Seus carinhos por você são pessoais e intransferíveis

{Para ouvir enquanto lê}

Neste exato momento, eu deveria estar escrevendo um projeto de pesquisa. Mas paro tudo. Paro porque sei que o Espírito está aqui, primeiro soprando delicadamente, como quem retira uma mecha de cabelo de trás da orelha, até que se faz presente de tal forma que se choca contra mim.

Tum. Tum. Tum.

O Espírito está aqui. Ele é real e te quer. Não para seguir convenções humanas. Rūaḥ nunca te quis como religioso. Ele te quer como você. Não há nada mais poderoso do que descobrir que sua identidade é uma chave: ela abre partes do Reino feitas apenas para você. Chave que abre palavras e carinhos preparados para você antes da fundação do mundo, porque Deus não conhece tempo, mas conhece todo o amor.

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Vamos orar?

Espírito, toda a terra está cheia de você. Inundada em você. Sem perceber, nós esbarramos em partículas que adoram seu nome o dia inteiro. O Senhor nos move, nos direciona, nos convence, nos faz entender o Reino, nos enche, nos aviva. Nós te exaltamos! Grande e maravilhoso é o nosso tempo, em que podemos te buscar e te encontrar! Choque-se contra nossos peitos, feche nossos buracos internos, nos dê chaves para sentar ao seu lado em qualquer hora do dia. Espírito, a vida não tem sentido sem seus cafunés. Obrigada por nos fazer quem somos, pequenos segredos do Reino. Que nós sejamos melhores amigos, Espírito. Venha sobre nós agora. Em nome de Jesus, nós oramos. Amém.

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Diário de Bordo: Conferência Nova Geração

 

{Para ouvir enquanto lê}

A saída

De coração aberto. Eu pensei enquanto amarrava meu tênis azul feito o carro do senhor Weasley.

All I know
All I know
Is that I’m lost
Whenever you go – Chris Martin canta.

E eu encaro minha mala, torcendo para não ter esquecido nada.

All I know is that I love you so, so much that it hurts.

Pronto. Pronto?

Não. As havaianas estavam de fora. E depois os amigos estavam de fora. Abrir o portão e vê-los. Colocar a mala no porta mala e abraçá-los.

Conheço, finalmente, o Pedro, e não só seu número de celular. Revejo o Alê, Luiz, Sarah – e Criscelto, que imagino que queira me matar 569 das 596 vezes que estou sendo barulhenta, já me desculpo  hahaha -, revejo Luana, aquela que gosta de ser chamada de Lu, Caio, aquele que não será mais nomeado neste blog, pois muita propaganda gratuita minha gente haha ( aqui e aqui) e conheço outro Pedro, o número 2, falante das horas certas.

Paramos em Abadiânia por uma dúvida não muito existencial:

– O que é sistema de arrefecimento?!

Susto passado – MEU-DEUS-VAMOS-MORRER-ENCOSTE-ESSE-CARRO -, Brasília estava ali, olhando para a gente com suas ruas espaçosas e céu limpinho.

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 A Chegada

Entrar no auditório foi como ganhar um belo murro no estômago. Eu tentei respirar, andar e sorrir – porque agir como se houvesse sido acertada por um hadouken não parecia aceitável -, mas havia uma presença do céu tão incrível naquele lugar, que me pressionava, não me encolhia, mas me fazia ficar de joelhos. E ali eu estava, há cinco minutos naquele lugar,  de joelhos.

Laura Souguellis cantava – eu não lembro a música – e o Reino era palpável, como ele é quando eu leio Atos ou os poemas da Adélia Prado. O Reino era todas as menores moléculas do ar, todo o pedacinho de roupa que encostava em meus braços, todos os desconhecidos cujas mãos tentavam ultrapassar a estratosfera. O Reino era tudo. E eu desejei que o tempo parasse. Que o trono de Deus fosse visível. Que eu fosse transparente e que da minha boca saísse 24h por dia: santo, santo é o Senhor.

E a sensação de ser coberta por um cobertorzinho quente me invadiu. E eu sabia que Ele estava cuidando do que eu não podia. Ele estava me fazendo quente por dentro, o que pra mim é uma espécie de pequeno milagre particular – o ar geralmente passa gelado entre minhas costelas e esfria meu peito constantemente, me fazendo perguntas que eu não tenho resposta, deixando minha alma esquisita.

Pouco a pouco, ninguém existia. Um auditório vazio e um Trono cheio. Eu, Ele e nossas conversas. Até que o pastor Kris Vallotton começasse a pregar e eu me sentisse em uma aula do Worship U ao vivo.

Experiências

Durante todos os dias, eu pude viver alguma coisa especial com Deus (contei uma delas aqui). Uma palavra, uma visão, uma música que instantaneamente estava dentro de mim, e a melhor coisa de todas: paz. Líquida. Escorrendo pelos dedos e pela ponta dos cabelos.

A Bíblia fala muito sobre paz, já percebeu? Quanto mais velhos ficamos, mais entendemos o porquê. Nossos espíritos se enchem de coisas para resolver e nos vemos pensando em como lidar com aquela situação em casa, aquele emprego que não está dos melhores, com um monte de dúvidas – essa não era a parte da vida em que você seria aquela pessoa bem sucedida antes dos 30 dando conselhos por aí?! -, problemas que não conhecem gravidade e orbitam ao nosso redor, devagar o suficiente para que você dê uma boa olhada em cada um antes que eles refaçam o círculo ao redor da sua cabeça. Nesse cenário, paz parece algo tão distante que escapole um risinho cínico da boca.

Mas a paz de Deus é antídoto.

Deixo a paz a vocês; a minha paz dou a vocês. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo.
João 14:27

Paz. A sensação era de ter Jesus falando a todo momento: tende bom ânimo, eu venci o mundo. E eu me sentia mais forte para amar quem eu odeio com todas as minhas forças, para recomeçar, para aceitar todos os meus fracassos – grandes e pequenos – e andar, porque Canaã não havia chegado e morar no deserto por 40 anos não é uma opção.

Onde dois ou três…

estiverem reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles (Mateus 18:20). Meus amigos me abençoam mesmo quando eles não fazem ideia, mesmo quando eles estão falando bobagem, cortando comida, tentando me ajudar com notas do violão, discutindo por besteira. Quando ligamos coisas na terra juntos, sei que elas estão sendo ligadas – e formadas – de forma poderosa no céu!

A volta

Podemos resumir esse tópico em uma frase:

– Pedro, você tá muito perto do carro do Caio!

Uma palavrinha de quem foi comigo para CNG

A Luana e o Pedro (1) toparam dividir parte do que aconteceu com eles nesses dias de conferência. Aproveitem um pouco mais do que Deus fez:

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Leia também:

Diário de Bordo: One Pray



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Em um mundo paralelo em que Alderaan nunca explodiu (Ou: Cantares de Star Wars) (ou 2: Conto #2)

{Para ouvir enquanto lê}

Tinha algumas certezas na vida, uma delas era que o amor que sentia por Ele segurava Alderaan no lugar. Dentro do peito, alguém gritava que a ordem da metade esquerda do universo dependia deles. Juntos. Então, sempre pensava nos planetas girando, enquanto segurava a mão imaginária e furada Dele. A galáxia estava segura por outra noite.

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Nosso lugar de sempre (ou: Conferência Nova Geração)

{Para ouvir enquanto lê}

Eu e Ele estávamos na beirada do mar. Nosso lugar de sempre. O mar – que começava no infinito – ia até um deque, em que descansava um trono. O trono Dele.

Apesar de sua gloriosa cadeira, Ele se sentava comigo. Na beirada no mar. Tinha um papel na mão e um sorriso que me deixa mole.

– Você queria me ver?

Sua voz faz meus ossos tremularem. E eu desejo enxergá-lo totalmente – não apenas traços opacos e impressões no espírito. Ao mesmo tempo, estou tão feliz com os traços opacos que desejo abraçá-Lo. Eu não pulo nos seus braços, mas observo seus pés: eles se mexem pra lá e pra cá, quase encostam na água brilhante, estamos totalmente confortáveis na presença um do outro, e eu suspiro: tudo sobre Ele é maravilhoso. Até seus pés balançantes.

Nenhuma outra frase é proferida, mas eu sinto que conversamos por anos. Gerações. Minha alma parece falar desde a formação do mundo. E eu sinto sede, não do tipo que se adiciona três pedras de gelo, mas Dele. Minha garganta seca. E eu olho para seus pés novamente. E para o mar. Nosso mar.

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Abro os olhos e ainda vejo um grande palco na minha frente, pisco devagar e as letras do telão formam, em azul, Nova Geração. Há cadeiras ao meu redor. Eu olho para a pessoa que está ao lado (que neste blog já apareceu com o nome de C., mas que, provavelmente, será renomeada para senhor Chapinhístico hehe :D ) com uma cara meio besta, não que fosse possível distingui-la da minha cara de sono que eu já tinha desde às 07h, mas sim com uma cara totalmente besta e, sem conseguir organizar bem o que falar e como falar, eu sorrio. E espero que o sorriso fale como a única frase que eu ouvi de olhos fechados. Um sorrisinho que fale por gerações. Um sorriso que fale que eu tenho um lugar de sempre com Ele.

É esse mesmo sorriso que eu dou para você, agora, leitor. O mesmo.

Do trono emanavam relâmpagos, vozes e trovões. Perante Ele estavam acesas sete lâmpadas de fogo, que são os sete espíritos de Deus. E diante do trono, ainda, havia algo semelhante a um mar de vidro, translúcido como o cristal.

Apocalipse 4: 5 e 6



Se você quiser saber mais sobre a incrível Conferência Nova Geração acesse as redes sociais dos caras (link no texto). Ah, espere por 5 bilhões de referências nos posts seguintes.

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04 da manhã (ou: Contando planetas para dormir)

{Para ouvir enquanto lê}

Eu ainda não tenho uma fé inabalável.

Às vezes, eu não consigo dormir. E por mais que pense em todos os planetas, eu ainda estou acordada. Piscando. Existindo dentro da minha cabeça.

Me sento na cama e penso nas verdades irrevogáveis da vida. Penso no meu cabelo para lavar. Penso em Kierkegaard. E eu tenho medo.

Tento imaginar meu pai esperando para ser operado e me pergunto se ele teve medo. Saturno gira ao redor de mim, orbitando minha cabeça, e eu ainda estou acordada. Tendo medo.

Eu tento sacudir a cabeça – desculpe Saturno – e esquecer tudo que não for estritamente necessário para dormir, mas sinto culpa pelo medo. Eu não devia me sentir como todas as quotes cristãs de Instagram?!

Mas eu não me sinto. Não há uma imagem tratada de alguém contemplando uma paisagem que envolve árvores gigantes ou montanhas com picos cheios de neve e uma bela mistura de fontes aqui. Só estamos eu e minhas muitas perguntas sobre o que é ter uma fé imutável, mesmo que ela seja pequena como uma partícula de poeira.

Não, eu não acho que nossa vida cristã é feita de quotes. De frases de efeito. Apenas de comunhão e pizza depois do culto. A vida cristã é, muitas vezes, extremamente difícil. Principalmente aquela que você precisa enfrentar sozinho. A vida cristã, alguns dias, é apavorante. Se você já teve que realmente amar seu inimigo, você sabe. Se você já teve que abandonar seus planos para seguir a Jesus – mesmo que ninguém saiba ou te dê uma medalha por isso -, bem você sabe. Quando você vê alguém doente e não pode fazer absolutamente nada por ele, você sabe.

O evangelho que você vive, que não pode ser medido pelos olhos das outras pessoas, nos pede muito. Ninguém vê. Ninguém sabe. Mas, muitas vezes, ele está pedindo tudo o que você é. E você não dorme. Para de contar planetas. Você ora por fé. Porque é ok ter medo, é ok não ser um pôster ambulante de “tudo já deu certo, em nome de Jesus”, mas, acima de tudo, é ok pedir por fé e força.

Nós não enganamos a Deus com nossas exortações meia boca, mas, eu creio, que o comovemos quando tudo o que pedimos é que Ele nos ajude com a insuficiência de nossa fé.

E é nessa hora que nós vamos para frente ou morremos. Morremos acordados por noites seguidas ou entendemos que a fé que temos é suficiente para começar a viagem. Que Ele é dono de toda a fé que podemos possuir, um dono doador.

Eu fecho os olhos, deixo os planetas irem e imagino Pedro dando alguns passos na água e não consigo me concentrar no fato de que, em algum momento, ele começou a afundar. Concentro-me nos segundos completamente livres de qualquer “e se”. E, então, consigo dormir.

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Se você quiser ler mais textos sobre medo escritos por aqui (alguns – ALGUNS -mais felizes hehe):

O oposto do amor é o medo (ou: O povo de Israel e a sandália da Xuxa) – 2013

Não sei se você notou, mas eu ando falando sobre amor (ou: Amor x Medo) – 2015

Um post dentro do outro (ou: Sem medo do nariz escorrendo) -2015




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Baiacu (conto #1)

Você pisca e está acordado. Mais uma vez e está sentado, olhando diretamente para  uma pessoa sem saber o que ela está falando. Talvez esteja reclamando do marido, que nunca lembra de pagar a fatura em dia e aquele um real e sete centavos da multa a tire do sério. Talvez esteja falando do tempo. Você pisca e a boca dela parece duas ondas se encontrando distantes no oceano.

Oceano.

Você faria tudo para mergulhar. Nunca tentou. Já viu milhões de pacotes no aplicativo de descontos que baixou, mas se planejar para mergulhar significa realmente colocar no papel o quanto ganha, e você ganha pouco não quer colocar no papel o quanto realmente ganha. Então faz o que todo mundo faz quando não pode comprar as coisas: procura por elas na internet.

A mulher continua falando com você por trás da tela do seu computador, mas você não está resolvendo o que é que ela tenha vindo pedir, você está digitando no google: mergulho para iniciantes. Aparece um vídeo do youtube, você não pode colocar fones, então muda para a página de imagens e uma delas te chama a atenção… um mergulhador no meio de uma água esverdeada. Não há peixes, algas coloridas ou barulho. Tudo parece fazer silêncio. Exceto pelas bolhas que saem do seu respirador.

Glup.

– Ei?! – A mulher grita, estralando os dedos na sua cara. Por um segundo ela parece um daqueles peixes que inflam – qual é mesmo o nome deles? -, alguns segundos depois parece Salomão recitando mentalmente o que já escrevera: tudo é vaidade e aflição de espírito.




Hey, esse texto não é como os que costumo postar, relatos pessoais, crônicas e textos opinativos, esse texto é um conto. Ou seja:  eu não googlo coisas inapropriadas no horário do trabalho (quer dizer, alguns memes no horário de almoço quem nunca? hehe). Isso dito, seguimos o esquema de sempre: você pode me encontrar através do email (nataniacarvalho@gmail.com), da página do blog no Facebook, ou do meu Instagram =D

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Empatia tem gosto de pão quentinho na chapa

{Para ouvir enquanto lê}

Eu imagino Cristo tomando os nossos pecados, dores e enfermidades na cruz.

Seu rosto se contorce ao presenciar um dos piores dia da minha vida. Ele engole seco. Eu estou sentada na cama. Minha versão de oito anos, sete talvez… Ele sente o buraco azul se abrindo em meu peito. Ele começa a respirar fundo. Como eu fiz.

Ele sente os abusos domésticos a que centenas de brasileiras são submetidas. O marido de uma das suas mulheres se aproxima e o tapa ressoa em sua face. Jesus se assusta. Se apavora.

Sua pele queima por doenças ainda desconhecidas em seu tempo. Seu coração se despedaça e o braço adormece, era o infarto do meu pai ali. Aquele homem que comia peixes, pão e um bolo feito de azeite infarta como um de nós que devoramos um hambúrguer por semana.

Ele se sente sozinho. Com medo. Por que nós nos sentimos sozinhos e com medo. Ele nos conhece por dentro. Ele divide nosso fígado e nossos sentimentos. E, enquanto isso, sangra sobre um pedaço de madeira.

Jesus é a própria figura da empatia.

Mas nós? Nós não. Nós julgamos as pessoas por relatos. Nós preferimos ter razão. Tripudiar sobre o sofrimento do outro.

E Ele ressuscitou, brilhando pela glória de Seu pai, e nos chamou para fazer coisas maiores, mas nós julgamos. E fazemos textos imensos em nossas redes sociais cheios de ódio.

“A mão do Senhor vai pesar sobre essa geração”, eles escrevem na rede social azul.

Mas eu peço desesperadamente que não. Senhor, não pese sua mão sobre nós.

Eu tento imagina-lo em cima de uma rocha falando sobre amor, e eu me derreto. Choro feito criança. Fico boba. Eu me imagino ao lado da pedra e eu quero ser como Ele, eu quero amar, eu quero ter compaixão, eu quero escrever textos que falem do seu amor.

A justiça de Deus existe. É claro que sim. Mas há em nós alguma justiça ou temos escondido nossas vinganças atrás de passagens soltas das Escrituras?

É mais fácil julgar do que se compadecer. A compaixão produz em nós a pequena grande dor de se importar, e se importar, nos dias de hoje, é uma gota de mirra, um pão quentinho na chapa. Compadecer-se significa parar de olhar para você e sentir o que o outro está sentindo, não o que você acha que ele deveria estar sentindo. Compaixão é uma obrigação cristã, mas nunca uma obrigação religiosa.

Jesus teve compaixão deles e tocou nos olhos deles. Imediatamente eles recuperaram a visão e o seguiram.  Mateus 20:34

Tenho compaixão desta multidão; já faz três dias que eles estão comigo e nada têm para comer. Marcos 8:2

Ao vê-la, o Senhor se compadeceu dela e disse: “Não chore”. Lucas 7:13

Quando Jesus saiu do barco e viu tão grande multidão, teve compaixão deles e curou os seus doentes. Mateus 14:14

36 coisas que você não queria saber (ou: senta que lá vem modjenha)

Um amigo me marcou em uma daquelas publicações do Facebook em que você tem que contar uma série de fatos sobre você. Ele me pediu 36 fatos. 36 FATOS MINHA GENTE. Eu tenho achado super interessante ler a lista das pessoas no feed, mas achei que, talvez, 36 fosse demais para o Facebook, então estou postando por aqui as coisas que você não me perguntou e não queria saber, mas: toma que o filho é teu.

{Para ouvir enquanto lê}

1 – Eu deveria estar fazendo outra coisa e não esta lista. Eu, geralmente, sempre deveria estar fazendo outra coisa.

2 – Eu pego mais trabalho do que consigo terminar durante o dia, o que me faz ficar acordada horas nas madrugadas. Algo não resolvido de provar valor com afazeres. Quem sabe até os 80 anos alguma terapia resolva.

3 – Quando eu descobri que as pessoas inventavam histórias e eram pagas para deixarem que elas fossem colocadas em papel polen soft amarelado, eu pensei que estava sonhando. Para mim esse era e é o melhor trabalho do mundo. A coisa que eu mais queria nessa vida de meu Deus era ser escritora de fantasia, como não tenho escrito tanto, e publicado muito menos, cultivei um universo paralelo em que já estou no décimo quinto livro publicado e discutindo com a editora a capa do décimo sexto (e a gente pode fingir que conhece Christopher Paolini, que mal tem, né, migos?).

4 – Porque eu queria muito ser paga para escrever (e porque eu acreditava que um texto podia mudar a realidade de alguém), escolhi cursar jornalismo. Entrei na Universidade aos 16 anos e hoje tomaria uma decisão diferente. Depois de uma editoria de cidades, versão online, durante a madrugada, eu escrevi mais textos de estupro do que você pode imaginar (eu escrevi um pouco sobre essa fase aqui). Nem um deles mudou a realidade de ninguém, exceto a minha, quando segurava o choro no trabalho pensando no tipo de mundo ferrado em que a gente vive. Entendi que queria ser paga para escrever, mas não daquele jeito. Não queria ser ~~ imparcial~~ e dar notícias caça clique… Não queria fazer transcrições, assessorar políticos que critico, nunca tive ego para a TV. Eu queria sentar e escrever, ter a sensação boa de terminar uma página, de adicionar um neologismo no word, nunca passou pela minha cabeça responder 675 vezes que eu não queria estar no lugar do William Bonner daqui a alguns anos (William Shakespeare tamos aceitando hehe).

5 – Desde que terminei a faculdade já fui jornalista de impresso, do online, assessora de imprensa, revisora, corretora de redação, professora de redação e tradutora.

6 – Passei em uma nova faculdade. Vamos acompanhar.

7 – Eu não sou uma pessoa romântica. Nunca idealizei dia de casamento nem quando era pequena e não consigo entender quem procura esposa/marido quando não tem nem namorado. Parece muita pressão. A vida tem muita coisa para ficar focado tão seriamente em alguém que nem faz parte dela, QUE NEM EXISTE… Mas se você é assim, juro que vou tentar não julgar.

8 – Eu não gosto de julgamentos (sentença acima retomada com sucesso). Eu prefiro entender os porquês. Eu acho que se olharmos para dentro vamos ver mais coisas que gostaríamos de mudar do que manter, quase todo mundo é assim, porque nós esperamos que os outros sejam melhores que nós?

9 – Eu mando áudio no whatsapp. Desculpa, não consigo evitar.

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10 – Eu sou enlouquecida pelos meus amigos. Acho que não há na terra um Natal como o nosso.

11 – No ano que vem comemorarei 10 anos dividindo minha vida com uma das melhores pessoas do sistema solar e agregados. Fico besta de tão agradecida por você existir, Dany.

12 – Eu amo Harry e a JK como se fossem parentes da família. Releio alguns livros da série todos os anos e dou de presente o primeiro deles para todos os bebês das minhas amigas, quase sempre com a mesma dedicatória: Você ainda não me conhece, mas eu sou a tia que te deu uma varinha em algum Natal. Não fure ninguém com ela.

13 – Desde pequena penso “e se eu não fosse eu?”. Não dá para explicar, mas isso sempre volta para minha cabeça.

14 – Quando eu era criança, eu morria de medo de que meus pais morressem. Minha mãe me disse que só ia morrer depois dos 40, isso para uma menina de 6 anos era uma eternidade. Porém, quando minha mãe fez 40, eu lembrei disso. Do mais absoluto nada. Foi uma das coisas mais estranhas da minha vida estranha (minha mãe já passou dos 40 e segue firme, forte e lindja😀 ).

15 – Eu não faço absolutamente nada sem música. Eu preciso de música para estudar, trabalhar, fazer faxina e tomar banho. Quando eu esqueço meus fones de ouvido em casa, por dentro quero estar morta.

16 – Porque eu ouço muita música, eu não sei dizer qual é a melhor música que já ouvi . Mas posso dizer com toda certeza que se eu tivesse que ouvir apenas uma música pelo resto da minha vida seria Clair de Lune. Acho que Debussy conseguiu fazer com que a música clássica habitasse, também, o ambiente popular, aprendi ouvir os compositores clássicos através dele, e poucas coisas me fazem mais feliz do que ouvi-los no toca disco.

17 – Eu amo vinis. Você quer ganhar uma vida de admiração? Me dê vinis de blues.

18 – Acho que Billie Holiday, Bessie Smith e Bey (oncé) deveriam me ter como melhor amiga – hehe.

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Pra por no porta retrato <3

19 – Odeio arrogância. Prefiro fingir que não sei as coisas do que parecer que desejo sobressair sobre alguém.

20 – Ás vezes, tudo o que eu preciso é ser um anão no RPG e dar um monte de porrada sem sentido nenhum.

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Vez ou outra, a gente só tem que começar uma briga por nenhuma razão aparente em uma taverna

21 – Eu já tive um clube de Star Wars na escola. A gente não fazia nada, só falava sobre como gostávamos de Star Wars e construíamos, ocasionalmente, objetos da franquia com isopor. Um idiota quebrou minha Estrela da Morte e até hoje espero que o universo o puna por isso. É sério.

22 – Eu me pego pensando sempre: como alguém compõe clássicos? Como alguém senta e compõe Lacrimosa, Something ou 2 e 2?

23 – Música brasileira é coisa que vem da alma. Se você não gosta de rir num sambinha num domingo de tarde, você não achou o sambinha certo. Vale para todos os nossos ritmos e letras, não tem nada como a gente falando da gente mesmo. É extremamente poderoso.

24 – A política brasileira me faz chorar. De verdade. Porque eu vejo que não vai melhorar e que ninguém realmente se importa com ninguém. Só em manter seus traseiros em Brasília ou seu ponto de vista em casa. Os políticos fazem arranjos para ficarem, o povo vota em Bolsonaros e Delegados Waldir…

25 – Eu acredito piamente na igualdade de direito das mulheres. Luto por ela nos protestos, nas redes sociais, nas conversas de padaria. Quem não luta comigo, não pode ficar comigo. Hoje em dia, eu não aceito amizades misóginas nem em forma de piadinhas.

26 – Eu queria ler todos os livros do mundo. Ou, pelo menos, todos os que compro.

27 – Eu tenho um grupo para falar de séries, que é para você entender o nível do meu vício (e dos meus comparsas de crime).

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Qualquer semelhança…

28 – Eu quase morri quando soube que Gilmore Girls ia voltar. A Lorelai é praticamente meu alter ego (só não tenho uma Rory).

29 – Machuca um cachorro na minha frente procê ver!

30 – Tenho 569 tatuagens salvas em pastas e 0 em mim, ainda.

31 –  Eu amo Beatles. O show do Paul foi um dos melhores que já fui e o meu fab four preferido é o George Harrison (e ele já apareceu no blog). A carreira solo dele é de dar orgulho nesse coração de fangirl.

32 – Tenho muita admiração por quem desenha e fotografa bem. Eu adoro tirar fotos de velhinhos, mas Sebastião Salgado sentiria vergonha de mim.

33 – Queria morrer sabendo falar gazilhões de línguas.

34 –  99% jeans e blusa, mas aquele 1% de boho-witch-pitada-de-Phoebe-tia-louca-do-bairro-style (o que é = a ouvir “nossa, mas você não está com calor?”).

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Não, porque minha alma ficou um pouco mais fria com esse comentário hehehe

35 – Às vezes meu senso de humor é um pouco próprio. Achar amigos que compartilhem dele é para toda a vida.

36 – Eu quero aprender a amar as pessoas de coração inteiro. Sempre. E aprender o que puder enquanto estiver por aqui. Porque se tem uma coisa que não quero é saber o mesmo que sabia há um ano atrás.



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15 de junho (ou: obrigada por não ser um raio, Deus)

{para ouvir enquanto lê}

Eu estou acordada, olhando para você. Não sei mais chorar. Mas ainda estou aqui.

Está fazendo frio, Deus.

Penso em pegar uma outra blusa. Mas olho para você. Ainda estou aqui.

Eu não sei o que dizer. Não mais.

Mas

Ainda

Estou

Aqui.

 

Pois o pecado não os dominará, porque vocês não estão debaixo da Lei, mas debaixo da graça. E então? Vamos pecar porque não estamos debaixo da Lei, mas debaixo da graça? De maneira nenhuma! Não sabem que, quando vocês se oferecem a alguém para lhe obedecer como escravos, tornam-se escravos daquele a quem obedecem: escravos do pecado que leva à morte, ou da obediência que leva à justiça? Mas, graças a Deus, porque, embora vocês tenham sido escravos do pecado, passaram a obedecer de coração à forma de ensino que lhes foi transmitida. Vocês foram libertados do pecado e tornaram-se escravos da justiça.
Romanos 6:14-18

Vamos orar? (um pouco diferente dessa vez🙂 )

Bem, na maioria dos posts eu oro por você, junto com você. Hoje, eu gostaria que você orasse por mim. Nas suas orações antes de dormir, ao acordar ou antes de comer batata frita no almoço. Que nossos corações estejam juntos.




 

ps: C., obrigada por tudo. Eu achei conforto no evangelho hoje. Justo hoje em que uma placa em neon, na minha testa, gritava: raios, por favor, caiam aqui, grata. Obrigada por me ensinar sobre graça. Obrigada por ser Tito (“Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens”).