Arquivo mensal: outubro 2013

Deus , o Senhor, por acaso, está no Centro?

{Para ouvir enquanto lê}

Para os dias que a gente sente saudades de Deus pelos menores motivos e faz drama, bico de menino mesmo, e fica pedindo dentro do coração, baixinho, mas alto: deixa eu te achar, Deus. Para esses dias: Salmos e uma câmera. Salmos para o coração e a câmera para imaginar lugares onde o Senhor pode ter se metido…

Ó Deus, tu és o meu Deus,
eu te busco intensamente;
a minha alma tem sede de ti!
Todo o meu ser anseia por ti,
numa terra seca, exausta e sem água. Quero contemplar-te no santuário
e avistar o teu poder e a tua glória. O teu amor é melhor do que a vida!
Por isso os meus lábios te exaltarão. Enquanto eu viver te bendirei,
e em teu nome levantarei as minhas mãos. A minha alma ficará satisfeita
como quando tem rico banquete;
com lábios jubilosos a minha boca te louvará. Quando me deito, lembro-me de ti;
penso em ti durante as vigílias da noite. Porque és a minha ajuda,
canto de alegria à sombra das tuas asas. A minha alma apega-se a ti;
a tua mão direita me sustém.                                        Salmos 63:1-8

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Imaginei que o Senhor estivesse ali: segurando a mão daquele homem, no Centro da cidade
E depois desceu a rua da vidraçaria e continuou andando...
E depois desceu a rua da vidraçaria e continuou andando…
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E aí, ficou de pé sob o prédio pronto para mergulhar e nos cobrir com graça e um ventinho gelado
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O dia que o Espírito pintou o céu com uma cor que não existe (Desafio #2)

Quero contar os resultados do último desafio, mas não sei como começar. Tantas coisas estranhas e maravilhosas aconteceram… Ao invés de te encher com milhões de histórias, vou resumir tudo com uma só: tive um sonho. E foi incrível e inacreditável ao mesmo tempo.

Estava em uma praia junto com alguns amigos, quando o sol começou a se pôr.

Mas ele não estava apenas se pondo. O céu havia ficado com uma cor ainda não inventada por aqui… Uma cor de céu que se assemelha com um que é pintado em um dos meus clipes favoritos do Beirut. Uma grande amiga, que estava comigo na praia, aponta para cima e diz:

–  Olha, é a glória, é igualzinho o livro da Ruth!

E então a gente começa a correr, correr e correr e parece que estamos caindo, mas, na verdade, a gravidade parece ter mudado sua intensidade, nos puxando para baixo com mais força e depois com quase nenhuma, o que nos deixava pairando e depois praticamente mergulhando dentro da areia. Mas isso não era ruim ou assustador. Era maravilhoso. Era como se corrêssemos com o Espírito.

O céu se torna rosa. Rosa dourado, como o rosa das capelas e vestidos de criança.

Outra colega ri e expressa a vontade de que Jesus volte no sonho e é aí que o sol se poe de uma vez, e toda a cor do ceu vai se recolhendo em forma de círculo, até ouvir-se um “puf” e tudo estar escuro e nós caírmos na areia rindo.

Eu parecia ter acordado, mas não. A mesma amiga do início do sonho estava em uma cama ao meu lado da minha, deitada, tranquila… Ela virou para mim e disse, assim, como se explicasse algo corriqueiro:

–  A gente só não faz as coisas velhas mais por causa do Espírito.

E, aí sim, eu acordei.

Ah, o Espírito é maravilhoso! Ele me ensinou a amar o lugar que estou hoje na igreja, pois isso é honra-lo, ele me ensinou a falar com ele quando tudo o que eu quero é ler Auden durante uma tarde e meia

The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the woods;
For nothing now can ever come to any good.

 Funeral Blues// Auden 

Ah, como eu gosto de Funeral Blues em dias blé, mas tenho me feito gostar do Espírito ainda mais nesses dias.

Não há jeito de terminar um texto que fala sobre o Espírito Santo, porque a gente vai se lembrando e lembrando das coisas pelas quais temos que ser gratos. Por isso acabo por aqui, assim, de uma vez, concordando com Hemingway e seu cachimbo: eu aprendi muita coisa ouvindo cuidadosamente – não tão cuidadosamente quanto eu gostaria, talvez. Mas o que importa é que eu aprendi o mundo e o mar ouvindo ao Espírito.

Hillsong United e as duas novas características do Espírito (Desafio #2)

Ainda não consegui me recuperar. Estou escrevendo e me segurando para não gritar. Gritar como gritei ontem, quando fechei meus olhos e cantei ESTA música como nunca cantei nada na vida.

Eu nunca mais quero sair dessas semanas do Desafio #2.

Fiz uma bagunça para dar início a esse post. Devia ter começado pelo começo: ontem fui ao show do Hillsong United com um amigo – Filipe! -, ou era isso que nós pensamos que iríamos fazer, “ir a um show do Hillsong”; entretanto o Espírito é tão maravilhoso que nos levou a um lugar onde iríamos encontra-lo de forma arrebatadora.

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Fotógrafo da noitche: Filipe, aquele a quem o zoom odeia

Eu já estava animada com o show, porque o ministério do Hillsong é impressionante e –  a não ser que você tenha entrado nesse negócio de ser crente agora – a maioria dos cristãos sonhou em estar em uma das apresentações deles (ou no Hillsong College! Confesso que ainda não superei o college, hehehe).

Entretanto, quando entramos no Goiânia Arena (logo depois de passarmos pela fila e pelo casal que conversava loucamente atrás de nós, rs), e as primeiras músicas foram tocadas, me senti na igreja e não em um show. Fechei os olhos e senti: o Espírito estava ali. Minha mente ficava falando coisas como “abra os olhos agora, você está perdendo o show”, mas meu coração sabia para quem ele devia olhar naquele momento. E era tão fácil ver quem não pode ser visto…

Nos momentos de alegria, gritos e em um específico, em que o Filipe e eu aprendemos que pular na arquibancada pode ser perigoso (dentes não inclusos no pacote), eu via uma única igreja. Todos estavam cantando músicas que nem eram cantadas em nossa língua materna – mas em inglês – e o júbilo era o mesmo.

Imagino que o céu deva se parecer com aquilo, um lugar onde não é necessário peixes-babel (Douglas Adams acabou de se revirar na tumba porque estou juntando seus escritos com Deus, hehehe. Desculpa, Douglas, mas eu gosto dos dois), pois a presença do Espírito é toda a língua que devemos entender.

Eu quero aprender a falar espirito-santês todos os dias fluentemente.

Com o episódio de ontem, o Espírito me ensinou mais duas de suas características: surpreendente e realizador.

Sim! O Espírito é surpreendente e Ele se preocupa em realizar seus sonhos!

Ele me surpreendeu com sua presença ontem e realizou um dos desejos do meu coração – ir a um show do United.

Ainda estou muito maravilhada com tudo. Com a adoração, com as músicas, com o moço que ia traduzir o inglês para português, mas apenas repetia as coisas em inglês (hahahahahahahhahaha!), com os vídeos… Enfim: com tudo que o Espírito pode nos dar em uma única noitinha. Imagine em uma vida inteira? Espírito, se prepare porque não pretendo passar dessa para uma melhor tão cedo, então: vai ser um loooongo período de mimimi. Mas se serve de consolo, estou anotando tudo que o Senhor está me ensinando. E se não serve… bem… eu te amo, serve?

Espírito: um imã de relacionamentos (Desafio #2)

O Espírito é um amigo que traz amigos. Aliás: Ele é um amigo que traz os amigos certos. As pessoas que são exatamente um pedaço da gente.

Mas eu não vou falar hoje não, o testemunho da Fernanda Brum, Liz Lanne e da Eyshila vai fazê-lo:

Para orar com a música que elas cantam ao final

 

Consolador (Desafio #2)

O título desse post foi a primeira característica que aprendi que o Espírito Santo possuía. Não digo aprendi em seu sentido empírico, mas de leitura, exatamente em João 14:26 (leia todo o capítulo, ele é lindo!). E sempre fiquei imaginando porque essa foi a primeira coisa que Jesus disse do Espírito… Tenho uma teoria desde menina: se você estivesse vendo o homem mais legal da terra – e entre todos os aliens – simplesmente ir embora nos céus, qual seria sua reação? Eu agarraria o pé dele e começaria a gritar:

– Discípulo 1, 2, 3, 4, venham gente. O plano é simples: puxem para baixo.

Jesus era muito querido por aqueles homens. Penso assim, se eu amo o Senhor como amo, sem nunca vê-lo, sem nunca perguntar se Ele aceita água da geladeira ou do filtro, imagine se tivéssemos dividido comida, casa e viagens?! Imagine se eu não quisesse parar de conversar com ele já tarde da noite e soltasse:

– Dorme aqui, Jesus, te empresto um short.

A partida desse homem seria muito dolorida para mim.

Creio que, por isso, o consolador veio primeiro. [Apenas escrever isso já me deu um sentimento ruim de não poder ver Jesus mais… Besta, mas já deu um nozinho – de marinheiro – na garganta… Nem quero imaginar Pedro ou João sentindo tudo isso…].

Mas esse consolo nem sempre é do tipo: vai dar tudo certo. Fique calma! Ontem entendi uma coisa sensacional. Tão sensacional que eu criei um nome para nunca esquecê-la.

Princípio 2 da Consolação: O Espírito pode consolar te dando uma esperança de futuro.

(qual é o Princípio 1? O que foi citado: o Espírito pode consolar te dando um belo abraço de shhhhh, pare de chorar, olha que lindo é o mundo, deixa eu te mostrar uma música do Armstrog, shhhshhh).

O fato é que entender o Princípio 2  foi impressionante. Eu havia terminado meu período de oração, corrido para a cozinha para improvisar um almoço e tcharam: tudo pareceu fazer um sentido absurdo dentro de mim. Qual é a melhor maneira de consolar alguém do que dando um novo futuro para ela?

Como o Espírito faz isso? Bem, ele pode agir em nossas vidas de diversas formas, na minha foi através de um versículo bíblico. O que está escrito nestes versos é minha esperança de futuro.

Canta alegremente, ó estéril, que não deste à luz; rompe em cântico, e exclama com alegria, tu que não tiveste dores de parto; porque mais são os filhos da mulher solitária, do que os filhos da casada, diz o SENHOR.

Amplia o lugar da tua tenda, e estendam-se as cortinas das tuas habitações; não o impeças; alonga as tuas cordas, e fixa bem as tuas estacas.

Isaías 54: 1 e 2

Obrigada, Espírito, porque você é sempre a palavra certo para o tempo certo. Até mesmo quando este tempo está por vir.

Oração e Leitura do Desafio #2 (ou: Riordan, seu lindo!)

Porque promessa é dívida (mesmo que demore a ser cumprida, rs). Eis a programação do desafio novo.

Quanto a oração… Bem, não escolhi uma hora fixa para ela. Em tempos de TCC, os horários andam mais flexíveis. Apesar disso, todas as vezes quero pedir pelos frutos do Espírito e por tudo que ainda precisa da Sua mão.

Vamos aos livros. O primeiro é… a Bíblia, especificamente este texto. Depois nos temos 50 Anos de Esperança, do Pastor Cho. Sei que tenho falado muito dele ultimamente,  mas não consigo não ler esse livro milhões de vezes. O volume fica ali, na minha estante, um dia resolvo que é hora de reler e BUUUM preciso fazer isso milhares de vezes. Um loop infinito de Coreia e de um testemunho brilhante. E fico querendo citar o livro para todo mundo, porque parece que ele é resposta para tantas situações… Do tipo:

-Acho que eu queria aquele….

– Ore e visualize, página 244.

Mas esse desafio também tem livro novinho. Quero dizer, um que eu ainda não li, porque novinho novinho ele não é, hehehe… Esse é um dos livros que peguei emprestado da minha mãe (ela deixa isso bem claro, porque colocou seu nome na capa,rs) e nunca li. Sempre vou colocando um em sua frente e ele sempre vai ficando na frente da pilha de livros que planejei reler esse mês… Todo solitário… Bem, falei, falei e não falei o nome do livro: Reduze-me ao Amor, da Joyce Mayer.  A carinha dele na minha estante, ô:

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Estava de olho em outro livro para este desafio, maaas comprei A Marca de Atena (sim, atrasada, eu sei, mas gregos e romanos eu repito: TCC) e preciso intercala-lo as minhas leituras, porque… não tem porque. Aliás tem: Porque a gente sempre tem que arrumar um tempinho para o Riordan e ser feliz. Nem que seja no ônibus [o que é um perigo, porque a cada vez que gosto de uma parte fico fazendo essa cara no ônibus]. O melhor de tudo isso é saber que o livro quatro dessa mesma série que estou lendo acabou de ser lançado e que quando terminar esse não terei que esperar para lê-lo (beijos amigos que estavam rindo de mim por ainda não ter lido o livro 3. Quem é seu Deus agora?! Cof cof… Calma aí, Deus, é só uma expressão, hehehehe!).

– EU NÃO ESTOU AQUI PARA SABER DAS SUAS LEITURAS, NATÂNIA.

Foi mal gente. Dispersão com livros quem nunca?

Eu só estava explicando porque só conseguirei ler dois livros nesse desafio, rs. E bem… já queria avisar que por mais que houvesse planejado apenas uma semana para o desafio #2, vou ampliá-lo para quinze dias. Porque? Porque tive um tempo muito produtivo com o Senhor hoje e acho que quero continuar com os mesmos objetivos por mais uma semana.  O que me faz ter um novo deadline: o desafio está valendo até dia 21 de outubro.

Disse no primeiro desafio e repito agora: compartilhar isso não serve para nada se não te fizer se sentir com uma pontinha de vontade de fazer algo para conhecer alguma coisa do Espírito que você não conhecia antes. Ainda temos 12 dias, então, se desafie (:

Ode ao Espírito Santo (Desafio #2)

Acho que uma das melhores coisas na vida é ter um monte de amigos. Sentar na mesa do amigo secreto, no final do ano, e rir.  Saber as manias uns dos outros, as coisas bonitas, nem tão bonitas assim, as irritantes e as horríveis – que você ainda vai jogar na cara deles e rir, ou que você vai apenas abraça-los quando eles se lembrarem tristes.

vocês
❤ (Bruna, não adianta reclamar da sua foto hahahaha)

Raramente perco um amigo. E quando o faço é porque a gente ficou tão distante que… não nos conectamos como antes. É engraçado, geralmente isso não acontece. Fico meses longe das minhas amigas do ensino médio e quando a gente se vê é gritadeira pra todo lado [ – Nooooooossa, e essa tatuagem?? – É nova!] . Neste ano, fazem três anos que conheci algumas das pessoas mais incríveis desse mundo, exatamente oito delas. E os oito, fazem o dia da gente radiante quando é só terça-feira e você está trabalhando com uma pseudo- tendinite, sem criatividade para nenhum texto e com fome.  Também neste ano, fazem outros sete que conheço a futura médica da turma 60 e escritora mais promissora deste mundo! Sem contar aqueles amigos que conheço desde sempre. Aqueles que estavam nas fotos do aniversário de dois anos…

O interessante é que o sentimento que tenho por meus amigos e por gente que merece o amor da gente simplesmente porque acordou com o cabelo bagunçado (nossos pais, por exemplo), parece com o que sinto pelo Espírito Santo.

Calma lá. Já me explico. Não me refiro ao sentimento de rendição, ou de senhorio, mas o amor dividido entre nossas conversas.

Isso podia muito bem ser um post de tia-avó, todo sentimental e cheio de tapetes de tricô, mas me explico de novo. Resolvi começar assim, pois queria ter a certeza de que a palavra “amigo” fosse entendida na minha concepção: algo que a gente amarra com fita de pano estampada e guarda na melhor caixa. Algo que parece com o que eu construo com o Espírito Santo.

Neste ponto do post, é importante você notar que eu não estou usando sinônimos para Espírito, eu estou repetindo seu nome, pois esse texto é para ele e não significa que Deus e Jesus não sejam lindos e razão da minha vida, mas eu vim falar com ele e sobre ele: Espírito Santo.

O amor que divido com meus amigos se parece com o que eu divido com o Espírito, porque, bem… porque o Espírito Santo é o meu maior amigo. Falar isso traz um sorriso bobo, porque hoje tenho a certeza de que isso é verdade.

Para minha surpresa, muitos amigos cristãos, católicos e de tantas outras religiões (ou sem nenhuma) não tinham noção de quem era a pessoa do Espírito, mas o viam como uma espécie de vento que traz mover, uma fumacinha do bem, Gasparzinho de Jesus, o cara do avivamento ou a pombinha em cima do menino Jesus.

Bem, talvez ele seja tudo isso – e sim, ele traz avivamento – mas é importante manter em mente: o Espírito é uma pessoa sempre disposta a ser presente, não devemos nos lembrar dele só quando visualizarmos passarinhos sobre cabeças ou durante um mover na igreja. O Espírito Santo é o cara da minha vida. Companheirão, daqueles que escutam você falar por horas e que, se você estiver disposto a ouvir, também pode falar por horas.

Descobri que falar com Ele a todo momento me faz duvidar menos, me faz me sentir mais amada, mas principalmente: faz o ambiente do céu não ir embora de meu cotidiano.

A gente para de se perguntar como viver uma vida em que a adoração e presença de Deus nunca vá embora depois que saímos de nossas igrejas ou casa quando descobrimos  a comunhão com o Espírito. Comunhão de verdade, não falo daquelas bobeiras  espirituais e búuuuu. E sim dizer: Espírito, provavelmente eu mataria três pessoas hoje, que raiva. Espírito me ensine a lidar com isso. Ou: Espírito, o que você acha de vivermos viajando por um tempo? O que o você pensa da América Latina? Irlanda? Japão?! E desse emprego? Qual filtro para essa foto?

Quanto mais você conversa, mais fácil fica ouvir.

Faço isso desde menina, com períodos esporádicos de mudez (sempre lembradas pelo Espírito com um: “Ah, olha quem resolveu dar o ar da graça”). Antes, eu não tinha a teoria me incentivando, mas hoje estou munida da Bíblia e do pastor Cho.  Pausa para as citações de seu livro 50 Anos de Esperança:

Descobri que o Espírito Santo não tinha vindo para ocupar um canto da igreja, mas para participar dela. O Pai está sentado no trono, e Jesus Cristo está a sua direita, mas o Espírito Santo está em nós para cooperar conosco nos negócios do Rei.

Considero o Espírito Santo a pessoa mais importante da minha vida. Louvo o Espírito Santo e confesso meu amor por ele.

– Espírito Santo! Eu te amo. Espírito Santo, ajuda-me a orar ao Pai e a Jesus Cristo, acompanha-me na leitura bíblica.

Primeiro inicio minha comunhão com o Espírito Santo. Então, adoro ao Pai e a Jesus Cristo juntamente com ele. Hoje, conto com uma intimidade muito especial na comunhão com o Espírito Santo e sou muito sensível a sua voz. Sei quando o Espírito Santo fala de cura ou de construir um edifício. Indiscutivelmente, o Espírito Santo é uma pessoa. (Pg. 157)

Como eu dizia, hoje eu sei como é importante estimar o Espírito como Ele merece. Sabendo disso, tudo fica menos religioso e se torna mais prático e carinhoso. Falar em línguas se desmistifica, não é nada se não a língua em que o Espírito fala, por isso preciso pratica-la em minha orações. Nada mecânico, distante, ou cheio de não me toques gospel, o Espírito é simples.

Há muito para falar sobre o Espírito como convencedor, como pessoa pela qual somos permitidos conhecer a Deus, como ajudador, como aquele que nos ensina como orar, adorar e até mesmo como termômetro de nossa vida cristã. Não tenho competência para tratar de todos os tópicos, a simplicidade do Espírito em muito supera os limites do meu conhecimento, mas tenho como dizer que O amo. Como amo um melhor amigo, como amo um livro assim que termino de lê-lo. O amo com minhas milhares de dúvidas, erros e vezes que durmo no meio de uma oração.

E isso me traz ao meu novo desafio da semana – o Desafio #2 – orar pelos frutos do Espírito: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança e tentar postar com regularidade sobre isso. Bem, mais tarde (beeeem mais tarde, e tarde de quem está fazendo TCC) posto os horários de oração e os novos livros que vou ler (ou reler) neste novo desafio.

Bônus de Segunda-feira:

Um pedacinho dos meus amigos procês (sem me matar por colocar os links, amizades!) :

Marcela

Brunno

Dany (Página dois)

Murillo

Yago

O oposto do amor é o medo (ou: O povo de Israel e a sandália da Xuxa)

Fico pensando no povo de Israel no meio do deserto. Sempre tão contentes por um milagre do Senhor, seja nuvem fofa que cobre o sol, maná ou fogo para as noites frias – brinquedos vendidos separadamente, quero dizer: milagres não listados em ordem – mas sempre tão reclamões. Alguns dias depois das maravilhas de Jesus, eles já estavam pressionando Moisés com a tradicional ladainha: mas tu nos tiraste do Egito para…

A) passarmos fome?

B) morrermos de sede?

C) não termos a sandália nova da Xuxa?

[dúvida cruel que corrói meus neurônios agora: a Xuxa ainda lança sandálias de plástico, gente?]

Seria fácil julgar Israel de onde escrevo agora. O clima não está tão insuportável – choveu em Goiânia! – e eu não tenho areia escondida na cabeça para minhas próximas oito gerações. Mas não o faço hoje.

Hoje, mais do que nunca, pareço ser feita do mesmo material do que aquele povo: medo.

Um material perecível, com data de validade – não importa quantos abdominais se faça – e bem do vagabundo (não é por nada não Deus, mas barro?! BRINCADEIRA!), por isso entendo os receios de Israel. Ficar sem comida no meio de um deserto? Morte. Sem água? Morte outra vez. [Sem a sandália da Xuxa? Ok, eu vou parar, mas preciso apenas dizer que segundo minhas fontes secretíssimas AINDA FAZEM SANDÁLIAS DA XUXA. E elas vêm com pochetes: reflitam.]

Sem dedo na cara de ninguém (talvez só no bezerro de ouro que o povo começou a adorar em um desses momentos “Pra Moisés é tudo ou nada?” “Naaada”), Deus tenta me ensinar uma coisa nesta semana: o problema de Israel não foi o medo, mas as murmurações e as atitudes que vieram com elas.

Por que o medo? Puf… Vencer o medo é a especialidade do Espírito. Se a Bíblia diz que o verdadeiro amor lança fora todo medo, e também diz que Deus é amor – e por dedução mais do que lógica o Senhor é o verdadeiro amor – então o amor de Jesus lança fora todo medo (Se A é igual a B e B é igual C, então A épare-com-essa-porcaria-agora).

Sim, o amor de Jesus lança fora todo medo.

Como diria certa personagem que gosto: “O oposto do amor é o medo. O ódio nunca esteve nessa história.”.

E é isso que tento – através de toda a força do mundo, rs – aprender hoje.

Como Israel temeu não alcançar Canaã e ainda morrer no caminho, sei que tememos não conquistar. Tememos o futuro. O que, afinal das contas, vai acontecer… Mas se o medo encontrar o amor de Jesus em meu coração vai ficar tudo bem.

Eu peço a Cristo hoje: me fale com sua voz certeira, calma, porém forte como o som de mil tambores: vai ficar tudo bem. E assim, todo medo vai embora. E assim, eu tomo Israel como meu nome, sem lamúrias, mas com todas as suas promessas.