a coisa mais importante da lista. Quando acordei hoje eu sabia que devia orar como se minha vida dependesse disso. Então, antes de ir para o trabalho e enfrentar o dia decidi ir à igreja.  Igreja sem culto, vazia mesmo, só para orar. Lá encontrei alguém cujo coração é maravilhoso (do tipo sorvete de chiclete) e nos sentamos no altar e oramos.

E então, eu podia começar a escrever textos e reclamar que a câmera do trabalho não é boa e não tem como fazer fotos blábláblábláblá…

2 – Tentar não ficar carrancudo, chato, insuportável, alguém tira essa pessoa daqui

Esse é um tópico autoajuda total. Aplausos, hahahaha! Mas é um ponto difícil [para mim]. Estar chateado porque algo não terminou como você imaginou, porque você não conseguiu o que desejava, porque o arroz queimou – sei lá –, quase sempre afeta todas as nossas emoções por algum tempo. Se você tiver um temperamento parecido com o meu: por muito tempo. Então é importante não fazer todo mundo – incluindo os ETs, hahaha – te odiarem porque você é chato demais (chato mediano dá para aceitar, porque olha não dá para ficar radiante no “brilhante dia – SQN – depois do pior dia do ano”).

3- Conversar com gente legal demais da conta (goianidade)

Por quê? Porque elas fazem o dia ficar menos ruim. Conversando sobre missões com um amigo (daqueles de verdade!), ele foi logo pensando em África e me mandou uma foto minha  – caracterizada – com uma descrição bucólica da minha vida em campo:

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E contando uma história besta no trabalho sobre cantadas no ônibus, uma pessoa da empresa onde trabalho fez um “email marketing” da depressão para mim:

Natania

Acho que gente que faz a gente rir deve ser celebrada sempre (:

 

Se nada disso der certo – e você não inventar uma máquina do tempo para voltarmos alguns meses e compartilhar comigo a descoberta, né? – o melhor é ouvir o conselho de um pirata que conheço e atende por Aires :

– A vida não é um mar calmo não, Natânia, dobre a camisa, deixe essa tatuagem de âncora pular até o mar e… vá limpar o convés, está cheio de cocô de pombo.

Isaías 35:8 (ou: terças-feiras são menos gentis que segundas)

Não há nada que eu escreva hoje que faça o mundo ficar vagamente melhor. Por isso, pensei em não escrever nada. Mas Deus não é quem é apenas na alegria. Como é difícil aprender isso!

Ajoelhei-me durante a oração de hoje, na igreja, sem ter a certeza de que conseguiria me mover e digito agora, ainda dentro da igreja, sem ter a certeza se devo postar isso.

– É muito pessoal, Senhor, podemos fazer um texto melhor.

Mas sei que devo postar assim, escrachado, para você ter certeza de que o mesmo Deus que conta piada escuta uma longa hora de uma oração soluçante. E você não faz ideia de como minha voz é chata chorosa. Mas o Espírito não apenas escuta, ele consola. Ele não me deu imensas revelações enquanto chorava e orava (muita lágrima e rímel e lápis para isso), mas ao ouvi-lo falar meu nome, eu senti um calor bom. Do tipo que cura.

– Natânia.

E o soluço fica mais longe, mais distante.

Sei que nem tudo vai embora como veio: rápido. Mas tenho orado para que o Senhor seja minha embarcação calma.

No meio da tarde de hoje, Jesus me deu um versículo e mesmo sem entendê-lo completamente no contexto em que ele foi jogado, me apego a ele, como se fosse o mindinho de Deus:

E ali haverá uma estrada, um caminho, que se chamará o caminho santo; o imundo não passará por ele, mas será para aqueles; os caminhantes, até mesmo os loucos, não errarão.
Isaías 35:8

Obrigada, Senhor, porque eu não entendi absolutamente nada, mas te amo e amo e amo como amava quando aceitei ao senhor aos 4 anos, como quando, pela primeira vez, falei na língua do Espírito, aos 8, como quando escutei  Jesus falar no quartinho do fundo do meu apartamento, aos 12, quando o Senhor me disse que meu pai não morreria da doença que estava enfrentando ano passado, te amo como quando acordei hoje: intensamente.