Os 30 anos de fé do meu pai

Meu pai é incrível. Daquelas pessoas que a gente sabe que não vai achar mais nessa vida. Meu pai é aquele cara que me ajudou a fazer um trabalho de 40 páginas sobre dinossauros – eu aposto que a professora nunca leu, mas eu tirei 10 e é isso que importa, rs -, que fez maquetes imensas comigo, que me levava à bibliotecas quando eu fiquei obcecada em terminar um trabalho sobre transgênicos na primeira série.

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Das fotos que dão trabalho de achar <3

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Porque as melhores pessoas tocam bateria, pai ( =

 Ele me ensinou a andar de bicicleta (ok, que ele mentiu dizendo que as rodinhas ainda estavam no chão, mas tinha levantado elas), desembaraçou a linha da minha vara de pescar umas 658 vezes, me ensinou a nunca negar comida para ninguém – lembro que ele comprava carne para as pessoas que passavam necessidades na feira -, ah, falando em feira, ele me ensinou tomar garapa com pastel nos domingos de manhã. Meu pai me ensinou a amar as pessoas. Ele me ensinou que mulheres são fortes e podem se resolver sozinhas. Ele é uma das pessoas mais justas que conheço. Seu Tone raramente reclama. Meu pai sempre resolve tudo. Se você chega com um colar enrolado ou com um problema gigante, ele vai dar um jeito.

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Quando abrimos a igreja de Caldas Novas (GO) no antigo cinema da cidade. SPOTTED: me achei ao lado da minha mãe, tocando teclado, hehe…

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Ordenação de bispos na nossa Embaixada, em Brasília

Mas, acima de tudo, meu pai é um homem de Deus e ele me ensinou a amar o Senhor.

E todas as qualidades acima vieram à tona, mais uma vez, no início deste ano, quando nós fomos para nossa cidade natal, São Miguel do Araguaia, e gravamos um filminho sobre o início da sua vida cristã. Passar tempo com tanta gente que sabia coisas da vida do meu pai que eu nem fazia ideia, ou conhecia mais ou menos, foi uma das coisas mais lindas deste ano. A gente vai fazendo 22 e imaginando… “já pensou se eu conseguir fazer o que ele e minha mãe fizeram?”

Nosso filme: 

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Habemus página!

{Para escutar enquanto lê}

Agora a (você sabe) ficou séria, hehehe! 

No próximo mês, o blog completa um ano (êêê!), e há um ano venho compartilhando os posts em minha própria página pessoal. Confesso que nem compartilho todos, porque encher a TL dos outros tem limite… Várias vezes me peguei no quase-criando-a-página-será-mesmo-meu-Deus, mas eu sempre pensava duas vezes e… deixava para lá.

Por um milhão de motivos, porque eu não tinha tempo de atualizar, porque eu estava cansada de alguns amigos que me enchiam o saco porque eu ando falando mais de Deus do que de comer sorvete (quem nunca?), porque se eu não criasse a página, a (você sabe) não ficaria séria. Pois bem: criei.

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E queria que você curtisse, pode ser? Tá Top Therm, tá se-você-ligar-nos-próximos-5-minutos, mas é que a gente vai conversar bem mais se você fizer isso. Porque, às vezes, não dá para escrever um post, mas dá para postar uma música, ou uma imagem (ou um post mesmo hehehe).

Clica aqui ô – logado no Facebook, né, amigos?! – e tcharam (=

Diário de Bordo: Celebrações de Inverno (ou: Violão, felicidade e Dany)

Minha igreja tem um evento chamado Celebrações – de verão e inverno. Nas Celebrações de Inverno – que acabou de acontecer! – nós vamos para Brasília e reunimos irmãos de diversas partes do Brasil e celebramos nosso Deus juntos.

A prévia do post é essa, pessoas. Agora, o que vocês precisam saber é que vou dividi-lo em duas partes. Na primeira vou falar do que aprendi nesses três dias lindos (17,18 e 19), já na segunda, vou mostrar – vídeo hehehe! – a parte extra-oficial que eu, a Dany – QUE FOI PELA PRIMEIRA VEZ ESTE ANO, UHUUUL! – e o Alê fizemos.

Pois bem, vamos.

1) Diário de Bordo Oficial

As Celebrações sempre me fazem incrivelmente bem, porque aumenta minha fé, me fortalece e me conecta com outras pessoas que estão buscando o mesmo que eu. Este ano senti que tudo o que estava sendo pregado era para mim. Como se a todo momento houvesse um painel luminoso sobre minha cabeça dizendo: caro preletor, fale sobre a vida desta pessoa cujo cabelo passa maior parte do evento bagunçado.

A palavra do Bispo Rodovalho entrou dentro de mim como um furacão. Só que ao contrário. Ao invés de bagunçar, ela passou limpando tudo, colocando no lugar, ajeitando e sorrindo. Eu simplesmente entendi as memórias das minhas células e me senti tão grata pela revelação de Jesus que me enfiou em um mundo novo, que olha… A palavra da Bispa me ensinou a perseverar, a do Peter me fez pensar que mal posso esperar pelo ano do Jubileu (e que caso eu torça o meu pé, eu já sei o que devo perguntar para as recepcionistas hehehe!). A do Bispo Lucas me ensinou o quanto estratégias podem ser apaixonantes e como o Arena é uma ferramente poderosa que temos.

Tudo me mostrou um pedacinho diferente de Deus, maaaaaas acima de tudo eu aprendi sobre felicidade. Aprendi que ela nada mais é do que se sentir completo e, claro, fiz uma lista mental de todas as vezes que não consegui a plenitude por que sabotei tudo o que Deus estava construindo em mim. Aprendi que a felicidade é um plano e que a gente precisa estar ciente de que está o escrevendo, esperar que tudo aconteça simplesmente por acaso é como estar em um filme da Katherine Heigl: não rola. Deus me mostrou como as vezes não estou radiante única e exclusivamente por minha culpa, porque eu não consegui ir até o fim por uma ideia errada de que ser feliz é se sentir bem a todo tempo. Felicidade e prazer ininterrupto não são sinônimos.

Na volta, depois de passarmos pelo Arena da Ceilândia – e meu Deus, ficar de boca aberta e coração derretido -, eu fui pensando sobre o que estou escrevendo agora e escutando um violão – e fingindo não muito bem que não estava escutando, porque eu estava quase virada na direção dele hahaha – comecei a orar em línguas. As músicas mudavam, o violão continuou por cerca de uma hora, e Deus me ensinou que ser feliz é não ter nada em falta. Ter todos os pedaços do coração. Eu não me senti totalmente inteira naquela hora. Mas eu sabia o que estava faltando e isso já é muito bom! Eu sabia o que ainda cabia em mim. E eu me esforcei para não dormir e pensar e orar enquanto o violão ainda estivesse tocando.

 

1) Diário de Bordo NÃO Oficial

Depois que as Celebrações se encerraram, nós fomos andar um pouco por Brasília, antes de irmos para o Arena da Ceilândia. E nós – incluir Dany aqui, alguém pela qual sou tão grata, que nem posso dizer mais do que: eu não queria que ninguém colocasse palavras na boca dos nossos personagens, além de você! – batemos pernas e fizemos nossas Celebrações extra-oficial. E claro, todas as noites, intervalos, sorvetes derretidos e sanduíches na madrugada fizeram o evento ter nossa cara: exageraaaaaada. Alê, também companheiro de viagem: muuuito obrigada. Assim como todo mundo que estava com a gente. Sou grata pela igreja que em que Deus me colocou.

Então é isso, o vídeo fala bem melhor do que eu sobre  a segunda parte do post.

 

 

Pro meu amigo

Você tem um fone por aí? Então, acho que essa é a primeira vez que eu posto uma música que não seja uma versão, daquelas que a gente faz na tarde de domingo… MENTIRA, GENTE, LEMBREI DA MÚSICA DO TODDY HAHAHAHAHAHA! Aiai… 

Voltando a esse post, hehe, ontem cheguei do discipulado, peguei o violão – que não toco – e fui falar para Ele que eu sentia muito por ter duvidado que tudo seria bom, perfeito e agradável. Lembrei a Ele que nunca vai haver um melhor amigo como ele, mesmo quando estou sendo a pessoa mais sem fé do planeta, porque tudo fica melhor com Ele. Até pão de queijo.

                                              Com os usuais desafinos e barulhos inexplicáveis da minha casa (:

 

 

<3 my only sound (ou: Melhor notícia do dia)

{para ouvir enquanto lê}

Jesus é lindo, escrevo procês chorando . O motivo é maravilhoso e se chama: Marcela. Hoje podia ser outra quarta-feira, normalinha que só, mas recebi um link que mudou o final do meu dia!

Primeiro tenho que contar que a pessoa que me enviou esse link tem o coração gigante, fala no diminutivo com bebês e cachorros e tem neuras para cortar o cabelo. Ela é minha sis, minha irmãzona, uma das pessoas que segura minhas barras e divide as alegrias. É com ela que, sem querer – fique claro! rs – , eu aciono o alarme da Fnac e ponho minha cara blasé enquanto uma criança nos julga, hehehe. Marcela, maaaarrr (ondas quebrando) cela: ela prende todos os oceanos do mundo dentro dentro de seu peito.

Sim, é derretimento, é post meloso =)

Porque?

Adoro quando você faz as perguntas certas! Bem, porque eu vi uma pessoa mudar ao longo de quatro anos e se tornar mais do que uma amiga, mas uma sis na fé. Me lembro das nossas primeiras conversas sobre Deus e a receitinha de como orar que eu escrevi para você, rindo da simplicidade da coisa. E é por isso que o link que você me mandou, Ma, quebrou meu coração.

Você que não está entendendo nada acesse o tal do link antes de continuarmos. Sem nem pensar duas vezes, você precisa conhecer o My Only Sound!

ma

 

Viu que lindeza? O PRIMEIRO POST É SOBRE ORAÇÃO E EU NÃO PODIA ESTAR MAIS FELIZ NESSA VIDA!

É lindo ver o Senhor falar com você, Ma. É lindo abrir a internetcha e achar gente que fala de Jesus como de um melhor amigo. A Bíblia fala em João: “Já não vos chamo servos ..mas de amigos ..”<3

Ma, você não podia me dar alegria maior. A distância de São Paulo até essa Goiânia-de-meu-Deus ficou ainda menor, porque agora eu vou te ler. Eu e todo mundo que me lê.

 Amém, porque a gente sempre precisar lembrar muito disso.

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Uma das minhas pessoas favoritas: Seu Keith Green

Do nada, alguém postou o link para uma mensagem de Keith Green, no Facebook. Eu cliquei e alguns dias depois ainda estou impactada.

Uma coisa importante sobre o senhor Green e eu antes de seguirmos o texto: ele é uma das pessoas que mais me enchem de esperança nesse mundo. Mesmo que ele tenha morrido tão tragicamente há tanto tempo. Keith e sua esposa fazem meu coração amolecer ao ponto de finalmente entender o que é buscar o Reino. Keith era tão apaixonado pelo evangelho que me faz rir e chorar  em uma mesma música (se você ouvir seu penúltimo álbum vai entender o sentimento!).

Foi ouvindo suas músicas de novo, seu piano, a maneira com que ele e sua barba sorriam para o Senhor, que encontrei um filme sobre sua vida.

Agora, se você realmente puder fazer algo por você hoje: assista até o final. Serão os melhores minutos do seu dia, porque como Keith diria ele foi só (?) uma caneta para o Reino. Mas foi uma caneta maravilhosa. Que sejamos canetas, lápis e qualquer outra simbologia de papelaria, rs, que perseguem sempre a justiça, a paz e a alegria do Reino.

 

Bônus! Bônus! Bônus!Bônus! Bônus! Bônus! Bônus! Bônus! Bônus! Bônus! Bônus! Bônus!

 

 

 

 

 

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Boa viagem, moço

{Para ouvir enquanto lê}

Pra você que é da madrugada: nooooite! Caso você esteja lendo em outro horário: inserir saudação que combine com seu turno, hehehe…

Gente que é de verdade. Tem coisa mais bonita? Esses dias eu e um bando de velas estávamos em um ponto de ônibus quando um moço começou a falar rápido, muito rápido sobre os últimos meses da sua vida. Eu estava fazendo contas e pensando em floriculturas com pétalas disponíveis – era semana do dia dos namorados – e eu não conseguia me concentrar no homem… Minha cabeça ia e voltava, estava ajudando um núcleo lindo e querido da nossa igreja a fazer um jantar de casais, mas olhei de novo para o cara, os olhos deles estavam a mil,tirei meus dois fones (sim, havia tirado apenas um, me julguem, rs) e prestei atenção nele. Resumo: ele largou o emprego chato, pegou o dinheiro que recebeu da empresa e ia viajar pela primeira vez para a Argentina.

Depois de alguns minutos, estava rindo com o moço, desejando uma viagem incrível e me despedindo dele com tchauzinhos pelo vidro.  Gente que é de verdade sempre tem coisa real para te contar. E isso é, para mim, um dos jeitos mais fáceis de se entender a praticidade da fala de Jesus, do evangelho diário. Quando eu aprendi que mais da metade dos nossos ministérios são vividos na rua e não na igreja, eu comecei a me exercitar para ser Cristo em mim no máximo de ações cotidianas possíveis. Mas isso tudo dentro de quem eu sou. No meu caso, um Jesus, as vezes, sarcástico e que prefira chá a café.

E aprendi a gostar de ser de verdade, porque o evangelho funciona bem assim. Eu desconfio de gente que só fala baixinho, que sempre tenta te agradar, gente de sorrisinhos curtos. Não é nada pessoal – e por favor, não é algo para você passar pra frente hahaha -, mas preciso de alguém que me fale o que acha, que me diga que eu estou errada, que seja de verdade. Que me mostre que ela também luta para seguir a quem eu sigo, mas que no final ficou tudo bem.

Pessoas de verdade me mostram que o Reino é para os doentes que ficaram sarados, não porque eles são calados e aparentemente legais com todo mundo, mas única e exclusivamente pelo sacrifício da cruz.

Isso não é uma ode aos maus modos – hahaha, por favor! – , mas é uma maneira arrastada de dizer: seja o espirito santo em você, não seja você em você coberto por uma mistura de educação que nos esconde da vida.

Espero que você tenha uma boa viagem, moço do ponto. Que Deus te abençoe, realize seus sonhos e te faça se apaixonar por outra profissão. E que não tenha que ser assim forçado não, gostar pela rotina – feito gente que acha que insistir em falar com alguém todo dia vai dar em casamento -, que seja de uma vez e que te faça bem. Que você seja sempre justo, moço, porque assim bençãos sempre estarão sobre sua cabeça.

 

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Dos meus homicídios dolo(ro)sos

{Para ouvir enquanto lê}

Tem sempre um dia em que a gente acha que a humanidade não pode descer mais nem um degrau da cretinice. E lá estava eu para provar que era possível. As pessoas matavam a si mesmas – ou umas as outras, eventualmente as duas coisas durante a noite – e eu precisava fazer minha ronda, ligando para a polícia e descobrindo se havia mais alguma notícia para o dia.

- Hoje está tranquilo. Um homicídio, nada passional, acerto de drogas. – O PM passa algumas explicações, eu escrevo uma nota.

Na noite anterior, um grande caso de estupro envolvendo quatro pessoas da mesma família e uma criança tinha acontecido no interior de Goiás e eu – de uma forma nojenta – me sinto aliviada porque só uma pessoa tinha sido assassinada até agora. Sinto culpa. Lembro do dia anterior, de escrever a matéria sobre a menina que só parou de sofrer os abusos porque a mãe achou o diário que ela mantinha. Lembro que andei em silêncio até a garrafa de café, despejei um tanto em copo de plástico e bebi de uma vez, sentindo a língua queimar. Lembro do meu avô falando que tem gente que não tem resistência para a vida, de Bukowski (altamente não religioso, rs) dizendo que quanto mais ele pensa na humanidade, menos quer pensar nela.

Encaixo tudo isso de alguma forma e, quando dou por mim, estou de joelhos na sala de TV, logo depois de chegar do trabalho e comer alguma coisa. Minhas articulações doem, meus pulmões também. Eu devia estar chorando há algum tempo. Alto. Não porque a idéia de alguém querer cometer um homicídio era tão bárbara para mim que me chocasse ao ponto de me deixar com a cara vermelha no meio dos azulejos congelantes da minha sala. Justamente pelo contrário, as manchas apodrecidas de mim que já quiseram arrancar partes de pessoas muitas vezes. Não físicas, mas tão físicas que doeu na minha alma. E eu estava ali no chão, tentando entender como simplesmente alguém poderia gostar da espécie que se distinguiu das outras com palavras e alfabeto fonético. Como Deus poderia gostar de nós? Como o Espírito pode nos encarar todos os dias?

Eu chorei até não conseguir enxergar. Até dizer pra Ele tudo que estava no meio da minha traquéia. Até explicar que a vida é estranha sem Ele. E, então, ele me disse que eu deveria deixar as coisas irem.

- Quando você não tira o peso do pecado que eu já joguei fora, você carrega um peso que eu não te dei.

Abri os olhos. Eu amo a certeza de que Ele fala. Talvez seja assim que ele nos suporta: nos amando, nos perdoando, retirando de nós o peso de nossas próprias transgressões, nos impedindo de morrer sufocado em culpa, nos permitindo voltar para casa, não cheios de carne e homicídios dolosos, mas cheios do espírito e da liberdade que a vida de Deus nos deu.

Tem sempre um dia em que a gente acha que a humanidade não pode descer mais nem um degrau da cretinice. Para esses dias, há sempre o chão de alguma sala e o nosso Jeová Shamá, Deus que sempre fala.

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Obrigada pelo email, desconhecido

Há uma semana recebi um email de uma pessoa que leu o blog. Um email de alguém que não conheço, que não sei se prefere água da geladeira ou do filtro. Um email que me fez perceber que não escrevo faz tempo e me fez analisar, de novo, porque eu mantenho o blog, mesmo com espaços tão gigantes entre os posts quanto os que o GRRM tem feito no meu coração, arrancando personagem por personagem de mim.

Sim, esse é um  post chato, mas às vezes eu não consigo passar por cima das picuinhas… aceitem, porque eu já aceitei, hehehe.

Bem, a principal razão de ter o blog era compartilhar experiências com o evangelho. Coisa prática, sem segredo (?), com muito drama e um pouco de humor (mas isso você leu no meu perfil, na cabeça no blog). Coisas que fazem a gente se sentir normal por não viver no céu o tempo todo, mas que nos deixem com vontade de tentar.

Lembro que dividi com alguém a primeira versão do blog e a pessoa, sabiamente, me falou que visualmente o blog parecia adolescente.

Eu ri.

Gosto de quem me fala a verdade. Gosto desgostando, mas gostando muito.

Os primeiros textos pareciam enfeitados, assim como o primeiro design. Mas chega uma hora que você acha um certo tom e vai.

- Porque eu ainda continuo escrevendo essas histórias? – Eu prossigo me perguntando.

A primeira coisa que me vem à mente é que eu continuo escrevendo por um motivo que NÃO É escrever, hehehe… Quando você trabalha com escrever coisas todos os dias, escrever – a menos que seja algo incrível, espadas, filhos da mãe ou sentimentos quebrados – se torna trabalho. Eu ligo o computador, abro o word e quase saio digitando: Hoje, (06), cinco pessoas foram presas no…. Blé.

Então, por quê?!

Eu continuo escrevendo para receber, de vez em quando, um email me lembrando que de todas as porcarias que eu já fiz na vida – e vamos encarar, umas pessoas fazem mais do que outras, e eu sou do time do que não economiza -, o blog não é uma delas. Mas, ao contrário, se eu estiver fazendo alguma coisa certa, você provavelmente entendeu que a gente sai de  quase todo buraco nessa vida (com ou sem coelhos e Alice). E que, quando parece que não tem mesmo como sair,  aí a gente usa aquela coisa do tamanho do grão de mostarda e diz que tem. Porque a desesperança é assustadora. A falta de fé me envelhece. Eu sei, porque ganhei uns cinco anos a mais em maio.

Continuo, porque dividir experiências por aqui me faz feliz. E isso é raro nesses dias de mortes rápidas e leads sujos. Me faz feliz porque eu posso mostrar para os meus amigos incríveis que, PRA MIM, Jesus não é (quase) nada do que eles costumam ver por aí.

Eu fiz esse blog para ter a oportunidade de dizer para quem acusa os outros nas redes sociais e coloca “vigia” nos comentários de desconhecidos: para com essa babaquice, cara.

Fiz esse blog para colocar uma playlist para quem divide comigo um dia longo.

Eu sei e não sei. Mas o que eu tenho absoluta certeza é que eu não conheço quase nada do Espírito, quem tem zilhões de anos e músicas ouvidas a nossa frente, mas escrever me ajuda a aprender. A gravar.

Assim como eu gravei que a área do círculo é pi x r², quero gravar que sou Dele um pouco mais nesta sexta, do que na semana passada.

 

 

 

 

Passagem Secreta (ou: desafinos que me levam para Ele)

Ache uma coisa que te faça ficar mais perto de Deus e… tcharam: você, provavelmente, descobriu sua passagem secreta para a sala do trono.

Há dias que é mais difícil se encontrar com o rei. Dias que a gente bate, bate, bate, mas a sala do trono parece fechada, ou aberta para visitação: você entra, olha e sai. Há dias que a sala parece tãaao distante… Nesse dia, você precisa da sua passagem secreta para Deus.

Quando eu falo e falo e falo e nada acontece, quando eu chamo o Espírito e não o encontro, eu começo a cantar seu nome. Assim, bem devarzinho… Fecho os olhos e o chamo por uma de suas qualidades mais lindas: santo. Encho minha boca para exaltar sua santidade. Então eu repito. Enquanto repito, meu coração parece entender como Ele é santo, como naquele exato momento meu Senhor deve estar cercado de milhares de anjos que só desejam expressar o quão maravilhosamente santa é sua presença.

E aí, eu não tenho que me preocupar em como chegar à sala do trono, porque eu estou no meio dela, prostrada, rendida, maravilhada, pois o rei quis me ver. Ele me chamou pelo nome. Aquele que é santo chamou alguém que nunca poderá ser tão limpa quanto Ele é.

Minha passagem secreta é adorá-lo.  E Ele não se importa com minha completa desabilidade com o violão, com minha falta de qualquer técnica, com o fato de que eu desafino e vou desafinando a cada vez que me sinto mais abraçada pelo Espírito. Naquele momento minha voz é apenas um grande punho batendo contra a porta da sala do trono.

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Não importa quão velha seja a passagem secreta, garanto que ela vai funcionar (=

- Santo, me deixa entrar? Santo, eu preciso te ver um pouco… Santo, aqui tá frio.

Frio. É o que eu sinto sem Ele. Meus ossos ficam mais pesados e a vida começa a ficar difícil. Mas quando o meu Deus abre a porta… Ah! Como é bom falar com o Espírito. Ele me cobre com sua alegria, me esquenta com uma percepção da vida que é só Dele.

Você pode estar com frio agora. Pensando na possibilidade de tudo dar errado de novo. Você pode estar abaixando o punho antes mesmo de bater. Foi para você que eu escrevi tudo isso, porque nós somos parecidos… Levante a mão agora e bata. Não volte para casa sem que o Senhor te dê uma coberta. Ele tem muitas, é só pedir.

Se você ainda não achou sua passagem secreta, eu te empresto a minha. Comece a adorá-lo. Cante baixinho agora que você acha que Ele é a pessoa mais bonita de todo o planeta. Que você acha que o nariz imaginário Dele é a coisa mais perfeita que já existiu. Santo. Cante que Ele é santo.

O áudio abaixo é como eu faço. São meus desafinos que me levam para Ele. É um pontapé para você tentar e achar a passagem que mais te aproxime Dele.

Vou orar para que você ache um guarda-roupa mágico que te leve diretamente para Ele e, se você puder, ore para que mais pessoas se sintam quentes pela presença do Espírito.

 

 

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