Você é muito ocupado ou está se ocupando demais? (ou: Falando a verdade sobre nossas rotinas)

Começo esse post com o coração quente e agradecido pelo tempo de quem me manda um recadinho pelo email/comentários. Quando criei este blog, para amigos e conhecidos, não sabia que ele poderia chegar até pessoas totalmente diferentes do meu ciclo social e que essas pessoas teriam interesse em mandar um olá-eu-te-leio-sem-te-conhecer. Por favor, mandem os links dos seus blogs no final dos emails, para que a leitura seja recíproca! <3


rotina

{Para ouvir enquanto lê}

“Para a maioria de nós, não é a heresia ou apostasia que fazem nossa fé sair dos eixos. São as preocupações da vida. Você tem de consertar o carro. O aquecedor de água pifa. A criançada precisa ir ao médico. Você ainda não conseguiu fazer sua declaração de imposto de renda. Sua conta no banco está sem saldo. Você se atrasou em escrever notas de agradecimento. Você prometeu à sua mãe que iria para a casa dela dar um jeito de consertar a torneira. Você está atrasado no planejamento para seu casamento. O concurso ou seu exame da OAB está chegando. Tem de mandar imediatamente mais currículos. O prazo da sua dissertação de mestrado está se esgotando. O tanque está vazio. O gramado precisa ser aparado. As cortinas da casa não estão colocadas. A lavadora de roupa está sacudindo e fazendo um barulho assustador. Esta é a vida para a maioria de nós, e está sufocando nossa vida espiritual.”

Kevin Young

Eu decidi falar sobre rotina neste mês, depois de fevereiro jogar na minha cara, quarto e escrivaninha o quanto eu sou desorganizada. Não é segredo para quem me lê que eu sempre tenho uma jaqueta em cima da cama e muitos alguns livros espalhados na escrivaninha, mas fevereiro me deu um belo chute no traseiro (queria falar chute na bunda, mas achei ofensivo. Procede?). Mais do que desorganizada com minha vida de escolher uma roupa para sair, eu me descobri desorganizada com meu tempo e isso significa aquele velho sentimento “estou muito ocupada para”.

Isso vinha me atrapalhando bastante, porque na hora de descansar, eu estava pensando em alguma coisa que tinha que resolver – não apenas do trabalho, mas nossas obrigações diárias – e na hora de realizar tais obrigações eu estava cansada. E eu não estou sozinha, dei uma olhada em posts por aí, e olha: isso é muito comum. Talvez até mais comum do que suspirar por As Time Goes By, em Casablanca (é como abrir a boca, só falar e já estou suspirando).

– Bem, Deus, talvez isso signifique que você quer me ajudar a ser menos confusa-cheia-de-coisas-pra-fazer.

Com isso em mente,  procurei textos embasados na Bíblia sobre a desculpa favorita de todos os ocidentais relacionadas a sua rotina: EU SOU MUITO OCUPADO. Foi assim que eu tropecei em um livro que, praticamente-literalmente hehe, tem o nome da desculpa ocidental. Super Ocupado, é uma livro do Pastor Kevin Young, como conheço pouquíssimo do que ele tem feito, não posso indicar outras coisas de sua autoria, mas esse livro especificamente fala do tema de forma bastante prática e, sim, creio que você pode tirar proveito dele. Mas, calma lá, antes de você me falar que está muito ocupado para ler o livro, deixa eu te explicar como vou falar dele neste post.

super-ocupado-ve

Super Ocupado possui dez capítulos e eu os agrupei – não de acordo com a forma que foram escritos e apresentados no volume – em três temas que me ajudaram a entender minha rotina. Espero que eles se encaixem com a sua também.

1) Eu sou mesmo tão ocupado assim? 

Esse primeiro tópico barra pergunta parece idiota, mas na verdade ele nos mostra o quanto usamos nosso tempo de forma errada. No primeiro capítulo do livro, Kevin conta a história de uma mulher estrangeira que ao chegar nos Estados Unidos passa a se apresentar como “Very busy”, porque isso era o que ela ouvia assim que tentava se comunicar com outros.

Nós colocamos um super selo de que nosso tempo está totalmente tomado, mas, se pararmos e colocar tudo o que fazemos no papel e em quanto tempo faríamos isso se não nos enchemos de distrações, como o capítulo sete cita (mídias que consumimos e que consomem nossas horas), podemos perceber que, bem, nós podemos sim ir na igreja naquela terça-feira a noite.

Mas não são apenas aqueles quinze minutos que tiramos para olhar o feed do Instagram e descansar a cabeça que rouba TODO o nosso tempo, claramente. Esses capítulos nos mostram que a força da nossa declaração de “não dá, estou ocupado”, não nos faz pensar em formas de otimizar nossas atividades e buscar uma solução. Então, curtindo algumas fotos dos amigos ou não, você já se predispôs a estar cheio de coisas para fazer.

2) Eu realmente sou muito ocupado, não é desculpa, é sério 

Minha gente, isso é uma realidade. Muitos de nós somos INCRIVELMENTE cheios de coisas para fazer. Um exemplo? Você já chegou do trabalho sabendo que absolutamente tudo na sua casa ainda está para fazer e adivinhe? Você ainda tem que checar o email e ver se aquele freela foi aprovado. Pois bem, depois de passar pela pergunta do tópico 1 e ter chegado a conclusão de que você é ocupado-não-é-desculpa-é-sério, agora nós precisamos descobrir novas coisas:

– Porque eu sou tão ocupado?

A) Porque eu sou orgulhoso.

COMO ASSIM, NATÂNIA, O QUE VOCÊ TÁ FALANDO? Sim, segundo Kevin, estar muito ocupado pode ser uma condição de quem é muito orgulhoso. Você já viu aquela pessoa cujos olhos brilham quando ela fala que tem que ir no banco na hora do almoço e nem vai ter como comer? Pois é. Nós nos tornamos viciados na rotina de nunca ter tempo, de estarmos sempre fazendo algo, de descansar apenas no domingo pela manhã e olhe lá. O livro joga essa carta também no meio da igreja. Ele fala sobre aquelas pessoas que estão tãaaao ocupadas com as coisas da igreja que já se esqueceram o porquê fazem isso. “Eu estou tentando fazer o bem ou ser visto?”, ele nos pergunta o capítulo três.

No capítulo 5 ele nos lembra que Jesus podia ter se tornado aquele cara ocupado em fazer milagres, mas o tempo de Jesus não era gasto saciando sua necessidade de aprovação – que calma, todo mundo tem -, mas era gasto seguindo o direcionamento do Espírito Santo.

B) Porque estou fazendo um trabalho que não é meu

Um capítulo depois, Kevin explica que muitos na igreja sofrem da síndrome do “isto é o que bons cristãos fazem”, querendo fazer tudo na instituição, quando, na verdade, nem todo “bem” deve ser feito especificamente por você, por isso a igreja é um corpo, para que cada um faça o bem para que foi designado. O exemplo foi relacionado ao mundo cristão, mas muitas vezes tentamos fazer o trabalho dos outros em nossas empresas e até em casa. Falando em casa, o autor dá a bronca no capítulo 6: você precisa parar de enlouquecer por causa dos seus filhos. Eu ainda não tenho filhos, mas vendo o quanto meus pais fazem por mim e por meus irmãos, sei que isso pode acrescentar muitas horas a mais no seu checklist mensal de horas.

3)  Porque estar muito ocupado é prejudicial?

Sua saúde física, talvez, seja a primeira a responder isso com enxaquecas, dores nas costas e tantas outras coisas que vem da nossa falta de descanso. No entanto, Kevin nos dá outros motivos pelos quais precisamos desacelerar nossa rotina. O primeiro deles é a que ficar ocupado demais nos deixa mais tristes e a palavra de Deus nos chama para exalarmos alegria.

“Esta é a ameaça espiritual mais imediata e óbvia. Como cristãos, nossas vidas deviam ser caracterizadas pela alegria (Filipenses 4.4), com sabor de alegria (Gálatas 5.22) e cheias da plenitude da alegria (João 15.11). Ocupação em demasia ataca tudo isso. Um estudo diz que pessoas que viajam diariamente a serviço experimentam maior nível de estresse do que pilotos de aviões de bombardeio ou policiais. É isso que estamos enfrentando. Quando nossa vida está frenética e desvairada, somos mais propensos à ansiedade, ressentimentos, impaciência e irritabilidade. Enquanto eu trabalhava neste livro, pude perceber em meu interior um espírito melhorado. Não por meus escritos, mas pelo tempo de folga que recebi para fazer o trabalho de escrever. Durante aquelas semanas sem as pressões de viajar, reuniões e constante preparo de sermões, descobri estar mais paciente com meus filhos, mais atento e sensível para com minha esposa, mais disposto a ouvir de Deus. É óbvio que todo mundo tem semanas e meses em que tudo que pode dar errado, e dá mesmo errado. Nesses períodos teremos de lutar com força para ter alegria no meio de muita ocupação. Mas poucos de nós lutarão agora mesmo em prol da alegria da próxima semana, enfrentando os hábitos desnecessários de ocupação atarantada que tornam a maioria das semanas em infeliz perturbação.” (Super Ocupado)

O segundo motivo pelo qual a super ocupação deve ser evitada é porque ela sufoca nosso coração. Fazendo analogia a parábola do semeador (se você não conhece, por favor, leia Mateus 13), Kevin nos explica que as preocupações com este mundo são um dos grandes espinhos capazes de destruir nossa fé por um simples motivo: estarmos ocupados demais para alimentá-la.

“Por mais que oremos contra o diabo e oremos pela igreja perseguida, no pensamento de Jesus a maior ameaça ao evangelho é a mera exaustão. A situação de estar ocupado demais mata mais cristãos do que balas. Quantos sermões perdem seu poder por causa de excessivas preparações de almoços ou jantares e jogos de futebol profissionais? Quantos momentos de dor são desperdiçados porque nunca paramos tempo suficiente para aprender com eles? Quantas vezes o culto particular e familiar foi esmagado por projetos de escola ou jogos de futebol? Precisamos guardar, vigiar o coração. A semente da Palavra de Deus não cresce para frutificação sem ser podada por repouso, calma e quietude.” (Super Ocupado)

O último motivo listado é a capacidade que nós temos de nos esconder em nossas agendas. Quando estamos cheios de coisas para fazer, nós não tiramos o tempo necessário para analisar situações, entender verdadeiramente o que está acontecendo conosco, nós podemos facilmente esconder nossa podridão.

“ ‘Ocupação em demasia serve como uma espécie de segurança existencial, um muro contra o vazio’, escreve Tim Kreider em seu artigo viral, “The ‘Busy’ Trap”, [A armadilha do ocupado] para o New York Times. “É óbvio que a sua vida não pode ser tola, trivial ou sem sentido se você estiver atarefado, de agenda completamente cheia, procurado para atender algo em todas as horas do dia”.O maior perigo com estar ocupado que nem louco é que podem existir perigos que você nunca teve tempo de considerar. “Super ocupado” não significa que você seja um cristão fiel ou frutífero. Só quer dizer que você está ocupado, como todo mundo.” (Super Ocupado)

Kevin termina o livro falando de Maria, irmã de Lázaro, que queria apenas ouvir o Senhor, enquanto Marta se desesperava com o trabalho a ser realizado. Nós devemos aprender a engrandecê-Lo com as horas de nossos dias.  Devemos nos ocupar com o amor sacrificial, devemos ter tempo para descansar, e, claro, tempo para trabalhar, afinal, a palavra diz que quem quer tomar sorvete de pistache deve trabalhar (o versículo de verdade: “Quando ainda estávamos com vocês, nós ordenamos isto: Se alguém não quiser trabalhar, também não coma.” 2 Tessalonicenses 3:10).

Termino o texto com um vídeo do próprio Kevin Young, postado no canal do Ministério Fiel, responsável pela publicação do livro no Brasil. No final do post passado, eu coloquei um link para comprá-lo no site da Editora Fiel, você pode conferir aqui. Maaas, se você é familiarizado com leituras em inglês, a compra do ebook deste livro na língua inglesa  – intitulado na gringa de Crazy Busy – está valendo muito a pena. O link é da Amazon,sugiro que você baixe o aplicativo do Kindle em seu smartphone, caso não tenha o gadget da Amazon para ler (eu faço assim e não acho que a leitura fique prejudicada). Gentes, querem uma dica velha, porém verdadeira? Se o dinheiro estiver contadinho no mês, vale a pena investir em ebooks em inglês. Sério, baixem o aplicativo e tentem.

Vamos orar?

Senhor, a tua palavra diz que todas as estações da nossa vida se encontram guardadas em ti. Não nos deixe viver como se elas não existissem. Deus, não deixe que nós invistamos nosso tempo e nosso coração nos lugares errados. Que nós aproveitemos as oportunidades que o Senhor nos dá, como diz o livro de Efésios. Que a renovação da nossa mente traga também uma ruptura com a cultura de estar sempre atarefado, Pai. Eu quero ter tempo para te conhecer, para te adorar, para rir com você. Eu quero ter tempo para descobrir o que o Senhor está falando, quero ter tempo para amar aqueles que o Senhor colocou na minha vida, quero ter tempo para tua igreja, para servir ao meu próximo. Ensina-nos sobre prioridades e o sobre a maior delas: você. Nós te amamos e te agradecemos pelo dia de hoje. Em teu nome oramos, amém.

“Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus”

Efésios 5.16


PS: Sim, o livro vem com aquele caderno de atividades para você responder, isso não funciona para mim, amigos, por isso não falei sobre no post, mas se funciona para você, por favor, responda :)

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Março: vamos falar de rotina? (ou: Planos reais, sérios, de verdade para este mês no blog)

rotina

{Para ouvir enquanto lê}

Se vocês leram meus últimos dois posts (aqui e aqui), podem encontrar um tema comum aos dois: rotina. Rotina? Sim, e este é oficialmente meu tópico para março. No último mês, nós ficamos sem tema – ôô fevereiro empacado, sem or – e foi esse ficar sem tema que me ajudou a construir um novinho para março. Quero conversar com vocês sobre como nossa rotina diária e nossa vida cristã tem mais a ver uma com a outra do que nós prestamos atenção. Aliás, conversar sobre como nós sequer prestamos atenção em nossa rotina.

Além dos posts, neste mês vamos ter #TVHilário, porque apesar da minha vergonha de gravar os vídeos, eles são muito práticos quando o assunto é grande. E, para fechar este post de promessas, eu também vou falar sobre os meus livros de janeiro, fevereiro e março neste mês. Comecei os posts de leitura em novembro do ano passado, contando um pouquinho do que li no mês – o que foge do assunto principal do blog, mas segurem na minha mão, porque adoro essas resenhas e quero continuá-las por aqui.

Planejamento pronto, até o próximo post!


PS: Vou usar algum livro para fazer post este mês? Mas é claro! Caso você queira comprar para me acompanhar, o livro se chama Super Ocupado, do Kevin DeYoung – “Um livro (misericordiosamente) pequeno sobre um problema (realmente) grande”. Você pode encontrá-lo na Editora Fiel por aquele preço legal que te permite não suspender o sanduíche do final de semana.

PS 2: Ca-ram-ba, nunca falei tantas vezes “mês” em um único post.

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Conversas com meu Beatle favorito (ou: Todas as coisas deste mundo vão passar)

geor

Hoje eu acordei meio George Harrison, meio com cara do disco All Things Must Pass. Você já sentiu aquele estalo na cabeça no meio do dia? Aquele estalo perturbador:

esse tempo não vai voltar

Esse tempo em que estamos nos estressando, gritando por causa do papel que sempre trava dentro da impressora – e da mancha preta que pula para a roupa quando você tenta mexer nela – esse tempo já era. Esse tempo em que passamos fazendo pequenos jogos para não amar quem realmente amamos e não perdoar ou pedir perdão tentando segurar aquele fio da reclamação diária sobre como a vida pode ser injusta, bem esse tempo nunca mais vai voltar.

Nesses dias, o evangelho faz sentido pra caramba. Ele grita na minha cara. Ele me pergunta: em que você tem sido diferente das pessoas que vivem, riem e se desesperam apenas por este mundo? A hipocrisia de cantar que desejo viver para Jesus na noite anterior, na igreja, e a vontade de querer viver por mim na manhã seguinte.

Não, Deus, eu não quero viver por mim. Não quero viver por coisas que vão passar. Aumento o volume e ouço Geor(ge), meu Beatle favorito, me afagando: That is not what you are here for.

– Exatamente, George – confirmo, balançando a cabeça.

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Aquele dia que Paulo pregou tanto que um cara literalmente caiu morto de sono

{para ouvir enquanto lê}


Amigos, conhecidos ou pessoas que ainda não conheço, mas me mandam emails amorosos: como estão vocês?!

Sim, desenterrem a morta que ela está falando.

Não morri (muito), estou aqui, com saudades de escrever neste blog e cheia de me-desculpem-pelo-vácuo! Muitos quase posts estão prontos, mas por pura bagunça ao organizar meu tempo, não terminei nenhum deles (fuén). Mas eu vim aqui contar como sou incrivelmente ruim em responder mensagem na hora, terminar checklist, planejar a semana e cumprir minha promessa de só dormir depois de ter terminado tudo? Não, senhores. Eu vim contar a história de um cara que estava sentado em uma janela, dormiu e morreu. Tudo isso enquanto escutava uma pregação.

Não é piadinha sem graça não, é verdade. Aconteceu com Paulo (sim, estou em uma coisa meio não paro de falar de Paulo,  I <3 Paulo, cadê camiseta?). Vou voltar a história, colocar a passagem bíblica e aí a gente começa de novo.

E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite.
E havia muitas luzes no cenáculo onde estavam juntos.
E, estando um certo jovem, por nome Ežutico, assentado numa janela, caiu do terceiro andar, tomado de um sono profundo que lhe sobreveio durante o extenso discurso de Paulo; e foi levantado morto.
Paulo, porém, descendo, inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, que a sua alma nele está. E subindo, e partindo o pão, e comendo, ainda lhes falou largamente até à alvorada; e assim partiu. E levaram vivo o jovem, e ficaram não pouco consolados.
Atos 20:7-12

Gente, alguém literalmente morreu de sono ouvindo Paulo pregar. E é sobre isso que quero falar com vocês hoje.
Comecei a pensar sobre Eutico assim que reli Atos, no mês de Janeiro. Desde então, iniciei uma caça a blogs, textos e indicações de livros que pudessem me ajudar a entender o que é que eu ainda não havia enxergado na história desse rapaz… Vou começar listando as duas lições (oi, Esopo) básicas que conseguimos facilmente entender com uma leitura rápida do capítulo e da Internet:

1) Pregadores, peguem leve, as coisas tem horário para terminar por um motivo: ninguém quer um adolescente morrendo no culto. Grata.

2) Caras, prestem atenção na palavra, quem dorme dança (desculpa, gente, o vocabulário de tiozão está saindo e não consigo parar).

Algumas páginas depois no Google, eu vi algumas interpretações bem diferentonas, do tipo os jovens e a janela do mundo, mas quem sou eu para regular a interpretação das pessoas… Vi, também, um livro chamado Saving Eutychus [Salvando Êutico], com foco na homilética, ensinando os pregadores a envolverem melhor o ouvinte (se vocês já tiverem lido, por favor me indiquem ou não). No entanto, eu não sentia que devia escrever um post sobre pregadores exagerados, jovens dorminhocos e sem motivação e muito menos um post sobre homilética… Então, eu fiz o que eu faço de melhor: comecei a ter aquele discurso mental com Deus sobre o que eu acho da história.

– A verdade, Deus, é que eu fiquei bem chocada da primeira vez que li a história e achei que Paulo foi bem indelicado em continuar pregando até a manhã (inserir uma conversa sobre coitado do menino, coitado de Paulo, como ele não se desesperou, e o povo que ouvia a pregação?).

Não satisfeita (aka: ainda sem entender minha veia da história), peguei o versículo e o destrinchei, até ter os pontos:

a. Eutico: jovem. Seu nome era comum a escravos, segundo estudiosos, e, por mais incrível que pareça, tal nome significa afortunado [aquele que tem um bom destino].

b. O lugar estava iluminado. A Bíblia fala que havia muitas luzes no cenáculo. Então, Eutico não dormiu porque estava escurinho e propício.

c. Paulo era um pregador especial, todos estavam animados por estarem com ele, desejando ouvi-lo, provavelmente Eutico também estava.

Pensando nas coisas anteriores, comecei a entender o meu  foco no texto.

– Deus, como Eutico poderia ter morrido com a queda se ele tinha vida em si?

Sim! Esse é o meu tema. Seguindo a linha de pensamento de alguns estudiosos, Eutico era um trabalhador, talvez escravo, extremamente fatigado pelo dia, tomou uma decisão ruim (quem nunca?) de se sentar na janela e a próxima coisa que ele viu foi Paulo na sua frente e todo mundo gritando “tá vivo!”. Mas essa afirmação (que eu apenas imagino que aconteceu, porque a Bíblia não nos fala que eles gritaram “tá vivo!”, né, amigos – eu pessoalmente acho Lucas, o escritor, um cara meio durão para diálogos), bem essa afirmação não podia estar mais correta. Ele estava vivo, porque sua alma estava viva e sua alma estava viva por causa do Evangelho.

Meu ponto é: nós só nos deixamos morrer, quando não temos mais as maravilhas contadas pelo evangelho dentro de nós. Na maioria dos dias – principalmente lá pelas 20h da noite -, eu me sinto um tanto Eutica: morta de cansaço e prestes a cair da janela do ônibus. Eu só quero chegar em casa do trabalho e dormir. Isso acontece com a maioria de nós (abraço, proletariado, que hoje é segunda). Adicione a este cansaço do cotidiano alguns problemas não cotidianos e nós teremos nossa própria equação euticaniana. O sentimento que, muitas vezes, nós temos nestas situações é que a gente não consegue mais. Estamos caindo da janela, estamos muito cansados para isso tudo, mas atenção: NOSSA ALMA VIVE.

Somos enganados pelo mito nada cristão chamado busque ao senhor quando não estiveres cansado e todas as vasilhas estiverem limpas. Nosso dia a dia é estressante, nós vamos estar exaustos na maioria das terças-feiras, mas, calma lá, lembrar que vai tudo bem com minha alma, lembrar que quem me ressuscita deste cotidiano louco não sou eu, não é meu café forte ou minhas oito horas de sono (embora tudo isso seja sempre bom!), me faz entender porque Paulo não pirou quando viu um menino caindo da janela.

“Paulo, porém, descendo, inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, que a sua alma nele está.”, que você se lembre disso quando estiver se sentido morto da silva (tiozão detected) nesta semana. Se sua alma for avivada por Jesus, num culto que você foi mesmo muito cansado, por exemplo, suas forças serão renovadas – assim como as forças daquele jovem foram renovadas e ele foi capaz de ouvir Paulo pregando até a manhã, depois de ter sido ressuscitado dos mortos.

Para terminar, quero lembrar outra passagem da Bíblia, desta vez de João (menos direto nas descrições e mais cheio diálogos amorosos – não que estejamos em uma competição, Lucas):

Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma.

3 João 1:2

Que incrível! Quando nossa alma vai bem, somos ressuscitados de nossos problemas, cansaços e má escolhas. Quando nossa alma vai bem, nossa saúde também vai bem. Que este seja um tempo de nos preocuparmos com o que temos alimentado nosso interior, fortalece-lo de palavras de fé, das maravilhas feitas por Jesus para que estejamos sempre vivos. Que no final de nosso dia, o Espírito possa dizer: não se preocupe não, terça-feira, ele tá meio morto, mas a sua alma nele está.

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“Deus gosta de aventura, mistério, de mudar as coisas ” (ou: último post de Janeiro, que já acabou)

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 Perdeu algum post de Janeiro? Olha eles aqui: 1, 2, 3 e 4


{Para ouvir enquanto lê}

Marcos é uma pessoa cheia de paciência.

– Calma lá, Natânia, quem é Marcos?

E se eu dissesse que eu também não o conheço pessoalmente? Pois bem! Andando por aqui e ali nessa internetcha de meu Deus, procurando coisas relacionadas ao ministério de missões e as formas de intercâmbio cristão, eis que eu encontro a página dele no Facebook. Curti a página (mas é claro, Natânia, vamos adiante com a história, menina) e sempre corria para lá para saber as atualizações de seu ministério. Um dia, vi que havia como receber uma newsletter com o que ele, juntamente com a igreja local, estavam realizando e eu, é claro, pedi.

Quando resolvi trabalhar com o tema de missões e intercâmbio aqui no blog, eu me lembrei do Marcos e, com o restinho da cara de pau que me sobrou depois de terminar a faculdade, eu pedi para que ele respondesse a uma entrevista. O Marcos não só me respondeu, como me enviou duas vezes, porque por alguma razão desconhecida do destino intergaláctico dos nossos computadores, a foto dele vinha beeem pequenininha e eu não conseguia enxergar nada (e nem era minha miopia). Maaaas, como diria a palavra, “o mistério que esteve oculto durante séculos e gerações, mas agora foi revelado aos seus santos” hahaha, eu mandei para um amigo abrir e era simples: o arquivo parecia ser de mac (tecnologia 2×0 Natânia).

E é por essa paciência do Marcos – de me mandar uma coisa mais de uma vez e esperar anos até dar certo – que vocês vão conferir uma das entrevistas mais legais do blog =)

Se você ainda não clicou na página do Marcos – (na verdade, nem sei se você prefere ser chamado de Marcos Vinicius, Marcos [Vinicius hahahaha]) -, ele colocou a mochila nas costas e foi levar o evangelho para Amarillo, Texas, nos Estados Unidos, através de uma iniciativa chamada Pais Project. Com 23 anos de existência, o projeto oferece treinamento e hospedagem gratuita para missionários jovens irem para Grã-Bretenha, Irlanda, Índia, Alemanha, Canadá, Gana, Estados Unidos (e Brasil). Para ser aceito, existe um processo de seleção, que eu vou deixar para o Marcos [Vinicius] explicar.

Este é nosso último post sobre o tema de janeiro, (gente eu sei que é fevereiro, calma, vou entrar em fevereiro no blog, eu juro!), e eu acho que você devia ler esta entrevista bem devargazinho aproveitando esse ar de missão lindjo que vem de Amarillo.

Nome: Marcos Vinicius Pires Santoromarcos

Idade: 23 anos

Profissão: Estudante

Em que cidade mora no Brasil/ Em que cidade vive atualmente: Vive em Amarillo, Texas, EUA, mas mora em Brasília, DF.

  • Como você conheceu o evangelho? Qual foi sua primeira grande experiência com Deus?

Eu, como muitos, nasci e fui criado na igreja, acompanhando meus pais aos domingos. A minha conversão foi um processo de conhecer e entender a palavra de Deus e o que Jesus fez por mim, por isso, digo que minha primeira grande experiência foi durante um acampamento dos Embaixadores do Rei (uma organização missionária que trabalha com meninos de 9 a 16 anos), no Acampamento Sítio do Sossego, no Rio de Janeiro. Foi um momento impar para mim, porque foi quando me entreguei para missões, foi quando senti no meu coração o desejo de fazer algo mais para Deus. Me batizei um ano depois.

  • E quando foi que você descobriu que queria pegar a mala e viajar para outro país pregando o evangelho?

Deus gosta de aventura, mistério, de mudar as coisas “em cima da hora”. Percebi que Ele fez isso comigo porque desde os 15 anos queria fazer intercâmbio cultural, estudar, trabalhar ou fazer qualquer coisa fora do Brasil. Mas tudo isso foi sendo abafado, ficando um pouco de lado por uns 4 anos; até que eu resolvi entregar meu sonho e desejo de viajar para Deus, e foi quando eu ouvi um “ah, agora sim!” haha. Foi quando comecei a orar para Deus usar isso para o reino Dele, que não fosse apenas para meu próprio benefício. Eu tinha 18 anos.

  • Como você conheceu o Pais Project?

Nesse desejo e procura por intercâmbios, meu pai comentou sobre a CESE Intercâmbio Cristão, mas no início nem dei muita bola, por ser caro, por estar terminando o ensino médio e coisas que aconteceram na vida. Mas aí, quando o fogo começou a arder novamente e estava me incomodando muito, eu voltei para o site da CESE e fui dar uma olhada nos intercâmbios, não deu 5 minutos e eu já vi o Pais Project, fui ler e os olhos já ficaram brilhando. A cada parágrafo eu me identificava mais e mais com o programa. Senti que era perfeito para mim. Tinha tudo que eu queria e tudo que senti que Deus queria me usar.

 

  • Depois de ter conhecido o projeto e sentido o desejo de ir, qual foi sua oração para Deus confirmar tudo isso? Houve um momento em que você sentiu o “caramba, é isso, eu tenho certeza que quero fazer missões” depois de orar sobre?

Já estava com o coração palpitante desde a primeira vez que li sobre o projeto, mas permaneci uns 2 anos em oração, porque a decisão não era fácil e eu teria que abrir mão de muita coisa! Orei para que Deus me mandasse no tempo certo. Eu tinha algumas coisas para resolver com Deus, com algumas pessoas e comigo mesmo. Eu sabia que não estava na hora ainda, eu estava sempre postergando a minha ida.

  • Agora vamos aos detalhes mais práticos que todo mundo que se interessa pelo assunto missões gosta de saber! Para participar do Pais você precisa enviar um vídeo, cartas dos seus líderes locais… Você pode explicar direitinho o que precisou fazer para se inscrever no projeto? (Inclua o que você falou no vídeo, porque a curiosidade é muita hehehe)

Hahaha chegou a parte hilária do intercâmbio. Bom, de começo eu precisei preencher um formulário grande, mas muito necessário, com perguntas pessoais, sobre a família, persguntas sobre minha fé, conversão, relacionamento com Cristo, trabalhos realizados na igreja, experiência em alguma área específica, etc. Junto com isso vem o vídeo (que para mim foi mais difícil que as 3 entrevistas juntas kkkkk), onde eu basicamente resumi o que coloquei no formulário. Eu tomei o gabinete do pastor, coloquei minha camisa do Jeremy Camp e gravei um bilhão de vídeos para juntar as “melhores partes” e fazer um só de 3 minutos kkkkkk. Ouvir o meu inglês quase me fez desistir. Imagine você que não gosta de ser filmado, não gosta da sua voz em vídeo, e ainda com o seu inglês, pronto!  Junta tudo isso! Kkkk Vergonha do meu vídeo!! Por isso não publiquei! Kkkkkk

A carta dos líderes foi muito tranqüila porque ambos me conhecem há muito tempo. Uma delas é a líder do Ministério de Missões da minha igreja, que sempre já fazia minha pré-inscrição em tudo quanto era evento ou viagem missionária, e com quem eu conversei muito sobre meu chamado e sobre o Pais. O outro foi meu pastor, que também acompanhou essa minha caminhada desde o início.

 

  • E a escolha do destino, Marcos? O Pais apresenta diversos países em que o futuro missionário pode atuar, como você decidiu para onde iria?

Acabei de conversar sobre isso com uma pessoa haha

Eu sempre tive vontade de vir para os EUA, a grande maioria dos estrangeiros que conheci e tive a oportunidade de traduzir, de fazer missões junto, eram dos EUA: Então, sempre me senti muito mais próximo e interessado em conhecer a cultura no dia-a-dia. Tive algumas oportunidades de ouvir testemunhos de alguns americanos que tinham algo relacionado ao período do ensino médio como um momento difícil na caminhada cristã. Ouvia também dos interesses e o que chamava atenção no Brasil e nos brasileiros, acho que tenho um pouco do que eles falaram e por isso vim com alegria mostrar isso através da minha vida aqui nos Estados Unidos. Influenciar positivamente os adolescentes do ensino médio para que eles tenham mais confiança e estejam mais preparados para a vida adulta durante a faculdade e pro restante da vida.

 

  • Há algumas pessoas que contratam agências de viagem – como a Cese, uma agência de intercâmbio cristão – para ajudá-las com as passagens, o visto, acomodação… Como foi o seu planejamento ainda no Brasil? Você fez tudo sozinho ou teve ajuda de alguma agência?

A CESE foi a culpada por tudo isso! Haha. Ela começou com a idéia, tinha que terminar! Kkkkk… Desde quando comecei a procurar por intercâmbio, eu estava em contato com a CESE, sempre foram muito atenciosos e dispostos a ajudar. Eles me ajudaram bastante na preparação, no que eu tinha que fazer e quando fazer (já que a ansiedade e o tanto de coisa que tem que pensar em fazer te consomem!). Skype para explicar detalhes do programa, saber como eu estava, como me preparar para viver um ano fora, etc. Eles foram fundamentais durante todo o processo :)

Valeu CESE!! :)

  • Momento-rufem-os-tambores, hehehe… COMO FOI CHEGAR AO SEU DESTINO? O que você ouviu ou percebeu de Deus nos primeiros dias? Eu pergunto, porque acredito que sempre que estamos no lugar em que Deus planejou para nós tudo flui de forma diferente, Ele fala de forma diferente…

No momento em que passei pelo embarque no aeroporto ainda no Brasil eu já pensei: “Eita, já era! Agora não tem mais volta!”. Ao chegar aqui foi aquele êxtase de ver tudo novo, diferente, aquela expectativa… Os primeiros dias foram de treinamento, duas semanas, ali eu estava com outros 25 loucos na mesma situação, então me senti mais tranquilo kkkkkk, mas quando cheguei no meu destino final, que a ficha caiu mesmo! Aí foi aquele mix de sentimento de solidão, de nervosismo, de “não vou conseguir”, com a empolgação, ansiedade pelo que iria acontecer, alegria de estar onde Deus me mandou e a certeza de que Ele estava e está comigo. Porque se não, eu certamente não estaria aqui e não teria feito o que fiz!

  • Sobre a acomodação, você foi recebido na casa de alguma família ou ficou em algum dormitório?

Casa de família. Uma família sensacional. No início aquela estranheza, mas ótima hospitalidade e confiança. E agora, seis meses depois, já me sinto parte da família!! :)

  • Quais os trabalhos você realizou pelo Pais Project em seu novo país?

Trabalhamos em duas frentes: escolas e igrejas. Somos uma equipe pioneira aqui em Amarillo, então o trabalho começou mais devagar do que outras cidades que já possuíam um time [do Pais Project]. Fomos a diversas escolas apresentar o Pais Project e o que poderíamos oferecer de trabalho voluntário. Já realizamos Assemblies, que nunca consigo traduzir para o português kkkkkk, uma espécie de feira do estudante para falar sobre profissões, sobre mercado de trabalho, coisas do tipo. Participamos uma vez na semana de brincadeiras na hora do almoço em uma das escolas. Temos estudo bíblico em outras escolas também uma vez por semana, e pretendemos abrir pelo menos mais  1 ou  2 em outras escolas nesse semestre.

  • Você tem uma experiência que pode ser considerada a melhor da viagem até agora?

Poxa. É difícil escolher uma… mas posso dizer que uma das melhores foi logo no início, ainda durante as duas semanas de treinamento. Fui a Starbucks com meus amigos, depois de um longo dia de treinamento, quando eu entrei para pegar um ar fresco e algo para beber, um cara de 18 anos vem de uma vez falar comigo, me perguntando alguma coisa que não entendi, até que eu percebo que estou usando um crachá do Pais Project com meu nome, e ele vem todo animado me perguntou sobre o projeto, e ele me conta que um grupo do Pais Project esteve na escola de três anos atrás. Fiquei muito animado com isso. Ele não se conteve, chamou todos nós para contar seu testemunho, e sentados do lado de fora ele conta mais ou menos isto: sou de uma família muçulmana, cresci aprendendo e seguindo o Torah, me converti há quatro meses, e tem sido difícil viver com uma família de mais de cinco pessoas, muçulmanas, que descobriram que eu sou cristão… Mas gosto muito de ir para os encontros jovens na igreja, e cultos de adoração e tal e tal…

Esse dia foi muito impactante! :)

Outra experiência que tive, mas a história é muito longa, então, resumidamente, foi quando encontrei um cara bêbado caído na esquina perto da rua onde moro e tive a oportunidade de ajudá-lo a chegar até a casa da mãe, pude conversar bastante com ele, conhecê-lo, compartilhar meu testemunho! Aprendi e fui relembrado de muita coisa que eu acredito ser correto e a não fazer o que também acho que é errado.

  • E quais são as dificuldades de se pregar em um país diferente do seu?

Acho que a maior dificuldade de todas é a barreira linguística. Por não ser nativo no inglês, acaba se perdendo um pouco do significado, da ênfase, que as vezes você quer dar, mas não tem as palavras corretas. A cultura também influencia bastante, principalmente aqui nos EUA, onde a maioria se diz cristão, mas não vivem como tal. Tenho percebido que o exemplo ainda é o “carro-chefe” para as pessoas verem a diferença. Falar, falar e falar pode sim fazer com que as pessoas mudem, mas o exemplo e a nossa atitude tem falado mais alto por aqui.

  • O Pais mudou ou ampliou sua visão de evangelho e de chamado?

Os dois. Acredito que mudou algumas coisas no sentido de ampliar mais a noção de “missões”. A gente só sabe realmente o que é e como é quando a gente vive e definitivamente vai para o campo! Sentir um pouco do que é abrir mão do conforto do nosso país, da nossa cultura, família, amigos, por mais que a gente imagine como será nós só caímos na real quando estamos aqui.

  • Por que você indicaria o Pais Project para quem quer fazer missões?

Para quem tem um chamado missionário para países difíceis de se pregar o evangelho, ou para algum lugar muito diferente culturalmente, o Pais é um ótimo estágio para você sentir de leve como é viver em outra cultura, vivendo o evangelho e pregando para outras pessoas.

É excelente também para quem já é envolvido com evangelismo (todos nós deveríamos estar) em suas cidades e igrejas, visto que é basicamente o que fazemos por aqui, porém com o desafio de fazer isso em horário integral. Tendo aprendizados semanais através de vídeo conferências, reuniões com os pastores, discussões, estudos bíblicos, etc.

  • Você tem algumas dicas para quem tem vontade de pegar a mochila e sair pregando a palavra de Deus?

Minha dica é: pegue a mochila e saia pregando a palavra de Deus!

Alguns versículos que me deram um empurrãozinho: Romanos 10: 1-15; Lucas 9: 57-62; Lucas 10: 1-4

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Marcos [Vinicius], muito obrigada pela sua disponibilidade, não só de responder a entrevista, mas de enviá-la duas vezes! Espero que quem me lê por aqui também corra para sua página e confira o seu ministério por aí, no Texas, pois é sempre incrível lembrar como nós podemos apoiar uns aos outros com nossos testemunhos. Que o Senhor te abençoe neste período de intercâmbio (e quando voltar!). PS: aproveita o frio, porque aqui não tá fácil hahaha…


Vamos orar?

DEUS COMO O SENHOR É INCRÍVEL! Como nós te amamos! A série de janeiro, que a gente acaba hoje, me fortaleceu e me ajudou a entender mais do teu reino, eu peço que cada um que passou os dias comigo nesta caminhada também tenha saído mais forte para o “eis-me aqui”. Nosso desejo é estar disponível, Deus. Disponíveis quando tudo o que queríamos era estar fazendo outra coisa, que o nosso amor por Ti seja maior do que todas as nossas vontades, que esse amor traga o senso de que a tua vontade é tão doce que te priorizar é um prazer. Deus, o Senhor é bondoso, amoroso, cheio de graça, de perfume, de tantos adjetivos que queremos apresentar nossos corações para servir, queremos levar o evangelho da maneira que o Senhor escolheu para que levemos. Deus, o evangelho é um só – coeso, capaz de nos tirar de nós mesmos -, mas pode ser apresentado de tantas formas… Amadurece nosso entendimento em Ti, para que nosso evangelismo seja mais eficaz. Em teu nome nós oramos, Jesus. Amém.

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Um versículo para chamar de seu

A palavra de Deus me completa como nenhum livro que eu já li na vida. Ela me alegra, como um volume de uma distopia sangrenta, me me emociona, quando logo no início do capítulo 21 de Atos, Paulo abraça seus discípulos, sabendo que nunca mais os veria, exatamente como o final do Diário de Anne Frank me faz chorar toda vez que leio. A Bíblia me faz pensar sobre a vida e sobre a nossa cretinice humana, como um livro russo cheio de poeira e de tristeza. Mas só ela é capaz de me fazer nova. Só ela me enche de vida. Só ela abre um rio dentro do meu peito e faz fluir em mim o que sempre precisei, mas nunca fui capaz de ter. Este é só um post para te perguntar: você já achou o versículo que vai te sustentar durante o ano? Pergunte ao Senhor nesta quarta-feira-cadê-final-de-semana.

Enquanto você não encontra o seu, eu te empresto o meu:

Eles se ajoelharam, adorando-o. Voltaram para Jerusalém explodindo de alegria; e passavam todo o tempo no templo, louvando a Deus. Amém.

Lucas 24: 52 e 53


Esse texto NÃO faz parte dos posts temáticos de janeiro.

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Um post dentro do outro (ou: Sem medo do nariz escorrendo)

Este texto NÃO faz parte do tema do mês de Janeiro, que atenção: vai durar mais alguns dias de fevereiro, pois temos mais posts agendados. Mas não é novidade neste blog que o novo mês “comece” no dia 05 (risos). Se você quer ler os textos de janeiro, clique aqui, aqui, aqui e aqui.


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{Para ouvir enquanto lê}

Uma semana virada do cão, como diria uma amiga.

Aquela que você olha para si e não acredita em nenhuma decisão que já tomou na vida. Desde escolher a cor da sua lancheira no pré, até o que você agendou para o dia. Nada parece certo.

– O que eu estou fazendo, Deus?… – O pensamento corrói meu interior como um vírus novo que vai transformar todo o mundo em zumbis com cabeças que se abrem em uma espécie de flor carnívora nojenta e pegajosa (beijos, Umbrella Corporation).

Eu cancelo os planos de atualizar o blog na semana.

– Não posso fazer isso quando estou virada do cão, Deus. – Eu digo mais para mim do que para Ele.

E aí, eu penso no tipo ralo de confiança que tenho tido em Deus durante a semana. Pensando em quantas vezes imagino que não conseguirei terminar minhas atividades planejadas e escritas na agenda para a parte da manhã, pensando em tudo o que eu planejei para mim há 15 anos.

– A vida é assim com todo mundo, não se ter o esperado não é privilégio meu. – Eu penso, esperando o porteiro do meu trabalho, um senhor simpático e de sorriso aberto, abrir o portão.

Eu marco para almoçar com uma amiga e acabo segurando o peito entre uma mordida e outra, pensando em fantasmas dos passados e futuros já planejados. Sacudo a cabeça e como outro pedaço. O frango já estava frio.

– Você não confia em mim? – Eu O ouço.

– Agora não, Deus…

Eu, audaciosamente, falo, como se fosse possível dar um passo sem que Ele permitisse. Eu peço para que Ele espere, porque imagino, erroneamente, como toda essa conversa é chata demais para alguém tão grande. Corto outro pedaço do frango. Eu penso na quantidade de pessoas que se sentem miseráveis no exato momento em que levo a carne até a boca. Na quantidade de pessoas que imaginam se um dia tudo fica melhor. Na quantidade de pessoas que sentem que desapontaram metade do mundo. Na quantidade de tristeza. Eu engulo tudo, assim como engulo a comida. Pego a conta, abro a carteira, tiro o cartão, passo, e o homem do caixa sorri:

– Obrigado. – Ele diz e eu sorrio de volta, imaginando o que ele está pensando agora.

Ele não sabe, mas eu, enquanto dizia “obrigado você” e procurava seu nome no crachá para completar a frase, pensava em como queria dormir doze anos seguidos.

Saindo do restaurante, eu olho para as pessoas e olho para mim e para as pessoas. Eu abro o meus ouvidos para Deus, eu sei que Ele está ali, agora em silêncio, eu sei que a maioria de nós está na terra em silêncio. Girando. Orbitando. Fazendo planos. Morrendo.

E eu sei que deveria escrever um post nesta semana. Mas digo não.

Esta semana não. Eu vou voltar para casa depois do trabalho, cantar no banho, adorar, chamar pelo Senhor, ler a Bíblia, me manter aberta para as coisas e aí sim, escrever um post.

Todavia, eu sabia que Ele já estava ali. Como chamar alguém que já está na sala?

– Oi. – Ele diz com sua voz doce e forte. Meus olhos se enchem de água e meus pulmões de ar, como se um tornado houvesse me invadido com uma cachoeira de chocolate quente.

Não tão imediatamente, eu escrevo o texto abaixo (um post dentro do outro, é isso):

Eu não tenho que temer o nariz escorrendo

Eu sinto medo de falar sobre você em semanas em que estou virada do cão. Porque eu acho incrivelmente difícil pregar quietude quando eu nem sei se meu barco vai parar de girar. Mas isso é bobeira, Deus, porque o fato de eu não estar usando a âncora, não significa que ela não exista. Você é real. Você existe. Você é minha âncora, e eu decido finca-la na areia. Agora.

Eu decido não ter medo de pregar o verdadeiro evangelho, aquele que nunca esconderá que este mundo não é, e nunca será, sobre minhas realizações. Eu estou satisfeita em ti. Eu não estou satisfeita em ti quando estou satisfeita com o resto da minha vida. Eu estou satisfeita em ti e ponto.

– Davi não tinha medo de chorar e levantar com o nariz escorrendo desde que fosse comigo. – Ele explica.

As minhas lágrimas servem-me de mantimento de dia e de noite, enquanto me dizem constantemente: Onde está o teu Deus?

Quando me lembro disto, dentro de mim derramo a minha alma; pois eu havia ido com a multidão. Fui com eles à casa de Deus, com voz de alegria e louvor, com a multidão que festejava.

 Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face.

Ó meu Deus, dentro de mim a minha alma está abatida; por isso lembro-me de ti desde a terra do Jordão, e desde os hermonitas, desde o pequeno monte.

Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado sobre mim.

 Contudo o Senhor mandará a sua misericórdia de dia, e de noite a sua canção estará comigo, uma oração ao Deus da minha vida.

 Direi a Deus, minha rocha: Por que te esqueceste de mim? Por que ando lamentando por causa da opressão do inimigo?

Com ferida mortal em meus ossos me afrontam os meus adversários, quando todo dia me dizem: Onde está o teu Deus?

 Salmos 42: 3-10

Davi e seu coração de cinco milhões de GB…

Eu não quero temer. Eu não quero que os outros temam.

Eu quero pregar que se você não está no seu melhor dia e não tem uma selfie com um versículo maravilhoso para postar nas suas redes sociais: ESTÁ TUDO BEM. Pra mim, o evangelho é, também, sobre deixar que nossas dores revelem a glória de Deus, porque, no final, penso que o evangelho é saber que tudo o que nós temos é você, Deus. Nos dias bons e nos dias em que tudo é aquele velho meme “queria estar morta“. Deus, tudo o que nós temos é você. E isso assusta minha geração acostumada a descansar seus planos em uma ideia de felicidade constante, em uma fórmula de prazer absoluto, em uma igreja de atividades.

No entanto, Deus, me ensine a ser como Jesus. Que o que eu penso ou sinto não seja maior do que minha vontade de saber como os outros se sentem. Que não importe como eu quero dormir doze anos, mas que importe mais como o moço do caixa daquele restaurante se sente. A minha vida não é sobre mim, mas é sobre o Senhor e sobre o que Jesus pregava: é melhor servir do que ser servido. Quando meu coração estiver me traindo, que eu me preocupe com o coração do meu próximo. Quando minhas realizações e a falta delas estiverem me incomodando, que eu ajude alguém a realizar seu sonho. Quando eu não encontrar alegria em minha rotina, que eu grite a Bíblia, com o peito aberto, declarando que a alegria do Senhor é a minha força. Quando eu não quiser escrever um post, algo tão simples e que eu amo fazer, que eu escreva dois, um post dentro do outro.

Eu estou satisfeita em ti.

“Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face, e o meu Deus.”

Salmos 42:11

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Fazendo missões com a Jocum e com a Ilana

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{Para ouvir enquanto lê}

Depois da Austrália, este blog ganha um sotaque español e viaja com a Ilana e com a Jocum para pregar o evangelho. O texto de hoje faz parte dos posts temáticos de janeiro: estamos falando sobre levar o Evangelho na Mochila  (leia os textos antigos aqui e aqui e aqui).

Eu conheci a Ilana no ensino médio, sentávamos na frente, subíamos nossos óculos várias vezes ao dia, nos preocupávamos feito loucas na semana das provas de física. Logo nos tornamos amigas.

Depois da Ilana, veio a Thaís – a boa e velha Metal  – com seu lápis preto, cabelo escorrido, coturno e uma voz capaz de pôr um dragão para dormir. E depois da Thaís veio a Camila, dona Akemi, cheia de felicidade e all stars rabiscados. No meio de tudo isso sempre estiveram meus amigos mais antigos: Dany e Daniel. Foi no ensino médio com todos esses amigos que a Ilana começou a nos encher de vontade de falar sobre missões, entre as tarde na sua casa estudando matemática e tocando Debussy no piano. Nesse período em que discutíamos a existência de Deus (saudades, Metal!) e os parâmetros da nossa relação com Ele.

– Eu odeio estudar elipse… – A Thaís abria o livro, enquanto mastigava um sanduíche.

– Não é tão difícil assim…  – O Daniel tendo sempre outra opinião.

– Nem sei como vou fazer prova disso – Metal dava uma nova mordida no hambúrguer, alimentação ideal e saudável antes de uma bateria de oito provas durante a tarde. – Vocês tão orando antes de comer?!

– Aham – Ilana e eu repetíamos, quase como um coral.

Foi por isso que eu fiquei muito feliz quando a Ilana – que está estudando lá na terra do Tio Sam (e da Beyoncé): Texas – concordou em dar uma entrevista para o blog falando do seu processo de jogar a mochila nas costas e levar o evangelho com a Jocum, uma das organizações mais conhecidas por seu trabalho de evangelismo com arte, em diferentes países e cidades do Brasil.

Espero que você se sinta cheio do Espírito Santo ao ler os relatos dela, porque foi exatamente assim que eu me senti. Eu parei no meio da leitura, fiz uma oração, e senti a garganta fechando em um nó de marinheiro, porque 1) eu morri de saudades e 2) eu vi, mais uma vez, que somos fontes de vida quando estamos fazendo o que Senhor planejou para nós.

Leia a entrevista e as legendas das fotos abaixo! 


Nome:  Ilana de Oliveira Santos FerreiraIlanamochila_000000

Profissão: Publicitária

Ocupação: estudante

Mora em:  Austin, Texas

Idade: 22 anos (quase trinta)

  • Como você conheceu o evangelho? Qual foi sua primeira grande experiência com Deus?

Bom, tive o privilegio de nascer em um lar cristão.  Minha primeira experiência com Deus foi com as escolas dominicais. Me lembro muito bem de como Deus se mostrava para mim. As historias da bíblia quando eram contadas, me faziam ver a dimensão do amor de Deus. Creio que minha primeira super experiência aconteceu em um acampamento, quando tinha 8 anos de idade, e lembro que lá quis entregar minha vida para Ele. Com 13 anos me batizei.

  • Como e quando você se sentiu chamada para fazer missões?

Como disse, amava as escolas dominicais.  Em uma delas, Tia Júnia ( a mulher maravilhosa responsável pelo departamento infantil) contou uma historia de um menino que sempre sonhou em ter o olho azul, e no fim foi missionário em um país e foi salvo pela cor do olho (uma linda e confusa historia que me fascinou). Nesse dia, me lembro que queria ter a coragem do menino e sair para falar Dele para o mundo.

  • Eu me lembro de que falávamos muito sobre a Jocum quando estávamos no ensino médio (e não estávamos surtando com as provas de física), como você conheceu a Jocum?

Minha historia com a Jocum é de amor hahaaha. Conheci a Jocum, porque minha mãe me via falando sobre missões e minha vontade de fazer algo em relação a isso. Com 14 anos de idade, minha mãe sentiu que eu estava pronta para ir.  Ela conhecia o líder da base da Jocum (ate então não tinha a mínima ideia do que era isso) e me levou para conhece-lo. Bom, desde então me apaixonei pela Jocum e pela sua historia no mundo e seus ministérios. Jocum significa Jovens Com Uma Missão, e ele tem diversos projetos: Kings Kids, Equipe Movel e ETD.

  • Quais os projetos você participou na Jocum e para onde você viajou com o movimento?

Comecei a fazer parte da Jocum com 14 anos  (2007), sim estou velha, e desde então continuo. Fiz parte do Kings Kids. Bom, esse projeto tem como foco adolescentes, e o objetivo dele e te fazer conhecer a Deus e assim fazer os outros conhecerem. Ele tem a visão de te fazer ter intimidade com Deus.  Posso dizer, que me ajudou muito a crescer e conhece-Lo cada vez melhor.

Minha primeira viagem foi com a base de Goiânia. Fomos para Porto Alegre. Em 2009, fui para o Chile, com a base de Campo Grande. Em 2010, a campanha foi em Goiânia  e com a base de Campo Grande. Também com a mesma base, em 2011 fomos para Argentina e 2012 Chile de novo.

Depois de 2012, me envolvi também com o grupo Kumbaiá (Passa por aqui Senhor), que é um grupo de mais de 20 anos da minha igreja. Desde então, tenho priorizado este grupo. Este ano e ano passado, com o TCC e o meu intercâmbio, tive que ficar mais quieta, e só realizei evangelismos em Goiânia, juntamente com o Kumbaiá.

  • Você começou a pregar a palavra fora da sua cidade cedo, tem muita gente jovem que tem o desejo de fazer o mesmo (Davi começou novinho, acredito que Deus realmente move os nossos corações quando somos adolescentes). Você tem alguma dica para os pais se tranquilizarem quando o assunto é deixar os filhos irem a campo para pregar?

A minha dica é a melhor e pode ser até clichê: ore! Se for da vontade de Deus, Ele vai dar paz ao coração de seus pais. Outra dica super importante é: conheça o grupo com que você vai viajar. Conheça os lideres, converse a respeito da viagem e tudo mais.

Quando se viaja pela Jocum, em geral, é necessário você preencher um formulário. Nesse formulários, eles falam um pouco de como vai ser a viagem e te conhecem um pouco melhor para ver se você tem o perfil da campanha. Em um desses formulários,  tinha uma questão mais ou menos assim: você consegue ficar sem tomar banho? Foi super interessante (o pior de tudo é que nessa campanha isso aconteceu).

  • E a curiosidade de saber como é a vida em campo me matando, minha gente?! Ilana, como era sua rotina nas viagens?

As rotinas são o máximo. Nós podemos dividir em duas etapas: na primeira etapa acordamos 7h30 da manhã, trocamos de roupa e essas coisas em 30 minutos, daí descemos e 8h em ponto temos a nossa devocional individual. 8:30, café da manha (geralmente pão com doce de leite – uma delicia), 9h é tempo de família (são tipo pequenos grupos, contendo pai e mãe (dois lideres de campanha) e 2 lideres de ação (participantes mais velhos de campanha responsável pelos outros participantes), nesses grupos compartilhamos o que Deus falou com cada um no momento de devocional.  9h30 temos louvor, 10h palavra,  11h ensaio (utilizamos como estratégia de evangelismo artes: dança, circo e teatro, então temos que ensaiar e estar preparados).  13h temos o almoço e as 14:00 manutenção (que quer dizer limpeza), as 15h mais ensaio, 17h lanche e mais ensaio. 19h banho, 20h30 jantar e por fim cama.

Na segunda semana é mais maleável por que temos as apresentações, momento de pratica. Geralmente, a manhã é a mesma coisa, só muda a parte da tarde e a noite.

  • A Jocum é conhecida por evangelizar através da arte, como é levar a palavra por meio da música, do teatro e da dança?

Cara, eu amo dançar, comecei a dançar no pré. Sempre me senti mais perto de Deus quando danço, e poder fazer isso para alcançar outras vidas é realmente maravilhoso. Saber que Deus age através da musica e dança é lindo.

  • Você tem uma experiência favorita em campo?

Já disse que amo dançar, uma vez na campanha da Argentina, eu estava dançando uma musica chamada Sacrifício e fala sobre o amor que Deus teve em mandar seu filho pra morrer por mim. Em uma parte da coreografia, nos saíamos para dançar para as pessoas na rua. Enquanto eu dançava para uma senhora, ela chorava copiosamente e no final me disse “eu vi Deus nos seus olhos”. Naquele momento, eu chorei mais do que ela, e sei que ela se converteu ao Senhor.

  • A bispa da minha igreja local brinca que quando era criança se preparava para ser missionária usando pouco shampoo hehehe… É claro que existem muitos mitos sobre as dificuldades da missão em campo, mas o que você não estava esperando e que se tornou um problema durante a experiência?

Claro, missionário é uma vida de renuncia.  Já tive campanha que fiquei em um orfanato desativado cheio de sapos, sem chuveiro, tomando banho de mangueira cronometrado em 5 minutos; outra campanha o vaso sanitário não prestava. Fazer o dois era quase impossível hahaha… Outros lugares o banheiro feminino e masculino eram compartilhados.  Porém, acho que o mais difícil é alimentação e se dar com outras pessoas. Convivência e complicado. Aceitar o outro como ele é, é um aprendizado.

  • O que você aprendeu de Deus durante esses períodos de levar o evangelho na mochila?

Em uma campanha, Deus falou muito comigo sobre Salmos 19. Nesse Salmo fala que os céus revelam a gloria de Deus, que Ele não precisa abrir a boca. Mas que ele quer me usar.  O que eu aprendi é que meu Deus é grande. Um Deus que se revela, e um Deus simples e cuidadoso.

Eu aprendo muito sobre  o que Ele é, e cada vez mais sobre como Ele age. E que cada vez mais Ele me surpreende de forma maravilhosa.  Deus é um Deus de oportunidades e é nítido isso nas campanhas da vida. Oportunidade minha de poder falar Dele, e dos outros de aceitarem. Oportunidade de estar mais perto Dele e de falar Dele.

  • Você nota que a experiência de fazer missões te ajudou em outras áreas da sua vida? Na sua profissão ou na decisão de morar fora?

Em tudo. Em missões você aprende a se virar. Você come o que tem, você toma banho em 5 minutos ou as vezes nem toma banho. Você veste a roupa pedida, você convive com pessoas diferentes de você, com línguas diferentes, você aprende a lidar dar com o dinheiro, tempo, e a ouvir o direcionamento de Deus e ver a mão Dele na sua vida.

A minha profissão foi escolhida debaixo da vontade Dele, da mesma forma que meu intercambio. Foi muiiito joelho no chão, muitos chocolates não comidos hahahha. As missões me ajudam na minha relação com a minha família, em saber lidar com os outros e colocar Deus a frente de tudo  (ainda dou uma patinada nisso, porque o coração do homem faz planos, e o meu faz muuuuitos hahaha).

  • Partimos para pergunta indiscreta-revista-caras-cadê-foto-com-roupão, como tem sido a experiência atual de morar fora?

Natânia, INCRÍVEL. Não quero mais voltar hahahaha.

Cara, no inicio não é fácil. A língua e super complicado, ainda mais no Texas, o dialeto texano é complicadooo. Mas agora, tudo é lindo.

Sinto muita falta da comida e igreja e família.

  • (Agora é aquele momento pegue a caneta e anote, amigos) Dicas para alguém que deseja muito colocar o pé na estrada para pregar?

Ore muito, converse com a sua família, porque precisamos de apoio.  Consiga um bom apoio, ótimos lideres  e pessoas para te cobrir em oração. Vá com o coração disposto e deixe a frescura de lado. Aproveite cada momento.

  • Porque escolher a Jocum?

Jocum é um ministério serio e conhecido mundialmente. O trabalho é maravilhoso e com varias áreas para se integrar. Por isso, entre em contato.

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“MINHA PRIMEIRA CAMPANHA, com 14 anos hahahaha” (Porto Alegre, 2007)

" Base da Jocum Campo Grande" (Chile, 2009).

” Base da Jocum Campo Grande” (Chile, 2009).

"Lixão em Goiânia. Continuamos fazendo o trabalho nesse lixão todo o ano." (Base Campo Grande, 2010)

“Lixão em Goiânia. Continuamos fazendo o trabalho nesse lixão todo o ano.” (Base Campo Grande, 2010)

"Para mim essa foi a campanha que mais me marcou. Que eu li milhões de vezes sobre Salmos 19." (Argentina, 2011)

“Essa foi a campanha que mais me marcou. Que eu li milhões de vezes sobre Salmos 19.” (Argentina, 2011)

"Utilizando a dança para falar do Amor de Deus." (Argentina 2011).

“Utilizando a dança para falar do Amor de Deus.” (Argentina 2011).

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"Parte do Grupo na Argentina".

“Parte do Grupo na Argentina”.

"Essa campanha foi um pouco diferente. Após o terremoto que ocorreu no Chile, a Igreja que nos recebeu ficou desamparada. Fomos os mais velhos de campanha (aqueles que já participaram mais vezes) ajudar a reestruturar a igreja. Sim, pintar, lixar muro essas coisas." (Chile, 2013)

“Essa campanha foi um pouco diferente. Após o terremoto que ocorreu no Chile, a Igreja que nos recebeu ficou desamparada. Fomos os mais velhos de campanha (aqueles que já participaram mais vezes) ajudar a reestruturar a igreja. Sim, pintar, lixar muro essas coisas.” (Chile, 2013)

"Momentos de evangelismo em outra língua hahaha"

“Momentos de evangelismo em outra língua hahaha”

"Momento de adorar a Deus através do circo."

“Momento de adorar a Deus através do circo.”

"Enrolando no portunhol hahahaha..."

“Enrolando no portunhol hahahaha…”

"Acho super interessante contar isso. Nossa primeira apresentação é para 3 cadeiras vazias. Elas simbolizam a Trindade. Queremos entregar nossas primícias a Ele. Por isso nossa primeira apresentação é para Ele. Um momento de adoração e de contemplar a Ele e dizer que se não for por Ele não adianta nada disso."

“Acho super interessante contar isso. Nossa primeira apresentação é para 3 cadeiras vazias. Elas simbolizam a Trindade. Queremos entregar nossas primícias a Ele. Por isso nossa primeira apresentação é para Ele. Um momento de adoração e de contemplar a Ele e dizer que se não for por Ele não adianta nada disso.”

"Momento de apresentação." (Chile)

“Momento de apresentação.” (Chile, 2013)

"Trabalho no Lixão Goiânia, em 2014. Ver esse olhar motiva sempre a continuar."

“Trabalho no Lixão Goiânia, em 2014. Ver esse olhar me motiva sempre a continuar.”

"Com o Kumbaiá, em 2014, para eles não ficarem com ciumes hahaha."

“Com o Kumbaiá, em 2014, para eles não ficarem com ciumes hahaha.”

"No Lixão de Goiânia sempre. Acho que essa foto foi ano passado. Sei disso por causa do óculos novo hahaha"

“No Lixão de Goiânia sempre. Acho que essa foto foi ano passado. Sei disso por causa do óculos novo hahaha”

"Aqui em Austin, Texas,  encontrei um grupo parecido. O nome é Longhorns for Christ.  Longhorns porque é o mascote da minha universidade (University of Texas at Austin). Temos reuniões todas as quartas e também fazemos ações sociais para evangelizar, ou seja, me achei. "

“Aqui em Austin, Texas, encontrei um grupo parecido. O nome é Longhorns for Christ. Longhorns porque é o mascote da minha universidade (University of Texas at Austin). Temos reuniões todas as quartas e também fazemos ações sociais para evangelizar, ou seja, me achei. “

Ilana, muito obrigada por dividir um pedacinho da sua experiência com missões por aqui. Eu oro para que Deus continue te usando, te ensinando, te fazendo cheia Dele!

Vamos orar?

Deus, que façamos tudo pelo reino. Assim como está escrito em Coríntios, que tudo seja feito para a edificação da igreja. Que nossos corações estejam disponíveis para ouvir o chamado do Senhor. Que preguemos a Tua palavra para os nossos vizinhos, nossos amigos, para o nosso país, para alguém em um cantinho do Japão. Nos ensina, Deus, como devemos alinhar o nosso coração com o seu e, assim, cumprir o ide e qualquer outra coisa que tens planejado para nós. Nós te amamos e te agradecemos por tudo, em nome do teu filho Jesus, amém.

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Manhã

Eu acordo cedo, procuro uma música e arrumo os cabelos cantando com você. Minha casa toda está dormindo, as luzes estão desligadas e eu tropeço ao abrir o guarda-roupa cantando com você. E um sorriso cansado e preguiçoso sai da minha boca, porque eu começo a entender que deixei de fazer as coisas somente PARA você, sempre correndo de um lado para o outro, esgotada de tanto tentar… Passei a fazer tudo COM você, qualquer coisa virou uma atividade do Reino, porque você está ali. Mesmo quando eu estou pendurada em um único dedo no ônibus, às 06h45 da manhã, procurando um motivo para não me mudar para uma montanha, ter uma dispensa cheia de cereja e chá de hortelã e nunca mais ver trânsito na vida, mesmo assim você está ali. Eu sei que você está ouvindo meus pensamentos sem pé nem cabeça, eu amo a sensação viva, que rasteja entre minha nuca e entendimento, de saber que você está comigo.  Nós estamos ali, juntos, sem falar nada. Eu vejo a rua do trabalho, espero o ponto em que devo descer COM você e me levanto.


PS: Esse post não faz parte dos textos temáticos do mês, se você está procurando por eles, clique aqui,  aqui e aqui.

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#TVHilário 3, Vamos para a Hillsong College com a Ev? [POST ATUALIZADO!!!]

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{Para ouvir enquanto lê}

Hoje é sexta-feira (não vou fazer a piadinha da música sertaneja, de nada) e tem #TVHilário! Este é o terceiro episódio da série no canal – que nasceu como o blog: para dividir o Reino com meus amigos, conhecidos  -, e hoje ele está cheio de amor e despedida!

Seguindo o tema do mês – Evangelho na mochila (leia os outros textos: 1 e 2) – o #TVHilário de Janeiro é uma conversa com uma amiga lindja, que atende por Evelin, Evelinda ou Ev, que está a poucos dias de ir para a HILLSONG COLLEGE (inserir gritinhos eufóricos aqui)!

A Evelin é uma daquelas pessoas que fazem você sorrir até que suas bochechas comecem a pedir ajuda. Ela vem sonhando em aprender mais sobre adoração com a Hillsong desde os 14 anos e hoje, com 22, ela vai partir para a terra dos cangurus para dançar e servir nos cultos gringos.

O Canguru John já está com a mala pronta (:

O Canguru John já está com a mala pronta (:

Nós íamos seguir uma ordem de entrevista e todas essas coisas que eu aprendi na faculdade, mas a conversa ficou boa e o resultado está aqui embaixo. Dúvidas sobre a Hillsong College, ampliar nosso horizonte para adoração e carta de Hogwarts? Dê play!

A Hillsong College é realmente o pacote completo, você vai levar o evangelho na mochila ajudando nas atividades extras da igreja e servindo nos cultos e, também, vai desenvolver seu entendimento de evangelho nas aulas.

[ATUALIZAÇÃO]

>> Grade curricular do curso de Dança da Hillsong College

Ev é uma cumpridora de promessas, minha gente. Sabe tudo o que ela nos prometeu no vídeo? (Se você não sabe, volte e dê play) Ela me mandou tudjinho!

Para quem sempre teve dúvida sobre as matérias ministradas na faculdade de dança da Hillsong, as disciplinas vão desde técnica de evangelismo pessoal até nutrição e coreografia. A grade é dividida entre temas centrais (Core Subjects), matérias comuns a todos os alunos dos quatro streams - pastoral, dança, adoração e mídia -, que focam no ensino da Bíblia, ministério, liderança pessoal, e as disciplinas específicas do curso de dança (Dance Stream). Confira:

- Temas Centrais

Novo Testamento – Introdução: os livros, temas e eventos do Novo Testamento em seu contexto cultural e histórico são introduzidas juntamente com a sua aplicação e relevância hoje. (48 horas)

Velho Testamento – Introdução:  os livros, temas e acontecimentos do Antigo Testamento em seu contexto cultural e histórico são introduzidas juntamente com a sua aplicação e relevância hoje. (48 horas)

Doutrina Cristã: explora algumas das principais doutrinas da Bíblia com o objetivo de construir uma base sólida de verdade para a vida cristã e ministério. (40 horas)

Vivendo Cheio do Espirito Santo: é introduzido  a pessoa e obra do Espírito Santo, incluindo uma investigação sobre o batismo no Espírito, os dons espirituais e ministrar no poder do Espírito Santo. (16 horas)

Liderança Pessoal: introduz princípios de liderança espiritual e é projetado para ajudar o aluno na construção de um caráter divino para a sua vida como um líder cristão, tanto espiritual quanto praticamente. Abrange questões críticas, incluindo integridade, valores fundamentais, vida saudável, relacionamentos e finanças. (68 horas)

Evangelismo pessoal: tópico personalizado para equipar os alunos com as habilidades e compreensão para compartilhar o Evangelho de forma eficaz em uma ampla gama de configurações, a partir de relações pessoais para a esfera pública. (16 horas)

Trabalho em equipe:  treina o aluno com as habilidades e conhecimentos necessários para trabalhar com sucesso em um ambiente de equipe. (77 horas)

Comunicação no Ministério: ensina o aluno com as habilidades e conhecimentos necessários para ser capaz de se comunicar com sucesso em ambientes de ministério. (97 horas)

Igreja e Ministério:  são introduzidos, a partir de uma base bíblica, aspectos do ministério da igreja e da cultura, incluindo como fazemos a igreja relevante hoje. (91 horas)

- Disciplinas de Dança

Introdução à Dança no Ministério: esse tema apresenta-lhe a dança como um ministério dentro da igreja local. Ele explora os fundamentos bíblicos e teológicos para a dança como um ministério e forma de culto e de expressão criativa. Ele também investiga as dimensões práticas de um ministério de dança dentro do culto e da vida criativa da igreja. (51 horas)

Fundações técnica de dança, desenvolvimento e repertório: abrange uma variedade de estilos de dança, com foco na técnica básica, de expressão e de desempenho em particular para cada estilo. Esses estilos podem incluir ballet, jazz, contemporâneo e hip hop, entre outros. Você vai aprender a identificar a relação entre técnicas de dança e acompanhamentos musicais, bem como os diversos aspectos históricos e culturais que influenciam cada estilo de movimento particular. Você irá desenvolver e aplicar conhecimentos e habilidades na dança prática, assegurando ao mesmo tempo a prática da dança segura. (96 horas)

Coreografia 1 & 2: treina os alunos com as ferramentas e habilidades da coreografia profissional. Você vai pesquisar coreógrafos de renome e aplicar componentes estruturais do movimento, a fim de comunicar a mensagem criativa. Você também vai criar trabalhos coreográficos curtos de seu próprio país e incorporar a sua ampla gama de conhecimentos de dança em suas composições. Esse tópico ensina a “pensar fora da caixa” e gerenciar momentos criativamente desafiadores. (32 horas)

Dance Performance 1 & 2: Essa classe ensina as habilidades de desempenho e técnicas da psicologia de desempenho, para  dotar o aluno com as habilidades para se comunicar em muitos níveis. Você vai aprender uma variedade de estilos de dança usados ​​em diferentes contextos, a fim de aumentar as habilidades de desempenho. Você também vai atuar em uma variedade de configurações para ganhar experiência prática e ao vivo. (32 horas)

Anatomia da dança & Nutrição Este assunto ensina você a ter uma abordagem holística para os seus estudos de dança, auxiliando-o tanto interna como externamente. Você vai aprender a aplicar os princípios básicos de saúde e nutrição, junto com o conhecimento de alinhamento e estruturas músculo-esqueléticas para melhorar a postura e para ajudar a prevenir lesões. (8 horas)

>> Quanto custa meeesmo ir para a Hillsong College?

Essa é uma pergunta muito complicada, cada ser humano é um ser humano,  já dizia minha professora do pré, hehehe… Os valores a seguir são um presente da Evelin para vocês, baseados na viagem planejada por ela. No entanto, eles são sempre reajustados e a previsão de gastos por semana é, bem, uma previsão.

Os valores da Agência foram retirados, porque você precisa combinar direitinho com a empresa com que está fechando um pacote. A Evelin escolheu a Cese – Intercâmbio Cristão, eu particularmente (eu não particularmente não existe, né, Natânia) não conheço a Cese, mas todos os amigos que já viajaram através deles só dizem coisas boas.

(Todos os valores abaixo estão em real)

Valor – Taxa de matrícula
Liderança Pastoral – R$ 438.80

Adoração e Dança – R$ 438.80

Mídia e Produção – R$ 438.80

Valor – Curso Ministerial (VET) anual

Liderança Pastoral – R$ 10,750.60

Adoração e Dança – R$ 12,067.00

Mídia e Produção – R$ 13,602.80

Valor – Acomodação (igual para todos os cursos)

Taxa de colocação (pela Hillsong College) – R$ 438.80
Depósito de Acomodação e Manutenção* - R$ 713.05

* Os depósitos de acomodação e manutenção são reembolsáveis quando não há danos ao imóvel e seus utensílios. Os valores da acomodação semanal não estão inclusos.

Valores do visto

Taxa Consular – R$ 1,173.79
IOF – R$ 75.01
Despachante – R$ 175.52

* O intercambista precisará fazer exames médicos com um médico credenciado da Embaixada Australiana. O valor da consulta e dos exames varia entre R$300 e R$400.

>> Mais sabedoria Evenlística

Sobre o valor da acomodação a ser pago semanalmente, que não está incluído no orçamento acima (apenas o valor da taxa que a Hillsong cobre para te receber e o depósito para assegurar que você não vai quebrar toda a sua casa), a Evelin explica: “esse preço de acomodação é só pra te colocarem ló, o pagamento semanal da acomodação varia entre 120 e 160 $AUD no Hills Campus, e 140 a 190 $AUD na City Campus. As outras contas, água, energia, você paga de 3 em 3 meses.  A partir deste ano, a gente também paga a taxa da cama e do colchão, 150 $AUD. Se faltar algumas coisas na sua casa tem uma galera que doa ou vende com um preço bem barato”.

A Evelin também explicou que há como ficar em uma casa separada do College, sai mais barato, no entanto, você precisará realizar os tramites sozinho. “Você tem a opção de combinar de ficar em uma non college house, daí você negocia com as pessoas que tiverem oferecendo a casa. Sai mais em conta, mas é legal contar com o suporte da escola, que faz a recepção, te leva para comprar as coisas que faltam, habilitam conta de telefone e essas coisas… Em média, a escola e a embaixada mandam preparar de 250 a 350 $AUD por semana,  como falei no vídeo é bom, pelo menos, ter o curso, passagem e o dinheiro dos primeiros três meses.”

Não está disponibilizado aqui o valor da recepção no aeroporto (ida e volta), o seguro saúde e a taxa administrativa da agência que a Evelin contratou, mas já dá para ter uma boa noção de quanto sua viagem custará para começar a juntar no cofrinho, caso a Hillsong College seja, também, o seu sonho e forma de colocar o evangelho na mochila

À companheira de danças estranhas na livraria quando nosso livro esperado chega: muito obrigada por dividir suas expectativas comigo! Eu quero que você viva tudo o que Deus tem preparado para você na Austrália, Ev!

“Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se!” Filipenses 4:4


PS: Os links comentados no vídeo estão em sua descrição, no Youtube :)

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