A Cruz

Evangelho simples, puro, real. Esse é o resumo de uma das coisas mais lindas da semana: o vídeo do – não menos maravilhosamente lindo – seu Billy Graham.

Jura que assiste até o final?

 

 

PS: Obrigada, Filipe, pelo link (:

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“Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta,tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus.” Hebreus 12: 1 e 2

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Te amo, porque você é a pessoa certa para mim

{pra ouvir enquanto lê}

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Escrevo para você às 03h13 da madrugada. E sabe-se lá se já nos vimos ou nos falamos, se já nos esbarramos na rua, na igreja… Escrevo para você que sentou sem ver (?) na minha cadeira no cinema. Escrevo por que Deus é maravilhoso apesar de meu dia anterior ou de sua reprise em minha mente. Escrevo porque, talvez, você ainda não teve a chance de dizer para Ele o que o salmista declamou na Bíblia: Eu te amo, Senhor, força minha. Escrevo para nunca esquecer o que o meu pai tem conversado comigo.

Os mistérios do falar de Deus são incríveis. Não dá para enquadrar em teorias de comunicações, nem em conversas de bom dia quase elípticos.

Deus fala.

Ele fala na hora que quer.

E eu volto para o início do texto: Deus fala às (agora) 03h24 da madrugada.

- Bom dia, Jesus, quer um pouco de sono?

Eu não ouso reclamar, e isso não é porque ainda estava acordada (ok, grande parte por isso hahaha), mas porque passei parte do dia pedindo para Ele intervir na minha cabeça e seus milhões de pensamentos por milésimo de segundo. Passei o dia sendo – rasgadamente – honesta com Ele. E, então, no fim meeeesmo do dia, Ele apareceu. Não como uma espécie de fulgor brilhante, do tipo: cor de sabre de luz, mas através de uma pregação que escutava.

- Mas gente, o Senhor quer falar comigo hoje? – Estava eu surpresa, segurando meu fone cujo tamanho desigual de seus fios me irrita sempre que possível.

E aí, Ele me lembrou do resto de Salmos 18 (o primeiro versículo está no primeiro parágrafo):

Também fui sincero perante ele, e me guardei da minha iniquidade.

Assim que retribuiu-me o Senhor conforme a minha justiça, conforme a pureza de minhas mãos perante os seus olhos.

Com o benigno te mostrarás benigno; e com o homem sincero te mostrarás sincero;

- Para o sincero… sinceridade.

O Senhor fala.

Graças a Ele mesmo Deus.

O que Ele fala? Ah… Aí é desde receita de bolo até o horrível e necessário: não. Nessa madrugada, Ele falou que alguns pensamentos não vêm para nos destruir, mas para nos tornar as pessoas certas para Deus.

Achei meio poético (sou dessas). No dia anterior, havia lido Leminski [“Abrindo um antigo caderno foi que eu descobri: antigamente eu era eterno”. Paulo Leminski], a alma já estava mole e doce – feito doce de vó, feito gente que prende a franja detrás da orelha dela e prende a respiração e os outros universos, que se soltaram por bobeira há algum tempo atrás… Assim, derretida por Deus, atraí aquelas palavras para meu coração: eu quero ser a pessoa certa para você, Jesus.

Não quero que nada seja passado de mim porque ainda não sou quem deveria ser. Entendi que esse é um pensamento diário, precisa se repetir a todo o tempo. Eu estou prosseguindo na fé? Eu estou me movendo? A cada dia eu sou exatamente o que eu deveria ser? Caramba, nessas horas eu amo Paulo! Amo mesmo! Porque Ele entendia isso tão bem… Meu alvo é sempre Cristo, nunca é suficiente, dar tudo é sempre pouco, quanto mais cristianismo – puro e não aguado – mais humildade se tem para tecer um novo coração.

Deus tem me levado a refletir insistentemente: eu tenho feito às escolhas certas? Eu tenho colocado meu coração nas coisas certas? Eu tenho me apaixonado pelas causas certas?

Entendi algo, enquanto eu continuar me perguntando isso, voilà, temos um sinal positivo. E outra coisa veio em seguida… Quando eu sou a pessoa certa para o Senhor, as pessoas certas para meus ministérios vão aparecendo. Que trem lindo (minerice adquirida pra alegrar o dia docês). E eu não estou falando como teórica hoje, mas como parte de uma experiência que culminou na abertura de nossa Conferência da Arena.

Caramba (e muitas outras palavras exclamativas)!

Não fiz um post específico sobre a Conferência… Bobeira minha… Coisa de gente apaixonada, sabe? Estava literalmente babando sobre a Conferência… Chorando a toa… E aí o post gigante – como sempre hahaha – não saiu. Mas devo dizer, a Conferência é a prova de que Deus manda gente certa para seu propósito. Toda equipe de mídias e One Pray engajados (se você não sabe do que estou falando, corre pros textos antiguinhos), orações, jejuns, mover.

Corações palpitantes e muito trabalho. Muuito mesmo. Saíamos às 03 da matina da igreja. Decorando, passando música, subindo telão, vendo e revendo o vídeo. No outro dia, mais uma madrugada fazendo origamis, e mais uma tarde e mais… Correrão e não se cansarão, o Pai nos dizia.

- Você vai dormir na igreja? Porque eu tô quase levando seu colchão… – Meu pai, o de carne e osso, hehehe, repetiu feito um mantra…

Mas Deus estava me fazendo a pessoa certa para Ele, me fazendo a pessoa certa para o grupo, me tornando a pessoa certa para o que há de vir.

A Conferência nos fez andar para o alvo, nos fez rir – madrugadas podem se tornar uma coisa hilária com vocês, seus bonitos da mídia e com você, Ju, que está sempre comigo pisando nas águas e me ensinando a ter fé -, nos fez receber visões e ouvir uma nova língua.

- Vocês se tornaram mais certos pra obra.

Eu acolho, mais uma vez, essa palavra em mim. E uma certeza arrebatadora cresce no meu coração: eu sou muito apaixonada por Ele.

Jesus, o Senhor tira meu sono, tira minha vontade de ser como eu carnalmente sou, tira os meus pés do chão. Te amo como nunca amei antes. Te amo esperando que amanhã eu consiga amar ainda mais. Te amo, porque você é a pessoa certa para mim.

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Sim, capitão

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De um pedaço da água do mar ou de algum lugar no encanamento da minha pia, eu espero que você surja e me impacte, me impacte com tudo o que tem, com toda a força com que criou o universo, meu marinheiro.

Porque estamos mudando a história dos oceanos ao nosso lado. Não, você não prometeu que seria fácil, nem que o convés estaria sempre limpo, mas eu sou sua tripulação e quero aceitar a direção de seu timão.

E nós sacolejamos.

Você ri enquanto temo a velocidade dos ventos, mas nós somos piratas. Nos dê um mochila com Doritos, meus 37 livros favoritos e suas verdades e nós podemos passar uma vida inteira no mar.

- Uma vida inteira? – Meu marinheiro pergunta, temendo que eu escolha criar pernas e sair da água.

- Inteira.

Sinto a rota mudar, ele estende suas mãos e seus furos são as bússolas mais bonitas que já manuseei. Sim, o leme virou para o outro lado, as velas tomaram outra direção, e eu sinto todo o sal grudar nas minhas bochechas.

- Vai ficar tudo bem, maruja. – Ele sorri sua velha barba.

Eu olho para as coisas novas e é hora de deixar a âncora subir.

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Só um texto sobre o segundo mês do ano

{para ouvir enquanto lê}

{para ter certeza de que você clicou no link acima, hehehe}

Passo o dedo nas ranhuras untadas com lustra móvel da escrivaninha onde estou sentada. Penso sobre a própria palavra escrivaninha. Me lembro de alguém que fala escrivainha. Acho lindo. Olho para a página em branca. Olho para tudo que Deus tem feito. E então coloco Chico para tocar.

É tarde e não consigo escrever sobre o assunto que combinara com Deus. Penso nas besteiras que ainda não consegui deixar, como achar fevereiro o mês mais sonhador do ano.

- Por quê? – Meu amigo pergunta, como se não soubesse todas as respostas que vão sair de minha boca. Ele parece curioso, fingindo não seguir todo o meu raciocínio antes de ele pular de uma sinapse despercebida para minha boca.

- É um mês que começa de repente e acaba de repente. Tem um tempo certo de vida… Não sei, Deus…

- E?… – Rá, Deus! Eu sabia que você estava por aqui, dançando entre meus pensamentos do que irei fazer amanhã e de como gosto tanto de fevereiro como gosto de junho…

- Fevereiro é o mês que a gente conheceu Peninha e se despediu de Pixinguinha…

- Os dois no mesmo dia. 17.

- Hoje.

Em algum tempo paralelo imagino suas músicas indo e vindo e Chico, querendo entrar na história, canta nesse exato instante: um tempo que refaz o que desfez.

As nuances do Espírito sempre me espantam.

Coloco a mesma música para tocar de novo, e repasso a última semana… Eu editava um vídeo de madrugada – 04h20 – quando senti o poder de se pregar amor se chocando contra meus dedos e o mouse… Repasso a noite de ontem, enquanto passava em frente à igreja encharcada de tanta chuva – metade de mim queria dançar como Gene Kelly, metade de mim tinha medo de leptospirose, rs … E a soma das experiências é sempre a mesma: fevereiro é uma música do Chico que Jesus canta pra mim antes de dormir.

Que texto mais besta, Deus… É só que a vida que o Senhor nos deu é tão cheia de pequenos detalhes, que ser pragmático, às vezes, é desperdício.

Imagino se Jesus, quando estava na terra, gostava de fevereiro. Imagino se Ele já ficou encharcado com chuva. E então, meus olhos escapam para a madeira da escrivaninha de novo e me lembro de que Ele era carpinteiro.  E meus olhos se enchem de água.

- Eu poderia estar tocando em algo que o Senhor fez agora, caso voltasse uns dois mil anos atrás, Jesus…

- Hoje é seu dia de sorte: eu fiz tudo o que você está tocando.

Minha garganta faz um glup conhecido, como um nó de marinheiro bem dado (existem nós de marinheiros frouxos?).

Preciso não dormir

até se consumar

o tempo

da gente

Chico, chico, chico, não ajude esse meu Deus a me desmanchar…

Sorrio.

- Semana da Arte Moderna. Também em Fevereiro, Espírito. Nesta exata semana, só que há 92 fevereiros atrás…

- E fevereiro tem cheiro? – Jesus brinca, porque sabe que acho que Junho tem cheiro – não é loucura, juro.

- Quando eu descobrir que cheiro vontade tem, eu deixo o Senhor a par da situação – brinco.

- Apenas seguirei como encantado ao lado teu – Ele sussurra a música que Chico cantava segundos atrás.

E, então, eu conto: faltam onze dias para o fim de fevereiro.

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Não, eu não vou te responder quantos filhos eu pretendo ter (ou: Manifesto contra os questionários sociais)

{para ouvir enquanto lê}

Nunca vou entender gente que gosta de fazer mal para as outras pessoas. Gente cruel mesmo. Daquelas que desmerecem roupa, sotaque, nível de escolaridade… Quanto mais tempo passo nessa terra, mais me questiono: porque é tão errado assim ser como você é?

Simplesmente não deveria ser. Simplesmente não é.

Me peguei pensando sobre escolhas universitárias, sobre empregos e futuro… Sobre a quantidade de vezes que fui tratada de forma diferente no campus quando descobriam que eu {} cursava comunicação. Sobre a quantidade de vezes que eu me tratei diferente por isso.

Alguém que vi poucas vezes na vida, que não é da minha família, não é do meu ciclo de amizades, praticamente uma desconhecida me disse esses dias:

- Mas você é você, porque você seria o que você faz?

Não sei, moça…

Eles nos ensinam sobre status, sobre os melhores lugares, sobre excelência. E aí, muitas vezes, nos viramos para Deus e pedimos “o melhor dessa terra”. Mas o que diabos – com o perdão aí – é o melhor? Quando foi que a gente decretou que o melhor é fazer faculdade, pós, mestrado, MBA fora…

Sim, eu sei que tudo é socioeconômico, que não dá para ser radiante sem uma condição mínima de vida (em um país que livro custa R$49,90 e uma kitchenette raramente sai por menos de R$500,00 por mês, minha gente!). Sei que trabalhos que ganham mais têm mais concorrência na faculdade e aí o ciclo do orgulho e preconceito – sem Jane Austen – se perpetua… Mas mesmo sabendo disso, porque ainda nos incomodamos tanto com o outro? Com o que o parente de quinto grau vai pensar quando nos vir no natal?

Você não é advogado. Você é você. Você não é mãe, você é você. Não devia ser estranho não ser o título que ostentamos, mas é.

Tenho descoberto que o evangelho pode me livrar dessas bobeiras todas. Ao contrário do que muitos pregam (acusação, acusação, acusação), encontro cada dia mais um Deus que é libertador e que liberta só para a liberdade, para nada mais. Tenho achado um Senhor que sabe ouvir e que tem me perguntado:

- Porque as coisas tem que ser tão complicadas?

- Porque, às vezes, a gente pensa muito, Jesus… Pensa e pensa de novo e já não tem certeza de mais nada… Da vida, da profissão, das escolhas…

- Rodin – Ele brinca -, tira a mão do queixo, vai marcar.

O Espírito pergunta em meu interior se eu tenho sofrido pelas pessoas ou por Ele? Eu tenho me perguntado se escolhi isso ou aquilo por causa Dele ou de meio milhão de pessoas más, exatamente como as do início do texto?

Geralmente pela segunda opção. Tenho pedido para que o Senhor sacuda meus ombros de todas as opiniões que importam tanto quanto guardanapo sujo. É um exercício diário se lembrar quem você é e que não tem problema em ser assim. Não tem problema preferir carro pequeno, querer uma estante maior do que a cama, fazer um projeto de casa que não incluí ter tapetes felpudos, ter um cofrinho para comprar uma bicicleta nova e precisar de música até para escrever spot de rádio.

Não tem problema em não ser neurocirurgiã e não tem o MENOR problema em ser (porque se você não fizer nada errado, deve ser legal, rs).

A gente ouve demais os outros, está mais do que na hora de prestar atenção no que o Senhor está dizendo. Pode-se dizer que sou uma expert nesse assunto, hahaha…

Era uma vez uma pessoa que escutou demais as vozes dos camponeses do reino. E se deu mal. Várias vezes.

Tudo começou com:

- Deve ser ótimo ser a filha do pastor…

Mas, dentro de mim, milhares de vezes, não era ótimo. E aí eu me sentia culpada por que deveria ser ótimo. Que bobeira. Quem foi que disse que tinha que ser ótimo, Jesus… Aquela pessoa que me conheceu há três minutos e 17 segundos?

- Mas você pensa assim? Seu pai não é…

Meu pai é o mesmo que o seu: o sinhô seu grande Eu Sou, que atende por mais meio milhão de nomes…

Fui escutando tanta coisa na vida que tentei ser perfeita.  Com check list e tudo. Tentei participar de tudo, tirar as melhores notas, me inscrever em concursos de alguma redação com o tema menos interessante deste mundo. E no meio de tudo isso, lidava com problemas realmente sérios sozinha, porque pessoas perfeitas só tem amigos para ocasiões perfeitas.

E foi assim que eu adoeci. A culpa de ser exatamente como eu sou – e de enfrentar problemas e pecados sozinha – foi grande demais, eu tinha que matar um pouquinho de mim por dia.

E tudo isso por gente que se quer se importava de verdade comigo. Com quem eu realmente sou. Tudo por pessoas que só querem que a gente responda um tipo doentio de questionário: profissão, ambição, filhos, namorado, casa própria.

Mas eu descobri alguém que morreu de uma vez só por mim e parei de tentar parcelar a morte.

E Ele disse que estava tudo bem ser quem eu era, porque Ele tinha me criado daquele jeito. Nunca vou me esquecer do dia que Ele me disse que eu era divertida.

Vocês sabem quantas piadas esse cara chamado Deus já deve ter ouvido? Se Ele falou que eu sou divertida: FUCK THIS SHIT, hahaha…

Pronto. Comecei a falar com Ele sobre livros, sobre séries, sobre minha vontade de viajar por aí só com Ele e um bocado de cadernos. Falar com Ele sobre falar Dele para os outros, sobre construir igrejas, sobre sorvete e o Mercosul. Nós começamos a rir, a brigar, e quando tudo parecia cair de novo e minha mente voltava para os antigos padrões de se importar com os outros, engolir o choro e pegar algo que me machucasse fisicamente e emocionalmente, Ele é quem gritava:

- Você tá doida?

E é a bronca mais bonita do universo. Porque eu sinto que eu posso correr para Ele. Para a única pessoa que não nos rejeita por sermos exatamente quem somos. Eu senti que podia renovar minha mente, como Paulo fez.

E é por isso, moça-quase-desconhecida, que você estava certa: a gente é quem a gente é. A gente é filho do cara que É. Se o que somos não parece radiante, bom ou maravilhoso para os outros, que pena. Eles deveriam nos ver aqui de dentro, parece uma terra nova e cheia de expectativas…  Parece o terreno que Deus vai usar para algo especial, às vezes um pouco árido, às vezes Nárnia.

“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão.”

Gálatas 5:1

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Não era para ser autoajuda, mas se tiver ficado parecido, abraça o post e vai hahahaha…

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Dilatai-vos!

Somos chamados a uma preocupação perene com Deus.
W. Tozer

Que frase maravilhosa de Tozer (tem outra citação dele aqui ô)! Em um mundo onde a palavra chamado se tornou tão cheia de egos não revelados, Tozer me entrega um significado novo, de novo, à minha missão.

Como ocorre frequentemente, a ideia inicial do texto de hoje seria completamente diferente… Me sentei com o peito fervilhando para escrever sobre o Arena, sobre o que Deus faz dentro de mim quando vejo os pulos e a alegria daquele lugar, sobre a unção de intensidade e de braços fortes renovada sempre que vou em algum dos dois cultos, no sábado. Minha cabeça, coração e até os polegares estão apaixonados pela Conferência Arena 2014 – faltam um mês, gentes! -, durmo e acordo pensando nos vídeos, nas mídias estáticas, na abertura… Pensando em cada pessoa que terá sua primeira experiência com Jesus nesses dias… Clamo por cada um que estará lá, oro para que o computador e o projetor cooperem; coisas bestas, coisas tremendas. Por isso, parecia natural que eu escrevesse um texto imeeeeeeeeeeenso falando de cada detalhe em que nosso grupo de mídia está envolvido, mas não hoje.

Assim que bati os olhos na frase de Tozer, ontem de madrugada, minha alma se derreteu…

- Ah, Senhor, eu não posso falar sobre outra coisa.

Eu não poderia… Simplesmente por que falar sobre Ele é melhor do que falar sobre suas obras.

A mensagem de Tozer caminha pertinho com o que Deus tem me mostrado nesse ano de 2014: relacionamentos profundos e maduros com o Espírito. Dá para colocar em palavras o desejo de desenvolver um cuidado – como diria meu pai: um zelo – grande e macio pelo Senhor? Pensei durante alguns minutos, mas não consegui nada melhor do que Tozer já disse: se preocupar perenemente com Deus.

Meu cuidado pela obra é desejo de ser cuidadosa com o pai. De me preocupar com Ele todos os dias da minha vida.

- Tem aliança mais bonita e mais difícil do que essa, Deus?

Difícil? Sim. Me preocupar com o Espírito todos os dias me leva a me preocupar com meu interior todos os dias. Me faz sentir que todas os grandes planos da minha vida são pequenos.

E aí, eu me pego chorando enquanto leio as cartas de Paulo, porque no fundo cuidamos muito de nossas vidas terrenas, pensamos muito nos que estão ao nosso redor e, às vezes, sequer sabemos como Deus se sente sobre isso ou aquilo… Paulo parecia durão com as pessoas, mas era maleável a toda e qualquer vontade do pai. Ele cuidava do Senhor. A todo o momento, vemos expressões como “não fiz isso para que o nome do Senhor não fosse envergonhado”, “façamos aquilo para que Jesus seja engrandecido”…

Creio que Deus tem expandido os nossos horizontes sobre nossa missão. Falando por mim, nunca mais desejo pensar como antes. Em agosto do ano passado, Deus me mostrou que criatividade não era escrever, pintar, fotografar… Criatividade era simplesmente palavra de criação. Tudo que tivesse força suficiente para gerar vida.

Descobri isso de um jeito bobo, estava pegando um livro na biblioteca e de repente vi ESSE livro, cuja capa falava sobre espírito e as ciências humanas, sobre como tiramos toda parte não explicada em nós mesmos, o lúdico, a alma de nossas ciências em prol de uma exatidão inalcançável. Muita coisa controvérsia, mas um livro cheio de ensaios interessantes, escritos por grandes autores como C.S. Lewis e por reitores de universidades famosas (Oxford…). Em um dos ensaios está lá: criatividade, palavra criadora. E tcharam, Deus encheu meu coração com uma nova ideia de missão, de chamado.

Logo depois, Jesus me mostrou partes incríveis na adoração, e que ela não pode ser um complemento da minha vida com Deus, senão a própria vida de Deus. A adoração é uma missão universal e última. Um tempinho depois, o Espírito sopra sobre mim: amor e alegria. O meu chamado deveria ser assim…

Tozer estica ainda mais minha visão de missão hoje, me fazendo sentir o cheiro de um de meus versículos favoritos de Paulo: “dilatai-vos também vós” (2 Coríntios 6:13). E quanto mais o Senhor dilata minha percepção do reino e meu amor por ele, mais hábil me sinto em cumprir missa missão: me preocupar com o Eterno.

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Dia 22: 5 meses de blog!

(câmera mandou abraços, hahaha)

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Diário de Bordo 2: Quanto vale uma pessoa?

Deus nos ama como pessoas. De forma individual. Com tudo o que somos. Como tudo que temos. Com o que falta em nós.

Eu não me canso de pensar nisso. Porque não é natural. Simplesmente não é. Por mais que sejamos amados nessa terra, a incondicionalidade ainda me assusta.

Volta e meia esse assunto aparece para mim – e eu gosto, me lembra que não posso pagar ou merecer o evangelho que tenho. Dessa vez, ele surgiu nas duas viagens que fiz nesse mês, todas para cidades bem pertinhas (goianidade) da minha. A primeira para Pirenópolis (mais conhecida como PirInópolis por aqui, hehehe) e a segunda para a Cidade de Goiás…

Bem, o amor de Deus sempre foi algo bem inconcebível para mim, mas no carro com meus amigos (Danyzilda, Alê e Daniel), ele pareceu bem real em um sábado pela manhã. Havíamos feito compras e planos para chegar a Pirenópolis: passear pelo centro histórico (sou a tia chata que acha janelas antigas e estrada de pedra uma lindeza), achar algum museu, depois ir para cachoeiras e eventualmente trilhas. Até aí tudo bem, se não fosse o fato de que Deus pode estar em tudo isso.

Este mês, tenho perguntado para Deus quanto as pessoas valem. Temos ministérios, trabalho, convivemos com milhares de pessoas todos os dias, mas qual é o valor delas? Quanto eu dou por elas todos os dias?

Foi durante uma conversa besta dentro do carro, logo depois de perguntar para uma criança onde uma cachoeira ficava, que ouvi novamente minha resposta: as pessoas valem tudo.

É claro que as pessoas valem tudo, Natânia. Não é isso que aprendemos na igreja todos os dias? Que o amor de Deus é gigante, que ele mandou seu filho para morrer por nós? Como as pessoas valeriam quase-pseudo-tudo?

Tem coisas que a gente está tão cansado de saber, que no fundo, no fundo, não sabe mais.

- Quanto essas pessoas que estão com você no carro valem? – Uma pergunta descabreada (goianidade não me larga hoje) surgiu dentro de mim.

- Muito. – Respondi automaticamente. Eles olhavam para a esquerda procurando a placa onde deveríamos virar. Amigos. Tão queridos que eu nem me importei com os péssimos trocadilhos que fizeram a viagem inteira (a piadinha do Degrau ainda tá no ar, Alexandre, hahaha). Tão queridos que nem se importaram com meu péssimo hábito de falar durante a viagem inteira, cantar junto com o CD na estrada e ser a pior copiloto da história.

E de novo ouvi a resposta minha resposta: as pessoas valem tudo.

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No meio tempo, entre uma viagem e outra, peguei um livro para corrigir. Uma biografia de um senhor que teve uma vida política ativa. Ele começa (não é spoiler, seu Isaac, fique tranquilo, hehehe) láaaaa atrás, falando de seu avô que veio de Estrela do Sul, Minas Gerais, para o sudoeste goiano.

Enquanto pesquisava sobre a cidade e lia a descrição carinhosa que aquele homem – tão importante para uma cidade específica de Goiás, mas tão simples – escreveu, eu perguntei de novo para Deus: quanto às pessoas valem?

E outra pergunta pulou desavisada: quanto vale a história das pessoas?

Outro sábado, outra viagem: Cidade de Goiás, dessa vez com minha família e os discípulos dos meus pais.

Goiás é uma cidade linda. Não importa quantas ladeiras a gente suba. Gosto das casinhas, das placas feitas a mão (Casa do Dodô <3 ), das pedras, do sorvete no coreto, do “aparece depois lá em casa” falado na rua.

Dentro da Igreja do Rosário, ao lado de uma vela acendida para um santo qualquer, me agarrei a todo o amor da parte de Deus que havia em mim. Com força. Como se minha vida dependesse disso.

- E depende. – O Senhor brinca (mas fala sério, rs), enquanto eu escrevo isso.

Sim, depende. E eu agradeço por todas as vezes que ouvi “as pessoas valem tudo”.

Engulo em seco. Respiro fundo e acabo respirando demais a fumaça da vela (e quase queimando o cabelo). Sacudo a cabeça e continuo andando pela igreja. Sento no primeiro banco da igreja, lembrando de todas as vezes que eu estivera lá quando cobri o Fica (Festival Internacional de Cinema Ambiental) para a Rádio Universitária. Tudo mudou muito.

- Menos o meu amor. – Ouço.

Mas a maneira como eu o sinto mudou, Deus. Toda a maneira de entender qualquer tipo de amor mudou, Espírito.

- Para mais ou menos?

- Mais. É como se não houvesse como me desconectar de ninguém. É como se eu me esforçasse para não machucar ninguém. É como se, todos os dias, eu tivesse que agir diferente do que eu quero por alguém.

Ele sorriu (ou eu imagino que tenha sido assim):

- Volte daqui 10 anos e tudo será ainda mais intenso.

Quanto mais perto Dele eu estou, mais perto das pessoas eu preciso estar. O ministério existe pelas pessoas, para amá-las por quem elas são e não porque elas se converteram, não porque elas estão em nossas equipes, igrejas, no nosso banco.

Eu quero amar as pessoas. Eu quero amar a história das pessoas. Assim como tenho me interessado pela história de Isaac e de sua família, que começou em Minas e acabou por aqui, em Goiás.

Saímos da igreja do Rosário, passamos pela Cachoeira na Carioca (pernadas e mais pernadas) – onde meus irmãos quase quebraram o que chamamos de Templo de Poseidon, já que “Fonte da Cidade” é muito mainstream, rs -, almoçamos na casa de gente querida (empadão e pastelzinho de Belém!) e depois de um cochilo e de acordar com a marca do colar que estava – uma borboletinha seguida da bolinha da pérola – a pergunta se virou contra mim:

- E para você, Natânia, quanto vale as pessoas?

Não soube arredondar em números, então fingi que a pergunta já havia sido respondida.

Andamos mais um pouco na cidade – subimos 103 degraus, não tá fácil andar hoje, hehehe – e terminamos o dia na casa de Dona Eva. Uma senhora cujas fotos espalhadas pelas paredes me fizeram lembrar de minha bisa, a dona vovó mãe, que faleceu há alguns anos – uso a colcha que você fez para mim todos os dias, bisa, um beeeijo!

Dona Eva e meu pai começaram a falar sobre frango xadrez.

- Mas como a senhora faz? – Meu pai perguntou.

- Ah, desse jeitinho aí que você explicou.

Ela disse que já cozinhara para vários governadores de Goiás, falou sobre todos os pratos que eles gostavam de comer e explicou como fazia montanha-russa, um doce que nunca comi na vida, mas olha: parece beem gostoso.

Entre suas risadinhas e seu orgulho de suas receitas, no meio de uma sala com bibelôs e fotos, dentro da casa cujo cachorro que passava na porta – aberta! Como em todo bom interior – se coçava, respondi para Deus: elas valem muito, Jesus. As pessoas valem muito.

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PS: Obrigado, Daniel – Filho ou Gonçalves – pelas fotos de Pirenópolis (:

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Um daqueles posts inúteis (ou: Jesus, não sou pedreiro, mas o Senhor é melhor que Toddy, hein?!)

Quase duas semanas sem postar nada e eu venho com algo inútil (aêêê!), parabéns, moça, vencendo na vida. Mas você já abriu o link mesmo, fica que vai ter bolo, digo: Toddy.

Bem, todo mundo conhece a parábola dos talentos e do não enterre isso, use aquilo (Mateus capítulo 25, amigos)… Definitivamente tocar violão não é um dos meus talentos. Sério, Jesus até grita:

- Tá permitido enterrar esse aí pelamor de mim mesmo.

- Homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; – Retruco, brincando.

A verdade é que não importa, porque descobri que saber umas 3 notas nesse maravilhoso instrumento é muito útil, pois aumenta em um milhão de vezes as formas de você irritar seus irmãos descrevendo toda sua rotina, só que cantando. Do tipo: agora estou indo para sala – notas – quando voltar quero ver seu quarto limpo – notas, seguidas de reclamações – e indo para cozinha – nota – esquentando comida no microondas –  notas, seguidas de reclamações, hahaha. Aprendi, também, que dá para fazer isso com Deus, por exemplo: cantar cinco minutos de “não estou te ouvindo hoje, fale mais alto, não estou te ouvindo hoje, fale mais alto, não estou te ouvindo hoje, fale mais alto”.

É emocionantemente irritante e acho que todos deveriam tentar (na terceira ameaça de serem expulsos de casa, sugiro que parem por um dia ou dois, hahaha).

E foi brincando disso que surgiu a pior composição de todos os tempos – mas que fala de gostar de pessoas mais do que de Toddy, então achei válido postar.

Vergonhas a parte, boa sexta-feira!

(:

PS: Se você sente falta de alguém do mesmo tanto que sente falta de ventilador e mora em Goiás, por favor aceite uma dica, rs.

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Uma carta

A Bíblia tem dessas pegadinhas (do Malandro), às vezes… Você está deitada enquanto lê Eclesiastes, tenteando não pensar tanto assim na vida, quando, de repente, um novo versículo pula em sua cara:

“Ansiosa em meu leito, perdi o sono. Esperei pelo meu amado, por quem minha alma anseia. Como doía a saudade!”

Cântico dos Cânticos 3:1 // Versão A Mensagem

Tudo o que você não queria lidar está bem ali, sendo declamado por uma das amadas de Salomão. Engulo em seco e leio de novo.

- Francamente, moça, querida, senhora de Salomão, dona da boca de rubi, não fale de amado a essa hora da madrugada. – Respondo minha Bíblia.

Sinto uma leve ironia de Deus. Sabe quando Ele ri de algo que Ele mesmo fez? Pois é.

Respiro e finalmente formulo o que estava evitando: o “haja paz” não me interessa, mas, somente, o versículo cinco, do segundo capítulo de Cânticos:

“Estou desfalecendo de amor!”

De sua,

Nat.

<3

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